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Tópico: Sociedade
Turquia: manifestações contra FMI e BM
8 Outubro 2009
Nos últimos dias têm sido numerosos os protestos contra a presença e reunião anual dos funcionários do Banco Mundial na cidade turca de Istambul. Estão em causa as conhecidas e bem nefastas políticas económicas e financeiras levadas a cabo por estes importantes organismos do imperialismo – FMI e BM. Um morto, vários feridos e cerca de 100 pessoas detidas são parte do balanço dos confrontos verificados entre milhares de manifestantes (contra o capitalismo e em defesa do ambiente) e as forças repressivas turcas.
A deriva nacionalista da falsa esquerda
Manuel Vaz — 3 Outubro 2009
O uso da burca ameaça a ordem republicana burguesa. Em nome do “orgulho de ser francês” apela-se ao “combate comum direita/esquerda” para preservar “a identidade da França”. Numa palavra, tratar-se-ia de um “desafio de civilização” para o qual nos convida não um qualquer partido fascista ou um agente particularmente tonto do partido republicano norte-americano, mas simplesmente o deputado do PCF, André Gérin, ex-presidente da câmara de Vénissieux (arredores de Lyon).
O homem é já conhecido pelas suas posições nacionalistas tacanhas que confirmou em Os guetos da República, um livro publicado em 2007 onde justificava os célebres propósitos do então presidente Chirac, de Junho de 1991, acerca de insuportáveis “ruídos e odores” das famílias imigrantes, que perturbariam o quadro de vida idílico das famílias autóctones…
Colóquio sobre os comunistas em Portugal
26 Setembro 2009
Decorre hoje, dia 26, em Lisboa, a segunda e última sessão de um colóquio sobre «Os Comunistas em Portugal – 1921-2009», organizado pela revista Política Operária. A iniciativa, a segunda sobre o mesmo tema, conta com a colaboração da Biblioteca-Museu República e Resistência em cujas instalações decorrem as palestras. Ver programa na secção Vai Acontecer.
Veneradores e obrigados?
19 Setembro 2009
A página internet do semanário Expresso anunciava a 27 de Agosto uma entrevista (por um enviado especial…) a Fernanda Silva, uma algarvia que é, há 34 anos, “um elemento fundamental na família Bruni Tedeschi” e que presentemente “trabalha no Eliseu como braço-direito de Carla Bruni, a primeira-dama de França”. A nutrida reportagem foi publicada dois dias depois.
Os comentários que a seguir publicamos não foram dirigidos ao MV, naturalmente. Mas não resistimos a dar conta das reacções dos leitores do Expresso a tão importante novidade. Uns indignados (não com o papel da portuguesa, mas com o relevo que o semanário dá ao caso). Outros orgulhosos, parece, da condição de subalternos.
9 a 10% da população activa
Imigrantes rendem milhares de milhões de euros à economia francesa
Manuel Vaz — 2 Setembro 2009
Albano Cordeiro é engenheiro reformado do CNRS (Centre Nationale de Recherches Scientifiques), doutor em economia e ex-docente da Universidade Paris VIII, especializado em questões identitárias e migratórias, mormente no seio da comunidade portuguesa em França, tema de pesquisa que sempre captou a sua atenção.
Como autor, os seus trabalhos, tanto pessoais como colectivos, incidiram igualmente sobre as transformações sociais e económicas observadas no seio das jovens gerações oriundas de uma primo-imigração.
Em 1981, o Office Municipal des Migrants de Créteil, publicou-lhe uma obra importante, Pourquoi l’immigration en France? Critique des idées-reçues en matière d’immigration, que, uma vez ampliada e enriquecida, seria reeditada pelas edições La Découverte em 1983, 1984 e 1987.
Sobre a actualidade política da emigração e o seu papel específico no modo de funcionamento da extracção de mais-valia capitalista, pusemos-lhe 3 perguntas.
Ler, escrever, contar
27 Agosto 2009
O governo veio ufanar-se de ter “reduzido para metade o insucesso e o abandono em todos os níveis de ensino”, procurando atribuir os resultados à bondade da política governamental. Mas é fácil ver que parte significativa deste “êxito” se deve a diminuição do grau de exigência na avaliação dos alunos. Não defendemos como critério o autoritarismo dos professores e a dificuldade das provas, como faz a direita. Dizemos é que aquela simplificação revela que o nível de formação dos alunos se vem degradando, por razões pedagógicas, materiais, organizativas. Pioradas estas, disfarça-se o mal afrouxando a avaliação. O regime precisa de pouca gente instruída e de muita gente instruída pelo mínimo.
O julgamento dos “25 de Caxias”
Uma imagem do sistema prisional português
Manuel Raposo (*) — 15 Agosto 2009
Em 16 de Julho, o Tribunal de Oeiras tornou pública a sentença que absolveu dos delitos de que eram acusados (motim, destruição e incêndio) todos os chamados “25 de Caxias”.
A falta de consistência do processo pode medir-se pelo facto de o Ministério Público só ter levado a julgamento 25 dos 180 detidos que participaram nos protestos ocorridos em 1996, e acabasse por pedir a condenação de apenas dois deles. Da parte da defesa, que pediu a absolvição de todos os réus, o acento foi colocado na denúncia das condições que se vivem nas prisões portuguesas. E esse é, de facto, o centro da questão.
José Afonso
Pedro Goulart — 14 Agosto 2009
Na passagem dos 80 anos do nascimento de José Afonso (2 de Agosto de 1929) queremos relembrar o músico – grande compositor e intérprete – que nos deixou obras tão belas, generosas e combativas, que hoje permanecem vivas como arte e símbolo da resistência ao fascismo. Das quais destacamos: Os Vampiros, Grândola Vila Morena, A Morte Saiu à Rua, Venham mais Cinco, Utopia, Coro dos Tribunais ou Galinhas do Mato. Mas queremos, sobretudo, salientar a acção do resistente e do homem solidário.
Refugiados e deslocados
30 Julho 2009
Continua a aumentar por todo o mundo o número de refugiados e deslocados. Hoje, já são mais de 42 milhões. Isto acontece devido a condições de vida degradantes, a problemas climáticos (por exemplo catástrofes) e por causa das guerras (promovidas por uns países contra outros ou por grupos militares dentro de um mesmo país). Para a ACNUR (Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), um dos pilares de apoio a refugiados e deslocados, os cenários prioritários da sua intervenção são o Afeganistão, Paquistão, Sudão, Somália, Congo, Palestina e Iraque.
14 de Julho em França
Balanço de uma festa espectacular e chauvinista
Manuel Vaz — 21 Julho 2009
14 de Julho é o dia da festa nacional em França comemorativa da tomada da Bastilha, início do processo revolucionário que conduziria à queda da monarquia absoluta em 1789. Hoje, a burguesia rodeia o acontecimento de festejos espectaculares, demagógicos e chauvinistas com o intuito de seduzir as multidões.
Segundo os números da polícia, que neste caso pratica a inflação – e exactamente o contrário quando se trata de manifestações hostis ao governo – as multidões afluíram por toda a parte onde o Estado lhes proporcionou encontro.