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20 Março 2026
Tópico: Mundo
“O Irão que eu conheci”
Fernanda M. Pinto / Entrevista — 20 Março 2026

A maioria da população portuguesa e Ocidental ignora o que é a sociedade iraniana de hoje. A propaganda mais primária e mistificadora tem feito carreira nos meios de comunicação, criando na opinião pública uma visão inteiramente distorcida acerca da vida dos iranianos comuns, da sua relação com o poder, das suas ambições e da forma como encaram o futuro do país. Foi neste caldo que a agressão ao Irão foi cozinhada, como se pode avaliar pela conivência inicial de toda a UE e pela cumplicidade do governo português com os agressores.
Militares veteranos dos EUA condenam o ataque ao Irão
Editor / Veterans For Peace — 15 Março 2026

A 1 de março, logo após o início do ataque ao Irão, uma organização norte-americana de soldados veteranos, Veterans For Peace, emitiu um apelo à população civil e aos soldados dos EUA para que se levantem em protesto contra a guerra e recusem combater. Activa desde 1985, a organização argumenta com a ilegalidade e inconstitucionalidade da guerra, denuncia as mentiras do governo para a desencadear, exige o fim das agressões ao Irão, à Palestina, à Venezuela e a Cuba e reclama o fim do apoio dos EUA a Israel.
EUA contra a guerra. Um apelo aos soldados
Editor / John Catalinotto —

As declarações arrogantes dos dirigentes dos EUA e de Israel tentam esconder o que se torna evidente com o passar dos dias: o Irão resiste aos ataques terroristas de que está a ser vítima, a população iraniana mostra-se unida na defesa da sua soberania, os aliados dos EUA no Golfo Pérsico e na Europa pagam os custos dos favores que fazem ao imperialismo. Começa a ser convicção comum que, seja qual for o grau de destruição que causem, EUA e Israel vão sair desta guerra mais isolados que nunca.
Banditismo sem pudor! Notas a quente sobre o ataque ao Irão
Manuel Raposo — 4 Março 2026

Tirando os EUA e Israel, parece haver consenso sobre o facto de a agressão ao Irão constituir uma violação do direito internacional tal como está definido na Carta das Nações Unidas. Um acto ilegal, portanto. Bastaria isto para considerar a resposta do Irão como uma reacção de legítima defesa e, consequentemente, legal. Bastaria isto, igualmente, para identificar sem margem para dúvida o criminoso e a vítima; e para, sem reticências, o mundo dito civilizado acorrer em defesa da vítima e condenar o criminoso.
Mas eis que, numa completa inversão de valores, a legítima defesa do Irão passa a ser o alvo da condenação do Ocidente por inteiro. O crime é avaliado pelo critério do criminoso.
O mundo liderado pelos EUA chegou ao fim
Editor / Larry Holmes — 14 Fevereiro 2026

O declínio dos EUA, hoje aceite como evidente, corre a par do crescimento de potências com capacidade para lhe disputar a hegemonia em todos os domínios: económico, militar, político, científico, tecnológico, cultural. Este facto inédito abre brechas no sistema mundial montado nos oitenta anos decorridos desde o final da segunda grande guerra. É uma época que finda. Criam-se assim condições materiais para uma recomposição dos equilíbrios mundiais em que a batalha pelo socialismo terá um papel decisivo a desempenhar.
Uma greve operária reivindicativa, política e internacional
Editor / The Cradle — 11 Fevereiro 2026

Enquanto a Europa oficial se debate entre a obediência às imposições vindas do outro lado do Atlântico, as tentativas frustres de “autonomia estratégica” e as dissidências nacionalistas (algumas de extrema-direita) por parte dos poderes instalados, uma inesperada greve operária dos portuários do Mediterrâneo veio refrescar o ambiente político.
Fórum de Davos, um espelho da crise do imperialismo
Manuel Raposo — 24 Janeiro 2026

A intervenção do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, foi o acontecimento mais marcante do fórum de Davos deste ano. Embora atirado para plano secundário, como seria de esperar, pelo teatro montado por Donald Trump – que a imprensa e os comentadores seguem como galinhas hipnotizadas por um círculo de giz – o discurso de Carney traçou um retrato cru da realidade internacional de hoje. Não estamos em transição para nada de novo, disse ele, estamos a assistir a “uma ruptura” daquilo que foi chamado até agora a “ordem mundial baseada em regras”. Por outras palavras, a ordem imposta pelo poder dos EUA.
Venezuela: afinal, o que inquieta a Europa?
Manuel Raposo — 7 Janeiro 2026

Nas declarações feitas logo após o ataque militar a Caracas e o rapto do presidente Nicolás Maduro (que o eufemismo servil de jornalistas, políticos e comentadores designavam por “extração”), Donald Trump definiu perfeitamente o que faz correr os EUA. Disse ele que finalmente “o nosso” petróleo estava à disposição das empresas norte-americanas, lançando ao lixo, de uma assentada, as acusações de narcotráfico e terrorismo que serviram de cortina para o assalto, e que, nas semanas antecedentes, justificaram o assassinato a frio de mais de cem pessoas no mar das Caraíbas.
Nova Iorque, terreno para uma luta séria
Editor / John Catalinotto — 11 Novembro 2025

A ascensão de Zohran Mamdani a presidente da câmara de Nova Iorque abalou não apenas o meio partidário norte-americano, mas também muitas das convicções que parecem dominar (e na verdade dominam grandemente) a realidade política dos EUA. Por exemplo, o racismo, o peso das oligarquias, o colete de forças que prende o eleitorado no bipartidarismo Republicanos/Democratas, aparentemente sem alternativa. A questão agora é esta: O que vai ser o mandato de Mamdani? Como vai ele cumprir promessas como casas baratas, transportes gratuitos, saúde para os trabalhadores, proteção dos imigrantes?
Piratas das Caraíbas, versão D. J. Trump
Urbano de Campos — 4 Novembro 2025

Recuemos um mês. O Comité Nobel não ficou assim tão longe como se diz de laurear Donald Trump quando, em outubro, deu a palma da Paz a uma agente do imperialismo norte-americano. A venezuelana Corina Machado tem sido desde os tempos do carniceiro do Iraque Bush-filho, há mais de vinte anos, uma fiel mandatária dos EUA na sua fúria para derrubar o regime venezuelano, desde que Hugo Chávez assumiu o governo do país em 1999. Qualquer cheiro de poder popular, por muito elementar que seja, como é na Venezuela, tem garantido o ódio dos EUA – com Bush, Obama, Biden ou Trump.