Eleições nos EUA: o colapso do centro político

António Louçã

Sem entrar na análise dos resultados das intercalares norte-americanas, podemos resumi-los nesta conclusão fundamental — o centro político está em crise ou, mais do que isso, a sofrer um verdadeiro colapso. Quem esperava que o velho conservadorismo republicano controlasse a fúria iconoclástica do presidente, pôde agora desenganar-se. Trump, por uma vez, falou verdade quando disse que perderam eleições os republicanos mais reticentes sobre a sua administração e que as ganharam os mais seguidistas em relação a ele. Ler o resto do artigo »



O efeito Bolsonaro

Urbano de Campos

Pode-se chamar-lhe efeito Bolsonaro. A direita portuguesa, que até agora procurou afectar um comportamento “democrático” e “tolerante” — na medida em que a democracia lhe tem permitido manter-se no topo do poder e fazer singrar os negócios — solta agora a língua e vai cuspindo o fel que acumulou contra a esquerda, o socialismo, o comunismo e tudo o mais que lhe cheire a povo. Ler o resto do artigo »



Ainda a novela de Tancos

Caso de polícia convertido em caso político

Pedro Goulart

Em Junho de 2017 é surripiado, sem oposição, abundante material de guerra dos Paióis de Tancos. Os militares portugueses, “heróis” em missões internacionais, parecem revelar-se negligentes cá dentro. Isto acontece, apesar dos gastos crescentes com as Forças Armadas: entre 2017 e 2018 os gastos aumentaram 330 milhões de euros e, para 2024, estão previstos gastos anuais de 4 mil milhões. Ler o resto do artigo »



Os democratas sensatos perante o fascismo

Manuel Raposo

Quando começou o processo de destituição de Dilma Russeff da presidência do Brasil, e mesmo quando ele se consumou, a direita portuguesa e os democratas-respeitadores-das-instituições disseram que não se tratava de golpe nenhum, mas apenas do normal funcionamento da ordem democrática. Quando se denunciou a mão invisível dos EUA a querer virar o rumo da América Latina, os mesmos disseram que isso era mais uma miragem da esquerda anti-imperialista. Ler o resto do artigo »



Um sinal de putrefacção

Ainda o caso Khashoggi

António Louçã

O comunicado saudita sobre o destino do jornalista Jamal Khashoggi admite que ele foi morto, porque era algo que toda a gente estava farta de saber. Mas não admite muita coisa que toda a gente já sabe. Com isso, cobre de ridículo os seus signatários sauditas e os seus co-autores ianques. Que outros políticos ocidentais irão deixar-se ridicularizar por proclamarem a sua própria credulidade perante este documento, é algo que ainda está para ser visto. E é algo que nos dará uma interessante unidade de medida para avaliar até que ponto apodreceu a democracia imperialista. Ler o resto do artigo »



Assassínio de Khashoggi: sinal dos tempos

António Louçã

Jamal Khashoggi, um jornalista saudita exilado nos EUA, foi no final de Setembro ao Consulado do seu país em Istambul, para requerer uma certidão de divórcio de que necessitava para voltar a casar-se. Disseram-lhe que lá voltasse na terça-feira, 2 de outubro. Voltou e deixou a noiva à porta, com instruções para alertar as autoridades turcas se notasse algo suspeito. Foi filmado a entrar, mas ninguém mais o viu sair. Ler o resto do artigo »



O produto da colaboração com o capital

Manuel Raposo

Fernando Haddad, candidato do PT à presidência do Brasil, afirmou que a burguesia brasileira abandonou a social-democracia e apoia o fascismo. Sem dúvida. Mas interessaria também saber porque é que largas massas da população trabalhadora brasileira viraram costas à política social-democrata levada a cabo pelo PT nos anos em que esteve no poder. O fenómeno, de resto, é praticamente mundial, o que pode permitir tirar do caso brasileiro lições mais gerais. Ler o resto do artigo »



Porque são os gestores pagos a peso de ouro

Urbano de Campos

O projecto de lei do BE que pretende impor um tecto às remunerações dos gestores de empresas não pode ambicionar senão “moralizar” o rega-bofe que por aí vai. Ou, quando muito, caso fosse levado a sério pelo poder, “acabar com a pouca vergonha”, como alguém, ingenuamente, disse. Mas não mais do que isso. De facto, querer pôr regras nos salários de privilégio — que, no caso das empresas mais importantes, chegam a ser 32 vezes superiores aos salários médios respectivos — pode disfarçar o escândalo, mas deixa intocadas duas coisas básicas: os lucros patronais e o seu reverso, os salários baixos. Ler o resto do artigo »



