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24 Fevereiro 2026
Particularidades do “milagre económico” português
Urbano de Campos — 24 Fevereiro 2026

Governo e patrões, acolitados por toda a corte de comentadores, não se cansam de propagandear aquilo a que chamam os êxitos da economia nacional. Para os ajudar na festa, a revista The Economist elegeu Portugal, entre 36 países, como a “Economia do Ano” em 2025, e o Financial Times atribuiu-lhe uma menção honrosa pelo desempenho no contexto europeu. Considerando o crescimento anémico do PIB português (1,9%), só se entende o elogio pela bitola de uma terra de cegos, uma vez que os nossos parceiros próximos ficaram ainda mais abaixo (1,5% para a Zona Euro e 1,6% para a UE).
Nos 50 anos da fundação do PCP(R)
Manuel Raposo — 24 Fevereiro 2026

No final do ano passado, completaram-se cinquenta anos sobre a fundação do Partido Comunista Português (Reconstruído). No congresso, iniciado em Lisboa a 27 de dezembro de 1975 e terminado nos primeiros dias de janeiro, fundiram-se várias das principais organizações da corrente marxista-leninista, pondo fim a mais de dez anos de proliferação de grupos, de divisão organizativa e de conflitos políticos.
O mundo liderado pelos EUA chegou ao fim
Editor / Larry Holmes — 14 Fevereiro 2026

O declínio dos EUA, hoje aceite como evidente, corre a par do crescimento de potências com capacidade para lhe disputar a hegemonia em todos os domínios: económico, militar, político, científico, tecnológico, cultural. Este facto inédito abre brechas no sistema mundial montado nos oitenta anos decorridos desde o final da segunda grande guerra. É uma época que finda. Criam-se assim condições materiais para uma recomposição dos equilíbrios mundiais em que a batalha pelo socialismo terá um papel decisivo a desempenhar.
Uma greve operária reivindicativa, política e internacional
Editor / The Cradle — 11 Fevereiro 2026

Enquanto a Europa oficial se debate entre a obediência às imposições vindas do outro lado do Atlântico, as tentativas frustres de “autonomia estratégica” e as dissidências nacionalistas (algumas de extrema-direita) por parte dos poderes instalados, uma inesperada greve operária dos portuários do Mediterrâneo veio refrescar o ambiente político.
O pacote laboral e a ilusão da modernização. Porque devem os trabalhadores dizer “Basta!”
Filipe Dias — 28 Janeiro 2026

As eleições presidenciais provocaram uma paragem no debate público sobre a proposta de alteração das leis laborais lançada pelo Governo. Paragem no debate – e na luta que os trabalhadores iniciaram com a greve geral de 11 de dezembro. Mas a questão não morreu nem perdeu actualidade. Pelo contrário, as manobras levadas a cabo pelo ministério do Trabalho mostram que tanto o Governo como o patronato querem levar a sua avante por quaisquer meios.
Fórum de Davos, um espelho da crise do imperialismo
Manuel Raposo — 24 Janeiro 2026

A intervenção do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, foi o acontecimento mais marcante do fórum de Davos deste ano. Embora atirado para plano secundário, como seria de esperar, pelo teatro montado por Donald Trump – que a imprensa e os comentadores seguem como galinhas hipnotizadas por um círculo de giz – o discurso de Carney traçou um retrato cru da realidade internacional de hoje. Não estamos em transição para nada de novo, disse ele, estamos a assistir a “uma ruptura” daquilo que foi chamado até agora a “ordem mundial baseada em regras”. Por outras palavras, a ordem imposta pelo poder dos EUA.
Para entender a corrida à Presidência
Manuel Raposo — 14 Janeiro 2026

O nível da campanha eleitoral para a Presidência da República tem sido tal que o senhor D. Duarte Pio de Bragança, herdeiro do trono, viu oportunidade para convidar os portugueses a ponderarem o retorno à monarquia. Além da prestação dos candidatos, o próprio cargo se presta à degradação dos debates. De facto, as funções constitucionais do Presidente da República, em condições correntes, roçam o zero – proporcionando, ou o vazio da conversa por falta de assunto, ou a insistência em temas que estão fora da sua esfera de actuação por serem da competência do Governo. Mais do que noutras eleições, está-se no puro terreno das promessas sem viabilidade.
Venezuela: afinal, o que inquieta a Europa?
Manuel Raposo — 7 Janeiro 2026

Nas declarações feitas logo após o ataque militar a Caracas e o rapto do presidente Nicolás Maduro (que o eufemismo servil de jornalistas, políticos e comentadores designavam por “extração”), Donald Trump definiu perfeitamente o que faz correr os EUA. Disse ele que finalmente “o nosso” petróleo estava à disposição das empresas norte-americanas, lançando ao lixo, de uma assentada, as acusações de narcotráfico e terrorismo que serviram de cortina para o assalto, e que, nas semanas antecedentes, justificaram o assassinato a frio de mais de cem pessoas no mar das Caraíbas.
Uma oportunidade perdida na greve geral. É preciso estar à altura do desafio
Filipe Dias — 26 Dezembro 2025

A manifestação da greve geral mal tinha começado a ganhar corpo frente à Assembleia da República e já os discursos das direcções sindicais tinham terminado. Antes de metade dos manifestantes chegar ao local, o ritual discursivo estava concluído. Cumpriram os mínimos, como quem risca uma tarefa da lista. Mas será isso suficiente num momento político tão carregado de implicações para quem trabalha?
Não, o Governo não vive numa bolha
Manuel Raposo — 9 Dezembro 2025

Perante uma plateia de empresários da banca e do sector exportador (Millennium Portugal Exportador), o primeiro-ministro proferiu, no início de dezembro, uma discursata, tão cínica como patética, com o propósito de enaltecer as virtudes do novo pacote laboral, demonstrar a visão política do Governo e desmerecer as razões da greve geral convocada justamente contra esse mesmo pacote. Para ilustrar a bondade da sua política, lançou para o ar promessas de subida vertiginosa dos salários e de progresso económico que ninguém de bom senso (a começar pelos representantes patronais) leva a sério – como ninguém levou a sério as proverbiais promessas de bacalhau a pataco dos políticos da Primeira República.