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Dados da OCDE mostram que o desemprego em todo o mundo vai continuar a crescer
Manuel Raposo
 A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou em 24 de Junho uma visão optimista sobre a evolução da crise económica. Fala mesmo em luz ao fundo do túnel. Mas, vistas as coisas em concreto, a luz não será para todos. Ler o resto do artigo »
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Espanha: solidariedade com Alfonso Sastre
Pedro Goulart
 Primeiro foi a tentativa frustrada de impedirem a Iniciativa Internacionalista (encabeçada por Alfonso Sastre) de participar nas eleições para o parlamento europeu, com o pretexto de que esta candidatura teria algum tipo de articulação com a ETA. Agora, na sequência do recente artigo de Sastre no jornal Gara, intitulado A prosa e a política, onde defende uma saída negociada e pacífica para o problema basco e manifesta as suas preocupações caso tal não se verifique, surge uma campanha deturpadora e torpe do PSOE, do PP e dos média do sistema ( RTVE, El País, ABC e El Mundo) contra este grande dramaturgo do estado espanhol. O El País chega a titular que há “indignação contra o partido de Sastre”. Ler o resto do artigo »
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Urbano de Campos
 Depois de terem aplaudido efusivamente o pré-acordo anunciado pela Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa no início de Junho, todas as forças do poder (governo, dirigentes partidários, presidente da República, patrões, imprensa…) pressionam agora sem qualquer pudor os trabalhadores para que alterem a decisão, tomada em 17 de Junho, de chumbar o dito pré-acordo. Percebe-se porquê. É que o pré-acordo, uma vez mais negociado debaixo da chantagem de despedimentos, foi conseguido de novo com sacrifício dos direitos dos trabalhadores; e o chumbo rejeita essa chantagem. Claramente, as vozes que condenam os trabalhadores fazem-se eco dos interesses da Volkswagen.
Sem menosprezar as dificuldades que a luta apresenta – bem pelo contrário, tendo em conta a sua enorme dificuldade – o que os trabalhadores da Autoeuropa precisam não é que os convençam a mudar: é que lhes dêem apoio. Esta solidariedade só pode vir de outros trabalhadores, todos eles no fundo confrontados com o mesmo tipo de ameaças. Ler o resto do artigo »
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Pedro Goulart
 Os meses de Maio e Junho de 2009 ficam profundamente marcados por uma prolongada e dura luta dos operários metalúrgicos nas empresas e ruas de Vigo e sul da Galiza, com os trabalhadores levando a cabo diversas greves e manifestações por melhores salários e condições de trabalho. Ler o resto do artigo »
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PGR fala do estado da Justiça
Pedro Goulart
 Numa entrevista a um semanário de referência do sistema, com título especulativo de primeira página, o procurador-geral Pinto Monteiro reconhece que a Justiça não está bem mas diz que “não há ninguém inocente”. Afirma que “o legislador, os juízes, os magistrados, os solicitadores ou o cidadão”, todos, “contribuem para que a Justiça não funcione bem”. Como se as responsabilidades e o poder de um magistrado ou de um simples cidadão fossem iguais! Ler o resto do artigo »
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Afonso Gonçalves
 O capitalismo global, tal como o moribundo, pode permanecer vivo mais 15 ou 30 anos alimentado a soro e apoiado com sucessivas terapias de reanimação. O G20, Banco Mundial, FMI, etc. tentam em vão resolver a grave crise que se abateu sobre a economia capitalista e o seu sistema financeiro. Pouco há a fazer senão recorrer a despedimentos, aumentar impostos e aliviar as despesas do Estado com cortes na Segurança Social e práticas afins – desmantelando um sistema que durante longos anos foi o rebuçado e o sedativo que amestrou a classe trabalhadora e uma grande franja da pequena burguesia ligada à gestão de serviços e, também, a pequena intelectualidade universitária e artística. Ler o resto do artigo »
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A violência de massas cresce com o agravamento da crise mundial
Michael T. Klare / Manuel Raposo
 O texto que divulgamos é um resumo de um artigo do norte-americano Michael T. Klare, que lecciona sobre paz e segurança mundial no Hampshire College, EUA. Foi publicado em Março no site CounterPunch e aborda a actual crise mundial do capitalismo por um ângulo interessante e actual: o crescimento da violência de massas num quadro de aumento da pobreza e do desespero.
