Tópico: Liberdades

Guerra permanente, disse a cimeira da NATO

Manuel Raposo — 9 Agosto 2026

Fora a NATO, fora a CIA. Manifestação 7 fevereiro 1975, Lisboa. VER VÍDEO

A cimeira da NATO realizada no mês passado na Turquia provou que os receios sobre um próximo fim da Aliança, tomando à letra as bravatas de Donald Trump, eram francamente exagerados. Em vez disso, o que realmente se passou foi uma redistribuição dos encargos entre os parceiros, com maior ónus para os europeus; e a reafirmação de uma política de guerra permanente contra a Rússia, a pretexto da defesa da Ucrânia e duma suposta ameaça russa que só os líderes europeus veem. Mas nem por isso as divisões internas e os pontos fracos que a NATO evidenciou em quase cinco anos de guerra foram eliminados.


A ousadia de Cuba sob fogo dos EUA

Editor / Tarik Cyril Amar — 29 Julho 2026

Bloqueio dos EUA a Cuba dura desde 1960. O maior genocídio da história

O que explica as atrocidades dos EUA e de Israel na Palestina ou no Irão, bem como os crimes do bloqueio a Cuba é não apenas a violência comum inerente ao capitalismo imperialista. A isso temos de acrescentar, presentemente, o desnorte causado pelo declínio do poderio norte-americano de outrora nas cúpulas dirigentes de Washington.


Movimento contra a guerra nos EUA

Editor / Workers World — 15 Julho 2026

Veteranos contra o fascismo. Não mais guerras dos ricos. Desobedecer a ordens ilegais. Filadélfia, 4 julho

Um nascente movimento de protesto contra o militarismo e a guerra ganha impulso nos EUA. “Fartos de tanta guerra” – queixam-se veteranos e militares no activo, incluindo mulheres que são hoje um quinto das fileiras. A evocação do dia da independência, a 4 de julho, viu desfilar centenas de manifestantes que contestaram as comemorações oficiais promovidas por Trump e por todo espectro do poder político.


Povos árabes perante a mesma escolha: genocídio ou dignidade

Editor / Tlaxcala — 8 Julho 2026

“Apoiamos todas as formas de luta que se opõem à guerra imperialista”. Manifestação de mulheres palestinas

O manifesto de intelectuais árabes que divulgamos merece atenção e destaque em vários aspectos. Primeiro, pela denúncia do papel de Israel no Médio Oriente: os planos de um “Grande Israel” não são uma mera ambição de Netanyahu e da sua pandilha de torcionários; são um núcleo da estratégia do imperialismo norte-americano para assegurar o domínio na região. Não é sem razão que Trump afirma “Quem manda aqui sou eu”.


Na raiz da guerra imperialista

Manuel Chico, Manuel Raposo — 11 Junho 2026

Gaza 72.000 mortos (fora os soterrados nos escombros). Líbano 3.600 mortos. Irão 3.400 mortos

As guerras que se travam no Médio Oriente e na Ucrânia não são simplesmente guerras entre os EUA e o Irão ou os EUA e a Rússia. Não são sequer apenas guerras regionais. São guerras de natureza geopolítica com efeitos sobre a futura estrutura da ordem mundial. O que está a ser decidido é maior do que o destino dos governos, maior do que a questão das rotas marítimas e maior do que o equilíbrio de poder imediato no Oriente Médio e na Europa.


IA: o problema não é a tecnologia

Editor / Bappa Sinha — 5 Junho 2026

Avião-radar dos EUA abatido pelo Irão. A IA não lhe valeu

Voltamos ao tema da inteligência artificial, de novo pela pena de um autor indiano, agora focando atenção no modo como a alta finança, os grandes laboratórios e o poder político dos EUA (mas também da Europa) se combinam para fazer de um conhecimento que aponta para o progresso humano um instrumento de retrocesso social em nome da acumulação cega de capital.


Alimentar a guerra, dar asas à corrupção

Editor / Alcídio Torres —

Guerra e corrupção de mãos dadas. E os povos europeus a pagar

Inicialmente, terá sido Volodimir Zelensky, pau-mandado dos belicistas europeus e norte-americanos, comprovado líder de uma tentacular rede de corrupção alimentada pela guerra, que alvitrou mais uma contribuição para eternizar as hostilidades na Ucrânia. Mas foi a NATO, pela voz do indescritível Mark Rutte, que avançou a proposta de cada membro da Aliança contribuir, anualmente, com mais uns milhões. Nada menos que 0,25% do PIB de cada país, a somar aos 90 mil milhões recentemente extorquidos aos contribuintes europeus. Portugal calou e consentiu.


Inteligência artificial e revolução social

Editor / Sanjay Roy — 2 Junho 2026

As tecnologias não transformam as sociedades, mas criam a necessidade dessa transformação

Os debates sobre o desenvolvimento e a aplicação prática da inteligência artificial vagueiam entre a desconfiança perante uma tecnologia que as pessoas comuns não dominam, as ameaças de desemprego que pairam no ar com selo de “progresso económico”, e o receio de ver tal arma nas mãos de uma elite todo-poderosa e sem escrúpulos.


Pacote laboral: um desenlace anunciado

Urbano de Campos — 21 Maio 2026

Vida justa, estamos fartos de pagar crises. Os ricos que paguem.

A decisão do Governo de levar à Assembleia da República a revisão da lei laboral na sua versão primitiva, desconsiderando meses de “negociações”, confirma o propósito que sempre esteve presente na cabeça dos governantes: impor, de preferência sem concessões, uma lei draconiana acertada com o patronato. Tal como em dezembro, a resposta adequada da parte do trabalho é a recusa em bloco das alterações preconizadas e a convocação de nova greve geral para 3 de junho – a única medida que clarifica a natureza do confronto: trabalhadores contra o bloco Governo-patrões.


Evocação da Constituição e de um assassinato impune

Urbano de Campos — 2 Abril 2026

Primeira página de A Capital de 2 de abril de 1976. Que liberdade, que progresso?

No mesmo dia 2 de abril de 1976 foi aprovada a Constituição da República e foram assassinados, num atentado à bomba, o padre Maximino de Sousa e a estudante Maria de Lurdes Correia. Maximino era militante e candidato a deputado pela UDP, a principal força da esquerda revolucionária de então, e Maria de Lurdes era activista da juventude católica. A Constituição foi aprovada com o voto contra do CDS, partido que representava a extrema-direita e em que se acoitavam os saudosistas da ditadura e do colonialismo, desbancados dois anos antes.


Página 1 de 54 Mais antigos >