Justiça burguesa, justiça de classe

A propósito da recondução ou não de Joana Marques Vidal

Pedro Goulart

Nas últimas semanas tem-se intensificado as tomadas de posição — a argumentação e as exigências — de vários analistas e políticos de direita, assim como as insistentes perguntas, pressionantes, dos jornalistas de serviço visando a recondução de Joana Marques Vidal como Procuradora-Geral da República. O jornal online de uma certa direita mais radical, o Observador, faz uma defesa cerrada da sua recondução, destacando-se aí a argumentação de Luis Rosa, José Ribeiro e Castro e Rui Ramos. Ler o resto do artigo »



O verão do nosso descontentamento

António Louçã

Um outro Verão, de todos os perigos e de todas as promessas, foi quente e acabou mal. Agora, mesmo com alterações climáticas, todos são igualmente cinzentos e deprimentes e já antes de começarem tem um mau fim anunciado. Este, de 2018, não foi especialmente seco nem quente, mas como podiam faltar-lhe os incêndios? Onde em 2017 ardeu Pedrógão, agora ardeu Monchique. Empresários turísticos logo apareceram de mão estendida, a fixar prazos ao Estado para lhes restabelecer as condições do negócio. Ler o resto do artigo »



Um circo montado em volta de McCain

Urbano de Campos

Os elogios rasgados ao senador norte-americano John McCain, falecido há dias, que se fizeram ouvir nos EUA como na Europa, e mesmo por cá, têm tanto de ridículo e de vazio como têm de revelador. O piloto de caça, o criminoso de guerra, o reaccionário foi silenciado para que melhor emergisse, neste momento útil, o adversário de Donald Trump. Ler o resto do artigo »



Especular é preciso, fazer justiça não é preciso

Manuel Raposo

Há muitos anos que a direita não tinha uma oportunidade para amesquinhar a esquerda como com o caso do vereador do Bloco de Esquerda na Câmara Municipal de Lisboa. Não houve um só exemplar do bando dos comentadores encartados que não aproveitasse para calcar aos pés, não só Ricardo Robles e o BE, mas através deles toda a esquerda. O BE deu o flanco, claro. Mas, vista de perto, a argumentação da direita é uma pedra que lhe cai nos pés. Ler o resto do artigo »



As lamúrias anti-Trump

Pedro Goulart

Donald Trump, após reunião com Jean-Claude Juncker, em 25 de Julho, anunciou que norte-americanos e europeus “vão trabalhar em conjunto” visando estabelecer uma relação comercial livre de taxas alfandegárias, livre de barreiras e livre de subsídios para bens comerciais. Assim, aquilo que parecia um cenário de guerra comercial EUA-UE, acabou, momentaneamente, por não acontecer. Há uma trégua, foi criado “um grupo de trabalho”, mas a luta prossegue. E Trump já cantou vitória sobre a União Europeia. Ler o resto do artigo »



A direita e o patronato, imunes ao cretinismo parlamentar

António Louçã

O ex-ministro socratista Manuel Pinho imortalizou-se um dia com os chifres que fez ao parlamento. Agora voltou ao local do crime, para insistir nas metáforas bovinas em que é especialista: a Contribuição Audiovisual (CAV), disse ele, é uma “vaca leiteira”, em que a RTP se amamenta e se alambaza. Os chifres, agora de forma menos gráfica, estão na metáfora e estão na conversa: é que foi o próprio Manuel Pinho quem assinou, entre outros ministros, o restabelecimento dessa CAV que agora abomina. Ler o resto do artigo »



Os “nossos homens” nos palcos internacionais

Urbano de Campos

A eleição, em final de Junho, de António Vitorino como director-geral da Organização Internacional das Migrações, um organismo da ONU, renovou por uns dias a vaidade nacional sobre papel desempenhado “lá fora” pelos “nossos homens”. A lista já vai longa, de facto, o que leva a saloiice dos meios de comunicação e dos dirigentes políticos a descobrir dotes especiais na alma lusa. Ler o resto do artigo »



EUA defendem-se do seu próprio veneno

Manuel Raposo

O objectivo declarado das medidas proteccionistas aprovadas por Trump, taxando fortemente produtos oriundos do Canadá, da Europa ou da China, é defender a economia norte-americana da concorrência. Mas então cabe perguntar: porque é que a (ainda) primeira economia do mundo se sente ameaçada pelas outras? Porque é que o livre comércio a prejudica depois de a ter ajudado a expandir-se e a dominar o mundo inteiro? Porque é que a “globalização” — até há bem pouco tempo arvorada como bandeira do capitalismo ianque — passou a ser um mal a combater da forma mais extremada? Ler o resto do artigo »



