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Crise, crime e rap
17 Abril 2013
Os dados sobre a criminalidade de 2012 mostram uma subida dos crimes de furto em relação a 2011. Aumentaram os assaltos a bancos e estabelecimentos de crédito (38%) e a residências (36%). Aumentaram também os casos de extorsão (25%) e os homicídios (27%). Comentando estes números, o porta-voz do Observatório da Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo, dr. Filipe Pathé Duarte, sossegou os espíritos afirmando que “não se deve cair na tentação de associar a situação de crise com o potencial aumento da criminalidade”. Mas não se coibiu de estabelecer uma possível relação entre os furtos e as letras de canções de protesto que apelam ao roubo. Portanto: a crise não, mas esses rappers…
Legalidade e moralidade
16 Abril 2013
O espião Silva Carvalho, colocado pelo governo na Presidência do Conselho de Ministros, tem às costas um processo por violação de segredo de Estado, tráfico de informações, corrupção, etc. Não obstante, Passos Coelho considerou-o digno de confiança e deu-lhe mesmo a possibilidade de receber vencimentos retroactivos desde 2010. Amigo de Relvas, Silva Carvalho tinha posto Passos Coelho e Vítor Gaspar em tribunal, em Fevereiro, para os obrigar a reintegrá-lo no Estado. Conseguiu e é natural que agora retire o processo. António Vitorino (PS) acha que a decisão do governo é “legal mas imoral”. Então, o que o episódio mostra é que, neste regime, legalidade e imoralidade andam de mãos dadas.
Respeitinho
9 Abril 2013
Quando anunciou que iria apresentar uma moção de censura ao governo, o líder do PS apressou-se a dar explicações não só à troika como aos embaixadores da União Europeia e dos EUA (!) a dizer uma coisa e o seu contrário: que “honrará os compromissos assumidos pelo Estado português” (o acordo com a troika) e que não abdica de “defender os interesses dos portugueses” (numa sugestão de que pretende rever alguma coisa do acordo). As explicações de Seguro destinam-se, claro, a garantir que o essencial do plano da troika não será posto em causa. Pressionado pelas circunstâncias o PS tem de dar o ar de que muda alguma coisa para que não se perceba que, por sua iniciativa, tudo ficaria na mesma.
Passos Coelho reage a chumbo do Constitucional
Uma comunicação cínica, vigarista e revanchista
Pedro Goulart — 9 Abril 2013
O chumbo do Tribunal Constitucional (TC) a alguns dos mais penalizantes artigos do Orçamento de Estado para 2013 gerou reacções indignadas de dirigentes do PSD e do CDS, de vários abutres do capital, nomeadamente Eduardo Catroga e Vítor Bento, de alguns assalariados do patronato nos media, assim como uma “resposta” cínica, vigarista e revanchista de Passos Coelho na comunicação social. O primeiro-ministro, armando-se em vítima e transformando o TC em bode expiatório da sua nefasta política, aproveitou a oportunidade para ameaçar com mais e pesados cortes nas áreas que desde o início do seu mandato sempre pretendeu atacar: Saúde, Educação, Segurança Social e empresas públicas. Mas Passos Coelho não referiu a necessidade de cortes significativos noutras áreas como a Defesa, Segurança/polícias ou nos gastos com a Dívida. Porque será?
Desventuras de suas altezas
5 Abril 2013
Cristina de Bourbon, filha do rei de Espanha, foi constituída arguida no desvio de milhões de euros de fundos públicos, que já levara a tribunal o marido Iñaki Urdangarín. Cristina será ouvida por decisão do juiz José de Castro, na qualidade de co-proprietária da empresa Aizóon e de dirigente da Fundação Nóos. Diego Torres, ex-sócio de Iñaki, já entregou a este juiz um conjunto de e-mails, cartas e outros documentos que envolvem a infanta Cristina e o pai (e quando será ouvido o próprio rei?). Esta “desventura” que atinge a família real espanhola é mais um dos escândalos que envolvem a monarquia, assim como o governo do Partido Popular (entre os quais actual presidente do partido e chefe do Governo, Mariano Rajoy).
