Que rumo para a luta sindical na resposta à ofensiva capitalista?Urbano de CamposA Maçonaria, hojeCarlos Completo O forte alarido sobre a Maçonaria que surgiu nas últimas semanas corresponde, como alguns outros alaridos, apenas à espuma que circula à superfície de uma guerra de profundidade entre grupos económicos, em articulação com a grande onda de crise que varre hoje o capitalismo. As questões de fundo, a colocação em causa do próprio sistema, não estão em debate nos média. Não é para isso que os patrões pagam aos jornalistas e aos analistas de serviço. Ler o resto do artigo » A EDP, as nomeações e o governoUma total falta de vergonhaPedro Goulart A polémica suscitada pelas recentes nomeações para os órgãos dirigentes da CGD, EDP e Águas de Portugal, que encheu os próprios média do regime, revela bastante daquilo que é a absoluta falta de vergonha dos dirigentes políticos burgueses quanto à “honestidade” das suas promessas e dos objectivos que dizem prosseguir. Os que quiseram acreditar em Passos Coelho e no PSD, assim como aqueles que geralmente amocham perante as ofensivas do patronato, têm aí bem à vista o tipo de sociedade que estes políticos defendem e a espécie de gente que realmente são. Ler o resto do artigo » Cresce a vaga de lutasManuel Raposo Os anúncios de fim da crise e de retoma económica estão a revelar-se como uma burla mais cedo do que se esperaria. A virtude da austeridade mostra ser apenas a de reclamar mais austeridade. Os resultados estão à vista, escassos dias depois da aprovação do Orçamento do Estado: mais défice que servirá para justificar mais medidas punitivas dos trabalhadores. Só uma resposta pode trazer resultados úteis: a luta de todos os sectores atingidos. Ler o resto do artigo » Como eles extorquem os trabalhadoresPingo Doce e Caixa geral dos Depósitos em paraísos fiscaisPedro Goulart A Sociedade Francisco Manuel dos Santos, liderada por Alexandre Soares dos Santos e detentora maioritária do Grupo Jerónimo Martins (proprietário dos supermercados Pingo Doce), mudou para a Holanda a sua participação neste Grupo. Não o confessando publicamente, fê-lo, porque considera que na Holanda o Fisco lhe é mais favorável que em Portugal, pagando menos imposto sobre os dividendos das operações internacionais, evitando uma dupla tributação dos investimentos previstos na Colômbia e tendo menos incerteza quanto a eventuais alterações (previsão de um novo aumento de impostos?) da legislação portuguesa.Esta operação de Alexandre Soares dos Santos traduziu-se na venda de mais de 350 milhões de acções do Grupo Jerónimo Martins, num total de quase 4.600 milhões de euros, transferindo para a Holanda um valor que representa quase o dobro daquele entrado em Portugal através do investimento na EDP dos chineses da Three Gorges. Ler o resto do artigo » Redescobrindo a luta de classesAntónio Louçã Os governantes que temos são os típicos charlatães que vendem gato por lebre e, no meio duma crise, impingem todas as suas medidas anti-populares como remédios milagrosos para sair do aperto. Cada vez que nos metem a mão no bolso dizem, com ar grave e solene, que tinha de ser, que as contas o provam, que “não havia margem”.A grande desculpa para “não haver margem” é, invariavelmente, o défice. E, na verdade, o roubo dos salários do sector público, iniciado sob Sócrates e prosseguido com ferocidade incomparável sob Passos Coelho, parece justificar-se para quem aceita como dogma absoluto a prioridade da redução do défice. Tal como parecem justificar-se do mesmo ponto de vista dogmático os aumentos de taxas moderadoras, de preços dos transportes ou de impostos sobre tudo e mais alguma coisa. E, com algum esforço, também poderiam ser relacionadas com o défice a limitação do período de subsídio de desemprego e as profecias terroristas de Passos Coelho sobre pensões de reforma reduzidas a metade dentro de dez anos. Ler o resto do artigo » Ministro Miguel Macedo mete os pés pelas mãos...mas persiste no seu trabalho policialCarlos Completo Geralmente os ministros das polícias dizem desconhecer os abusos e crimes praticados pelos seus subordinados e procuram fazer-se