Greve e manifestação dos enfermeiros

22 Janeiro 2010

Os sindicatos dos enfermeiros decidiram declarar greve para os dias 27, 28 e 29 de Janeiro. E manifestação a 29. Em causa está a proposta salarial do Governo, considerada humilhante e desrespeitadora dos enfermeiros, nomeadamente no que diz respeito ao início de carreira destes profissionais. A primeira proposta apresentada pelo Ministério da Saúde traduzir-se-ia, efectivamente, numa descida dos actuais salários (1020 euros) para 995 euros. Apesar de ter recuado na proposta, o governo mantém condições inaceitáveis, particularmente a nível salarial. E, assim, a luta prossegue.


Israel e os “povos inferiores”

António Louçã — 21 Janeiro 2010

grandeditadorchaplin_72dpi.jpg“Reparem que ele está sentado numa cadeira mais baixa e nós estamos nas mais altas, que apenas existe [na sala] uma bandeira israelita e que não estamos a sorrir”.
Com estas palavras, em hebreu, Danny Ayalon dirigiu-se aos jornalistas que tinham vindo fazer a cobertura da sua entrevista com um diplomata turco convocado, em 11 de Janeiro, para receber um protesto israelita. Ayalon não é qualquer irresponsável: é o vice-ministro israelita dos Negócios Estrangeiros e braço direito do ministro Avigdor Liebermann, também ele conhecido como extremista e racista.


Não à extradição dos independentistas bascos

Carlos Completo — 19 Janeiro 2010

rubalcabaruipereira_web.jpgPerseguidos pela Guardia Civil em Espanha, Garikoitz Garcia e Iratxe Yañez entraram em Portugal, por Trás-os-Montes, onde foram presos pela GNR. Foi uma “coordenação espectacular” disse Pérez Rubalcaba, o ministro espanhol das polícias, ao referir-se à rápida detenção pela GNR dos dois independentistas bascos. “Agradeço a Portugal e às suas forças de segurança, pela sua eficácia”, acrescentou ainda Rubalcaba. As palavras do ministro espanhol são, no fundo, o reconhecimento da crescente cumplicidade repressiva entre as autoridades portuguesas e espanholas.


NATO e guerra do Afeganistão em debate

19 Janeiro 2010

Sábado, 23 de Janeiro, pelas 15h, na Cooperativa Crew Hassan (Rua das Portas de Santo Antão, 159, em Lisboa) realiza-se uma sessão de informação e debate sobre a NATO e a guerra no Afeganistão, questões que hoje afectam a vida dos povos e a segurança do mundo. A sessão é promovida pela Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN), que também pretende aí recolher a opinião e propostas dos participantes sobre o modo de conduzir uma campanha contra a instituição belicista NATO. Tanto mais que esta organização pretende realizar uma cimeira em Portugal no próximo mês de Novembro. Participa na sessão do dia 23.


Regresso de Marx? Oxalá!

Manuel Raposo — 14 Janeiro 2010

Caro A. Poeiras:

Mais tarde do que gostaria de ter feito, respondo ao seu texto Regresso a Marx / Regresso de Marx, que publicámos em 7 de Agosto. Como poderá ver por esta minha resposta, não poderia discordar mais das suas posições. Mas não deixo de saudar a sua decisão de as colocar a debate. É disso que precisamos.

Comecemos pelo fim, porque aí parece estar o motivo dos seus argumentos contra o marxismo. O que o inquieta não é o regresso do marxismo enquanto literatura – inquieta-o sim o regresso do marxismo revolucionário. Você acha útil que se procure em Marx respostas que não existem noutros autores; mas repudia a inspiração revolucionária que (inevitavelmente, a meu ver) decorre do marxismo.


Patrões despedem sem freio

PG/MR — 13 Janeiro 2010

despedimentosrohdeleardelphi_72dpi.jpgA cada mês, os números oficiais do desemprego confirmam, com atraso, o que os mais atentos já anunciavam. Em Outubro, a taxa de desemprego chegou aos 10,2% (mais de meio milhão de pessoas) e em Novembro aos 10,3% (cerca de 600 mil pessoas). Há sete meses consecutivos que o desemprego sobe. Mas os números reais serão, como em casos anteriores, mais elevados. Além dos contabilizados, estima-se que haja, pelo menos, outros 85 mil desempregados que já nem se registam nos centros de emprego. 450 pessoas batem à porta dos centros de emprego todos os meses. Calcula-se que 200 a 300 mil agregados familiares têm marido e mulher no desemprego. Entre os jovens o desemprego é de 20%, nos homens chega aos 9,6% e nas mulheres aos 10,9%.


Estoril-Sol quer despedir 130 trabalhadores

9 Janeiro 2010

A administração da Estoril-Sol, proprietária do Casino Estoril, pretende despedir colectivamente 113 trabalhadores e mais 17 individualmente. Esta decisão, comunicada à Comissão de Trabalhadores, vai atingir maioritariamente os trabalhadores do Casino Estoril. A administração alega que esta medida é necessária devido aos efeitos da crise económica no negócio do jogo, sublinhando a diminuição das receitas do grupo verificada nos últimos dois anos. É mais uma empresa a tentar justificar “reestruturação”e despedimentos com a crise do sistema. Mas os trabalhadores afirmam-se dispostos a lutar contra esta violência do capital.


Para a tropa já há dinheiro!

Pedro Goulart — 6 Janeiro 2010

tropaafeg_web.jpgEnquanto os “políticos responsáveis”, os “analistas encartados” e os papagaios de serviço ao capital nos tentam convencer da necessidade de uma forte contenção das despesas nos próximos orçamentos (para eles, certamente, abaixando os gastos que ajudam a diminuir a penúria das classes trabalhadoras), surge ao mesmo tempo nos media a notícia da inevitabilidade, em 2010, do aumento das despesas com o Ministério da Defesa. Trata-se, dizem, de acrescentar mais 5% aos já elevados gastos deste ministério.


Bilbau: manifestação pelos presos políticos bascos

4 Janeiro 2010

Milhares de manifestantes (muitos deles idos de outras localidades de Espanha) desceram às ruas de Bilbau, no dia 2 de Janeiro, convocados por organizações políticas e sindicais. Isto, apesar da proibição e das manobras do Ministério do Interior, com o ministro Rubalcaba a anunciar um sequestro ou um atentado da ETA, visando a desmobilização da esquerda independentista. Os manifestantes criticaram a criminosa política penitenciária do Estado espanhol, defenderam os direitos dos presos bascos e reivindicaram a sua ida para o País Basco. Entretanto, prossegue o debate sobre o futuro entre as diversas forças da esquerda independentista basca.


O capitalismo não cria emprego, destrói emprego

Urbano de Campos — 4 Janeiro 2010

desempregosemabrigo_web.jpgDiz-se que uma mentira muitas vezes repetida passa por verdade. Será assim se não for contrariada. Diante da onda incessante de despedimentos e de encerramento de empresas, o patronato e a direita insistem no slogan – como se fosse uma evidência – de que só as empresas criam emprego, significando com isso: a iniciativa privada capitalista.
O slogan serve para pressionar a política do governo, ainda mais, no sentido do apoio estatal ao capital, da redução de impostos às empresas; e, simultaneamente, de limitação dos gastos sociais do Estado com os trabalhadores. Ora, é fácil mostrar que a afirmação é falsa.


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