Tópicos
- Aos Leitores (20)
- Breves (968)
- Cartas (44)
- Cultura (45)
- Economia (175)
- Editorial (76)
- Efeméride (55)
- Liberdades (541)
- Mundo (917)
- País (1388)
- Política (1413)
- Sociedade (284)
- Trabalho (462)
- Tribuna (17)
- Ver-Ouvir-Ler (37)
Links
Número de consultas:
(desde 7 Outubro 2007)
Última actualização do site:
28 Setembro 2026
Tópico: Mundo
IA: o problema não é a tecnologia
Editor / Bappa Sinha — 5 Junho 2026

Voltamos ao tema da inteligência artificial, de novo pela pena de um autor indiano, agora focando atenção no modo como a alta finança, os grandes laboratórios e o poder político dos EUA (mas também da Europa) se combinam para fazer de um conhecimento que aponta para o progresso humano um instrumento de retrocesso social em nome da acumulação cega de capital.
Alimentar a guerra, dar asas à corrupção
Editor / Alcídio Torres —

Inicialmente, terá sido Volodimir Zelensky, pau-mandado dos belicistas europeus e norte-americanos, comprovado líder de uma tentacular rede de corrupção alimentada pela guerra, que alvitrou mais uma contribuição para eternizar as hostilidades na Ucrânia. Mas foi a NATO, pela voz do indescritível Mark Rutte, que avançou a proposta de cada membro da Aliança contribuir, anualmente, com mais uns milhões. Nada menos que 0,25% do PIB de cada país, a somar aos 90 mil milhões recentemente extorquidos aos contribuintes europeus. Portugal calou e consentiu.
Inteligência artificial e revolução social
Editor / Sanjay Roy — 2 Junho 2026

Os debates sobre o desenvolvimento e a aplicação prática da inteligência artificial vagueiam entre a desconfiança perante uma tecnologia que as pessoas comuns não dominam, as ameaças de desemprego que pairam no ar com selo de “progresso económico”, e o receio de ver tal arma nas mãos de uma elite todo-poderosa e sem escrúpulos.
Duas semanas na China. Impressões de viagem
Manuel Raposo — 7 Maio 2026

Para os europeus comuns do século XVI, a China – “o soberbo império que se afama” (Camões) – pouco mais podia ser do que um mundo estranho e inacessível. Conheciam-na os navegadores-comerciantes que faziam a viagem de ida e volta em 2-3 anos, sob incontáveis tormentos, fatais para boa parte das equipagens, na maioria arregimentadas ou levadas pela miragem da aventura e da fortuna. Apenas as elites podiam gozar da porcelana fina (o “ouro branco”) e da requintada seda que enchiam os porões das naus. Para lá disso, o país dos Chins era um território de fábula.
Lições de uma guerra que o Irão não perdeu
Editor / Dmitry Trenin, RT — 16 Abril 2026

Tirando os comentadores que afinam pelas ordens-de-serviço das embaixadas dos EUA ou de Israel, é opinião comum que o Irão está a conseguir sair por cima na guerra que lhe foi imposta, e que, por isso mesmo, os agressores a estão a perder. As consequências deste facto para os equilíbrios mundiais, para a resistência do Sul Global ao imperialismo e para a própria reconfiguração do poder no Irão, são destacadas por Dmitry Trenin, numa análise sumária, mas directa – em que o prisma russo e chinês não deixa de estar presente.
A última esperança da humanidade
Editor / O Comuneiro — 10 Abril 2026

Temos o privilégio de viver numa época de profunda mudança histórica a partir da qual nada será como dantes, assinalam os editores de O Comuneiro na introdução ao número de março da revista. A humanidade está perante a ameaça da extinção da espécie se prevalecer o rumo imposto pelos poderes do sacro império ocidental. Para o travar e abrir futuro à humanidade, é preciso enfrentar e desarticular esses poderes, que são o produto da degenerescência da sociedade capitalista ocidental, alheia a tudo o que esteja para lá de um cálculo de custo-benefício.
“O Irão que eu conheci”
Fernanda M. Pinto / Entrevista — 20 Março 2026

A maioria da população portuguesa e Ocidental ignora o que é a sociedade iraniana de hoje. A propaganda mais primária e mistificadora tem feito carreira nos meios de comunicação, criando na opinião pública uma visão inteiramente distorcida acerca da vida dos iranianos comuns, da sua relação com o poder, das suas ambições e da forma como encaram o futuro do país. Foi neste caldo que a agressão ao Irão foi cozinhada, como se pode avaliar pela conivência inicial de toda a UE e pela cumplicidade do governo português com os agressores.
Militares veteranos dos EUA condenam o ataque ao Irão
Editor / Veterans For Peace — 15 Março 2026

A 1 de março, logo após o início do ataque ao Irão, uma organização norte-americana de soldados veteranos, Veterans For Peace, emitiu um apelo à população civil e aos soldados dos EUA para que se levantem em protesto contra a guerra e recusem combater. Activa desde 1985, a organização argumenta com a ilegalidade e inconstitucionalidade da guerra, denuncia as mentiras do governo para a desencadear, exige o fim das agressões ao Irão, à Palestina, à Venezuela e a Cuba e reclama o fim do apoio dos EUA a Israel.
EUA contra a guerra. Um apelo aos soldados
Editor / John Catalinotto —

As declarações arrogantes dos dirigentes dos EUA e de Israel tentam esconder o que se torna evidente com o passar dos dias: o Irão resiste aos ataques terroristas de que está a ser vítima, a população iraniana mostra-se unida na defesa da sua soberania, os aliados dos EUA no Golfo Pérsico e na Europa pagam os custos dos favores que fazem ao imperialismo. Começa a ser convicção comum que, seja qual for o grau de destruição que causem, EUA e Israel vão sair desta guerra mais isolados que nunca.
Banditismo sem pudor! Notas a quente sobre o ataque ao Irão
Manuel Raposo — 4 Março 2026

Tirando os EUA e Israel, parece haver consenso sobre o facto de a agressão ao Irão constituir uma violação do direito internacional tal como está definido na Carta das Nações Unidas. Um acto ilegal, portanto. Bastaria isto para considerar a resposta do Irão como uma reacção de legítima defesa e, consequentemente, legal. Bastaria isto, igualmente, para identificar sem margem para dúvida o criminoso e a vítima; e para, sem reticências, o mundo dito civilizado acorrer em defesa da vítima e condenar o criminoso.
Mas eis que, numa completa inversão de valores, a legítima defesa do Irão passa a ser o alvo da condenação do Ocidente por inteiro. O crime é avaliado pelo critério do criminoso.