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Tópico: Mundo
O internacionalismo deles
António Louçã — 5 Outubro 2019
Donald Trump é um chauvinista furioso, que sonha em voz alta com fossos cheios de crocodilos para deter os migrantes latino-americanos na fronteira dos Estados Unidos, que arranca as crianças migrantes dos braços das suas mães e que manda abrir fogo para as pernas de quem pede para entrar. Tudo isto não é apenas retórica: o chauvinismo de Trump mata.
Barbárie sob bandeira democrática II
EUA: 20 a 30 milhões de mortes desde 1945
Manlio Dinucci (*) — 4 Outubro 2019
Não é uma análise, nem mesmo uma opinião: é um facto. A “ordem internacional livre e aberta”, promovida desde 1945 pelos Estados Unidos, custou a vida de 20 a 30 milhões de pessoas em todo o mundo. Nenhum presidente, fosse ele qual fosse, conseguiu mudar o ritmo desta máquina da morte.
No resumo de seu último documento estratégico — Estratégia de Defesa Nacional dos EUA, 2018 (cujo texto completo permanece em segredo) — o Pentágono afirma que “depois da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos e os seus aliados instauraram uma ordem internacional livre e aberta para salvaguardar a liberdade e os povos da agressão e da coerção”, mas que “agora esta ordem está a ser minada pela Rússia e pela China, que violam os princípios e as regras das relações internacionais”. Eis uma alteração completa da realidade histórica.
Barbárie sob bandeira democrática I
As sanções matam
Workers World (*) — 30 Setembro 2019
A generalidade das populações dos países Ocidentais vê com indiferença, quando não apoia, as intervenções do imperialismo, norte-americano ou europeu, em qualquer outra parte do mundo. Sejam elas acções militares, sanções económicas, ameaças diplomáticas ou conspirações políticas, directas ou por procuração. Tornam-se assim cúmplices de crimes, de dimensão muitas vezes desconhecida, cometidos contra milhões de pessoas.
Cimeira do Clima em tom de farsa
Urbano de Campos — 25 Setembro 2019
A farsa mundial montada à volta da adolescente sueca Greta Thunberg chegou ao cume com o discurso patético que a jovem fez em Nova Iorque, na Cimeira da Acção Climática. De lágrima teatral e voz embargada, “acusou” os dirigentes mundiais de não fazerem “o suficiente”. Uma reclamação à medidas das conveniências: é preciso que o mundo inteiro acredite que a solução sairá das mãos dos dirigentes mundiais e de dentro do próprio sistema que eles cuidam em manter.
A abstenção é de esquerda?
António Louçã — 11 Setembro 2019
A política institucional que temos não desperta entusiasmos nem atrai simpatias. Os acordos de bastidores, os golpes baixos da polémica, a intriga permanente dos lobbies económicos, a venalidade de muitos eleitos e eleitas – tudo isso é moeda corrente na rotina parlamentar, e de tal modo se tornou regra que o povo descrê das excepções, perde sensibilidade para os matizes e faz pagar aos poucos justos como aos muitos pecadores.
Nova crise? Velho problema
Manuel Raposo — 5 Setembro 2019
Em tom ligeiro e de passagem — talvez para poderem vir a dizer “nós alertámos” — o primeiro-ministro e o presidente da República referiram recentemente a possibilidade de uma nova crise económica e financeira mundial. Para sossegar os espíritos, fizeram crer que, nessa eventualidade, o país estaria “mais bem preparado” em resultado quer da “maior robustez” das finanças públicas, quer da nova lei do trabalho — como se isso fosse barreira a um vendaval como o que se desencadeou em 2008. São declarações tão tranquilizantes como o são os comprimidos para dormir.
Pirataria britânica agrava perigo de guerra no Golfo Pérsico
António Louçã — 22 Julho 2019
Ao mandar apresar um petroleiro iraniano em Gibraltar, no que deviam ser águas territoriais espanholas, o Governo britânico talvez só quisesse dar mais uma prova de alinhamento com o batuque guerreiro de Donald Trump e John Bolton. Mas a provocação tem consequências e elas estão à vista. A guerra está mais próxima.
Tarifas de Trump colidem com a produção capitalista globalizada
Fred Goldstein (*) — 17 Julho 2019
O governo de Trump está preso entre a política chauvinista de grande potência, super-imperialista, do “América primeiro”, por um lado, e a divisão capitalista do trabalho no mundo, por outro lado. A cada passo, a contradição entre a propriedade privada capitalista e a produção socializada mundial torna-se um obstáculo ao próprio capitalismo. Em particular, os interesses globais do imperialismo norte-americano e da estrutura económica global do capitalismo mundial hoje contradizem fortemente as metas políticas do governo de Trump.
O papel dos EUA nos protestos em Honk Kong
International Action Center (*) — 11 Julho 2019
Os meios de comunicação têm enchido páginas e ecrãs com os protestos de massas em Hong Kong, realmente gigantescos. O alvo, quer dos manifestantes, quer da propaganda dominante, é obviamente a China. Na origem, está uma alteração legal que permitiria a extradição para a China continental de pessoas acusadas de crimes. O clamor levantado a pretexto dos “direitos humanos” mascara a tentativa, por parte do Ocidente, com relevo para os EUA e o Reino Unido, de manter Hong Kong quanto possível fora da soberania chinesa. A isto não é alheia a guerra política e económica que os EUA desencadearam contra a China. É o que denuncia a seguinte declaração do International Action Centre (EUA).
Pinochet no Egipto
3 Julho 2019
A “reforma económica” feita no Egipto, em 2016, pela ditadura do general Sisi, com a “ajuda” do FMI, foi glorificada por comentadores financeiros como o mais atractivo caso de reforma do Médio Oriente, da África e da Europa de Leste, e o país declarado como o mercado emergente mais fogoso do mundo. O afluxo de capitais externos em busca de juros fáceis (garantidos manu militari, como no Chile de Pinochet) tomou conta de boa parte da dívida do país: em 2018 a parcela dessa dívida nas mãos de estrangeiros subiu 20% em relação ao ano anterior e a tendência mantém-se em 2019. O reverso desta realidade,