Câmara do Porto: como resistir à privatização da recolha do lixo?

José David Gregório, trabalhador da Administração Local — 23 Julho 2008

lixoporto.jpgA Câmara Municipal do Porto discute hoje uma proposta de concessões da Recolha de Resíduos Sólidos da Cidade. A proposta contempla a GSC – Compañia General de Servicios y Construcción, SA e outra a SUMA – Serviços Urbanos e Meio Ambiente, SA. A velha receita continua a funcionar: primeiro deixa-se degradar serviços, não se investe nem se planeia: depois aparecem os “salvadores” que vão ajudar a autarquia/Estado a controlar o défice e “reduzir” as despesas. O problema é que a recolha de resíduos se tornou num negócio de milhões e as empresas não trabalham para a satisfação do bem público mas para a obtenção de lucro.


Isto não é sociedade que se apresente (V)

23 Julho 2008

O presidente francês aderiu à última moda, usando sapatos com tacões de sete centímetros. Cada vez com mais adeptos entre os ricos e famosos, como Silvio Berlusconi e Tom Cruise, a moda pode custar entre 2 mil e 30 mil euros. Entretanto, a polícia grega prendeu nove mulheres que participaram numa competição de sexo oral, filmada para colocar as imagens na Internet e, na cidade britânica de Derby, vai a leilão um par de cuecas da Rainha Vitória que se espera consiga ultrapassar os 630 euros. A Sony Ericsson, por sua vez, vai despedir duas mil pessoas porque os lucros, no segundo trimestre de 2008, foram só de 6 milhões de euros, menos 213 milhões do que no mesmo período do ano passado.


As maravilhas do capitalismo global

João Bernardo — 23 Julho 2008

Publicámos recentemente uma notícia e uma Breve acerca da utilização do trabalho de menores por empresas subcontratantes que produzem para o grupo Zara. Tendo em vista o público leigo, os administradores das grandes firmas elaboram códigos de conduta e emitem comunicados onde dizem desconhecer o que se passa e lavam as mãos do assunto.
Na realidade eles sabem muito bem quais são as condições vigentes nas subcontratantes, porque no actual modelo económico as empresas principais exercem um controlo rigoroso e permanente tanto sobre a tecnologia usada pelas subcontratantes como sobre os sistemas de trabalho a que estas recorrem; se não fosse assim, as próprias empresas principais entrariam em colapso, já que a sua actividade depende do fluxo produtivo das subcontratantes.


O milagre do Grupo Zara

22 Julho 2008

O sucesso do Grupo Zara resulta das pequenas fábricas que executam trabalho em subempreitada, concebidas como instrumentos de alta produtividade a baixo custo, onde os operários trabalham em péssimas condições. Por cada par de sapatos, vendido na loja a 40 euros, um operário recebe 40 cêntimos. A relação da Inditex (que detém a Zara) com estes trabalhadores não existe. A Inditex dá trabalho de empreitada a centenas de pequenas fábricas sem ter com elas qualquer compromisso. O imenso polvo impõe condições a mais de 15 mil pessoas que trabalham nas duas mil sociedades independentes que funcionam na Galiza e no Norte de Portugal. (Dados de uma reportagem do Expresso, 27 Maio 2006)


Barbárie ao vivo

22 Julho 2008

Os telejornais de 20 de Julho, mostraram as imagens de um soldado israelita a disparar um tiro de espingarda à queima-roupa (não mais de um ou dois metros de distância) sobre um prisioneiro palestiniano amarrado, de olhos vendados e seguro por outros soldados israelitas. Esta barbaridade recorda a que foi captada num filme semelhante, durante a primeira Intifada, em que soldados israelitas agarraram um jovem palestiniano acusado de atirar pedras e lhe partiram os braços usando grandes pedras. Mais do que qualquer acção militar, o vídeo agora revelado mostra o que é a selvajaria organizada, metódica das tropas israelitas. Para ver e divulgar: clique aqui.


Trabalho infantil alimenta o império Zara

Pedro Goulart — 22 Julho 2008

zara_felgueiras_72dpi.jpgA Cunha & Alves Lda é uma empresa de confecções de Paços de Ferreira que emprega cerca de 150 trabalhadores e que utiliza trabalho infantil no vestuário que fornece à Zara, uma das marcas do grupo Inditex. Quando recentemente a Autoridade para as Condições do Trabalho fez uma fiscalização a esta subcontratada da Inditex, os responsáveis da empresa tentaram que dois menores de 14 e 15 anos que lá trabalhavam na altura escapassem aos inspectores.


“Eu agora preciso de vocês mais do que nunca”

João Bernardo — 21 Julho 2008

battisti2_72dpi.jpgNo Mudar de Vida nº 5, de Fevereiro de 2008 (em Janeiro no site), e de novo em Fevereiro no site chamei a atenção para o caso de Cesare Battisti, que denominei “um perseguido em redor do mundo”, romancista e antigo militante político italiano que desde há mais de um ano se encontra detido no Brasil, aguardando a decisão das autoridades sobre um processo de extradição apresentado pelo governo da Itália, onde Battisti foi condenado à prisão perpétua.


Consumam menos, diz o FMI

Manuel Raposo — 20 Julho 2008

vendacasas_72dpi.jpgA três meses apenas da apresentação pelo governo do orçamento de Estado para 2009, o FMI recomenda “aos portugueses”, em relatório agora publicado, que façam mais poupança e reduzam o consumo, de modo a poder prosseguir a consolidação das contas do Estado e a redução do défice externo. Trata-se evidentemente de uma indicação dada ao governo de Sócrates no sentido de continuar o aperto de cinto que tem imposto aos assalariados.


Os limites da democracia

João Bernardo — 19 Julho 2008

haackestargazer.JPGCom frequência se ouve dizer em alguma extrema-esquerda que é preciso aproveitar as possibilidades da democracia capitalista. Por meu lado, parece-me mais útil forçar a democracia a mostrar os seus limites. Vou contar três histórias, que servem como parábolas.

Quando o generalíssimo Franco decidiu apoiar-se na Opus Dei para proceder a uma modernização conservadora e tecnocrática do fascismo, tomou certas medidas de abertura política e de liberalização da cultura.


A “mudança” de Obama

19 Julho 2008

Em campanha para candidato dos democratas, Obama defendia uma política externa de diálogo aberto com tradicionais inimigos dos EUA, como o Irão. Agora, já em campanha para presidente, Obama diz que os EUA precisam de agir com diplomacia agressiva, que não foi usada durante a administração Bush. “O Irão deve ser objecto de sanções económicas bem como de uma diplomacia directa. Devemos ter uma diplomacia agressiva que, infelizmente, falta há vários anos. Uma parte do problema é que deixamos a diplomacia nas mãos dos europeus. Devemos comprometer-nos activamente”, disse.
(Reler artigo de Rita Moura Barack Obama / Continuidade política debaixo de uma retórica de “mudança” e comentários)


< Mais recentes Página 185 de 247 Mais antigos >