Numa altura em que as forças da ordem (políticas, policiais, judiciais, morais) visam criminalizar as acções de protesto social – insistindo na tecla do aumento da criminalidade e iludindo a relação entre crime e pobreza – o texto de Michael Klare mostra bem a relação directa que existe entre a crise em curso e os protestos massivos. E mostra mais: a inevitabilidade da violência como reacção ao aumento da pobreza e à falta de perspectivas de futuro. Ler o resto do artigo »
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Urbano de Campos
 A maior central sindical da Noruega, a LO, lançou em 16 de Maio a todo o país um apelo para liderar um boicote internacional a Israel se não for alcançado um acordo de paz com os palestinianos. A posição foi aprovada durante o congresso da LO realizado na véspera. Ler o resto do artigo »
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“Empresas em reestruturação”
Pedro Goulart
 A Riopele, empresa têxtil com sede em Famalicão (Vale do Ave), que hoje emprega 1100 trabalhadores, vai proceder a um despedimento colectivo de mais de 200 dos seus funcionários. Este objectivo é-lhe facilitado pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social, ao classificar a Riopele como “empresa em reestruturação”. Ler o resto do artigo »
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Editorial
A sequência de eleições que aí vem é uma temporada óptima para fazer crer que as respostas à crise económica e social estão nos programas dos partidos concorrentes. E que para curar os males do país basta escolher “bem”.
Ora, se em tempo de negócios normais as eleições não têm a virtude de fazer valer os interesses da massa trabalhadora, em tempo de descalabro económico ainda menos. Toda a propaganda dominante, com efeito, vai no sentido de sugerir “medidas”, propor “alternativas”, penalizar “más políticas” – sugerindo que o êxito na “resposta à crise” é uma questão de competência. Ler o resto do artigo »
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Organizações representativas dos trabalhadores (ORT) do Parque Industrial da AutoEuropa, em Palmela, expressaram a sua solidariedade com os trabalhadores da AutoEuropa.
O apoio foi manifestado num encontro, realizado no dia 25, que reuniu comissões de trabalhadores, comissões sindicais e representantes dos sindicatos das empresas fornecedoras da AutoEuropa. As ORT condenaram a chantagem da administração da empresa, quando tentou colocar os trabalhadores perante o dilema: “ou querem os sábados ou o emprego”. E exigiram, ainda, que as empresas “respeitem os direitos dos trabalhadores” e que não utilizem a actual situação “para usurpar os direitos” de quem trabalha.
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Pedro Goulart
 Na AutoEuropa, onde o Estado português já muito investiu e os trabalhadores já muito cederam, as negociações entre a comissão de trabalhadores (CT) e a administração da empresa chegaram a um impasse. E durante as negociações, como forma de chantagem, a administração chegou a deixar no ar a hipótese de uma deslocalização desta unidade fabril para a Alemanha. Ler o resto do artigo »
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Apesar das tentativas de ilegalização
Pedro Goulart
 A fúria persecutória do estado espanhol contra quem defenda a independência dos povos ou ponha em causa o sistema capitalista vigente parece não ter limites. As classes dominantes espanholas, com os seus principais instrumentos partidários – PSOE e PP – quando pressentem o perigo mandam avançar o aparelho judicial. E começa a ser claro que o fazem mesmo independentemente da participação ou não de elementos ligados à ETA. Ler o resto do artigo »
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A revisão agora feita não é nem inocente nem desinteressada
Manuel Raposo
 O que terá levado, recentemente, a totalidade dos partidos parlamentares a mudar uma lei do financiamento partidário (aprovada em 2003) que era tão compatível com os interesses das forças do poder? Fazer o jeito ao PCP? Também. Mas, não só. Ler o resto do artigo »
