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O negócio da doença
22 Junho 2013
As empresas farmacêuticas estão a deixar de fabricar medicamentos cujo preço de venda seja baixo e cuja margem de lucro seja “desinteressante” para o negócio. Como os medicamentos são essenciais para os doentes, o Estado tem tentado suprir a falta recorrendo a laboratórios militares e hospitalares. Isto mostra duas coisas: que não é a saúde pública mas apenas o lucro que faz correr as empresas farmacêuticas; e que a resposta às necessidades sociais não cabe na tão glorificada “iniciativa privada”, só podendo ser assegurada por uma entidade pública. O caminho lógico que esta realidade aponta será então o de retirar ao capital a especulação com a doença e nacionalizar todo o sistema de saúde.
Confisco
21 Junho 2013
“Temos dinheiro mas não vos pagamos”, foi o que Passos Coelho disse aos funcionários públicos sobre o subsídio de férias. Intimado pelo Tribunal Constitucional a cumprir a lei, o governo não só não o fez como, em vez disso, mudou a lei para dar cobertura à sua posição de caloteiro. Esta alteração legal (aprovada pela maioria) foi promulgada por Cavaco Silva em menos de 24 horas para que o governo possa dizer que está, de novo, dentro da lei. Sejamos claros: os funcionários públicos foram alvo de um confisco por parte do governo com a cumplicidade do PR. Para que se veja o valor que as classes dominantes dão à “sagrada” lei sempre que se sentem com poder para fazerem o que querem.
Cavaco Silva “interventivo”
Carlos Completo — 19 Junho 2013
À medida que a luta das classes trabalhadoras e a oposição da maioria do povo crescem contra as medidas do governo PSD/CDS, dificultando a política do executivo ao serviço do capital, e quando Cavaco Silva já vai no seu segundo mandato presidencial, mais clara surge a pseudo imparcialidade do actual PR. Isto, para quem ainda tivesse dúvidas!
Num recente seminário organizado pela Cáritas, o Presidente da República, embora embrulhando os verdadeiros objectivos da sua intervenção num conjunto de afirmações aparentemente pouco polémicas, criticou “o modelo social seguido na segunda metade do século XX, que duplicou a infra-estrutura de prestação de serviços, sendo que nem por isso se ganhou em eficiência ou poupança de recursos” e criticou, peremptoriamente: “criou-se uma cultura de proteccionismo social protagonizado pelo Estado”.
A democracia levada à letra
Manuel Raposo — 11 Junho 2013
O primeiro-ministro, quase todos os ministros e secretários de Estado, o próprio presidente da República têm sido perseguidos e apupados por todo o país nos últimos meses. As suas intervenções públicas são muitas vezes sabotadas e mesmo impedidas. É a expressão do desprezo da população pelos governantes, do ódio à sua política e, em limite, da sua aversão ao poder. Não são grupos restritos: são trabalhadores, estudantes, jovens, sindicalistas, utentes de serviços de saúde ou de transportes, taxistas. Mesmo se os ajuntamentos contam dezenas de pessoas, eles expressam a opinião de milhões de cidadãos pelo país fora e, por isso mesmo, esses protestos são de facto protestos de massas. Por muito que isso custe à opinião dominante, é o direito à liberdade tomado à letra, é a democracia em acto.
A corja
9 Junho 2013
A propósito da greve dos professores deste mês de Junho, é vê-los a saltar: o governo, o presidente da República, os homens/mulheres de mão do capital, grande parte dos “analistas” do regime, argumentam que a greve não devia realizar-se naqueles dias, poderia ser noutra altura (nas férias, aos fins de semana?), porque lesa os estudantes, etc. E os milhões de prejudicados pelo desemprego, pelos saques governamentais, pelo empobrecimento e pela fome (que atinge mesmo muitas das crianças em idade escolar), quem se preocupa a sério (sem humanitarismos balofos) com isso?
“Emagrecimento” do Estado
6 Junho 2013
Um estudo do DN revela que em apenas dois anos o Governo PSD/CDS já nomeou 4463 pessoas: 1027 para gabinetes ministeriais, 1819 para grupos de trabalho e comissões e 1617 para cargos dirigentes da Função Pública. De igual modo, em 31 de Dezembro de 2012, existiam mais de 27.279 viaturas do Estado. Só o gabinete de Passos Coelho dispunha de 26. As polícias e os militares quase 20 mil viaturas. Trata-se do mesmo Passos Coelho que pretendia “Um Governo seco, enxuto, disciplinador e frugal” e que afirmava “Não podemos ter um Governo que tenha 16 ministros, mais o primeiro-ministro, e dezenas de secretários de Estado”? Vigaristas!
Ricardo Salgado, um dos vampiros
Pedro Goulart — 31 Maio 2013
Em recente apresentação do Alqueva a investidores agrícolas estrangeiros, Ricardo Salgado, presidente do BES, banco que apoia esta iniciativa em conjunto com a EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva), foi inquirido a propósito do grande número de imigrantes a trabalhar na região e, logo, explicou: “Há imigrantes que substituem os portugueses que preferem ficar com o subsídio de desemprego”. E prosseguiu: “Se os portugueses não querem trabalhar e preferem estar no subsídio de desemprego, há imigrantes que trabalham, alegremente, na agricultura e esse é um factor positivo”.
Povos Unidos contra a troika
30 Maio 2013
Debaixo da bandeira Povos Unidos Contra a Troika, o movimento Que Se Lixe a Troika apela a uma manifestação internacional contra a austeridade. A política de austeridade atravessa a Europa e deve ser derrotada pela luta internacional, defende a convocatória. Mais de 100 cidades de 12 países europeus vão manifestar-se no dia 1 de Junho. Em Portugal, o protesto, que vai decorrer em várias localidades, aponta ao governo de Passos Coelho o único caminho certo: Demissão!
O comício de Mário Soares na Aula Magna
A unidade soarista é um presente envenenado
José Borralho — 30 Maio 2013
Mário Soares explora hoje, no dealbar da carreira, o sentimento de unidade existente entre as bases dos partidos e na esmagadora maioria das vítimas da política ultra reaccionária do governo a mando da troika, e é o patrono de um comício que envolve o PS o PCP e o BE. Este envolvimento consentido, parece contra-natura num político que sempre foi furiosamente contra as alianças à sua esquerda rejeitando sempre as propostas que esta incansavelmente lhe fez.
Um governo perigoso – há que correr com ele
Pedro Goulart — 20 Maio 2013
O governo PSD/CDS tem-se assumido desde o início do seu mandato como um bando extremamente perigoso, quer pelos brutais assaltos levados a cabo contra as classes trabalhadoras e a maioria do povo, quer pelas divisões — dividir para reinar — que tem procurado criar na sociedade portuguesa: novos contra velhos, trabalhadores do sector privado contra trabalhadores da função pública, desempregados contra pensionistas, etc. Nestas tarefas criminosas, o governo de Passos/Portas tem contado com a prestimosa colaboração e o apoio mercenário de um nutrido núcleo de jovens assessores governamentais, assim como de vários “analistas” de serviço à comunicação social do regime. E com a cobertura institucional de Cavaco Silva.
