Tópico: Liberdades

Imperialismo, questão central do nosso tempo

Editor / Prabhat Patnaik — 11 Fevereiro 2024

A quebra da hegemonia do bloco imperialista é sinal de que se abre uma nova época de revoluções sociais

O centésimo aniversário da morte de Lenine, completado a 21 de Janeiro deste ano, foi ocasião para recordar, entre outros assuntos, a importância teórica e política do tema Imperialismo. Tanto mais quanto o estado de guerra permanente em que o mundo se vê envolvido se acentua a olhos vistos – na Ucrânia, na Palestina, no Próximo ou no Extremo Oriente. O marxista indiano Prabhat Patnaik trata do assunto, a nosso ver, com duplo mérito: recorda de forma concisa o inovador contributo de Lenine e, do mesmo passo, não deixa de alertar para as mudanças entretanto ocorridas no mundo, exortando-nos a desbravar terrenos que são cruciais para a afirmação do socialismo no nosso tempo.


Israel: a veia genocida do imperialismo, hoje

Manuel Raposo — 15 Janeiro 2024

Biden com Netanyahu em Telaviv em dezembro de 2023. Apoio incondicional

O que se tem visto desde outubro em Gaza e na Cisjordânia é a execução do plano de há muito alimentado pelo ideário sionista de liquidar ou expulsar toda a população árabe e tomar conta de toda a Palestina como território de Israel. Estes propósitos estão expostos à luz do dia e sem reservas. Os métodos brutais, aplicados sem qualquer restrição, também. Ninguém pode dizer que não sabe, não vê ou não acredita. Os actos de Israel, contudo, não são apenas de Israel e de uma clique sionista, extremada e ocasional: eles espelham o cariz do imperialismo de hoje e dos métodos a que deita mãos sem hesitar.


O nazi-sionismo por ele próprio

Editor / Law for Palestine — 8 Janeiro 2024

Cemitério de Deir Al-Balah, Gaza, 23 de outubro

Uma chave, se ainda fosse precisa, para entender o que se passa em Gaza está nas palavras do próprio presidente israelita Isaac Herzog. Disse ele em 10 de outubro passado: “Não há civis inocentes em Gaza”. Estas mesmas palavras foram repetidas um mês depois por Avigdor Liberman, deputado, ex-ministro e ex-vice-primeiro-ministro. Muitas outras declarações do mesmo teor e piores, e actos criminosos da tropa israelita podem ser encontradas numa recolha feita pela organização Law for Palestine, uma organização de defesa de direitos humanos sediada em Manchester, com o fim de reunir dados que incriminem os responsáveis políticos e militares israelitas.


Lajes, Nato e Pilatos

Urbano de Campos — 21 Dezembro 2023

Cimeira das Lajes, março 2003. Durão Barroso, Blair, Bush e Aznar selam a destruição do Iraque

O nosso país tem implicação directa nas duas guerras em curso, na Ucrânia e na Palestina, tanto pelo seu papel como membro da Nato como pela cedência da base das Lajes aos EUA. Todas as decisões tomadas no âmbito da Nato são decisões tomadas em nosso nome, e todo o uso que os EUA continuam a fazer das Lajes é por consentimento dos órgãos do Estado. Os crimes por essa via cometidos têm, portanto, cumplicidade nacional na pessoa do poder político e dos partidos e propagandistas que com ele alinham.


Luta da Palestina desperta povos árabes e muçulmanos

Editor / Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental — 8 Dezembro 2023

Manifestação de solidariedade com a Palestina. Rabat, Marrocos, 18 de outubro

A carnificina que Israel leva a cabo na Palestina, em Gaza mas também na Cisjordânia, só é possível pelo apoio político e militar que lhe é dado pelas potências ocidentais – EUA e UE à cabeça. Mas a impunidade de Israel é igualmente facilitada pelo comportamento dúplice dos regimes árabes que o Ocidente, convenientemente, designa de “moderados”.  Marrocos é um destes casos, como denuncia um artigo publicado pela Associação de Amizade Portugal Sahara Ocidental no seu boletim de dezembro.


