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Editorial
A primeira medida
13 Março 2009
Uma operária com 54 anos, acabada de ser despedida, dizia à televisão em Fevereiro: “A empresa fecha, mas não fecha por minha culpa, que eu sempre dei mais do que podia”. É um resumo exacto da situação em todo o país: depois de ter sido sugada até ao tutano, a massa operária é atirada para o lado à medida que o capital se retira esperando a ocasião para novas aventuras lucrativas.
Manifestação a 13 de Março
11 Março 2009
Hoje, 13 de Março, pelas 14h30, nos Restauradores, Lisboa. É uma manifestação organizada pela CGTP: pela defesa do emprego e dos direitos dos trabalhadores, assim como pelo aumento dos salários e pensões. Os trabalhadores da Administração Pública concentram-se nas Amoreiras e os do Privado nas Picoas. Numa altura em que o capital está na ofensiva, visando a sua indispensável reestruturação, e pretende fazê-lo à custa dos trabalhadores, é preciso resistir. A tua participação é importante.
Quando não há justiça social, cresce a caridade
Manuel Monteiro — 11 Março 2009
Diz-se que o capitalismo está em crise, mas os capitalistas não estão. As fabulosas fortunas continuam, no essencial, intactas. A crise do capitalismo abate-se, sobretudo, sobre os trabalhadores. O desemprego cresce em ondas avassaladoras. E isto só agora começou. As grandes multinacionais anunciam milhares e milhares de despedimentos para, escudados na crise, se reestruturarem e retomarem os seus lucros fabulosos. No curso da crise surgem novas fortunas, sobretudo fortunas feitas com base na especulação e na miséria de milhões de seres que perdem trabalho e casa.
Sessão-debate sobre a Palestina
10 Março 2009
A Associação Abril convida todos os que se interessam pela situação na Palestina para ouvirem os testemunhos de Berta Macias e Amílcar Sequeira que, recentemente, visitaram a Palestina e Israel em representação do Tribunal Mundial sobre o Iraque – Audiência Portuguesa, integrados numa delegação de que faziam também parte membros do Conselho Português para a Paz e a Cooperação, da CGTP e do Movimento Democrático de Mulheres. Durante a visita, foram estabelecidos contactos com diversas organizações de resistência, tanto árabes como israelitas. A comunicação, seguida de debate, decorre hoje, 11 de Março, às 18.30h, na sede da Associação Abril (R. de S. Pedro de Alcântara, 63-1.ºdto, Lisboa).
Lucros máximos, salários mínimos
Lições da negociação salarial da EDP e REN
Urbano de Campos — 9 Março 2009
Em meados de Fevereiro, a Fiequimetal (Federação Intersindical das Indústrias Metalúrgica, Química, Farmacêutica, Eléctrica, Energias e Minas) acusou a EDP e a REN de quererem apressar a negociação da revisão salarial que estava em curso. A razão era fechar o acordo antes de serem conhecidos os lucros das empresas, que se imaginavam já de grande monta, evitando assim que os sindicatos ganhassem razão para maiores exigências. Os valores que estavam em causa na negociação eram bastante afastados: a comissão negociadora que representa os grupos EDP e REN propunha aumentos que iam de zero (para os escalões mais altos) a 1,6 por cento; enquanto os sindicatos exigiam 7 por cento.
Encontro Nacional de Professores em Luta
7 Março 2009
Realiza-se a 14 de Março, a partir das 10h, em Leiria, no Teatro José Lúcio da Silva.
É promovido por diversos movimentos de professores (MEP, MUP, APEDE, PROMOVA e CDEP) que se têm oposto à política de ensino deste governo. Trata-se de um encontro de professores resistentes nas escolas e que visa discutir, reflectir e dar perspectiva à luta dos professores até ao fim deste ano lectivo.
Prisões privadas e acumulação
6 Março 2009
Na Pensilvânia, EUA, os juízes Ciavarella e Conahan, que estão a ser julgados por corrupção, num processo que ainda decorre, consideraram-se culpados por terem recebido 2,5 milhões de dólares dos proprietários de prisões privadas, em troca da condenação à prisão de cerca de 2 mil crianças que, muitas vezes, nem sequer tinham acesso a qualquer advogado. A privatização das prisões nos EUA nas últimas décadas transformou o que era encargo do Estado num chorudo negócio capitalista alimentado com dinheiros públicos. Pelos vistos, tanto aos proprietários das prisões, como aos juízes, não faltou a tal iniciativa privada tão necessária à acumulação de capital e de riqueza pessoal.
Professores fazem Cordão Humano, dia 7
6 Março 2009
No dia 7 de Março, pelas 15h, em Lisboa, a Fenprof organiza um Cordão Humano, que ligará o Ministério da Educação, a Assembleia da República e a residência oficial do primeiro-ministro. É uma manifestação enquadrada na luta dos professores contra o Modelo de Avaliação, assim como pela revisão do Estatuto da Carreira Docente. Há outras iniciativas dos professores em marcha.
Contra o apartheid israelita
6 Março 2009
John McDermott, professor de História canadiano, participa numa sessão pública contra o apartheid israelita a realizar na Faculdade de Ciências de Lisboa, hoje, 6 de Março, às 15 horas. Será projectado o filme Wadi Funkin, a aldeia cercada. A semana internacional contra o apartheid israelita foi iniciada há três anos na Universidade de Toronto, Canadá, alcançando enorme repercussão em universidades de todo o mundo. Um exemplo recente foi o cancelamento de um intercâmbio de estudantes entre as universidades de São Paulo, Brasil, e Tel-Aviv, Israel. O responsável internacional do PT brasileiro justificou a decisão pelo parentesco entre o apartheid israelita e o apartheid sul-africano.
A última encarnação de Gustave Courbet
Manuel Raposo — 5 Março 2009
A história da apreensão, pela PSP de Braga, de meia dúzia de livros com uma capa considerada pornográfica teve duas personagens, ambas ridículas, cada uma a seu modo. Uma é a dos moralistas simples, composta por polícias, padres, chefes de família devotos e por aí fora, para quem sexo e mulheres nuas são pornografia – e pornografia apreende-se, esconde-se, elimina-se. Outra é a dos moralistas “cultos”, aquela gente que se considera instruída, que toma conta dos jornais e televisões, e que argumenta que, sendo a pintura de Courbet “Arte”, então não pode ser pornografia.
Não vale muito a pena falar dos primeiros, porque a crítica que lhes foi dirigida pelos segundos se encarregou de mostrar a boçalidade e o reflexo pidesco da investida da PSP.