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Tópico: Mundo
“Um teatro cuidadosamente montado”
30 Março 2018
O jornalista australiano John Pilger, um dos poucos com coragem para denunciar os crimes do imperialismo, como fez a respeito da invasão do Iraque em 2003, definiu o caso Skripal (ver entrevista à RT) como “um teatro cuidadosamente montado” pelo governo e pela imprensa do Reino Unido com o apoio do parlamento. Destaca ele que “é extraordinário que haja uma tentativa de homicídio e um local de crime e não haja provas nenhumas”.
As “armas de destruição massiva” ainda rendem
Urbano de Campos —
A campanha contra a Rússia, com a expulsão de dezenas de funcionários diplomáticos — a pretexto do envenenamento de um ex-espião russo ocorrido em Inglaterra — tem todos os traços e mais algum de uma montagem combinada dos EUA e do Reino Unido. E enquanto não houver, como certamente não haverá, provas provadas das acusações feitas pelo governo britânico, é como uma montagem que o caso deve ser tratado. Tal como as armas de destruição massiva o foram para a invasão do Iraque. A questão reside, pois, nos fins políticos da operação.
A América de Trump na senda da guerra
Pedro Goulart — 17 Março 2018
Donald Trump demitiu no Twitter Rex Tillerson do Departamento de Estado — responsável pela diplomacia dos EUA — e anunciou a sua substituição pelo até agora director da CIA, Mike Pompeo, que havia sido nomeado em 2017 pelo próprio Trump. Tillerson, apesar de ser um homem de direita, nem sempre afinava pelo mesmo diapasão: as divergências com o actual presidente dos EUA eram várias.
Mulheres espanholas mostram o caminho
Urbano de Campos — 9 Março 2018
Centenas de protestos e manifestações por toda a Espanha assinalaram o Dia Internacional da Mulher, 8 de Março. Numa iniciativa praticamente inédita (antes, só em 1975 as mulheres islandesas fizeram o mesmo), foi lançada a ideia de uma greve das mulheres em protesto contra a desigualdade de salários e de acesso ao trabalho, contra a violência de que são alvo, por iguais direitos. A adesão foi maciça. Mais de 5 milhões de pessoas paralisaram o trabalho por 24 horas.
Espanha: repressão e censura
Pedro Goulart — 25 Fevereiro 2018
Em 22 de Fevereiro, em Madrid, os reis de Espanha inauguraram a conhecida feira de arte ARCO, envolvida este ano em grande polémica. A exposição de fotografias “Presos Políticos na Espanha Contemporânea” foi retirada por exigência dos responsáveis pela organização da feira, sob o pífio pretexto de que a peça iria prejudicar a visibilidade do conjunto dos conteúdos que reúne a Arco Madrid 2018.
Opressão sexista e poder imperial
António Louçã — 19 Janeiro 2018
Já antes a opressão sexista tinha estado no centro de polémicas a propósito de figuras como Bill Clinton ou Dominique Strauss-Kahn. Agora, a denúncia do caso Harvey Weinstein, além de reacender o debate sobre a opressão sexista, traz à luz do dia alguns traços psicológicos da oligarquia que domina o mundo.
Liberdade para Ahed Tamimi e todas as crianças palestinianas presas
11 Janeiro 2018

Vigília, sábado 13 janeiro, 15h00, Largo Camões, Lisboa
Uma menina desarmada de 16 anos faz tremer o “poderoso” Estado de Israel.
Chamam-lhe “agressora” porque, juntamente com a sua prima Nour, esbofeteou dois soldados no pátio da sua casa, em frente de uma câmara de vídeo. O exército invadiu-lhe a casa pela calada da noite e levou-a presa, a ela, à mãe e à prima.
No tribunal militar, juntaram várias acusações sobre os últimos cinco anos. Dizem que ela uma vez alvejou soldados com uma fisga e noutra mordeu a mão de um que queria levar preso o seu irmão mais novo. Apontam-lhe “crimes” cometidos desde os 11 anos de idade.
2017: “banqueiros anarquistas”?
António Louçã — 10 Janeiro 2018
Há meia dúzia de anos era uso troçar do regime parlamentar belga, que levou quase um ano e meio (2010-2011) sem conseguir produzir governo algum. Em 2016, a necessidade de repetir as eleições espanholas ainda suscitou uma ou outra graçola, depois de seis meses de tentativas para criar um governo baseado nos resultados eleitorais do ano anterior. Em 2018, a grande Alemanha vai a caminho do quarto mês de negociações infrutíferas, ainda sem governo, e correndo o risco de ter de repetir também as eleições. Mas da Alemanha já ninguém troça.
Jovens israelitas recusam alistamento na tropa
Manuel Raposo — 5 Janeiro 2018
Desde que, em início de dezembro, Donald Trump reconheceu a ocupação de Jerusalém Leste por Israel — pagando o apoio dos sionistas à sua eleição — protestos de várias origens fizeram-se ouvir, nomeadamente da parte da Assembleia Geral da ONU, que condenou a decisão norte-americana. É de crer, porém, que a eficácia destes protestos seja a mesma que temos visto nos últimos quase 70 anos. Basta ver o efeito prático da decisão da ONU, anulada pelo veto dos EUA. Fosse outro o alvo da decisão e não faltariam sanções a doer; mas tratando-se dos EUA e de Israel tudo vai ficando pela condenação moral, quando muito.
O que mantém viva a resistência é a luta tenaz dos palestinos no seu próprio solo. Mais de uma dezena foram mortos em confrontos com forças israelitas, perto de dois mil foram feridos e centenas presos desde a declaração de Trump. Mas vale também a oposição que se vai gerando entre os próprios israelitas. Há dias, dezenas de jovens em idade de ingressarem na tropa recusaram-se a ser alistados, condenando a política racista de Israel. A notícia, divulgada pelo Comité de Solidariedade com a Palestina, foi publicada em órgãos da imprensa israelita.
Revolução Soviética . 100 anos depois
No limiar de uma crise histórica
Fred Goldstein (*) — 12 Dezembro 2017
A discussão de Lenine sobre o efeito do imperialismo na classe operária dos países imperialistas deve ser vista hoje à luz das mudanças entretanto operadas.
O processo da super-exploração imperialista libertou-se de todos os limites geográficos pela revolução científica-tecnológica e pode agora ser praticada onde quer que haja mão de obra disponível. O efeito deste processo na consciência dos trabalhadores é profundo. A exportação de capital era antes usada para forjar um estrato superior na classe operária dos países imperialistas, para amaciar a luta de classes e promover estabilidade social. Com a nova divisão mundial do trabalho, a exportação de capital serve para rebaixar os níveis de vida da classe operária dos países imperialistas, dizimar as camadas superiores dos trabalhadores e de sectores das classes médias, e destruir a garantia de trabalho e os benefícios sociais.