O futebol do mundo e o futebol de Alcochete

António Louçã

O desporto-rei ganhou ao longo do último século uma popularidade sem paralelo entre todas as modalidades. Hoje, está a um passo de ser vítima do seu próprio sucesso. A irrupção de uma milícia embuçada, para agredir jogadores no centro de treinos de Alcochete, ocasionou um debate público com várias análises acertadas sobre a involução que tem sofrido o futebol. Ler o resto do artigo »



CDS: de novo os “espoliados”

Manuel Raposo

No recato do quotidiano parlamentar, o CDS apresentou uma proposta para ressuscitar um “grupo de trabalho”, criado em 2005, que tinha por missão “ressarcir” os ex-colonos portugueses que acorreram a Portugal na sequência da descolonização. A iniciativa, que toca a mais de 60 mil pessoas, tem óbvios propósitos eleitorais. Mas não só: é a própria descolonização que é atingida de forma sibilina quando se fala de “espoliados” e da perda de “bens e direitos”. Ler o resto do artigo »



A Saúde e a caça ao bolo orçamental

Pedro Goulart

Na Convenção Nacional de Saúde, realizada em Lisboa nos dias 7 e 8 de Junho, Marcelo Rebelo de Sousa advogou que Portugal deve ter uma Lei de Bases de Saúde com princípios claros, mas flexível quanto a orgânicas e estruturas, apostando num “equilíbrio virtuoso” entre público, privado e social. Este “equilíbrio virtuoso” de que fala o presidente da República não anda certamente longe da necessidade de uma “convivência entre os sectores público, privado e social” do PSD e da defesa das Parcerias Público Privadas sustentadas por este partido. Ler o resto do artigo »



Em nosso nome, não!

Jantar-concerto comemora 70 anos de opressão na Palestina

Comité de Solidariedade com a Palestina

A Câmara Municipal de Cascais, o presidente da República Portuguesa e a Orquestra Metropolitana da Guarda Nacional Republicana resolveram juntar-se ao governo de Israel para a comemoração dos 70 anos da sua existência, isto é, os 70 anos da catástrofe que se abateu sobre o povo da Palestina, num jantar que terá lugar no dia 14 de junho no Casino do Estoril. A denúncia é do Comité de Solidariedade com a Palestina que acusa aquelas entidades de cumplicidade com Israel e reclama que se retirem da comemoração. Ler o resto do artigo »





Até a direita às vezes acerta

A direita, satisfeita com a vitória de Bolsonaro, quer provar à força que, se há mal nisso, então “a culpa é da esquerda”. Não fala da conspiração para destituir Dilma, esquece que Lula estava à frente nas sondagens e por isso tinha de ser eliminado, omite o papel directo do imperialismo ianque na viragem produzida no Brasil.
Um cronista do Público, J. M. Tavares, que também debita umas larachas na TVI (“Governo Sombra”), escreveu, que “o tema da ‘culpa da esquerda’ é absolutamente essencial para explicar a ascensão de figuras como Jair Bolsonaro”. Como demonstração da tese diz, sem se achar ridículo, que “a esquerda chamou os fascistas, os fascistas vieram”. Mas, linhas adiante, contrariando a própria tese, numa coisa o homem acerta. Ler mais »

A prioridade das prioridades

Luís Nobre Guedes (CDS, ex-ministro do Ambiente em 2004-2005, envolvido então no processo Portucale, suspeito de favorecimento ao BES) tem lugar cativo como comentador na RTP3. Foi bem explícito na satisfação que teve pela eleição de Bolsonaro. Disse ele que, nesta eleições, “a prioridade das prioridades era derrotar o PT”. E para que ninguém duvidasse, sublinhou: “não retiro uma palavra”. Mais. Grandes investimentos estão já na calha: a Toyota, uma empresa israelita de tratamento de águas, etc. prometem investir milhões — e isso, diz Guedes, “é bom para o Brasil”. É “bom”, agora, quando grande parte da mão de obra regressa à miséria, não antes. Para quem assim fala, qualquer Bolsonaro é bem-vindo.

