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Tópico: Trabalho
Missão sindical europeia no Sahara Ocidental
30 Janeiro 2011
Uma delegação de sindicatos europeus composta por oito centrais sindicais de Espanha, Euskadi, Galiza, França, Itália e Portugal, deslocou-se a El Aiun, capital do Sahara Ocidental, entre os dias 23 e 25 de Janeiro. Durante a visita, a delegação constatou a falta de liberdades políticas, sociais e sindicais da população e dos trabalhadores e trabalhadoras saharauis e expressou a sua solidariedade com o povo saharaui, exigindo que se respeite o seu direito à autodeterminação através da realização do referendo reconhecido em inúmeras resoluções das Nações Unidas e reiteradamente não cumpridas pelo reino de Marrocos.
A burla do salário mínimo e a lição que encerra
Urbano de Campos — 5 Janeiro 2011
O salário mínimo nacional (SMN) foi alvo de uma negociação plurianual em 2006, ficando então estabelecido (entre patrões, governo e sindicatos) que seria de 500€ em Janeiro de 2011. Mas, desde logo, a pretexto da crise, os patrões fizeram saber que não cumpririam o acordo. Agora, num simulacro de negociação no Conselho de Concertação Social (composto pelas duas centrais sindicais e por quatro representações patronais), o governo entendeu que a maioria dos “parceiros sociais” aceitou que o aumento fosse faseado, subindo 10€ em Janeiro próximo em vez dos 25 previstos. E o resto logo se vê.
Acontece que a inflação dos preços – que mostra sinais de disparar nos produtos e serviços básicos (alimentação, energia, transportes, etc.) – vai ser superior à subida do SMN: 2,2% contra 2,1%. Ou seja, o valor real do salário mínimo (e, por arrasto, dos demais) vai continuar a diminuir, comido à partida pela subida dos preços.
Duros confrontos na Grécia
17 Dezembro 2010
Confrontos violentos entre polícias e manifestantes verificaram-se nas ruas da Grécia, no dia 15, por ocasião da sétima greve geral realizada já este ano. Mais uma vez, contra as medidas de austeridade do governo grego, a mando da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Em Atenas, manifestantes encapuzados lançaram fogo a um piso do Ministério das Finanças e a um edifício na praça Sindagma. Noutro local, o ex-ministro dos Transportes, Costas Hatzidakis, foi atacado por manifestantes, quando caminhava numa avenida do centro da cidade. E, frente ao Parlamento grego, as forças policiais recorreram a gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.
França: uma população em estado de alerta
François Pechereau — 27 Novembro 2010
Desde a aprovação da lei do presidente Sarkozy relativa à alteração das reformas, a participação nas movimentações de protesto tornou-se menos importante. E, no entanto, há muito tempo que não se via em França uma mobilização de massas tão importante. Cada dia de manifestação reunia milhões de pessoas (até três milhões no auge dos protestos): as fábricas bloqueadas, as refinarias e postos de combustíveis fechados, o lixo não recolhido, as pontes e os pontos estratégicos das cidades cortados.
Os grevistas conseguiram, desde há alguns anos, utilizar técnicas eficazes, quase cirúrgicas, de intervenção, que – com muito poucos recursos – bloquearam o país muito rapidamente.
O crivo
26 Novembro 2010
As brutais medidas anti-sociais do Orçamento do Estado para 2011 foram aprovadas pela desavergonhada partidocracia PS/PSD. Não houve, portanto, chantagem entre o PS e o PSD. Houve sim, mais uma vez, uma chantagem de ambos contra a maioria do sacrificado e explorado povo português. As monstruosas medidas anti-sociais de Sócrates e Passos Coelho vão ter dois crivos: a Assembleia da República, primeiro, e a revolta popular, depois… FB
Todo o apoio à greve geral!
24 Novembro 2010
1. Passo a passo, o patronato e o poder vão impondo aos trabalhadores mais pobreza: menos emprego, menores salários, mais baixo poder de compra, pior saúde, pior educação, menos apoios sociais.
Uma sociedade que promete um futuro pior que o presente não serve!
O capitalismo mostra-se incapaz de responder às necessidades de progresso da população – em Portugal, na Europa e no mundo. É esta a lição principal a tirar do marasmo da economia e das crises sucessivas que, de ano para ano, afundam as condições de vida dos trabalhadores.
O progresso, sob o capitalismo, é hoje uma miragem. Aos trabalhadores interessa um sistema económico e uma organização social de onde sejam banidos o lucro, a exploração do trabalho, a apropriação privada da riqueza – os verdadeiros causadores das crises e da degradação da vida social.
Um longo lastro de razões para a greve geral
Urbano de Campos — 22 Novembro 2010
De repente, alguém inventou que “vivemos acima das nossas posses” e que se torna por isso “urgente fazer sacrifícios” – e a ideia fez carreira. Os destinatários exclusivos destas mensagens são os trabalhadores, a quem se exige mais produção com menores salários e menor consumo – para que as empresas, diz-se, sejam mais “competitivas” e possam “de futuro”, assim se promete, criar novos empregos.
Tudo isto assenta numa mentira: o capitalismo está em crise porque não consegue vender tudo o que produz; a competição entre capitais aumenta por isso mesmo, levando as empresas a quererem lucrar mais com menos gastos e com menos mão-de-obra, agora e no futuro. O fito das políticas de “sacrifícios” é, pois, o de embaratecer à bruta a força de trabalho e o seu resultado é o empobrecimento da massa trabalhadora assalariada.
AJA com a greve geral e contra a NATO
17 Novembro 2010
Em comunicado, a Associação José Afonso afirma não poder ficar indiferente à realização da cimeira da NATO e declara apoiar “o vasto movimento de cidadãos contra a Guerra, pela Paz e contra a NATO”, apelando aos associados e amigos para participarem nas iniciativas que vão decorrer em Lisboa, em particular, na manifestação do dia 20, no Marquês de Pombal. Igualmente, a Associação José Afonso afirma-se solidária com a Greve Geral do próximo dia 24 de Novembro, convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT e também por sindicatos independentes.
Enquanto forem os ricos…
10 Novembro 2010
Enquanto forem os ricos a tentar resolver o problema dos pobres – como ficou patente no último “Prós e Contras” da RTP – a pobreza não vai diminuir mas sim aumentar. FB
Prossegue o combate
Acesa luta de classes em França
Pedro Goulart — 26 Outubro 2010
Nos meses de Setembro e Outubro, milhões de trabalhadores e estudantes têm participado em numerosas greves e manifestações nas ruas de França. Foram várias as jornadas de luta, algumas envolvendo mais de três milhões de pessoas. Em alguns casos, com confrontos entre os manifestantes e a polícia. E com mais de 2000 detidos desde o início da luta. Há muito que a França não via manifestações de tal dimensão.
Operários, funcionários públicos, professores, estudantes liceais e do ensino superior têm vindo a protestar contra a nova lei das reformas do governo de Sarkozy, que decidiu elevar de 60 para 62 anos a idade mínima de acesso à reforma e de 65 para 67 anos o direito a aceder a uma pensão completa. Trata-se de fazer face a um forte ataque do governo a direitos fundamentais dos trabalhadores.