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Pedro Goulart
 Segundo estimativa da Comissão Europeia, Portugal vai ter, em 2009, uma redução dos salários reais. Estes irão cair 0,4%, apesar da diminuição dos preços (cerca de 0,3%) que se prevê para este ano. E isto acontece, fundamentalmente, por causa dos inúmeros processos de lay-off (redução temporária do tempo de trabalho e respectivo corte salarial), que têm estado a ser levados a cabo por todo o país e que já atingem vários milhares de trabalhadores. Ler o resto do artigo »
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Portagens para entrar em Lisboa
António Louçã
 Na apresentação da sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa, o dirigente bloquista Luís Fazenda apresentou várias ideias, de que a imprensa diária destacou duas: a requisição de casas devolutas e a criação de uma portagem para o acesso ao centro de Lisboa. Ler o resto do artigo »
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A luta de classes ganha novo fôlego
55% justificam os sequestros e 64% são contra as acções judiciais
Manuel Raposo
 No passado dia 28, o canal francês TV5 transmitiu um interessante debate intitulado “Patrões sequestrados: até quando?”. Em discussão, não apenas o sequestro de patrões e administradores, mas de uma forma geral as acções cada vez mais destemidas da parte dos trabalhadores franceses em resposta aos efeitos da crise, particularmente os despedimentos. Ler o resto do artigo »
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Indignados com a administração
Urbano de Campos
 Dezenas de dirigentes e delegados sindicais da Refer – Rede Ferroviária Nacional invadiram as instalações da empresa exigindo ser recebidos pela administração. A concentração foi convocada, no dia 23 de Abril, pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário. Protestava contra a recusa da empresa em negociar melhores condições salariais e contra a supressão de direitos e procurava fazer entrega à administração de uma proposta negocial. Ler o resto do artigo »
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Carlos Completo
 O Diário de Notícias publicou no dia 25 de Abril um texto, assinado por Valentina Marcelino, prevenindo-nos contra manifestações convocadas por movimentos “anarco-libertários” para esse mesmo dia. Significativamente intitulado Polícias e secretas reforçaram a vigilância a radicais de esquerda, o escrito indica, como fontes de informação: polícias, SIS, Europol, procuradores, enfim, “as forças de segurança” do sistema. Ler o resto do artigo »
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Editorial
Existe resposta revolucionária para a crise actual? A pergunta tem de ser posta quando se toma consciência da profundidade da crise que o capitalismo mundial atravessa e quando, ao mesmo tempo, se verifica que o poder do capital não está a ser abalado na sua base política. Sem uma resposta dirigida para enfraquecer o poder, o capital fica com toda a margem para reedificar, com mais uma dose de violência, o mecanismo de exploração, cobrando pesados juros à massa trabalhadora. Ler o resto do artigo »
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Segurança Social dá o exemplo Em Dezembro de 2008, abriu, em Castelo Branco, um call center da Segurança Social. Desde o início que foi objectivo (e prática) deste organismo do Estado recorrer a uma empresa de trabalho temporário para o recrutamento de 200 trabalhadores. Um bom exemplo dado pelo governo no combate ao trabalho precário! Entretanto, já decorreu um mês desde que os Precários Inflexíveis obtiveram da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a garantia de que esta irá dar “tratamento inspectivo” à situação laboral e nada…
Ainda há bons empregos O Clube Miraflores precisa para entrada imediata de empregado para Cafetaria/Esplanada para trabalhar em part-time ou full-time (incluindo Sábados e Domingos). Pretendem-se “pessoas dinâmicas, comunicativas, com boa apresentação e elevado sentido de responsabilidade”. Paga-se a bonita quantia de 3,5 euros por hora e ainda podem utilizar o ginásio e a piscina. Querem melhor que isto?
