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O caso BES e as regulações
Pedro Goulart — 20 Setembro 2014
Após o enorme e ainda bem presente escândalo do Banco Português de Negócios (BPN), em 2008, envolvendo crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, e que implicaram numerosas figuras do PSD, como Cavaco Silva, Dias Loureiro e Oliveira e Costa, muita gente julgava que os problemas com a regulação e supervisão dos bancos já estariam ultrapassados. Puro engano. Aos milhares de milhões de euros gastos com o BPN vêm agora somar-se aqueles milhões que o Banco Espírito Santo (BES) certamente nos irá custar.
Os impostores
Pedro Goulart — 5 Setembro 2014
Somos matraqueados diariamente pelos chamados órgãos de comunicação social com as habituais manipulações de números apresentados pelo governo do PSD/CDS sobre a alegada bondade da sua política em diversos domínios. No que respeita ao desemprego, os ministros do governo regozijam-se afirmando que as coisas estão a caminhar bem, que o desemprego diminui e que se verifica a criação de novos empregos.
Dito
22 Agosto 2014
“Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem.”
Rosa Luxemburgo (1871-1919)
Menos médicos e professores, mais polícias e maior submissão ao imperialismo
Pedro Goulart — 22 Agosto 2014
A pretexto da actual “crise”, milhares de médicos, enfermeiros, professores e investigadores têm sido afastados dos hospitais públicos, das escolas e dos centros de investigação, prejudicando-se gravemente a saúde e a formação dos portugueses, além de forçar muitos daqueles profissionais à emigração, à mudança de profissão e, até, ao desemprego. Isto, enquanto os governos do capital continuam a esbanjar milhões e milhões com polícias, tribunais, forças armadas e na ajuda aos bancos, gastando o dinheiro do OE com a defesa dos bens e interesses das classes dominantes.
Ataque a Gaza: alvo é o governo de unidade na Palestina
Crimes de guerra cometidos por Israel continuam impunes
Manuel Raposo — 16 Agosto 2014
O morticínio dos palestinos de Gaza às mãos da tropa israelita chegou, desta vez, às duas mil vítimas — muitas das quais famílias inteiras mortas dentro de casa por bombardeamentos aéreos — e a muitos milhares de feridos.
A barbaridade teve desta vez requintes de malvadez e de desplante.
Israel combinou com o agora aliado Egipto (a ditadura militar implantou-se no Cairo também sob o patrocínio dos israelitas) fechar a fronteira sul de Gaza para ter toda a população palestina à sua mercê.
A tropa israelita incitava as populações a abandonarem bairros inteiros sob a ameaça de ataques aéreos, mas cercava esses mesmos bairros impedindo as pessoas de fugirem.
Bombardeou repetidamente mesquitas e escolas, nomeadamente escolas da ONU, onde milhares de pessoas procuravam refúgio.
Livro
“A verdadeira morte de Amílcar Cabral”
António Louçã — 12 Agosto 2014
Primeiro publicado em Outubro de 2012, depois reeditado em Março de 2014, o livro de Tomás Medeiros leva-nos, através do exemplo concreto de Amílcar Cabral, a uma reflexão muito mais ampla. No centro deste trabalho está a contradição de uma política que se quer revolucionária sem assentar no proletariado.
Não se trata, desde logo, de um convite abstracto à reflexão. O autor foi, em Angola, um dos fundadores do MPLA, e, em São Tomé e Príncipe, dirigente do MLSTP. Antes disso, desempenhou em Lisboa papel destacado na primeira coordenação de estudantes africanos, que se traduziram na influência inédita de uma corrente anticolonial à frente da Casa de Estudantes do Império. Privou nessa fase com figuras como Agostinho Neto, Marcelino dos Santos e o mais notável dos dirigentes africanos lusófonos, Amílcar Cabral.
Grito global pela Palestina. A Palestina não tem voz, usa a tua!
29 Julho 2014
1 de Agosto, 18:00
Lisboa: Concentração no Saldanha / Ida para a embaixada de Israel
Porto: Concentração na Rotunda da Boavista / Ida para Câmara de Comércio Luso-Israel
O mundo nada faz. E tu? A única voz que a Palestina tem é a tua. Usa-a e junta-te a nós.
Não é preciso ser muçulmano para defender Gaza!
Este evento foi criado a partir de um evento mundial de protesto contra meios de comunicação parciais favoráveis a Israel. O agravamento dos bombardeamentos a Gaza fez antecipar a acção para 1 de Agosto.
Eles comem tudo
Pedro Goulart — 29 Julho 2014
Em recente estudo Portugal: consolidação da reforma estrutural para o apoio ao crescimento e à competitividade, elaborado por encomenda do Governo português e agora divulgado em Lisboa, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) refere que, perante a crise e as medidas tomadas nos últimos anos, é “notável a capacidade de Portugal em conter as consequências sociais negativas da crise”.
O secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, que falava, em Lisboa, numa conferência de imprensa conjunta com Passos Coelho, defendeu que o programa de ajustamento português “não se fez a todo o custo” e que as “reformas não são um evento, são um processo” que nunca termina e que têm de se ir adaptando.
Editorial
O “flagelo”
22 Julho 2014
Muita boa gente se tem mostrado condoída com a má sorte dos desempregados.
Depois de em 2012 ter dito que o desemprego era “uma oportunidade para mudar de vida”, Passos Coelho veio agora, com dois anos de governação sua em cima, verter lágrimas por um mal “insuportavelmente elevado”. O Papa falou em “flagelo” e na “perda de dignidade humana” em visita a uma região pobre de Itália. E Felipe VI, no seu passeio por Lisboa, proclamou o combate ao desemprego “um desafio ibérico”.
“Flagelo” é a expressão que melhor define o discurso do poder sobre o desemprego: um mal de ressonâncias bíblicas, sem sinal de origem nem remédio humano. A versão terrena do desemprego é outra: em fase de crise dos negócios, os patrões despedem trabalhadores, fecham empresas, retiram capital das funções produtivas, reduzem em cadeia toda a actividade económica.
Notas sobre o sentido das últimas eleições europeias
Manuel Raposo — 18 Julho 2014
Os muitos comentários e análises feitos à eleições europeias de Maio esgotaram praticamente todas as avaliações acerca da distribuição dos votos e o que isso significa para cada uma das forças concorrentes. Mas nesta contabilidade das árvores perde-se, na maior parte das vezes, o aspecto geral que a floresta, através do acto eleitoral, revela agora ter. Na verdade, o que mudou de facto no panorama das classes sociais na Europa? Dois factores são primordiais para se perceber a situação: o enorme nível de abstenção e a gradual cisão do eleitorado de centro.