Tópicos
- Aos Leitores (20)
- Breves (968)
- Cartas (44)
- Cultura (42)
- Economia (159)
- Editorial (76)
- Efeméride (51)
- Liberdades (521)
- Mundo (895)
- País (1374)
- Política (1382)
- Sociedade (262)
- Trabalho (452)
- Tribuna (15)
- Ver-Ouvir-Ler (37)
Links
Número de consultas:
(desde 7 Outubro 2007)
Última actualização do site:
24 Janeiro 2026
Mais um pobre
24 Maio 2010
No próprio dia em que PS e PSD impunham o pacote de medidas terroristas contra os assalariados, o secretário-geral do PSD, Miguel Relvas, pediu ao partido que lhe cortasse, “com efeito imediato”, 5% do ordenado. Este esforço patriótico do pernóstico Relvas, que ganha o equivalente a vice-primeiro-ministro, isto é, 5300 euros por mês, leva-o, coitado, a privar-se de 265 euros mensais. Imagina-se o choque da pobre família quando o solidário Relvas chegar a casa apenas com 5035 euros.
“Tributo solidário” não passou
24 Maio 2010
O projecto de lei do PSD de imposição de um “tributo solidário” a quem recebe prestações sociais foi rejeitado na AR. Votaram a favor deste repugnante projecto apenas o PSD e o CDS. Para o partido de Passos Coelho, o “tributo solidário” assumia-se como “um instrumento de moralização pública”. Tratava-se, na prática, de obrigar quem recebe prestações sociais a retribuir com 15 a 20 horas de serviço social ou em formação profissional. Com tal lei, centenas de milhares de desempregados, após terem descontado, para terem direito a subsídio de desemprego, ver-se-iam coagidos a um trabalho obrigatório e gratuito, a um trabalho escravo. Até aonde eles são capazes de ir!
Os conselheiros da Nação
Carlos Completo — 20 Maio 2010
Recentemente, nove ex-ministros das Finanças foram expor a Cavaco Silva (também ele um do elenco) a “preocupação” pela grave situação económica e financeira do País, assim como as razões da sua oposição aos grandes investimentos públicos do actual governo. E, também, o tipo de medidas que consideram ser necessário adoptar face a esta situação. Foram, no fundo, repetir o essencial do que têm propagandeado nos media do sistema.
Solidariedade com o Sahara Ocidental
20 Maio 2010
Hoje, 20 de Maio, duas sessões de apoio ao povo do Sahara Ocidental. Uma, no Auditório Municipal do Pinhal Novo, às 18h00, da iniciativa do Movimento Democrático de Mulheres. Outra, promovida por um grupo de organizações de que fazem parte o Graal e a Acção para a Justiça e Paz, terá lugar em Lisboa no terraço do Graal (Rua Luciano Cordeiro, 24, 6ºA). Em ambas participa Haddu Ahmed Fadel, deputada da República Árabe Saharaui Democrática. O Sahara Ocidental, ocupado por Marrocos em 1975 após a saída dos colonizadores espanhóis, é a última colónia de África e espera que a ONU promova o referendo de autodeterminação acordado em 1988 entre Marrocos e o movimento independentista Frente Polisário.
NATO, guerras e gastos com a Defesa
18 Maio 2010
Na Universidade Lusófona, em Lisboa, efectuou-se no dia 17 de Maio um debate promovido pelo semanário Le Monde Diplomatique, a propósito da próxima cimeira da NATO, que se realiza em Novembro, em Portugal. Intervieram António Almeida Tomé, militar e professor da UL, António Filipe, deputado do PCP, Manuel Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP e o general Pedro Pezarat Correia, na qualidade de membros da mesa, além de alguns elementos da assistência.
Acima das nossas posses
15 Maio 2010
Quando o governo e o PSD, correspondendo às determinações do patronato (nacional e internacional), nos vêm com a cantiga de que os sacrifícios têm de ser suportados “por todos” é bom lembrar alguns números. Por exemplo os que Manuel António Pina divulgou no Jornal de Notícias em 24 de Outubro passado. Aqui vão. Os portugueses comuns que ainda têm trabalho ganham em média pouco mais de metade (55%) do que se ganha na Zona Euro. Mas os gestores de empresas recebem em média mais 32% que os norte-americanos, mais 22,5% dos que os franceses, mais 55% do que os finlandeses, mais 56,5% do que os suecos. Quem vive afinal “acima das nossas posses” – nós ou eles?
Sahara Ocidental
13 Maio 2010
Em 30 de Abril, o Conselho de Segurança da ONU adoptou uma resolução em que reafirma o mandato da sua Missão para um Referendo no Sahara Ocidental, bem como todas as suas anteriores resoluções sobre o tema. Esta reafirmação constitui uma resposta directa aos prolongados intentos e tergiversações de Marrocos destinados a desviar o processo de paz dos seus objectivos e que são a organização de um referendo de autodeterminação, que permita ao povo saharaui eleger livremente o seu futuro. Assim, o Conselho reafirma a natureza da questão saharaui como um problema de descolonização, que deve ser resolvido na base da aplicação do direito à autodeterminação dos povos.
O capital financeiro e a incapacidade dos governantes mundiais
Pedro Goulart — 12 Maio 2010
Apesar das evidentes responsabilidades do sector financeiro (mais claras com o início do desmoronamento financeiro mundial nos EUA, em Março de 2007) no agudizar da crise mundial do capitalismo, os banqueiros e os seus homens de mão têm conseguido, apesar do tempo já decorrido, evitar que lhes seja retirada parte significativa do poder e dos lucros do sector. A acumulação obcecada de capital financeiro tem-se mostrado claramente mais forte do que aquilo que pretenderiam fazer alguns governantes mundiais a favor de uma “regulação racional” do sistema. E a situação continua a manter-se – veja-se o que actualmente se passa na Europa, nomeadamente com Portugal, com as agências de rating servindo de veículo a uma forte especulação financeira.
Histeria papal
11 Maio 2010
As decisões do aparelho político dirigente das classes burguesas a propósito da vinda do papa católico a Portugal, revelam a sua refinada hipocrisia, assim como constituem mais uma prepotência em relação às classes exploradas e ao povo deste País. Numa altura de “crise”, em que se exigem enormes sacrifícios aos trabalhadores, esbanja-se grande quantidade de dinheiro (a nível público e privado), numa operação de marketing e fausto, que constitui um enorme escândalo. Isto, para além de considerarmos que as posições assumidas por este papa, ao longo da sua vida, têm sido geralmente retrógradas e violadoras das liberdades dos homens e mulheres deste nosso mundo.
A Swift trabalha de espia para os EUA
Manuel Raposo — 9 Maio 2010
À conta da “ameaça terrorista”, os EUA vasculham, diariamente, 15 milhões de transacções bancárias feitas por cidadãos em 8 mil bancos de todo o mundo. Os dados são geridos pela empresa Swift e incluem os nomes das pessoas (emissários e destinatários) e os comentários escritos que eventualmente acompanhem as transacções. A Swift é uma empresa privada com sede na Bélgica e uma sucursal nos EUA.