Salários reais e desemprego Um estudo do instituto alemão IZA, da autoria de três economistas portugueses, conclui que cada ponto percentual de aumento da taxa de desemprego se traduz numa diminuição de 1,1% a 1,4% no salário real de quem está a trabalhar e de 2,3% a 2,8% para os novos contratados. Isto explica-se pelo congelamento ou pela subida abaixo da taxa de inflação dos salários de quem está a trabalhar e pelo recurso a salários mais baixos para os novos contratados. Assim, para os patrões e os seus economistas de serviço, um grande número de desempregados pode ser útil para aumentar a “competitividade” e ajudar à saída da crise!
Mais encerramentos e despedimentos A Pioneer, fábrica de auto-rádios, decidiu encerrar a sua fábrica no Seixal, atirando para o desemprego 127 trabalhadores, de um total de 136. A Mateus e Mendes, fábrica de confecções, em Castelo Branco, encerrou despedindo as suas 150 trabalhadoras. Ambas as empresas procuraram fundamentar as suas decisões nos prejuízos e na crise económica.
Manifesto dos 28 De Catroga a Medina Carreira, de Campos e Cunha a Miguel Cadilhe, de Daniel Bessa a Silva Lopes, de Rui Moreira a Vítor Bento, são 28 as personalidades que pretendem, em manifesto, alertar o governo e o país para a necessidade de repensar os grandes investimentos. Só ex-ministros do PS e do PSD são 13. A generalidade desta gente teve ou tem elevadas responsabilidades nas leis, nas políticas, nos conselhos de administração das empresas e no estado a que o país – economia e trabalhadores – chegaram. Não temos quaisquer simpatias pelo governo de José Sócrates, mas estas “luminárias” não acrescentam nada de novo nem têm autoridade moral para sustentarem seja o que for de bom.
O verdadeiro artista Com o mesmo arrebatamento que põe em “Jardins proibidos”, Paulo Gonzo canta, agora em registo ecológico, a excelência da política da EDP em defesa da água, da Natureza e dos passarinhos. Jorge Palma, com o nobre propósito de ajudar a distinguir os bancos bons dos bancos maus, facultou para som de fundo de uma campanha do BES o tema “Encosta-te a mim” – levemente corrigido pela voz de um locutor para “Encoste-se a nós”, para que não haja dúvidas. Como poderia dizer Toni Silva, o verdadeiro artista é o que se põe ao serviço da recuperação dos negócios.
Cresce o desemprego a nível mundial Segundo dados do Eurostat, e apenas no primeiro trimestre de 2009, na União Europeia, a 27, foram atirados para o desemprego mais de 1 milhão e 900 mil trabalhadores. Foi o terceiro trimestre consecutivo em que o desemprego cresceu fortemente no conjunto destes países. Em Portugal, no mesmo período, foram destruídos cerca de 90 mil postos de trabalho. Por outro lado, a nível mundial e segundo dados da OIT, é previsível que, só este ano, aumente em 59 milhões o número de desempregados. Assim, haverá actualmente mais de 240 milhões desempregados em todo o mundo.
Facol: greve e manifestação Os cerca de 50 trabalhadores da Facol, empresa do sector corticeiro, em Aveiro, estão em greve desde o dia 4 de Junho, reclamando o pagamento dos salários e subsídios em atraso desde Novembro de 2008. No dia 17, os trabalhadores marcharam em direcção à residência dos patrões em defesa dos seus direitos. A luta agudiza-se, com os patrões a tentarem retirar material das instalações e os trabalhadores em greve a impedir. O sindicato dos corticeiros vai avançar com uma providência cautelar, “para impedir a saída de bens da empresa sem controlo e fiscalização”.
Protestos em Cabul Centenas de mulheres manifestaram-se em Cabul, Afeganistão, em 15 de Abril, pela revogação de uma lei que lhes nega direitos básicos. A lei protege a violação marital, sujeita as saídas de casa à autorização dos maridos e priva-as da custódia dos filhos e do direito de herança. Protestos, dentro e fora do país, coagiram o presidente Karzai a recuar. Os EUA ocupam e tutelam o país desde 2001 e exercem nele influência decisiva há 30 anos, desde que apoiaram o derrube do governo progressista então no poder.
