Tópicos
- Aos Leitores (20)
- Breves (968)
- Cartas (44)
- Cultura (42)
- Economia (163)
- Editorial (76)
- Efeméride (52)
- Liberdades (529)
- Mundo (901)
- País (1378)
- Política (1391)
- Sociedade (268)
- Trabalho (455)
- Tribuna (15)
- Ver-Ouvir-Ler (37)
Links
Número de consultas:
(desde 7 Outubro 2007)
Última actualização do site:
20 Março 2026
Tópico: Trabalho
Denúncia
A morte de Paula R.
Pedro Goulart — 2 Setembro 2010
Mais um assassinato do capitalismo. Paula R. trabalhava há 19 anos numa empresa, em Lisboa, na Av. do Brasil, que comercializava móveis para escritório. Não sendo grande, a empresa muito vendeu durante vários anos, obtendo enormes lucros. O patrão podia assim viver num condomínio privado e todos os anos se pavonear com novos e variados carros de luxo.
Têxtil FMAC despede mais de 100
30 Agosto 2010
A administração da FMAC, fábrica de Esposende, pediu a insolvência da empresa no Tribunal desta cidade e pretende ficar a trabalhar apenas com 43 dos actuais 151 trabalhadores. Os mais de 100 trabalhadores agora despedidos, que estavam de férias e com salários em atraso, receberam cartas de despedimento, por “extinção de postos de trabalho”. Segundo um dirigente sindical do Minho, “podemos estar a falar de mais uma dezena de fábricas com 10 a 30 trabalhadores, que não vão reabrir em Setembro”. Prossegue, assim, a destruição de postos de trabalho em Portugal que, segundo dados do INE, terá sido, só no segundo trimestre de 2010, de cerca de 17 mil.
Desemprego e demagogia patronal
São mais de 700 mil os desempregados efectivos
Pedro Goulart — 24 Agosto 2010
Em 17 de Agosto foram divulgados os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao desemprego existente no segundo trimestre deste ano: são 590 mil desempregados, correspondendo a 10,6% da população activa. Com uma situação agravante – tem crescido fortemente o número de desempregados de longa duração (os que estão sem trabalho há mais de um ano), representando actualmente mais de metade do total dos desempregados. Mas, se a estes números oficiais adicionarmos os inactivos disponíveis (mais de 70 mil) e o sub-emprego visível (60 mil), obteremos 730 mil desempregados efectivos, que correspondem a cerca de 13% da população activa.
Inspecções faz-de-conta
18 Agosto 2010
Há cada vez mais falsos recibos verdes e a fiscalização das condições de trabalho é ineficaz, denuncia o sindicato dos inspectores de trabalho. Na última década, foram descobertos quinhentos e poucos falsos recibos verdes por ano, uma gota de água no oceano dos trabalhadores precários. O mesmo se passa com a inspecção dos serviços de saúde, que veio à baila com a descoberta de uma clínica oftalmológica privada há anos a funcionar ilegalmente no Algarve, responsável por cegar quatro pessoas. Outra coisa não seria de esperar, dadas as prioridades do governo. Dos 2120 inspectores do País aqueles dois serviços têm apenas 450, enquanto o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras dispõe de 800.
Precários Inflexíveis em acção de protesto
28 Julho 2010
O movimento Precários Inflexíveis pendurou, recentemente, nas principais entradas de Lisboa bonecos acompanhados de faixas com a frase Precários presos por um fio e outras frases alusivas ao impacto das medidas de austeridade na vida dos trabalhadores precários. “Muitos dos precários não têm direito a subsídio de desemprego, porque trabalham durante curtos períodos de tempo, nem a subsídio social de desemprego”, disse Ricardo Moreira, dos Precários Inflexíveis, acrescentando que a precariedade está a aumentar cada vez mais. “Hoje, quem cai no desemprego dificilmente volta a encontrar um emprego que não seja precário”, alertou ainda.