Santos Silva passa facturas falsas

Urbano de Campos — 3 Dezembro 2023

Lisboa. Pintura mural de apoio à Resistência Palestina

Como se não tivessem bastado as indecorosas declarações do presidente da República ao embaixador da Palestina, veio agora o presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, segunda figura do Estado, justificar o massacre que Israel leva a cabo em Gaza. Depois de o Governo ter reconhecido a Israel o “direito de defesa” (frase de código para encobrir a tolerância com a ocupação, com o genocídio e com a limpeza étnica), fica completo o quadro da cumplicidade do Estado português com os crimes dos dirigentes sionistas. 


25 de novembro, o de ontem e o de hoje

Manuel Raposo — 28 Novembro 2023

Mário Soares com Frank Carlucci, embaixador dos EUA em Portugal de 1975 a 1978. Carlucci acompanhou todos os passos do golpe

Não é bem o 25 de novembro de 1975 que a direita hoje festeja. O movimento que está em curso (na verdade, não se trata apenas de um episódio evocativo) foi lançado em primeira mão pelo CDS em 2019 e vivamente acolhido por toda a direita, até que o presidente da Câmara Municipal de Lisboa achou, este ano, chegado o momento de pôr a ideia em marcha. A evocação, cobrindo-se com juras de pluralismo democrático, visa, de facto, dar impulso a um programa político antipopular, por isso mesmo antidemocrático – mas também, pelas forças que procura agregar, inevitavelmente protofascista ou mesmo abertamente fascista.


Preto no branco, o plano sionista de expulsão dos palestinos

Editor / Yuval Abraham — 13 Novembro 2023

Rafah, sul de Gaza: palestinos nos escombros das suas casas depois de um ataque aéreo israelita, 29 outubro (Abed Rahim Khatib/Flash90)

Qual o projecto político de Israel para  Gaza, e para a Palestina em geral, além da intervenção militar? A resposta, preto no branco, vem de um grupo de reflexão sionista que divulgou em Telavive um detalhado projecto de expulsão dos palestinos de Gaza, com chancela de um ministério do governo de Israel, projecto para cuja concretização o bando de Netanyahu conta com o consentimento dos EUA, a anuência da UE e a tolerância dos regimes árabes “amigos”. O projecto, na prática, está em marcha no que respeita ao morticínio da população de Gaza.


Deixem falar o Marcelo…

Urbano de Campos — 5 Novembro 2023

Terão sido os gregos os primeiros a dizer que a palavra foi dada ao homem para ele poder esconder o pensamento. No caso de Marcelo Rebelo de Sousa sucede o contrário: a sua verborreia e ânsia de palco são um insubstituível e precioso revelador do que lhe vai na alma.

Na esclarecedora conversa que teve com o representante diplomático da Palestina em Portugal, Marcelo desprezou soberanamente os argumentos do interlocutor. Fez tábua rasa de todo o antecedente de repressão, espoliação de território, apartheid, etc. a que a operação de 7 de outubro deu resposta militar. Mostrou que o pretexto da “legítima resposta” de Israel prevalece no seu espírito sobre a acção genocidária que está em curso. 


“Gaza é um cemitério para milhares de crianças”

Editor / The Cradle — 2 Novembro 2023

Funeral de uma criança morta no bombardeamento israelita a Deir Al-Balah, centro da Faixa de Gaza, 31 de outubro

O título acima reproduz a denúncia, feita em 31 de outubro em Genebra, pelo porta-voz da UNICEF James Elder. As mortes de palestinos sob as bombas israelitas crescem à razão de centenas por dia. Estes factos, que indignam milhares e milhares de pessoas por todo o mundo e as fazem descer à rua, falam mais alto, por uma vez que seja, do que a propaganda dos dirigentes israelitas. A batalha política está por isso perdida para  Israel.


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