Democracia a mais

As posições de Assunção Cristas, pelo CDS, e de Rui Rio, pelo PSD, de se “distanciarem” tanto de Bolsonaro como de Haddad, não podem iludir ninguém. Tratou-se de um deixa-andar para que o ex-capitão fascista fosse eleito. O democratismo destes figurões fica à vista de todos: preferem um fascista no poder do que terem de aceitar um partido, como o PT, que tentou aplicar uma política, mesmo moderada, que tirasse os mais pobres da miséria. Uma simples social-democracia de esquerda, como foi o PT de Lula, é para eles o diabo. A coisa tem uma explicação: a precariedade do poder político actual, associada à crise de tem-te-não-caias do capitalismo mundial leva-os a procurar amparo nas soluções de poder mais extremistas. Para esta gente há democracia a mais.

Os fãs do fascista Bolsonaro

Também estão entre nós e assumem-se. E não são apenas alguns seguidores da IURD. Estão no Sindicato Vertical de Carreiras da Polícia, que não gostou que o ministro da Administração Interna tivesse ordenado um inquérito às circunstâncias da fuga de três arguidos do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (suspeitos de roubos a idosos) e à divulgação das fotografias dos mesmos após as detenções em Gondomar. Em resposta, o Sindicato fez uma montagem vergonhosa e mentirosa no Facebook, associando Eduardo Cabrita à não preocupação com o espancamento de idosos, dando como exemplo as fotografias de dois idosos espancados em Londres e no Brasil. Também se encontram Ler mais »

Um prémio à resistência


O 25.º Prémio Bayeux-Calvados dos correspondentes de guerra (em foto) foi atribuído ao fotógrafo palestino Mahmud Hams (AFP). Já premiado em 2007 em Bayeux (prémio de foto e prémio do público), Mahmud Hams, de 38 anos, viu de novo ser-lhe atribuído o prémio para “Confrontos na fronteira de Gaza”, uma foto realizada numa zona “de acesso muito difícil e muito perigosa”, que faz parte desses “lugares a cobrir sem sítio para se proteger”, sublinhou Thomas Coex, chefe da cobertura fotográfica de Israel e dos territórios palestinos da AFP. Ler mais »

O nervo da questão

Em debate com o governo, a 26 de Setembro, o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, defendendo o aumento do salário mínimo, afirmou que “Os baixos salários continuam a ser uma das principais causas de pobreza”. É uma forma nebulosa de pôr a questão. Os baixos salários são apenas o espelho da pobreza; são uma outra forma de dizer que os trabalhadores são pobres. A causa da pobreza é outra: é a exploração do trabalho pelo capital. Esta diferença tem consequências políticas. Se os baixos salários forem tidos como causa da pobreza, então basta lutar (interminavelmente) para que eles subam, basta a acção sindical-reivindicativa — que, na melhor das hipóteses, conseguirá apenas reduzir temporariamente o grau de exploração e atenuar a pobreza. Se, pelo contrário, os baixos salários Ler mais »

Momento clarificador

Sobre a posição dos EUA acerca dos direitos da Palestina, diz a jornalista Dalia Hatuqa (Foreign Policy, 13 Setembro): “As políticas da administração Trump não representam uma mudança radical. A Casa Branca simplesmente abandonou a fachada de neutralidade e carimbou a agenda do governo israelita. Durante décadas, os dirigentes palestinos empenharam-se num processo de paz viciado, procurando levar a comunidade internacional a aceitar um estado palestino para a população da Cisjordânia e Gaza. Os EUA, por seu lado, foram mantendo a ficção de que eram um árbitro honesto e um mediador neutral. Ler mais »

De fininho

Marcelo Rebelo de Sousa, o cidadão e o PR, publicou um texto evocando a (sua) memória de Vera Franco Nogueira, falecida em finais de Agosto. A senhora, mulher do último ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar, Franco Nogueira, foi uma fiel acompanhante das missões diplomáticas do marido na procura de apoios para a política colonial do ditador. Marcelo passa ao lado da questão e destaca o papel da senhora… na fundação da Academia de Música de Santa Cecília. Mas aproveita para tirar do esquecimento outros nomes do círculo salazarista a que a sua família pertencia: Paulo Cunha, Antunes Varela, Veiga de Macedo, entre outros. É, evidentemente, um tributo de Marcelo a uma época Ler mais »

Barcelona: 100 mil pela libertação dos presos políticos

No Sábado, 14 de Julho, muitas dezenas de milhares de pessoas percorreram as principais ruas de Barcelona, exigindo a libertação dos presos independentistas e o regresso dos políticos exilados no estrangeiro. A “democracia” e a “justiça” espanhola continuam postas em xeque.
A manifestação foi convocada pela Assembleia Nacional Catalã (ANC), Omium Cultural e Associação Catalã de Direitos Civis (ACDC). O presidente do Governo Regional, Quim Torra, denunciou “o relato fictício com que o Estado construiu uma rebelião que não existiu” e defendeu que “o processo de autodeterminação da Catalunha não seja criminalizado”. A Quim Torra juntou-se a mulher de Carles Puigdemont, presidente do Governo da Catalunha deposto, e a presidente do parlamento catalão, Marcela Topor.