passar por cidadãos éticos e democratas. Mas a crescente degradação da situação económica e social das classes trabalhadoras não vai facilitar a tarefa de branqueamento ao actual Ministro da Administração Interna. Miguel Macedo, que já anteriormente, em entrevista a José Rodrigues dos Santos na RTP, elogiara a actuação da PSP no dia da greve geral de 24 de Novembro, considerando-a “competente e contida”, veio depois à TVI 24, após o escândalo dos infiltrados e provocadores, procurar dourar a pílula em relação ao comportamento policial. Ler o resto do artigo » Notas para uma crítica do sindicalismoAntónio Poeiras 1. A globalização, de velas enfunadas pelos ventos de Chicago e a ajuda à navegação da esquerda, sobretudo da esquerda social-democrata, completamente rendida aos cantos de sereia do capitalismo liberal, esvaziou a capacidade de acção dos sindicatos, os quais, por via do trabalho precário (recibos verdes, contratos a um mês…) têm cada dia menos membros e, por conseguinte, menos influência na definição das políticas sociais. 2. Outra contribuição importante para a inoperacionalidade dos sindicatos é o facto de permanecerem prisioneiros de direcções partidárias incapazes de acertarem o passo com as exigências da actualidade e cuja estratégia se reduz à colecção de umas migalhas de poder. Ler o resto do artigo » No rescaldo da greve geral“Controlar” ou impulsionar o protesto social?Os sindicatos não podem ser “válvulas de escape”Urbano de Campos O foco dos comentários sobre a greve geral do passado dia 24 incidiu sobre a pequena desordem nas escadas da Assembleia da República e a pancadaria que agentes policiais à paisana deram em manifestantes isolados. Esta violência é um sinal do que o poder é capaz de fazer para se defender dos protestos sociais e merece ser vista a essa luz. Mas mais importante que esses episódios foi o colete de forças em que os diversos representantes do poder tentaram meter os acontecimentos, antes e depois do dia 24, no sentido de encaixar a greve geral nos limites que eles acham aceitáveis quer para o movimento sindical quer para o protesto social em geral. Ler o resto do artigo » As provocações no dia da greve geralTestemunhas desmentem a polícia e o ministro da Administração Interna e identificam um dos provocadoresPortugal Uncut / MV O blogue Portugal Uncut publicou um relato das agressões e das detenções de que foram alvo alguns manifestantes que participaram no desfile realizado em Lisboa, no dia da greve geral, junto à Assembleia da República. O testemunho, prestado por pessoas que presenciaram os acontecimentos, revelam a presença de agentes policiais provocadores e desmentem as versões oficiais postas a correr pela policia e pelo ministro da Administração Interna. Publicamos a denúncia feita pelo referido blogue. Ler o resto do artigo » Um bobo no Ministério da EconomiaÉ imperativa a luta contra o capitalPedro Goulart No quadro do debate do Orçamento do Estado para 2012, Álvaro dos Santos Pereira declarou na Assembleia da República, como as televisões, rádios e jornais do regime amplamente confirmaram, que “2012 irá certamente marcar o fim da crise. Será o ano da retoma para o crescimento gradual em 2013 e 2014”. Fez esta afirmação, apesar de já terem sido conhecidas na semana anterior as projecções da Comissão Europeia para a economia portuguesa, que indicam uma recessão de 3 por cento e uma taxa de desemprego de 13,6 por cento, em 2012. Contudo, quatro horas depois, o ministro da Economia de Passos Coelho, recuava, afirmando: “não anunciei o fim da crise. O que disse é que 2012 será o princípio do fim da crise”. Ler o resto do artigo » EditorialIr mais alto
Muitas camadas sociais são atingidas pela crise e pelas medidas terroristas do poder. Mas isto não ilude uma questão de base: as classes capazes de conduzir a luta a patamares superiores são as classes por condição anticapitalistas, o operariado e os demais trabalhadores assalariados. Essa é a primeira condição para que o movimento de protesto não se limite a pedir benevolência ao poder (governo e capital), coisa a que ele será surdo enquanto não se sentir em perigo.
