Tópico: Trabalho

Mais um despedimento colectivo feito à margem da lei

Urbano de Campos — 16 Julho 2008

soniadelaunay72dpi.jpgA empresa têxtil Meneses e Pacheco (Vila Verde, Braga) encerrou em 15 de Julho enviando os perto de 160 trabalhadores, na maioria mulheres, para o desemprego. Este desenlace seguiu-se a quatro dias de paralisação em que as operárias montaram vigília permanente na fábrica impedindo a saída de produtos acabados. Como em muitos casos semelhantes, a empresa mantinha uma actividade contínua e dispunha de encomendas suficientes para prosseguir a laboração.


Encontro de inflexíveis contra o trabalho precário

Renato Teixeira — 15 Julho 2008

precariosnosquerem.jpgRealizou-se no domingo passado, no teatro da Comuna em Lisboa, um encontro de trabalhadores precários, promovido pelos Precários Inflexíveis, sob o lema: “Não há acordo para a precariedade”. Respondeu à chamada meia centena de pessoas, na sua maioria jovens, de diferentes áreas laborais e inseridos em diferentes tipos de plataformas de acção política e sindical.


Estado social e assistência pública

Pedro Goulart — 8 Julho 2008

economiaparalela72dpi.jpgA existência actual e oficial de mais de 430 mil desempregados (embora a realidade seja bastante mais grave do que os números oficiais) conduz-nos a uma série de interrogações. Como é que a estes 430 mil desempregados correspondem apenas 250 mil subsídios de desemprego (números também oficiais, referentes ao primeiro trimestre de 2008)? E às outras quase duas centenas de milhar de desempregados, o que lhes acontece? Dão-lhes dinheiro para montarem uma empresa? Dão-lhes o Rendimento Social de Inserção? Dão-lhes a Remuneração Mínima Garantida? Ou, simplesmente, sugerem-lhes que vão roubar?


Manifestações em todo o país contra o governo e as leis laborais

1 Julho 2008

manifporto28junho.jpgEm mais de 20 cidades em todo o país os trabalhadores saíram à rua em protesto contra a reforma das leis laborais, promovida pelo patronato e pelo governo do PS e apoiada pela direcção da UGT.
Dezenas de milhares de trabalhadores manifestaram o seu repúdio por umas leis crescentemente favoráveis aos capitalistas (que já falam na necessidade de se ir ainda mais longe nesta legislação) e expressaram a vontade de prosseguir a luta contra o patronato e o governo de José Sócrates.


Quase 300 trabalhadores em risco de desemprego

Pedro Goulart — 30 Junho 2008

teviz72dpi.jpgMais uma fábrica falida a juntar à já longa lista de empresas que nos últimos tempos têm passado por idêntica situação. E é o emprego de 270 trabalhadores que está em causa.
Este é mais um caso de uma administração ruinosa (ou os empresários terão outros planos?) pois, apesar de a empresa estar a trabalhar em pleno, com os trabalhadores a fazer horas extraordinárias e de haver encomendas ainda para vários meses, chegou-se a esta situação. E os trabalhadores têm estado a receber os salários “a prestações”, tendo várias vezes, no decurso dos últimos meses, recorrido à greve em defesa dos seus direitos.


“Trabalho igual, salário igual”

Liliana Guimarães / Jornal LABOR — 27 Junho 2008

chapeleiras72dpi.jpgNo terceiro aniversário do museu [o Museu da Chapelaria, em S. João da Madeira] celebram-se também os 32 anos de uma greve muito especial. “Trabalho igual, salário igual” foi o mote que levou as mulheres a fecharem a Empresa Industrial de Chapelaria durante dois dias.
A história foi contada ao LABOR por Deolinda Silva, 54 anos, antiga chapeleira. Tinha 22 anos quando, grávida de oito meses, liderou a revolta das mulheres mais jovens da fábrica. A Pequena, como era conhecida na altura, por empregados e patrões conta a história das mulheres que queriam ganhar tanto como os homens.


Trabalhadores exigem melhoria das condições de trabalho

Manuel Monteiro — 25 Junho 2008

plenariostml72dpi.jpgRealizou-se hoje, dia 25, um plenário do Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa. A reunião decorreu em plena Praça do Município e teve a presença de um número significativo de trabalhadores, na sua maioria ligados ao sector da limpeza.
A finalidade do plenário era discutir os antigos problemas de segurança, higiene, e saúde com que os trabalhadores se debatem, assim como a falta de material para executar as tarefas de limpeza e recolha do lixo: luvas, botas e fatos.
Foram aprovadas duas moções. A primeira exigindo às chefias que resolvam os problemas acima referidos. A segunda apelando aos trabalhadores para que participem na jornada de luta convocada pela CGTP para o próximo dia 28.


«O ministro não sabe pescar»

M. Costa / F. Cabral — 13 Junho 2008

Fomos a Quarteira, em pleno lockout dos armadores (a que a comunicação social chamou «greve dos pescadores»). Pescadores, empregados e patrões, juntavam-se indistintamente no largo entre a lota e a Praça do Peixe, de atalaia, com o objectivo de impedir que aí fosse descarregado peixe encomendado pelos comerciantes para tentarem boicotar a sua luta. Pedimos para falar com pescadores: das duas primeiras vezes, dirigiram-se a nós pequenos armadores. Para conseguirmos entrevistar um pescador operário, tivemos que explicitar que gostaríamos de falar com pescadores «que só fossem empregados».


O que está em jogo no protesto dos pescadores e dos camionistas?

12 Junho 2008

camionistas3_72dpi.jpgNa luta dos pescadores e agora dos camionistas misturam-se interesses distintos de patrões, de trabalhadores por conta própria e de assalariados. De resto, os termos gerais usados pela comunicação social para designar os intervenientes – “pescadores” e “camionistas” – mascara as diferenças sociais presentes no protesto. E o termo “greve” mascara também o facto de se tratar sim de um lockout dos patrões da pesca e dos transportes rodoviários com o apoio dos trabalhadores propriamente ditos.


Como a empresa estatal Parpública se livrou de responsabilidades

Alice Marques — 5 Junho 2008

Falta acrescentar no relato apresentado, uma questão importante: a Comissão de Trabalhadores de Fábricas Mendes Godinho questionou diversas vezes a Administração sobre este duvidoso negócio [a venda da empresa à Certomar-Cerâmicas] tendo em conta os prejuízos sérios que traria aos trabalhadores afectos à actividade de cerâmica, pois seriam “absorvidos” pela nova empresa, sem serem indemnizados por FMG, ou garantidos os seus direitos de antiguidade.


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