Tópicos
- Aos Leitores (20)
- Breves (968)
- Cartas (44)
- Cultura (42)
- Economia (163)
- Editorial (76)
- Efeméride (52)
- Liberdades (526)
- Mundo (898)
- País (1378)
- Política (1388)
- Sociedade (265)
- Trabalho (455)
- Tribuna (15)
- Ver-Ouvir-Ler (37)
Links
Número de consultas:
(desde 7 Outubro 2007)
Última actualização do site:
4 Março 2026
Tópico: País
Sobre a hipocrisia do ocidente democrático
Manuel Raposo — 11 Setembro 2025

As comemorações pelo fim da segunda guerra mundial, em 9 de maio em Moscovo e em 3 de setembro em Pequim, permitem – pela ausência deliberada das potências ocidentais, que boicotaram ambos os eventos – separar águas, oitenta anos depois, acerca do papel de cada um dos principais intervenientes no conflito. Alguns dos mitos persistentes alimentados pelo ocidente imperialista podem hoje ser desfeitos, não apenas pelas circunstâncias que rodearam aquelas comemorações, mas sobretudo pelo curso que os acontecimentos mundiais tomaram nos anos recentes.
NATO e UE empurram-nos para a guerra
Manuel Raposo — 17 Julho 2025

As últimas semanas deram a conhecer mais um capítulo do avassalamento da Europa perante o imperialismo norte-americano. Os 5% de despesas militares exigidos por Trump aos membros da NATO, mais o compromisso dos europeus de sustentarem a guerra na Ucrânia comprando material militar aos EUA, mais as tarifas aduaneiras impostas às exportações europeias significam a completa submissão da Europa aos desígnios norte-americanos.
E agora? A situação política do país após 18 de maio
Manuel Raposo — 23 Junho 2025

A surpresa, para não dizer o pânico, que se apoderou de sectores da esquerda portuguesa com os resultados das eleições de 18 de maio só pode resultar de uma tremenda falta de atenção ao que vinha sucedendo de há anos a esta parte. Para nos situarmos apenas nos tempos mais recentes, desde 2019 que a trajectória de quebra da esquerda e de subida da direita estava à vista – num primeiro momento, mascarada pelos resultados positivos do PS de António Costa à custa dos parceiros BE e PCP, o que foi ingenuamente aceite como uma vitória “da esquerda”; num segundo momento, já sem esse véu de ilusão, mostrando à luz do dia a cavalgada da direita e da extrema-direira neofascista.
Um retrato a cores do regime político
Urbano de Campos — 6 Maio 2025

A campanha eleitoral teve no seu arranque oficial uma contribuição que não pode deixar de ser assinalada: o apoio vibrante e empenhado de Cavaco Silva ao líder do PSD, Luís Montenegro. Com o peso que ainda julga ter como ex-primeiro-ministro e ex-presidente da República, Cavaco fez uma espécie de declaração papal ungindo Montenegro não apenas como o mais bem preparado para chefiar o próximo governo, mas também como um exemplo de rectidão e probidade.
Impressões sobre a campanha eleitoral
Urbano de Campos — 23 Abril 2025

A campanha eleitoral nem sequer começou oficialmente, mas o mote está dado acerca do desenlace que se dará a 18 de maio: ou ganha a direita assim, ou ganha a direita assado. A dúvida está no facto de as sondagens, até agora, não descartarem a possibilidade mais terrível para as gentes do poder: um empate. Ora, para que a indesejável instabilidade governativa não volte a colocar nuvens sobre o curso dos negócios, a distribuição de fundos europeus, ou os planos de uma economia de guerra, ensaiam-se hipóteses sobre o apoio que o perdedor mais forte deve dar ao fraco vencedor. Tirando isso, restam os temas menores para entreter o eleitor-espectador.
EUA, UE: a guerra como sobrevida
Manuel Raposo — 8 Fevereiro 2025

O mesmo indivíduo que um dia acusou os portugueses de esbanjarem os subsídios da União Europeia “em mulheres e vinho”, veio há pouco exigir que os gastos militares do país (como de todos os membros da NATO) passem de 2% para 5% do PIB. Disse mesmo, sem qualquer rebuço, com a soberba de um colonizador, que esse acréscimo de despesa deveria ser conseguido à custa das pensões, da saúde pública e da educação. O personagem, Mark Rutte (*), era então primeiro-ministro da Holanda e é agora secretário-geral da NATO.
José Carlos Codinha
Editor — 23 Janeiro 2025
Faleceu a 9 de janeiro, com 82 anos, o nosso camarada José Carlos Midões Codinha. Natural da Nazaré, desde jovem se empenhou nas lutas sociais e políticas, fosse na sua terra natal, fosse no país ou em França, para onde emigrou nos anos de 1960, fugido à tropa colonial e ao regime fascista. Fez parte dos grupos marxistas-leninistas O Comunista e O Grito do Povo, que viriam a originar a OCMLP (Organização Comunista Marxista Leninista Portuguesa) de que foi destacado militante e dirigente. Em 1976, contribuiu para a dissolução da OCMLP, e aderiu, com muitos outros camaradas, ao PCP(R) (Partido Comunista Português (Reconstruído)), fundado no final do ano anterior. Foi membro do seu comité central durante vários anos.
Encostar o Governo à parede!
Manuel Raposo — 9 Janeiro 2025

O Governo fez da repressão policial imagem de marca. Tal como os fascistas, explora os medos de uma “maioria silenciosa” desinformada, atrasada, confundida e ignorante. Alimenta-os com a insinuação manhosa de que a segurança de cada um depende da força bruta da polícia, se necessário à margem da lei, e chama a isso “ordem pública”. Deixa passar a ideia de que a insegurança aumenta e de que a criminalidade é um produto da imigração. Começa pela repressão sobre os imigrantes, contando com a passividade dos nacionais. Procura ganhar as boas graças dos portugueses pobres reprimindo os pobres de outras origens.
O que a onda de despedimentos anuncia
Urbano de Campos — 20 Dezembro 2024

Com ar ufano, o primeiro-ministro fez-nos saber que Portugal é “um farol de estabilidade” na Europa – nas finanças, na política, na paz social. Montenegro não podia ter escolhido melhor ocasião para o auto-elogio: precisamente quando milhares de trabalhadores são lançados no desemprego por centenas de empresas que promovem despedimentos colectivos, e quando mesmo os economistas mais optimistas e os empresários mais voluntariosos anunciam que está montado o palco para uma tempestade perfeita que ameaça o país e toda a Europa.
Frutos serôdios do novembrismo
Manuel Raposo — 24 Novembro 2024

Quarenta e nove anos depois, no que respeita à História, está tudo dito e provado acerca do 25 de Novembro. O que resta discutir, e por isso se volta ao assunto todos os anos, é a questão política, isto é, o curso que o golpe imprimiu à vida do país – pela razão de que, ao derrotar o movimento popular de 74-75, o golpe abriu caminho, não apenas à destruição das principais conquistas revolucionárias, mas também, por isso mesmo, à reconstituição das forças sociais e partidárias mais reaccionárias da sociedade portuguesa. A anatomia política do golpe tem, portanto, de ser feita sob a luz do momento em que hoje estamos; do ponto de chegada e não tanto do ponto de partida de há 49 anos. A actualidade do assunto reside aqui.