Tópico: Mundo

IA: o problema não é a tecnologia

Editor / Bappa Sinha — 5 Junho 2026

Avião-radar dos EUA abatido pelo Irão. A IA não lhe valeu

Voltamos ao tema da inteligência artificial, de novo pela pena de um autor indiano, agora focando atenção no modo como a alta finança, os grandes laboratórios e o poder político dos EUA (mas também da Europa) se combinam para fazer de um conhecimento que aponta para o progresso humano um instrumento de retrocesso social em nome da acumulação cega de capital.


Alimentar a guerra, dar asas à corrupção

Editor / Alcídio Torres —

Guerra e corrupção de mãos dadas. E os povos europeus a pagar

Inicialmente, terá sido Volodimir Zelensky, pau-mandado dos belicistas europeus e norte-americanos, comprovado líder de uma tentacular rede de corrupção alimentada pela guerra, que alvitrou mais uma contribuição para eternizar as hostilidades na Ucrânia. Mas foi a NATO, pela voz do indescritível Mark Rutte, que avançou a proposta de cada membro da Aliança contribuir, anualmente, com mais uns milhões. Nada menos que 0,25% do PIB de cada país, a somar aos 90 mil milhões recentemente extorquidos aos contribuintes europeus. Portugal calou e consentiu.


Inteligência artificial e revolução social

Editor / Sanjay Roy — 2 Junho 2026

As tecnologias não transformam as sociedades, mas criam a necessidade dessa transformação

Os debates sobre o desenvolvimento e a aplicação prática da inteligência artificial vagueiam entre a desconfiança perante uma tecnologia que as pessoas comuns não dominam, as ameaças de desemprego que pairam no ar com selo de “progresso económico”, e o receio de ver tal arma nas mãos de uma elite todo-poderosa e sem escrúpulos.


Duas semanas na China. Impressões de viagem

Manuel Raposo — 7 Maio 2026

Museu de Ciência e Tecnologia de Shenzhen

Para os europeus comuns do século XVI, a China – “o soberbo império que se afama” (Camões) – pouco mais podia ser do que um mundo estranho e inacessível. Conheciam-na os navegadores-comerciantes que faziam a viagem de ida e volta em 2-3 anos, sob incontáveis tormentos, fatais para boa parte das equipagens, na maioria arregimentadas ou levadas pela miragem da aventura e da fortuna. Apenas as elites podiam gozar da porcelana fina (o “ouro branco”) e da requintada seda que enchiam os porões das naus. Para lá disso, o país dos Chins era um território de fábula.


Lições de uma guerra que o Irão não perdeu

Editor / Dmitry Trenin, RT — 16 Abril 2026

Manifestantes exigem resposta “esmagadora” aos ataques dos EUA e Israel. Março 2026

Tirando os comentadores que afinam pelas ordens-de-serviço das embaixadas dos EUA ou de Israel, é opinião comum que o Irão está a conseguir sair por cima na guerra que lhe foi imposta, e que, por isso mesmo, os agressores a estão a perder. As consequências deste facto para os equilíbrios mundiais, para a resistência do Sul Global ao imperialismo e para a própria reconfiguração do poder no Irão, são destacadas por Dmitry Trenin, numa análise sumária, mas directa – em que o prisma russo e chinês não deixa de estar presente.


A última esperança da humanidade

Editor / O Comuneiro — 10 Abril 2026

Revoluções sob ameaça. Hasta la victoria, siempre!

Temos o privilégio de viver numa época de profunda mudança histórica a partir da qual nada será como dantes, assinalam os editores de O Comuneiro na introdução ao número de março da revista. A humanidade está perante a ameaça da extinção da espécie se prevalecer o rumo imposto pelos poderes do sacro império ocidental. Para o travar e abrir futuro à humanidade, é preciso enfrentar e desarticular esses poderes, que são o produto da degenerescência da sociedade capitalista ocidental, alheia a tudo o que esteja para lá de um cálculo de custo-benefício.


“O Irão que eu conheci”

Fernanda M. Pinto / Entrevista — 20 Março 2026

Estreito de Ormuz

A maioria da população portuguesa e Ocidental ignora o que é a sociedade iraniana de hoje. A propaganda mais primária e mistificadora tem feito carreira nos meios de comunicação, criando na opinião pública uma visão inteiramente distorcida acerca da vida dos iranianos comuns, da sua relação com o poder, das suas ambições e da forma como encaram o futuro do país. Foi neste caldo que a agressão ao Irão foi cozinhada, como se pode avaliar pela conivência inicial de toda a UE e pela cumplicidade do governo português com os agressores.


Militares veteranos dos EUA condenam o ataque ao Irão

Editor / Veterans For Peace — 15 Março 2026

Militar no activo: Quero que tu recuses ordens ilegais!

A 1 de março, logo após o início do ataque ao Irão, uma organização norte-americana de soldados veteranos, Veterans For Peace, emitiu um apelo à população civil e aos soldados dos EUA para que se levantem em protesto contra a guerra e recusem combater. Activa desde 1985, a organização argumenta com a ilegalidade e inconstitucionalidade da guerra, denuncia as mentiras do governo para a desencadear, exige o fim das agressões ao Irão, à Palestina, à Venezuela e a Cuba e reclama o fim do apoio dos EUA a Israel.


EUA contra a guerra. Um apelo aos soldados

Editor / John Catalinotto —

Manifestações por todos os EUA contra a guerra ao Irão

As declarações arrogantes dos dirigentes dos EUA e de Israel tentam esconder o que se torna evidente com o passar dos dias: o Irão resiste aos ataques terroristas de que está a ser vítima, a população iraniana mostra-se unida na defesa da sua soberania, os aliados dos EUA no Golfo Pérsico e na Europa pagam os custos dos favores que fazem ao imperialismo. Começa a ser convicção comum que, seja qual for o grau de destruição que causem, EUA e Israel vão sair desta guerra mais isolados que nunca.


Banditismo sem pudor! Notas a quente sobre o ataque ao Irão

Manuel Raposo — 4 Março 2026

Funeral das 160 crianças massacradas em Minab, sul do Irão

Tirando os EUA e Israel, parece haver consenso sobre o facto de a agressão ao Irão constituir uma violação do direito internacional tal como está definido na Carta das Nações Unidas. Um acto ilegal, portanto. Bastaria isto para considerar a resposta do Irão como uma reacção de legítima defesa e, consequentemente, legal. Bastaria isto, igualmente, para identificar sem margem para dúvida o criminoso e a vítima; e para, sem reticências, o mundo dito civilizado acorrer em defesa da vítima e condenar o criminoso.

Mas eis que, numa completa inversão de valores, a legítima defesa do Irão passa a ser o alvo da condenação do Ocidente por inteiro. O crime é avaliado pelo critério do criminoso.