Embaixador-patrão

Com o desplante de um colonialista, o embaixador dos EUA em Portugal fez saber que o seu governo está muito atento aos investimentos chineses em Portugal. Argumentou que os capitais chineses não são bem privados, mas sim estatais, e que assim violam as regras da livre concorrência. Por isso, acrescentou, o que os chineses fazem não é actividade económica mas “intervenção política”. O homem, obviamente, não se enxerga: pela posição que ocupa e pelo aviso que deixou, fez precisamente o que critica nos chineses — intromissão política num país que não é o seu. Mas, por trás do desplante e da incongruência, pressente-se outra coisa: o proteccionismo de Trump não quer ficar-se pelas fronteiras dos EUA, antes pretende ter voz activa nas fronteiras de qualquer Estado, em qualquer parte.

Dissolução da NATO!


Por iniciativa do CPPC e outras organizações, realizam-se em vários pontos do país protestos contra a cimeira da NATO que terá lugar em Bruxelas a 11 e 12 deste mês. Os protestos exigem nomeadamente a dissolução da NATO e o fim das guerras de agressão.
Actos públicos em Évora (7 Julho, 11h, Praça do Giraldo), Lisboa (9 Julho, 18h, Largo Camões), Coimbra (10 Julho, 15h, Praça 8 de Maio), Faro (10 Julho, 18h, Rua Santo António), Porto (12 Julho, 18h, Rua de Santa Catarina).

Mais dinheiro para a NATO

A pretexto do culminar da celebração do “Mês de Portugal nos Estados Unidos da América” e da preparação do encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, que faz uma visita de cinco dias a Washington, foi recebido no dia 22 pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.
Santos Silva e Mike Pompeo “ reafirmaram o compromisso mútuo entre os EUA e Portugal para aumentar as despesas com a defesa da NATO, reforçar a segurança europeia no sector da energia e enfrentar as acções destabilizadoras da Rússia”, afirmou um porta-voz do Departamento Estado norte-americano.
Santos Silva e Mike Pompeo, Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump dão como certo o aumento das nossas despesas com a NATO, garantindo-nos uma funesta segurança!

Israel, zero pontos!

“Zero pontos para Israel na competição musical da Eurovisão” é uma campanha anual, lançada por cidadãos israelitas que se opõem à ocupação da Palestina e ao apartheid.
A cantora israelita Netta Barzilai representa o Estado de Israel, colaborando nos esforços para limpar a sua imagem internacionalmente. A canção, chamada “Toy”, fala de emancipação feminina e justiça social, enquadrando-se numa contínua tentativa israelita de branquear a opressão do povo palestiniano. Ler mais »

Perigos e oportunidades para a Palestina na era de Trump


Palestra, 5a feira, 10 Maio, 21 horas, Pequeno Auditório da Culturgest, Lisboa, entrada gratuita

O Comité de Solidariedade com a Palestina e o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, com o apoio da Culturgest, promovem uma palestra com o historiador israelita Ilan Pappé, moderada pelo jornalista José Goulão.
Ilan Pappé é uma das figuras cimeiras da denúncia do sionismo e da ocupação da Palestina e da defesa dos direitos do povo palestino.
Professor de História, director do Centro Europeu de Estudos sobre a Palestina da Universidade de Exeter, Reino Unido, iniciou a sua formação académica na Universidade Hebraica de Jerusalém e leccionou na Universidade de Haifa entre 1984 e 2006. Ler mais »

Exército israelita mata a sangue frio

Nesta sexta-feira 30, uma manifestação pacífica de mulheres, homens e crianças palestinianos reclamava, dentro das fronteiras de Gaza, o direito de retorno às casas de onde foram expulsas em 1948 as suas famílias. O espírito que levou a população de Gaza a aproximar-se da fronteira imposta por Israel é bem ilustrado por esta afirmação de um dos manifestantes, reproduzida pelo enviado especial do Le Monde: “Queremos enviar uma mensagem ao ocupante. Estamos de pé, existimos”. Ler mais »