Para ser eficaz, o movimento de resistência tem de levantar exigências que firam os interesses capitalistas. São elas que podem despertar o empenho de classe dos trabalhadores e levá-los a reagir em maior número e com mais energia. Resistir ao aumento da exploração significa atacar os ganhos do capital; não há terceira via. Se o capital só sabe combater a crise aumentando a exploração, então o trabalho terá de reagir da única maneira consentânea: reclamando medidas que empurrem os custos para cima do capital. Só assim o movimento de resistência acumulará força para travar a ofensiva do poder. Ler o resto do artigo » Imprensa, delusão (*) e poderAntónio Poeiras Todos sabemos como operam os grupos que controlam o poder político quando querem agir contra alguém ou impor uma decisão que sabem não merecer a adesão imediata das populações que governam: lançam-se numa campanha onde todos os meios são usados, da imprensa à publicidade institucional, e, ao fim de algum tempo, a decisão que se quer tomar deixa de ser controversa, podendo mesmo ser desejada e exigida. É assim para tornar fácil o despedimento dos funcionários públicos, aprovar sem problemas os cortes na saúde e na educação, mascarar o trabalho escravo (trabalho obrigatório sem remuneração, como quer o governo português), isolar Hugo Chávez, bombardear a Líbia, reprimir uma manifestação ou tornar natural a nomeação de um regente que tutela um governo fantoche (veja-se a proposta do novo pacote de austeridade para a Grécia). Ler o resto do artigo » A arte da guerraO negócio armado na LíbiaManlio Dinucci / MV Concluída a Operação Protector Unificado – mesmo se a NATO «continua a vigiar a situação, pronta para ajudar em caso de necessidade» – foi aberta na Líbia a corrida ao ouro entre as empresas ocidentais, incluindo as mais pequenas. Estas posicionam-se ao lado das poderosas companhias petrolíferas e bancos de investimento dos Estados Unidos da América e da Europa, que já ocuparam posições-chave. O Ministério dos Negócios Estrangeiros Italiano comprometeu-se a «facilitar a participação das pequenas e médias empresas Italianas na construção da Líbia liberta». Em Trípoli já se encontrava uma delegação de 80 empresas francesas e o ministro da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, tinha solicitado as empresas britânicas «a fazer as malas» e correr para a Líbia. Ler o resto do artigo » 24 de NovembroGreve geral: um salto em frente ou apenas mais uma?Manuel Raposo No final de uma reunião do CC do PCP (16 de Outubro), Jerónimo de Sousa afirmou a necessidade de os trabalhadores responderem às medidas do governo com uma “forma superior de luta” e apontou a realização de uma greve geral. Inteiramente de acordo. Mas, como nos últimos anos não têm faltado lutas, manifestações, greves e mesmo greves gerais – sem que isso tenha feito recuar o ataque patronal – tem de se colocar esta pergunta: uma greve geral para exigir o quê? Será isto que decidirá se a greve geral marcada para 24 de Novembro vai ser de facto uma forma superior de luta – concretamente, situar-se um degrau acima das lutas até agora levadas a cabo – ou vai ser apenas mais uma. Ler o resto do artigo » Um orçamento brutal, a caminho do liberalismo económico puro e duroPedro Goulart Corte nos subsídios de Natal e férias dos funcionários públicos e dos pensionistas, acréscimo do trabalho não pago (por via de mais meia hora de trabalho diário e de cortes nos feriados), forte alteração na estrutura do IVA, subida do IMI e do IRS, menos dinheiro para a saúde (menos 710 milhões de euros) e educação (menos 864 milhões de euros), estes alguns dos mais brutais ataques aos trabalhadores e ao povo inscritos no OE para 2012. O Orçamento de Passos Coelho vai muito mais longe que as exigências da troika no esbulho de parte significativa do rendimento das classes trabalhadoras e do povo, pretendendo reduzir os custos de contexto do trabalho e, assim, aumentar