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Documento
Enfrentar a crise, lutar pelo socialismo
Uma perspectiva comunista
14 Março 2013
“O que se passa sob os nossos olhos é a falência do sistema produtivo capitalista. É uma civilização inteira que se decompõe. A presente crise tem pois um potencial revolucionário como não tiveram as crises do passado mais recente: ela é o sinal de que se fechou a época de expansão capitalista iniciada com o segundo pós-guerra e que se criam, com isso, condições para um novo ciclo revolucionário à escala mundial”.
Este é um dos pontos de vista expressos no manifesto Enfrentar a crise, lutar pelo socialismo – Uma perspectiva comunista, divulgado no início deste ano, que publicamos de seguida na íntegra.
A morte de Hugo Chávez
Também na Venezuela é o povo quem mais ordena
Manuel Raposo — 8 Março 2013
Fortemente dependentes da figura de Hugo Chávez, as transformações realizadas na Venezuela irão sofrer certamente com o seu desaparecimento. Mas é de acreditar que o povo venezuelano, tendo ganho a percepção dos ganhos sociais resultantes da Revolução Bolivariana, não abdique nem da defesa dos seus interesses nem do caminho de independência face ao imperialismo.
Eleito pela primeira vez em 1998, Hugo Chávez pôs em prática uma política popular financiada nos enormes recursos naturais do país, especialmente o petróleo. Para isso, nacionalizou grande parte das empresas que exploravam tais recursos enfrentando os interesses estrangeiros e os capitalistas nacionais a eles agregados.
Não perdem tempo
7 Março 2013
Poucas horas depois da morte de Hugo Chávez, importantes empresas espanholas, com fortes interesses na Venezuela, fizeram saber (jornal La Vanguardia, por exemplo) da sua esperança de que a era pós-Chávez abra campo a sectores industriais e bancários menos regulados do que até agora. Mesmo impossibilitadas de repatriar dividendos, sujeitas a controlo de preços e a desvalorizações da moeda, gigantes como a Telefónica (comunicações), o BBVA (banca), a Repsol (petróleos) ou a Inditex (confecções) têm sido fortemente ajudadas pelos negócios que têm na Venezuela, já que em Espanha e na Europa a crise lhes limita o crescimento.
Editorial
A alternativa desceu à rua
6 Março 2013
As grandes manifestações de 2 de Março voltaram a trazer à rua, de norte a sul, centenas de milhares de vozes contra o rumo que o país segue, mostrando pelo menos quatro coisas.
Primeira, o movimento que se levantou em Setembro passado voltou a erguer-se. Não se esgotou, não definhou em números e reforçou os seus alvos político ao focar-se na austeridade, no governo e na troika.
Segunda, fica a nu a corrupção desta democracia feita à medida dos poderosos e dos ricos. O truque de dizer que as eleições conferem a um governo legitimidade por quatro anos, faça ele o que fizer, já não convence. Desprezando esta vigarice e reclamando que o governo se vá embora já, as pessoas afirmam que esta democracia formal não lhes serve.
Povo unido
Governo para a rua, já!
4 Março 2013
Passos Coelho, Miguel Relvas, Vítor Gaspar, Santos Pereira, Miguel Macedo, Paulo Macedo, Nuno Crato,… os símbolos de um governo detestado, foram sucessivamente perseguidos e vaiados nas últimas semanas, em todo o lado, por manifestantes que não pouparam palavras para dizerem o que pensam deles.
A 2 de Março, por todo o país, centenas de milhares de pessoas, com destaque para inúmeros jovens e reformados, confirmaram o desprezo que têm por um governo que lhes lixa as vidas mandando lixar tanto o governo como a troika.
Gatunos, Estamos fartos de ladrões, Devolvam o que nos roubaram – foram protestos repetidamente ouvidos.
Em síntese de tudo isto, ressalta um propósito político claro: Não à austeridade! Governo para a rua, já! E reforça-se uma convicção: O povo unido jamais será vencido!
