Tópico: Mundo

Em nosso nome, não!

Comité de Solidariedade com a Palestina — 11 Junho 2018

A Câmara Municipal de Cascais, o presidente da República Portuguesa e a Orquestra Metropolitana da Guarda Nacional Republicana resolveram juntar-se ao governo de Israel para a comemoração dos 70 anos da sua existência, isto é, os 70 anos da catástrofe que se abateu sobre o povo da Palestina, num jantar que terá lugar no dia 14 de junho no Casino do Estoril. A denúncia é do Comité de Solidariedade com a Palestina que acusa aquelas entidades de cumplicidade com Israel e reclama que se retirem da comemoração.


De noite todos os gatos parecem pardos

António Louçã — 29 Maio 2018

A vaga de movimentos populistas, nacionalistas e de extrema-direita tem tido o seu reverso na febre unitária que, um pouco por todo o lado, se declara nos arraiais da esquerda. Diante de um perigo agudo, chamemos-lhe fascista ou outra coisa, dir-se-ia que vale tudo.

Assim, a ascensão eleitoral de Donald Trump ocasionou ideias tão peregrinas como a de um jovem deputado português que preconizava o voto em Hillary Clinton como mal menor.


Maio de 68: mais do que a agitação estudantil

Manuel Raposo — 10 Maio 2018

Cinquenta anos passados, não há propagandista, por mais rasteiro, desta burguesia em fim de festa, que não se compraza em declarar morto o movimento de Maio de 68. A evocação que toda a comunicação social dele tem feito — em tom de enterro festivo — só tem lugar, aliás, pelo facto de as classes dominantes considerarem que a coisa é hoje inóqua e que as “transformações” reclamadas nas ruas foram absorvidas pela sociedade burguesa.


Israel, zero pontos!

9 Maio 2018

“Zero pontos para Israel na competição musical da Eurovisão” é uma campanha anual, lançada por cidadãos israelitas que se opõem à ocupação da Palestina e ao apartheid.
A cantora israelita Netta Barzilai representa o Estado de Israel, colaborando nos esforços para limpar a sua imagem internacionalmente. A canção, chamada “Toy”, fala de emancipação feminina e justiça social, enquadrando-se numa contínua tentativa israelita de branquear a opressão do povo palestiniano.


Perigos e oportunidades para a Palestina na era de Trump

2 Maio 2018


Palestra, 5a feira, 10 Maio, 21 horas, Pequeno Auditório da Culturgest, Lisboa, entrada gratuita

O Comité de Solidariedade com a Palestina e o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, com o apoio da Culturgest, promovem uma palestra com o historiador israelita Ilan Pappé, moderada pelo jornalista José Goulão.
Ilan Pappé é uma das figuras cimeiras da denúncia do sionismo e da ocupação da Palestina e da defesa dos direitos do povo palestino.
Professor de História, director do Centro Europeu de Estudos sobre a Palestina da Universidade de Exeter, Reino Unido, iniciou a sua formação académica na Universidade Hebraica de Jerusalém e leccionou na Universidade de Haifa entre 1984 e 2006.


Vão os EUA abandonar a lógica de guerra?

Manuel Raposo — 29 Abril 2018

A forma amistosa como parece ter decorrido a cimeira entre os chefes de estado coreanos, e a antecipação deste encontro em relação à prevista reunião de Donald Trump com Kim Jong-Un, mostram a intenção dos líderes coreanos de dizerem: quem decide o destino das Coreias são os coreanos. Mas não é certamente esse o pensamento do imperialismo norte-americano, que tudo fará para não perder o domínio que exerce há décadas sobre a Coreia do Sul e toda aquela parte do Pacífico.


A Catalunha e o cárcere europeu

Pedro Goulart — 17 Abril 2018

Nos últimos dias, vimos nos média que as procuradorias espanhola e alemã estão a colaborar estreitamente na negociação de uma eventual extradição de Carles Puigdemont para Espanha. Recordamos que Puigdemont foi detido pela polícia alemã, em colaboração com a polícia espanhola, quando o dirigente político independentista catalão regressava à Bélgica, vindo da Dinamarca.


Criminosos e cúmplices no ataque à Síria

Manuel Raposo — 15 Abril 2018

O bombardeamento da Síria por parte dos EUA, Reino Unido e França, na noite de 13 para 14, não espanta ninguém. Ele foi o segundo acto da fantochada iniciada pelo governo britânico com o caso Skripal. De facto, a representante dos EUA na ONU (o robô Nikki Haley), quando falou sobre o suposto envenenamento do ex-espião, enunciou logo os alvos em toda a sua extensão: Síria, Rússia, Irão.


Exército israelita mata a sangue frio

2 Abril 2018

Nesta sexta-feira 30, uma manifestação pacífica de mulheres, homens e crianças palestinianos reclamava, dentro das fronteiras de Gaza, o direito de retorno às casas de onde foram expulsas em 1948 as suas famílias. O espírito que levou a população de Gaza a aproximar-se da fronteira imposta por Israel é bem ilustrado por esta afirmação de um dos manifestantes, reproduzida pelo enviado especial do Le Monde: “Queremos enviar uma mensagem ao ocupante. Estamos de pé, existimos”.


O síndrome das Lajes

Urbano de Campos —

A forma empenhada e mesmo entusiástica como a comunicação social alinhou pelos EUA e Reino Unido no caso Skripal mostra que as críticas às “loucuras” de Trump (ou do seu émulo britânico Boris Johnson, ministro dos Negócios Estrangeiros) não são para levar a sério. Toda a direita, mas não só, repetiu à letra os argumentos da imprensa e dos fazedores de opinião norte-americanos e britânicos. Como Barroso e Portas que, na cimeira das Lajes em 2003, “viram” todas as provas de que Saddam Hussein era um perigo para o Planeta.


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