a taxa de mais valia extorquida pelos capitalistas. E visa, também (outro dos vectores principais da actuação do governo), alterar substancialmente o peso relativo dos chamados sectores público e privado. Nomeadamente nos campos da saúde, educação e segurança social, sectores onde as medidas gravosas mais se fazem sentir. Ler o resto do artigo » Hoje, manifestações em 951 cidades de 82 paísesUnidos por uma viragem globalManifesto internacional do 15 de Outubro Em 15 de Outubro, povos de todo o mundo descem às ruas e às praças. Da América à Ásia, da África à Europa, os povos levantam-se para reclamar os seus direitos e exigir uma verdadeira democracia. Está na hora de todos nós nos juntarmos num protesto global não violento. Os poderes dominantes trabalham para beneficiar apenas uma minoria, ignorando a vontade da vasta maioria e o preço humano e ambiental que todos teremos de pagar. Esta situação intolerável tem de acabar. Unidos, a uma só voz, diremos aos políticos e às elites financeiras que eles servem que somos nós, povo, quem decide do nosso futuro. Não somos mercadorias nas mãos de políticos e de banqueiros que não nos representam. Ler o resto do artigo » Revolta-te! Em apoio das manifestações do passado dia 1 e da que vai realizar-se no próximo sábado, dia 15, o Colectivo de Comunistas Revolucionários e o Colectivo Mudar de Vida divulgaram um comunicado em que denunciam o ataque, agora conduzido pelo governo PSD/CDS, contra os assalariados. O texto afirma que o rumo dado pelo capital à vida do país é o desemprego maciço, o empobrecimento geral da população trabalhadora e a sua redução à condição de massa sem direitos. Contra isso, os dois colectivos sublinham de novo a necessidade de os movimentos de protesto se unirem numa plataforma de luta anticapitalista que force o patronato a recuar e que obrigue o capital a pagar a crise. Ler o resto do artigo » PSP e SIS espiamValentina volta a atacarCarlos Completo Em diversos textos publicados no Diário de Notícias, Valentina Marcelino tem-nos habituado a olhá-la como uma espécie de porta-voz das forças repressivas, trabalhando e divulgando relatórios e informações pretensamente confidenciais, quando interessa ao Serviço de Informações e às várias polícias torná-los públicos. E voltou a ser assim agora, após a manifestação de 1 de Outubro convocada pela CGTP. Embora desta vez também tenha sido acompanhada por vários outros órgãos de comunicação do regime. Ler o resto do artigo » D. Policarpo e a troikaPedro Goulart O agudizar da crise capitalista tem, também, a vantagem de obrigar à clarificação das posições dos diversos intervenientes na luta de classes. É bom que os trabalhadores, aqui particularmente os crentes, saibam com quem podem contar. Vem isto a propósito de uma recente entrevista de D. José Policarpo ao Jornal de Notícias, onde este faz afirmações que revelam bem, a quem ainda tivesse algumas dúvidas, de que lado da barricada se encontra o chefe da Igreja Católica em Portugal. Ler o resto do artigo » |
Celebrar Zeca e Adriano
O movimento Amigos Maiores que o Pensamento, com mais de 460 adesões individuais e 120 colectivas, escolheu as escadas da Casa da Música, no Porto, para arrancar com a celebração da vida e obra de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Na passada terça-feira, ouviram-se os bombos do grupo Ritmo de Fogo, seguidos da actuação dos Canto D’Aqui. “José Afonso e Adriano Correia de Oliveira foram exemplos de cidadania política, cultural e social. Tinham uma capacidade de intervenção indiscutível que, ainda hoje, pode e deve servir de estímulo para todos quantos não abdicam das causas da liberdade e da dignidade humana”, lê-se no Manifesto do movimento. Consulta o site. Mentalização