Selassie “desapontado”
2 Abril 2013
O chefe da troika, e dirigente do FMI, Abebe Selassie, declarou-se “desapontado” com os preços altos da energia e das comunicações em Portugal. A coisa teria bom remédio: assim como o governo de Coelho e Gaspar decide roubar nos vencimentos e pensões e fazer subir os impostos, bastaria decidir baixar e tabelar os preços da electricidade e dos telefones. Mas como neste caso estão em causa os interesses milionários das operadoras (EDP, Iberdrola, Galp, PT, Optimus, Vodafone) Selassie limitou-se a lamentar o facto. O governo nem reagiu e as entidades reguladoras e as associações dos sectores, pelo sim pelo não, vieram dizer que é o mercado que manda nos preços. E ponto final.
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31 Março 2013
Com Sócrates mascarado de D. Sebastião
O país num caldo de crise política
Manuel Raposo — 31 Março 2013
Tudo se disse a propósito do regresso de José Sócrates à ribalta, agora como comentador político: que vinha disputar a liderança do PS, atacar o governo, vingar-se do presidente da República, desforrar-se dos críticos, candidatar-se a novos voos na política nacional, e o mais que a imaginação pode produzir. Tudo isto é ou pode ser verdade — mas que factor permitiu que esta nova aventura de José Sócrates se transformasse num vendaval político? A meu ver, o beco sem saída em que se encontra a burguesia portuguesa (e com ela todo o regime), sem capacidade de fazer frente à crise económica, confrontada com crescentes protestos populares e por isso mesmo progressivamente afundada numa crise política.
Banditismo político, desemprego e salário mínimo
Pedro Goulart — 25 Março 2013
Sobre a necessidade de aumento do salário mínimo nacional, defendida por trabalhadores e sindicatos (e até por algumas confederações patronais), um conjunto de indivíduos têm-se pronunciado de forma nojenta contra esse aumento, embora todos eles recebam valores mensais várias vezes superiores aos fixados 485 euros.
Passos Coelho afirmava recentemente na Assembleia da República que, para diminuir o desemprego, seria necessário reduzir o SMN e não aumentá-lo. Aliás, para António Borges, conselheiro do governo, “o ideal era até que os salários descessem como solução para resolver o problema do desemprego”. Também o economista Vítor Bento, conselheiro de Cavaco Silva, e o capitalista Belmiro de Azevedo, líder histórico da Sonae, afinam pelo mesmo diapasão, dando uma ajuda à orquestra que toca contra o salário mínimo. Belmiro de Azevedo, defende salários mais baixos, sob o pretexto de que sem mais mão-de-obra barata não há emprego para todos!
20 Março 2003 / 20 Março 2013. O Iraque foi ocupado há 10 anos
Justiça para o Iraque, julgamento dos responsáveis pela agressão
Comunicado da Comissão Coordenadora do Tribunal-Iraque — 24 Março 2013
Os dez anos decorridos sobre a invasão do Iraque exigem uma evocação e um balanço.
Desde 20 de Março de 2003, um milhão e meio de iraquianos morreram em consequência da guerra. Cinco milhões de pessoas estão deslocadas no interior ou no exterior do país. Há um milhão de viúvas e cinco milhões de órfãos. Estes números foram divulgados em Fevereiro de 2012 pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU.
Não falando já do embargo que estrangulou o Iraque entre 1991 e 2003, nos últimos dez anos as forças militares dos EUA e dos seus aliados procederam a ataques deliberados contra a população civil, tanto em operações terrestres como aéreas. Fizeram uso de armas proibidas com consequências devastadoras, imediatas e a longo prazo, para as pessoas, os solos, as águas e o meio ambiente. Estes factos são testemunhados por estudos científicos independentes, designadamente os que se debruçaram sobre o caso da cidade de Faluja.