Greves e manifestação nos transportes
4 Março 2013
Durante a semana iniciada dia 4, um conjunto de plenários, concentrações e greves afectará o sector dos transportes, particularmente na Grande Lisboa e Porto. No sábado, haverá manifestação, às 14h30, no Largo Camões, em Lisboa. Trata-se de uma iniciativa da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans). As paralisações parciais dos transportes envolverão, entre outras, as seguintes empresas: CP, Soflusa, Rodoviária do Tejo, Carris, Refer e STCP. Os trabalhadores protestam contra os cortes no pagamento das horas extraordinárias e do trabalho em dia feriado, as privatizações e a retirada de direitos. A luta continua.
“O povo é quem mais ordena”
António Louçã — 28 Fevereiro 2013
O colectivo que convocou a manifestação de 2 março lançou, na campanha para preparar essa manifestação, a série de acções a interromper discursos de ministros, ao som da “Grândola, Vila Morena”. Foi uma forma, pacífica mas incisiva, de chamar a atenção para o ror de mentiras que encobre uma política devastadora. Com imaginação e criatividade, os e as organizadoras dos protestos granjearam simpatia em larguíssimas camadas da população.
Os ministros, como sempre fazem quando se sentem encurralados, como já tinham feito em 15 de setembro perante a manifestação que os tratava de “gatunos”, tentaram fingir que não era com eles, colar-se aos protestos e lisonjear os protestatários. Fê-lo, na forma alvar que lhe é própria, Miguel Relvas, que por alguma razão insondável tinha sido convidado para um “Clube de pensadores”. Fê-lo também Passos Coelho, ao homenagear a “forma simpática” como fora interrompido.
Manifestações 2 de Março
28 Fevereiro 2013
Juntos na rua contra a miséria e a exploração! Demissão do governo!
Que se lixe a troika! O povo é quem mais ordena!
– 10:00
Horta Praça da República
– 14:00
Tomar Praça 5 de Outubro
– 14:30
Caldas da Rainha Pç 25 de Abril
– 15:00
Braga Avenida Central
Coimbra Praça da República
Covilhã Praça do Município
Londres Embaixada Portuguesa
Marinha Grande Pq da Cerca
Ponta Delgada Largo 2 de Março
Tomar Jardim frente Colégio
Viana do Castelo Pç República
– 16:00
Aveiro Estação CP
Beja Largo do Museu
Castelo Branco Pç Município
Chaves Largo das Freiras
Faro Largo do Carmo
Funchal Praça do Município
Leiria Fonte Luminosa
Lisboa Praça Marquês de Pombal
Loulé Pç da República (Mercado)
Portimão Pç M. Teixeira Gomes
Porto Praça da Batalha
Vila Real Frente à C. Municipal
Viseu Jardim de Santa Cristina
– 18:00
Boston Boston Public Library
Fichar, atemorizar, desmobilizar
26 Fevereiro 2013
Após uma conferência de imprensa promovida pelo movimento Que se Lixe a Troika, à porta do Aeroporto de Lisboa (local de passagem da equipa da troika que regressava a Portugal), e onde foi publicitada a manifestação do próximo dia 2 de Março, uma agente da PSP mandou identificar um membro do Movimento, justificando-se com “ordens superiores”.Nuno Ramos de Almeida identificou-se. Não foi a primeira vez que um elemento do Que se Lixe a Troika foi identificado pela PSP. Também, Mariana Avelãs, após uma conferência de imprensa, a quando da manifestação de 15 de Setembro, foi identificada e, posteriormente, constituída arguida.
Forças Armadas, missões e capacidades: gastos desnecessários
Pedro Goulart — 23 Fevereiro 2013
Em recente entrevista a Judite de Sousa, na TVI24, com Medina Carreira de permeio, e a propósito do previsto corte de 4000 milhões de euros nos gastos permanentes do Estado (conforme combinação entre o governo e a troika) o general Loureiro dos Santos afirmou que os cortes previstos para as Forças Armadas (FFAA), se levados a cabo, podiam gerar indisciplina nos meios militares.
Da intervenção de Loureiro dos Santos, para além de uma crítica contundente ao relatório do FMI sobre os cortes no aparelho do Estado, ressaltou claramente um aviso/chantagem sobre o que poderia acontecer se o governo de Passos Coelho não cedesse às exigências dos chefes militares. Segundo o antigo vice-chefe do EMGFA, colocados os militares perante a incapacidade de cumprirem as suas missões, tornar-se-ia plausível uma insubordinação das FFAA.
