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Tópico: Trabalho
O lado explosivo da questão
Manuel Raposo — 20 Outubro 2010
Todos quiseram tirar proveito do drama dos mineiros chilenos. O presidente Piñera, com a fanfarra da “unidade nacional” (em torno dele, claro), forma de deixar na sombra a bandalheira permitida aos patrões da mina que foi o factor responsável pela situação. A agência espacial norte-americana, a NASA, porque forneceu a “tecnologia espacial”, ganhando com isso uma face de “utilidade pública”. O Papa, arvorando o “milagre” sem o qual o salvamento ficaria sem explicação, esquecendo por que motivo a acção divina não impediu a derrocada nem obrigou os patrões chilenos a cumprir regras de segurança.
Denúncia
As “alternativas” do Instituto do Emprego
Miguel Ferreira — 6 Outubro 2010
Há quem diga que a tropa é um emprego como outro qualquer e que, na situação actual, mais vale isso do que nada. Mas as coisas não são tão simples. Basta ver que o orçamento da Defesa para este ano aumentou quando os apoios sociais baixaram drasticamente; que o governo não teve dúvidas em gastar mil milhões de euros em submarinos; que há dias foram dados às forças armadas perto de 50 milhões para aumentos de vencimentos; que foram desbloqueadas as promoções nas polícias; e que os militares em missões no Iraque ou no Afeganistão são pagos a peso de ouro. Isto mostra como as despesas militares se fazem à custa das condições de vida dos trabalhadores e dos mais pobres.
Por isso é importante a denúncia, feita na primeira pessoa, que aqui publicamos.
Quem ganha e quem perde
30 Setembro 2010
No último ano, o número de empregados com remunerações líquidas acima de 3 mil euros cresceu 26,7%, diz o Instituto Nacional de Estatística. Trata-se de uma minoria (32 mil pessoas) que não chega a 1% do total dos trabalhadores por conta de outrem. Ao contrário, também no último ano, os que ganham menos de 600 euros (37,4% dos trabalhadores por conta de outrem, perto de 1 milhão e meio de pessoas) viram os seus postos de trabalho diminuir 4,7% (menos 70 mil empregos).
Hoje, 29 Setembro: greves gerais, jornadas de luta, manifestações
Trabalhadores europeus, uni-vos!
Urbano de Campos — 29 Setembro 2010
Os números que temos vindo a publicar sobre o aumento dos despedimentos em Portugal retratam a razia sem precedentes que se verifica no emprego. O mesmo acontece em Espanha, com valores ainda mais altos. E o mesmo também na Europa e nos EUA.
Espanha e Portugal ocupam o primeiro e o quarto lugar deste desgraçado ranking europeu com mais de 20% e 11% de desempregados, respectivamente. Na média, o valor passa dos 18% para o conjunto da Península, ou seja mais de 5,3 milhões de pessoas.
Simultaneamente, na grande maioria dos países afectados, o desemprego continua a crescer a par de uma (apesar de débil) recuperação económica – o que aponta para uma conclusão óbvia: a recuperação dos negócios capitalistas está a fazer-se à custa da eliminação de postos de trabalho.
Espanha
Boas razões para a greve geral
Manuel Raposo — 28 Setembro 2010
Um estudo elaborado pelo Gabinete Técnico da Federação do Comércio Hotelaria e Turismo das Comisiones Obreras (central sindical espanhola) dá conta da evolução dos salários em Espanha na última década e meia. E mostra como muitas das conclusões não valem só para Espanha. Mais um argumento para a greve geral marcada para 29 de Setembro.
A primeira constatação é que o significativo aumento do produto interno bruto (PIB) nos anos de crescimento económico não foi acompanhado pelo crescimento dos salários. Nos 15 anos que vão desde 1994 a 2008 o PIB cresceu cerca de 50% e os activos financeiros perto de 100%; mas o salário médio não chegou a crescer 2% e os subsídios médios de desemprego reduziram em cerca de 30%. Deste modo, o peso dos salários na produção anual retrocedeu.
Este processo, diz o estudo, é comum a quase todas as economias capitalistas e significa uma apropriação crescente dos frutos do trabalho por parte do capital.
Protestos em França
24 Setembro 2010
Três milhões de franceses participaram em greves e manifestações nas ruas de França, no dia 23 de Setembro. Protestavam contra a nova lei das reformas de Sarkozy, que decidiu elevar de 60 para 62 anos a idade mínima de acesso à reforma. Segundo as sondagens, é grande a indignação entre a maioria dos franceses, particularmente entre os jovens dos 18 aos 24 anos, contra mais este conjunto de medidas injustas para os trabalhadores. Grécia, França, Espanha e Portugal, o mesmo combate. Há que avançar e unificar as lutas.
Salário mínimo em causa
10 Setembro 2010
Patrões, UGT e Ministério do Trabalho parecem estar de acordo quanto à necessidade de renegociar o salário mínimo (500 euros) já acordado para 2011. Embora tais entendimentos entre os diversos representantes do capital já não constituam novidade! Declarações de António Saraiva, da Confederação da Indústria, de Vieira Lopes, da Confederação do Comércio, de Pinto Coelho, da Confederação do Turismo, de João Proença, da UGT, e da ministra Helena André, apesar das nuances, todas admitem pôr em causa o previsto aumento do salário mínimo. Tudo isto, em nome da “crise” e do “realismo”! A CGTP recusa tal alteração e exige que a remuneração mínima aumente os 25 euros acordados.
Denúncia
A morte de Paula R.
Pedro Goulart — 2 Setembro 2010
Mais um assassinato do capitalismo. Paula R. trabalhava há 19 anos numa empresa, em Lisboa, na Av. do Brasil, que comercializava móveis para escritório. Não sendo grande, a empresa muito vendeu durante vários anos, obtendo enormes lucros. O patrão podia assim viver num condomínio privado e todos os anos se pavonear com novos e variados carros de luxo.
Têxtil FMAC despede mais de 100
30 Agosto 2010
A administração da FMAC, fábrica de Esposende, pediu a insolvência da empresa no Tribunal desta cidade e pretende ficar a trabalhar apenas com 43 dos actuais 151 trabalhadores. Os mais de 100 trabalhadores agora despedidos, que estavam de férias e com salários em atraso, receberam cartas de despedimento, por “extinção de postos de trabalho”. Segundo um dirigente sindical do Minho, “podemos estar a falar de mais uma dezena de fábricas com 10 a 30 trabalhadores, que não vão reabrir em Setembro”. Prossegue, assim, a destruição de postos de trabalho em Portugal que, segundo dados do INE, terá sido, só no segundo trimestre de 2010, de cerca de 17 mil.
Desemprego e demagogia patronal
São mais de 700 mil os desempregados efectivos
Pedro Goulart — 24 Agosto 2010
Em 17 de Agosto foram divulgados os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao desemprego existente no segundo trimestre deste ano: são 590 mil desempregados, correspondendo a 10,6% da população activa. Com uma situação agravante – tem crescido fortemente o número de desempregados de longa duração (os que estão sem trabalho há mais de um ano), representando actualmente mais de metade do total dos desempregados. Mas, se a estes números oficiais adicionarmos os inactivos disponíveis (mais de 70 mil) e o sub-emprego visível (60 mil), obteremos 730 mil desempregados efectivos, que correspondem a cerca de 13% da população activa.