A crise rompe os elos mais fracos do capitalismo europeu
Manuel Raposo — 17 Julho 2010
A crise da dívida pública que atinge todo o mundo capitalista – e que aflige as classes dominantes do planeta inteiro – é uma segunda fase da crise dita financeira que rebentou em 2007-2008. Em grande parte deriva justamente dos remédios então aplicados que consistiram em injectar volumes gigantescos de dinheiro na rede financeira para que os negócios capitalistas não fossem sufocados pela paralisia do sistema de crédito.
Esse influxo de dinheiro criou dívidas colossais aos Estados, que agora se vêem a braços com a forma de obter rendimentos que as permitam pagar. As fontes desses rendimentos são os trabalhadores assalariados que se vêem coagidos a ganhar menos, a pagar mais e a ser despedidos para que o capital obtenha receitas extra.
Espanha
Centrais sindicais convocam greve geral para 29 de Setembro
Urbano de Campos — 4 Julho 2010
As centrais sindicais espanholas Comisiones Obreras (CCOO) e UGT convocaram uma greve geral para final de Setembro. A decisão põe termo a um processo de negociações – sobre a revisão da legislação laboral – com as organizações patronais e com o governo que se saldou em nada. Com efeito, o patronato, escudado no apoio pleno do governo, recusou qualquer acordo e deu assim o pretexto para que o executivo de Zapatero alterasse a lei por decreto, com o argumento de que o governo decidiria na ausência de entendimento entre as partes. Entretanto, no dia 29 de Junho, teve lugar uma greve geral no País Basco e os trabalhadores do metro de Madrid pararam a cem por cento.
A importante manifestação de dia 29
Que seja o começo de uma viragem
Urbano de Campos — 1 Junho 2010
Pouco importa se foram 200 ou 300 mil os manifestantes que desfilaram em Lisboa no passado sábado. Tratou-se sem dúvida de uma das maiores e mais importantes manifestações das últimas décadas. Centenas de autocarros trouxeram milhares de pessoas de todo o país. Muitas delas, gente de trabalho braçal facilmente reconhecível pelas mãos que se estendiam para receber os comunicados distribuídos por diversas organizações. E também largas faixas de gente jovem, talvez mais do que é usual nas manifestações, tornadas rituais, do 1.º de Maio e do 25 de Abril. O sentido de protesto político evidenciado pela manifestação de dia 29 está traduzido no facto de ela ter tido muito mais participantes e ter mostrado mais entusiasmo que as duas que a precederam. Não por acaso, portanto, o interesse com que os manifestantes recebiam, ou mesmo procuravam, a propaganda distribuída – a nosso ver sinal de que muita gente procura resposta política para a situação que as classes trabalhadoras estão a viver.
Povo, não baixes a cabeça!
28 Maio 2010
Estamos perante o ataque mais brutal das últimas décadas às condições de vida dos trabalhadores.
E por vontade dos patrões as coisas não ficarão por aqui. Não lhes bastam as alterações ao código do trabalho, os 700 mil desempregados, a subida dos impostos, o corte nos apoios sociais e no subsídio de desemprego – agora falam à descarada em reduzir salários e despedir livremente.
A resposta a este ataque não está em propor “boas soluções” para a crise do capitalismo.
Patrões e forças do poder sabem onde está a fonte de riqueza que os alimenta. Não é por falta de melhores ideias que espoliam os assalariados. Dar-lhes conselhos é perda de tempo.
Manifestação Nacional Lisboa, 29 de Maio, 15h
27 Maio 2010
A forte ofensiva conduzida pelo patronato contra os trabalhadores, recorrendo a instrumentos como a Comissão Europeia, o BCE, o FMI e a OCDE, e servindo-se internamente dos testas-de-ferro Sócrates e Passos Coelho, precisa de respostas firmes e de massas. A Manifestação Nacional do dia 29, do Marquês de Pombal aos Restauradores, que é um protesto contra as penalizadoras medidas governamentais, pode e deve ser uma dessas respostas. Compete aos trabalhadores ir preparando desde já o prosseguimento da luta, de modo a impedir que sejam os explorados a pagar uma vez mais a “crise” do capitalismo. Participa!