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14 Janeiro 2026
Tópico: Liberdades
Para entender a corrida à Presidência
Manuel Raposo — 14 Janeiro 2026

O nível da campanha eleitoral para a Presidência da República tem sido tal que o senhor D. Duarte Pio de Bragança, herdeiro do trono, viu oportunidade para convidar os portugueses a ponderarem o retorno à monarquia. Além da prestação dos candidatos, o próprio cargo se presta à degradação dos debates. De facto, as funções constitucionais do Presidente da República, em condições correntes, roçam o zero – proporcionando, ou o vazio da conversa por falta de assunto, ou a insistência em temas que estão fora da sua esfera de actuação por serem da competência do Governo. Mais do que noutras eleições, está-se no puro terreno das promessas sem viabilidade.
Venezuela: afinal, o que inquieta a Europa?
Manuel Raposo — 7 Janeiro 2026

Nas declarações feitas logo após o ataque militar a Caracas e o rapto do presidente Nicolás Maduro (que o eufemismo servil de jornalistas, políticos e comentadores designavam por “extração”), Donald Trump definiu perfeitamente o que faz correr os EUA. Disse ele que finalmente “o nosso” petróleo estava à disposição das empresas norte-americanas, lançando ao lixo, de uma assentada, as acusações de narcotráfico e terrorismo que serviram de cortina para o assalto, e que, nas semanas antecedentes, justificaram o assassinato a frio de mais de cem pessoas no mar das Caraíbas.
Luta de classes, senhores, é luta de classes!
Manuel Raposo — 18 Novembro 2025

Para o patronato nacional e para as forças políticas que o representam, o padrão de governação ideal é o da troika. Essa referência da nossa história recente não pode ser esquecida porque está aí a evidência prática dos propósitos do Governo e das confederações patronais ao meterem mãos à revogação das leis laborais. Submeter o trabalho à exclusiva vontade de gestores e patrões (e mesmo aos humores de uns e outros), retirar ao trabalho os meios de resistir às medidas ditatoriais que o capital entenda levar a cabo, reduzir os trabalhadores a um somatório de indivíduos facilmente manipuláveis, colocá-los em concorrência fratricida uns com os outros (nacionais ou imigrantes) – é essa a finalidade, mal disfarçada com a propaganda reles de “fazer crescer o país”.
Greve geral. Reerguer a luta dos trabalhadores
Editor / António Barata —

As medidas propostas pelo Governo de alteração ao código do trabalho, fruto de uma concertação absoluta com as confederações patronais, não deixam margem para dúvidas sobre o que pretendem: cortar nas condições de vida dos assalariados e reduzi-los a uma massa de gente sem capacidade de resistência que cada patrão possa manipular como e quando quiser. Depois da grande e combativa manifestação do passado dia 8 contra o pacote laboral, a questão que se coloca é a de fazer da greve geral marcada para 11 de dezembro um ponto de viragem na resistência dos trabalhadores ao patronato e à direita.
Nova Iorque, terreno para uma luta séria
Editor / John Catalinotto — 11 Novembro 2025

A ascensão de Zohran Mamdani a presidente da câmara de Nova Iorque abalou não apenas o meio partidário norte-americano, mas também muitas das convicções que parecem dominar (e na verdade dominam grandemente) a realidade política dos EUA. Por exemplo, o racismo, o peso das oligarquias, o colete de forças que prende o eleitorado no bipartidarismo Republicanos/Democratas, aparentemente sem alternativa. A questão agora é esta: O que vai ser o mandato de Mamdani? Como vai ele cumprir promessas como casas baratas, transportes gratuitos, saúde para os trabalhadores, proteção dos imigrantes?
Piratas das Caraíbas, versão D. J. Trump
Urbano de Campos — 4 Novembro 2025

Recuemos um mês. O Comité Nobel não ficou assim tão longe como se diz de laurear Donald Trump quando, em outubro, deu a palma da Paz a uma agente do imperialismo norte-americano. A venezuelana Corina Machado tem sido desde os tempos do carniceiro do Iraque Bush-filho, há mais de vinte anos, uma fiel mandatária dos EUA na sua fúria para derrubar o regime venezuelano, desde que Hugo Chávez assumiu o governo do país em 1999. Qualquer cheiro de poder popular, por muito elementar que seja, como é na Venezuela, tem garantido o ódio dos EUA – com Bush, Obama, Biden ou Trump.
Aviso sobre as eleições de dia 12: O poder local não existe
Manuel Raposo — 9 Outubro 2025

Mais de 9 milhões de eleitores estão a ser chamados a escolher uns quantos milhares de autarcas que vão governar concelhos e freguesias em nome, assim se diz, dos interesses locais das populações. Afirma-se que não há outras eleições em que a relação dos eleitores com os eleitos seja tão próxima, e determinada por assuntos tão concretos. Mas sempre que se abre uma nova campanha eleitoral repetem-se as mesmas queixas da parte das populações que não vêem, décadas a fio, progresso digno desse nome nas suas condições de vida.
Única maneira: deter os assassinos israelitas pela força
Editor / Tarik Cyril Amar — 22 Agosto 2025

Apesar de todas as condenações que correm mundo e das promessas de reconhecimento do estado palestiniano, Israel continua a sua obra de aniquilação em Gaza e na Cisjordânia. Porquê? Porque não teve, até agora, de enfrentar uma força militar capaz de travar os assassinos instalados em Telavive. Porque continua a ter o pleno apoio do imperialismo norte-americano. Porque a recente indignação dos dirigentes europeus não anula a colaboração que prestaram e continuam a prestar aos genocidas com o argumento do “direito de defesa” e com a criminalização dos manifestantes que apoiam a causa palestiniana.
O novo despertar da esquerda árabe
Editor / Hamzah Rifaat — 8 Agosto 2025

As brutais campanhas militares dos EUA e de Israel no Médio Oriente nos últimos dois anos conseguiram enfraquecer a resistência na Palestina, no Líbano e na Síria. Mas até que ponto podem imperialistas e sionistas falar de vitória? Uma avaliação completa da situação actual tem de levar em conta a reacção política de fundo que tais campanhas estão a gerar no mundo em geral, no mundo árabe e muçulmano em particular e na própria sociedade israelita – e que efeitos próximos isso vai ter em toda a região.
Israel: dos mitos à realidade
Editor / Shlomo Sand — 26 Julho 2025

O texto que reproduzimos, do historiador israelita Shlomo Sand, foi publicado originalmente em 2009 no jornal francês Le Monde Diplomatique, e resumia os argumentos de um seu livro recém-publicado intitulado “Como foi inventado o povo judeu”. Só por si, o título desmente uma das fábulas contemporâneas mais persistentes à sombra da qual as barbaridades mais inumanas têm sido cometidas. Na verdade, sendo o judaísmo uma questão de fé religiosa, faz tanto sentido falar de um “povo judeu” como faria falar de um “povo cristão” ou de um “povo budista”. No entanto, é na base desta invenção que o Estado de Israel, suportado por todo o Ocidente imperialista, justifica a sua existência.