O Banco de Portugal prevê para 2012-2013 forte queda da produção (mais de 3%), desemprego recorde (mais 116 mil despedidos) e quebra sem precedentes do rendimento das famílias (mais de 10%). Em cima deste anúncio de desastre, afirma que há forte probabilidade de tudo ser ainda pior. Mais do que uma previsão, as revelações do BdP são uma espécie de serviço combinado com o governo para ir mentalizando as vítimas do costume. Hospitais de campanha
Em Lisboa, com o encerramento das urgências do hospital Curry Cabral (sem estarem criadas alternativas), aumentaram os problemas no Santa Maria. Um maior afluxo às urgências, particularmente aos fins de semana e às segundas-feiras, traduz-se em corredores cheios de doentes em macas. Uma fonte hospitalar disse ao Público que “o Hospital de Santa Maria virou um autêntico hospital de campanha”. Do mesmo modo, 100 mil utentes de nove freguesias do concelho de Loures, que não são abrangidos pelo hospital de Loures, têm agora de deslocar-se para o São José, superlotando-o. Com este governo, piora, a passos largos, a situação dos utentes do Serviço Nacional de Saúde. Guantânamo, dez anos depois
São 171 os detidos que ainda permanecem em Guantânamo. “A maioria deles, diz Victor Nogueira, da Amnistia Internacional, com uma situação indefinida, sem acusação nem julgamento. No limite, podem passar toda a vida presos. Foram detidos e transportados de forma ilegal, torturados e não têm acesso a justiça”. Só uma hipocrisia criminosa pode silenciar o que se passou nos últimos 10 anos com estes presos, a pretexto de que os EUA seriam uma democracia. Um regime que criou a prisão de Abu Ghraib, que construiu e mantém Guantânamo e que massacrou centenas de milhares de pessoas no Iraque e no Afeganistão não pode ser um regime recomendável. Na campanha eleitoral para a presidência que agora começou, o tema de Guantânamo é passado em silêncio, num acordo tácito entre democratas e republicanos. Não é isto um sintoma de que muita da política de Bush criou raízes? Grito de revolta
O debate sobre o Orçamento do Estado para 2012 mostrou que o povo não vive acima das suas possibilidades mas abaixo das suas necessidades. Portugal vai empobrecer brutalmente com a política da partidocracia PSD/CDS/PS que nos quer obrigar a pagar uma dívida que não devemos. “Não pagamos” deve ser o nosso grito de revolta. Sempre que a tenebrosa troika diz que o governo está a cumprir o seu programa de “apoio” para pagarmos uma dívida que não contraímos, é um péssimo sinal. Quer dizer que vamos continuar a ser roubados por muitos e largos anos. FB À manjedoura
Uma corrida desenfreada aos tachos, é o que se está a passar com as nomeações para cargos dirigentes de empresas ainda públicas, com a Águas de Portugal, ou recém-privatizadas, como a EDP. Sem pudor nem disfarce, autarcas e figuras gradas do PSD e do CDS foram colocados à cabeça de uma e de outra. Estão em causa não apenas os altos vencimentos, mas também a preparação das privatizações que estão na calha. Estes homens de mão bem pagos vão dar início a “um novo ciclo”, como disse a ministra Assunção Cristas. Quer dizer: entregar bens públicos ao capital privado nas melhores condições. CGTP convoca manifestação para 11 de Fevereiro
A CGTP anunciou que vai convocar uma manifestação nacional, a realizar em Lisboa, para o dia 11 de Fevereiro. Sob o lema “contra o medo e a resignação”, a manifestação tem por objectivo protestar contra o aumento do horário de trabalho, a carestia, o desemprego e os cortes nos salários. Assalto ao quartel de Beja faz 50 anos
O Movimento Cívico Não Apaguem a Memória, vai comemorar o 50.º aniversário do assalto ao quartel de Beja – acção ocorrida em 1 de Janeiro de 1962 e inserida num plano para o derrube do regime fascista. Realizar-se-á uma sessão aberta ao público na Biblioteca Museu República e Resistência, na Rua Alberto de Sousa,10 A, em Lisboa, com início às 15h horas, no próximo dia 14 de Janeiro. Serão oradores o coronel Matos Gomes e os historiadores António Louçã e Irene Pimentel, contando-se ainda com a presença de alguns dos participantes naquela acção. Otelo processado?
