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24 Janeiro 2026
Tópico: Trabalho
“Inadaptação”, alçapão para os despedimentos
António Louçã — 28 Maio 2008
Bem podem os patrões queixar-se de que a montanha pariu um rato e de que todas as promessas de “flexi-segurança” se reduziram à figura jurídica do despedimento por inadaptação a inovações tecnológicas. Representam desse modo aquela rábula sacramental dos descontentes, que não investem porque não lhes dão condições e que fariam desta economia um oásis de prosperidade se em tudo obtivessem satisfação.
Mais trabalho precário com o novo código laboral
Pedro Goulart —
Como se esperava, na linha daquilo que tem sido a política do governo de José Sócrates e na continuidade da orientação resultante do Livro Branco das Relações Laborais, as normas e as alterações ao Código do Trabalho que o PS pretende fazer passar na Assembleia da República são, no essencial, favoráveis aos interesses do patronato e lesivas dos interesses das classes trabalhadoras.
Desigualdades, pobreza e exploração
Pedro Goulart — 25 Maio 2008
Segundo um relatório da União Europeia, Portugal é o país com mais desigualdade na distribuição de rendimentos no conjunto dos 25 países da Comunidade. Em 2004, havia em Portugal 957 mil pessoas a viver com 10 euros por dia, entre as quais cerca de 230 mil com menos de 5 euros. E também há as notórias desigualdades internas entre regiões e entre homens e mulheres. Ora, por aquilo que se conhece no que respeita ao agravamento do fosso que separa ricos de pobres em Portugal, de 2004 para cá a situação ainda deve estar bem pior.
Brasil: gangsterismo nos sindicatos dos transportes
MV / Conlutas — 21 Maio 2008
Em quase todo o Brasil os motoristas e os cobradores de autocarro trabalham, para além da tradicional jornada de 8 horas, muito tempo extra, chegando a 16 ou até em casos extremos 20 horas diárias. Várias empresas de autocarro instalam colchões onde os trabalhadores dormem. E tudo por um salário mensal equivalente, no máximo, a 330 euros. A maior parte dos sindicatos deste sector nada faz pelos trabalhadores; em vez disso associam-se aos patrões e desmobilizam as greves.
Também no Japão
João Bernardo — 15 Maio 2008
Terminada a segunda guerra mundial, o Japão, ocupado pelos vencedores norte-americanos, era um país em escombros e onde as forças políticas de esquerda tinham peso e existiam sindicatos combativos. Para reforçar os sindicatos reformistas e evitar o perigo revolucionário instituiu-se o hábito de proceder a negociações anuais entre os sindicatos e as maiores empresas, em que se estabeleciam os aumentos salariais, tomados depois em consideração pelas restantes firmas. Estas negociações anuais, juntamente com o emprego vitalício garantido a numerosos trabalhadores e as promoções por tempo de serviço, constituíam a base do pacto social em que assentou a considerável estabilidade daquele país.
“O outro lado da moda”(*)
Urbano de Campos — 13 Maio 2008
No final de Abril, mais uma empresa têxtil de Barcelos, a Vilor, fechou as portas mandando para o desemprego 67 trabalhadores. Uma semana antes, uma outra empresa dos mesmos patrões, a Lor & Lor encerrou igualmente despedindo 33; e mais duas, a Districelus e a JSL, fecharam também e despediram 20 trabalhadores cada uma.
Invocando “falta de condições para laborar”, os proprietários da Vilor e da Lor & Lor anteciparam as férias dos trabalhadores – não certamente para lhes conceder esse direito mas para não os ter por perto quando fosse anunciado o encerramento que todos já anteviam.
Como a “reforma do Estado” dá dinheiro a ganhar
Urbano de Campos — 8 Maio 2008
O Instituto Nacional de Administração (INA), que pertence ao ministério da Economia, está a organizar acções de formação sobre a avaliação de desempenho dos professores. O curso custa 200 euros por pessoa. Como se pode ver no respectivo site, do total de nove acções de formação previstas, quatro já estão esgotadas. Em cada uma podem participar no máximo 25 professores, o que significa que só nestas quatro o INA arrecadou 20 mil euros. A Fenprof acusa o Governo de «fazer negócio à custa dos professores».
Greve na cervejeira Cintra
Pedro Goulart / Urbano de Campos — 3 Maio 2008
Os trabalhadores da cervejeira Cintra, em Santarém, estiveram em greve de três horas por turno, em 30 de Abril. Protestam contra a falta de actualização salarial desde há 7 anos e contra a insegurança dos postos de trabalho. A greve responde também à interrupção, pelos patrões, da negociação do Acordo Colectivo de Empresa, que estava em curso.
Greve na British Petroleum: um «dia triste»?
João Bernardo — 30 Abril 2008
Em protesto contra as alterações introduzidas no sistema de reformas, cerca de 1.200 trabalhadores da única refinaria de petróleo da Escócia iniciaram a 27 de Abril uma greve de 48 horas, que obrigou a British Petroleum (BP) a fechar o oleoduto por onde passa 30% da produção diária de petróleo no Mar do Norte. Tratou-se da primeira paralisação de uma refinaria britânica em mais de 70 anos.
FERVE e Precários-Inflexíveis calados no “Prós e Contras”
João Pacheco, jornalista, membro dos Precários-Inflexíveis —
Foi divertido ir ao programa “Prós e Contras” de segunda-feira. Passo a explicar: fui convidado a ir ao dito programa, para falar em nome dos Precários-Inflexíveis. Quando cheguei ao local (Casa do Artista, na Pontinha) conduziram-me aos camarins e disseram-me, numa escada de acesso, que afinal não iria falar. Havia muita gente para intervir e a apresentadora teria decidido que falaria apenas um dos representantes de um dos movimentos anti-precariedade, no caso o movimento FERVE (Fartos/as d’Estes Recibos Verdes).