Tópico: Trabalho

CTT: greve e manifestação em 23 de Fevereiro

6 Fevereiro 2018

Os trabalhadores dos CTT marcaram uma greve nacional e uma manifestação para 23 de Fevereiro, contra a redução de pessoal e o encerramento de postos de atendimento. Esta decisão de encerramento irá provocar um aumento das deslocações dos utentes, o que, no caso da população mais idosa, dependente dos Correios para o levantamento das suas pensões, se revela bastante complicado.
Os quatro sindicatos que convocam a greve e a manifestação, convidam a população a juntar-se ao protesto em que contestam os despedimentos, o encerramento de estações de correio e a sobrecarga de trabalho dos carteiros, defendendo a reversão da privatização dos CTT-Correios de Portugal e um serviço postal universal de qualidade.


General Electric despede em Setúbal

Pedro Goulart — 3 Fevereiro 2018

GEA General Electric (GE) prepara-se para encerrar a fábrica de Setúbal, acabando com 200 postos de trabalho, a pretexto de uma reestruturação do seu negócio de energia na Europa, afirmando que tal é motivado pelos desafios que o mercado energético mundial enfrenta. No total, a GE vai despedir 12 mil trabalhadores, 18% da sua força de trabalho a nível mundial. Saliente-se que, no caso português, à semelhança do que acontece em muitos outros casos, houve apoio financeiro do anterior governo e do AICEP à empresa para investimentos e criação de mais postos de trabalho.


Cofaco ameaça despedir 180 operárias conserveiras

Pedro Goulart — 31 Janeiro 2018

greve-cofaco-picoA empresa conserveira Cofaco abriu uma fábrica na ilha do Pico em 1963. Dona das conservas Bom Petisco, a Cofaco pretende actualmente construir uma nova unidade fabril na Madalena, mas anunciou que vai despedir cerca de 180 trabalhadores da actual fábrica durante o período em que a infraestrutura estiver a ser edificada. Apesar de a administração se ter comprometido aos trabalhadores — na maioria mulheres — reintegrar, dentro de cerca de dois anos, grande parte dos funcionários, as dúvidas são muitas.


Greves e protestos revelam maior descontentamento

Pedro Goulart — 29 Janeiro 2018

Triumph_cropApesar da travagem à subida de impostos e da reposição de alguns rendimentos às classes trabalhadoras nos últimos dois anos, aumenta a precariedade no emprego e continuam baixos os salários de quem trabalha. Em alta continua a insaciabilidade do patronato, secundada pelos seus capatazes e “analistas” de serviço. E das instâncias cimeiras, a nível nacional e internacional, prosseguem as pressões e chantagens do capital visando desmobilizar a luta dos trabalhadores e diminuir os seus rendimentos.


Dito

20 Dezembro 2017

Na realidade, é a parte mais pequena e estritamente indispensável do produto que é destinada ao operário; apenas o que é necessário, não para que ele exista como homem, mas para que ele exista enquanto operário; não para que perpetue a humanidade, mas para que perpetue a classe escrava dos operários.
Karl Marx, Manuscritos de 1844


AutoEuropa: a luta muda de figura

Manuel Raposo — 17 Setembro 2017

AENos últimos 20 anos, a acção sindical levada a cabo pela Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa pautou-se pela procura de resultados práticos. O que se pode chamar um sindicalismo de resultados. Tal foi possível por duas razões relacionadas: uma prosperidade da empresa que lhe permitiu dar benefícios regulares aos trabalhadores (manutenção do emprego e ganhos salariais, por exemplo); e o estabelecimento, nessa base, de um pacto social entre trabalhadores e patronato. Foi a imagem (tardia, embora) do pacto social que vigorou na Europa após a segunda guerra.
A tentativa recente da administração da AE de impor o trabalho ao sábado pagando-o como se não fosse dia de descanso é uma nuvem negra sobre o dito pacto. E obriga os trabalhadores a pensarem que tipo de resposta deve ser dada e, mais geralmente, que tipo de sindicalismo é hoje necessário. É para essa reflexão que as linhas seguintes procuram contribuir.


Aproveitadores

11 Setembro 2017

O PSD, que, há coisa de um ano, juntamente com o CDS, bramava contra a paralisia dos sindicatos, acusando-os (visando sobretudo a CGTP) de estarem feitos com o governo, parece ter passado das palavras aos actos. Dizem as más línguas que o protesto dos enfermeiros tem a mão do PSD. Na verdade, a acção conta com o apoio da UGT, liderada por esse exemplo de lutador sindical que em 2015 pugnou pela reedição de um governo PSD-CDS, em vez da aliança do PS à esquerda. E conta, claro, com a movimentação incansável da actual bastonária da Ordem, Ana Rita Cavaco, membro do conselho nacional do PSD. O propósito seria entalar o governo nas vésperas das eleições autárquicas.
Verdade ou não, o certo é que a direita vê nisso o sinal


Greve geral dos trabalhadores da PT

Pedro Goulart — 22 Julho 2017

GrevePTMais de 2000 trabalhadores da PT de todo o país estiveram no dia 21 em greve de 24 horas, contra a transferência de funcionários desta empresa para empresas parceiras ou outras empresas do grupo Altice, iniciando uma marcha de protesto da sede da empresa, em Picoas, Lisboa, até à residência oficial do primeiro-ministro. Os trabalhadores da PT estão a levar a cabo uma luta pela defesa dos postos de trabalho, pelos direitos laborais e sociais, assim como por uma boa prestação de serviços à população.


Lutas em vários sectores laborais

Pedro Goulart — 7 Maio 2017

greve17Trabalhadores do comércio e dos serviços, da hotelaria, dos transportes e da indústria puseram em marcha, nas últimas semanas, greves e protestos diversos por aumentos salariais e melhores contratos de trabalho. Contrariam assim a acalmia nas acções reivindicativas que se verificou com a formação do actual governo. Se esta movimentação se mantiver e se alargar a mais sectores, podem criar-se condições para uma mudança da situação vivida no último ano e meio.
A impossibilidade de o governo de António Costa dar satisfação, por um lado, às directrizes da União Europeia e às exigências do capital e, por outro lado, às justas reivindicações das classes exploradas, aponta nesse sentido. O jogo de cintura de que o governo tem dado provas, bem como a “flexibilidade” do BE e do PCP no apoio prestado ao governo, têm limites — esses limites são as necessidades dos trabalhadores em melhorarem a sua vida de forma palpável. A profunda crise do capitalismo não comporta, ao mesmo tempo, o aumento de lucro dos capitalistas e progressos significativos nas condições de vida dos trabalhadores e do povo. O caminho é a luta, sem a ilusão de que o capital e o trabalho possam sair ambos a ganhar.


Líder sindical ou serviçal do patronato?

Pedro Goulart — 8 Fevereiro 2017

carlossilva_ugt_passosEm 2015, em entrevista à Antena 1 e ao Diário Económico, e a propósito da formação do novo governo, Carlos Silva afirmava que as forças à esquerda do partido socialista não davam garantias de estabilidade para o futuro e que a central sindical UGT preferia que o PS fizesse um acordo com a coligação PSD-CDS/PP. “Quem ganhou as eleições, sem maioria absoluta mas ganhou, foi a coligação PSD/CDS”, afirmava Carlos Silva. Assim, o Presidente da República deveria, na opinião do dirigente da UGT, “convidar o dr. Passos Coelho, para encontrar soluções que garantam um governo a quatro anos”. Assim, para Carlos Silva, ele e a UGT preferiam uma solução abertamente ao serviço do capitalismo.