Comunistas revolucionários condenados em Itália Enquanto o corrupto e fascistóide Berlusconi governa a Itália e goza impunemente dos seus privilégios, um tribunal de Milão condenou, em 13 de Junho e em primeira instância, vários comunistas revolucionários italianos a pesadas penas de prisão e a elevadas indemnizações. Foram condenados por “terem tentado constituir o partido comunista político-militar”, organização que o aparelho judicial italiano considera terrorista. Os advogados destes militantes de esquerda já declararam que as referidas condenações são típicas dos tribunais especiais fascistas dos anos 20 e 30 do século passado.
O assalto a África Um estudo da FAO (organização da ONU para a alimentação e agricultura) revela que, em África, 2,5 milhões de hectares de terras férteis foram comprados, desde 2004, em apenas cinco países – Etiópia, Gana, Madagáscar, Mali e Sudão. Os compradores são maioritariamente estrangeiros e grande parte das terras destinam-se a culturas para biocombustíveis. Milhares de camponeses pobres estão assim a ser privados dos seus terrenos de cultivo ao mesmo tempo que a produção alimentar tenderá a diminuir. Vem aí mais fome, portanto; e não vai faltar, no mundo ocidental, quem depois lamente o “atraso” dos africanos.
De consciência limpa e bolsos cheios No âmbito do inquérito parlamentar ao caso BPN, a direita não se cansa de pedir a cabeça do governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, para ganhar pontos ao PS. Constâncio defende-se dizendo que a supervisão do BP não falhou e afirma-se de “consciência limpa”. De certo modo tem razão: é que o papel do BP não é entravar os negócios da banca, especialmente quando eles correm de feição. Por isso mesmo, Constâncio se mostrou sempre muito mais zeloso ao longo dos anos no aconselhamento de governos e patrões a “moderarem” o aumento de salários dos trabalhadores. É para isso que recebe um chorudo ordenado.
Saneamento à inglesa Pela primeira vez em mais de 300 anos, o presidente do parlamento britânico teve de se demitir por actos de corrupção. Em causa, o uso de dinheiros do Estado para pagar despesas pessoais, como corridas de táxi da mulher do dito presidente. No acto de moralização, porém, ficou a saber-se que muitos outros deputados de todos os partidos estavam envolvidos em pagamentos da mesma espécie, que iam de limpezas de piscinas até trabalhos de jardinagem e decoração de interiores. Quer dizer que, antes do caso vir a público, toda a gente sabia do assunto e tolerava-o como prática corrente. Presume-se, portanto, que estas pequenas acções de saneamento no parlamento britânico ocorram de 300 em 300 anos.
Greve na Inapal Plásticos Os trabalhadores da Inapal Plásticos iniciaram no dia 8 de Junho uma greve de dois dias, exigindo diálogo com a administração da empresa e reivindicando aumento de salários, assim como melhores condições ambientais de trabalho. De salientar que grande parte dos trabalhadores da empresa, devido ao manuseamento de alguns produtos, sofre de graves problemas pulmonares. A Inapal Plásticos fabrica componentes de plástico para a indústria automóvel e é fornecedora da Autoeuropa. Daí que actualmente se esteja a desenvolver uma campanha de solidariedade com os trabalhadores da Inapal entre os trabalhadores de outras empresas do Parque Industrial da Autoeuropa.
Voos da CIA não passaram por aqui Como seria de esperar, o Departamento de Investigação e Acção Penal (DCIAP) mandou arquivar o inquérito ao caso dos aviões da CIA que passaram por Portugal a partir de 2002. O DCIAP terá concluído que não havia indícios suficientes para fazer uma acusação. As fundadas denúncias internacionais (que várias vezes aqui referimos), como as da ONG britânica Reprieve, ou até o reconhecimento da existência desses voos por parte do procurador Pinto Monteiro assim como pelo ministro Dias Amado, parece que pouco valem para quem quer ilibar a gente graúda do bloco capitalista, no caso, quatro chefes de governo: Guterres, Durão Barroso, Santana Lopes e Sócrates. É esta a “justiça” que temos!
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