Segundo a agência Lusa, o Departamento de Investigação e Acção Penal abriu um inquérito a Otelo Saraiva de Carvalho, por este, a propósito de uma manifestação de militares, ter admitido a hipótese de um golpe militar, caso fossem “ultrapassados os limites, com perda de mais direitos”. Este inquérito terá resultado de uma queixa apresentado por um “grupo de cidadãos”. Certamente estrénuos defensores do actual governo PSD/CDS e saudosos do fascismo, que Otelo ajudou a derrubar. Embora consideremos que a resolução dos problemas de fundo das classes exploradas passa por uma revolução de massas e não por qualquer golpe de estado, estamos com Otelo contra qualquer tentativa de incriminá-lo. Há cada cristão
António Pinto Leite, presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores, e também conhecido romeiro (a pé) nas peregrinações a Fátima, afirmou que a legislação laboral deveria ser alterada para permitir às empresas baixarem salários, com mútuo acordo. “Afinal, é o que já se passa na realidade. A realidade ultrapassa as leis”, sublinhou durante a Desconferência “O Fim da Crise”, recentemente realizada no Teatro São Luiz. Isto, para além de pedir ao governo que alargue o leque de motivos legais de despedimento. É mais um (neste caso, um devoto cristão) a aproveitar a maré de ataque aos direitos dos trabalhadores levada a cabo pela troika e pelos seus amigos do PSD/CDS. Crimes na Saúde
Os cortes no Serviço Nacional de Saúde desde 2010 e, mais recentemente, os brutais cortes do ministro Paulo Macedo, têm criado situações desesperantes nos utentes destes Serviços. Aqui, os cortes nas “gorduras do estado” conduziram a fortes aumentos nas listas de espera para cirurgias e para consultas urgentes, assim como à diminuição dos transplantes efectuados. Nos próximos tempos, com os aumentos previstos nas “taxas moderadoras”, verificar-se-á ainda um maior agravamento da situação. Quem será mais criminoso - o ladrão que dispara no assalto a uma ourivesaria ou o ministro que, friamente, no seu gabinete, decide cortar nos gastos com a saúde, pondo em risco a vida de milhares de utentes? Braga: manifestação contra o desemprego
O Movimento dos Trabalhadores Desempregados prepara uma manifestação contra o desemprego, a realizar na próxima sexta-feira, dia 16, na Av. Central de Braga. Num distrito que conta com mais de 54 mil trabalhadores à procura de emprego, a luta contra o trabalho precário, o desemprego e a meia hora de trabalho gratuito que o governo quer impor a quem trabalha (infringindo a legislação laboral e os direitos conquistados), são motivos mais que suficientes para trazer às ruas de Braga milhares de trabalhadores, que vêem agravar-se diariamente as suas já duríssimas condições de vida. Em apoio de Jorge dos Santos
Depois de uma primeira batalha ganha, com a decisão de um tribunal de Lisboa de não o extraditar para os EUA, Jorge dos Santos (George Wright) terá de passar por segunda prova, uma vez que as autoridade norte-americanas recorreram da decisão. Na próxima 6.ª feira, 9 de Dezembro, na livraria Ler Devagar / Lx Factory, em Lisboa, realiza-se um acto de solidariedade, promovido pela Plataforma Guetto, com a finalidade de divulgar a causa e a situação de Jorge dos Santos e angariar fundos para pagar as despesas legais. Haverá um concerto com diversos participantes e um debate a partir das 21h30 com Ana Benavente, António Pedro Dores (ACED) e um membro do Colectivo Mumia Abu-Jamal. Dito
O objectivo dos bancos é facilitar os negócios, e tudo o que facilita os negócios favorece a especulação. J.W.Gilbart, banqueiro (1794-1863) Emergência social
O plano (tão cinicamente) chamado de Emergência Social não é para combater a pobreza mas sim para a institucionalizar através da caridade e do assistencialismo hipócrita. FB |
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