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A direita e o patronato, imunes ao cretinismo parlamentar
António Louçã — 25 Julho 2018
O ex-ministro socratista Manuel Pinho imortalizou-se um dia com os chifres que fez ao parlamento. Agora voltou ao local do crime, para insistir nas metáforas bovinas em que é especialista: a Contribuição Audiovisual (CAV), disse ele, é uma “vaca leiteira”, em que a RTP se amamenta e se alambaza. Os chifres, agora de forma menos gráfica, estão na metáfora e estão na conversa: é que foi o próprio Manuel Pinho quem assinou, entre outros ministros, o restabelecimento dessa CAV que agora abomina.
Os “nossos homens” nos palcos internacionais
Urbano de Campos — 19 Julho 2018
A eleição, em final de Junho, de António Vitorino como director-geral da Organização Internacional das Migrações, um organismo da ONU, renovou por uns dias a vaidade nacional sobre papel desempenhado “lá fora” pelos “nossos homens”. A lista já vai longa, de facto, o que leva a saloiice dos meios de comunicação e dos dirigentes políticos a descobrir dotes especiais na alma lusa.
Barcelona: 100 mil pela libertação dos presos políticos
16 Julho 2018
No Sábado, 14 de Julho, muitas dezenas de milhares de pessoas percorreram as principais ruas de Barcelona, exigindo a libertação dos presos independentistas e o regresso dos políticos exilados no estrangeiro. A “democracia” e a “justiça” espanhola continuam postas em xeque.
A manifestação foi convocada pela Assembleia Nacional Catalã (ANC), Omium Cultural e Associação Catalã de Direitos Civis (ACDC). O presidente do Governo Regional, Quim Torra, denunciou “o relato fictício com que o Estado construiu uma rebelião que não existiu” e defendeu que “o processo de autodeterminação da Catalunha não seja criminalizado”. A Quim Torra juntou-se a mulher de Carles Puigdemont, presidente do Governo da Catalunha deposto, e a presidente do parlamento catalão, Marcela Topor.
Embaixador-patrão
11 Julho 2018
Com o desplante de um colonialista, o embaixador dos EUA em Portugal fez saber que o seu governo está muito atento aos investimentos chineses em Portugal. Argumentou que os capitais chineses não são bem privados, mas sim estatais, e que assim violam as regras da livre concorrência. Por isso, acrescentou, o que os chineses fazem não é actividade económica mas “intervenção política”. O homem, obviamente, não se enxerga: pela posição que ocupa e pelo aviso que deixou, fez precisamente o que critica nos chineses — intromissão política num país que não é o seu. Mas, por trás do desplante e da incongruência, pressente-se outra coisa: o proteccionismo de Trump não quer ficar-se pelas fronteiras dos EUA, antes pretende ter voz activa nas fronteiras de qualquer Estado, em qualquer parte.
Dissolução da NATO!
8 Julho 2018

Por iniciativa do CPPC e outras organizações, realizam-se em vários pontos do país protestos contra a cimeira da NATO que terá lugar em Bruxelas a 11 e 12 deste mês. Os protestos exigem nomeadamente a dissolução da NATO e o fim das guerras de agressão.
Actos públicos em Évora (7 Julho, 11h, Praça do Giraldo), Lisboa (9 Julho, 18h, Largo Camões), Coimbra (10 Julho, 15h, Praça 8 de Maio), Faro (10 Julho, 18h, Rua Santo António), Porto (12 Julho, 18h, Rua de Santa Catarina).
EUA defendem-se do seu próprio veneno
Manuel Raposo — 8 Julho 2018
O objectivo declarado das medidas proteccionistas aprovadas por Trump, taxando fortemente produtos oriundos do Canadá, da Europa ou da China, é defender a economia norte-americana da concorrência. Mas então cabe perguntar: porque é que a (ainda) primeira economia do mundo se sente ameaçada pelas outras? Porque é que o livre comércio a prejudica depois de a ter ajudado a expandir-se e a dominar o mundo inteiro? Porque é que a “globalização” — até há bem pouco tempo arvorada como bandeira do capitalismo ianque — passou a ser um mal a combater da forma mais extremada?
O futebol do mundo e o futebol de Alcochete
António Louçã — 2 Julho 2018
O desporto-rei ganhou ao longo do último século uma popularidade sem paralelo entre todas as modalidades. Hoje, está a um passo de ser vítima do seu próprio sucesso. A irrupção de uma milícia embuçada, para agredir jogadores no centro de treinos de Alcochete, ocasionou um debate público com várias análises acertadas sobre a involução que tem sofrido o futebol.
CDS: de novo os “espoliados”
Manuel Raposo — 27 Junho 2018
No recato do quotidiano parlamentar, o CDS apresentou uma proposta para ressuscitar um “grupo de trabalho”, criado em 2005, que tinha por missão “ressarcir” os ex-colonos portugueses que acorreram a Portugal na sequência da descolonização. A iniciativa, que toca a mais de 60 mil pessoas, tem óbvios propósitos eleitorais. Mas não só: é a própria descolonização que é atingida de forma sibilina quando se fala de “espoliados” e da perda de “bens e direitos”.
Mais dinheiro para a NATO
23 Junho 2018
A pretexto do culminar da celebração do “Mês de Portugal nos Estados Unidos da América” e da preparação do encontro entre Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, que faz uma visita de cinco dias a Washington, foi recebido no dia 22 pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.
Santos Silva e Mike Pompeo “ reafirmaram o compromisso mútuo entre os EUA e Portugal para aumentar as despesas com a defesa da NATO, reforçar a segurança europeia no sector da energia e enfrentar as acções destabilizadoras da Rússia”, afirmou um porta-voz do Departamento Estado norte-americano.
Santos Silva e Mike Pompeo, Marcelo Rebelo de Sousa e Donald Trump dão como certo o aumento das nossas despesas com a NATO, garantindo-nos uma funesta segurança!
A Saúde e a caça ao bolo orçamental
Pedro Goulart — 22 Junho 2018
Na Convenção Nacional de Saúde, realizada em Lisboa nos dias 7 e 8 de Junho, Marcelo Rebelo de Sousa advogou que Portugal deve ter uma Lei de Bases de Saúde com princípios claros, mas flexível quanto a orgânicas e estruturas, apostando num “equilíbrio virtuoso” entre público, privado e social. Este “equilíbrio virtuoso” de que fala o presidente da República não anda certamente longe da necessidade de uma “convivência entre os sectores público, privado e social” do PSD e da defesa das Parcerias Público Privadas sustentadas por este partido.