Tópicos
- Aos Leitores (20)
- Breves (968)
- Cartas (44)
- Cultura (45)
- Economia (174)
- Editorial (76)
- Efeméride (55)
- Liberdades (541)
- Mundo (916)
- País (1386)
- Política (1411)
- Sociedade (283)
- Trabalho (462)
- Tribuna (17)
- Ver-Ouvir-Ler (37)
Links
Número de consultas:
(desde 7 Outubro 2007)
Última actualização do site:
21 Agosto 2026
Tópico: Economia
Salários chorudos
28 Outubro 2008
O economista Vítor Bento, ao falar no Fórum da Competitividade, manifestou-se contra os aumentos propostos pelo Governo para o salário mínimo nacional (assim como para a Função Pública), considerando que “nas presentes condições da crise isso é um tremendo erro macroeconómico”. O ex-dirigente da CIP, Pedro Ferraz da Costa, o actual dirigente desta mesma associação patronal, Francisco Van Zeller, a dirigente do PSD, Manuela Ferreira Leite, assim como vários outros economistas e empresários, também pensam do mesmo modo. Seria interessante verificar como esta gente era capaz de viver com um salário mensal de 450 euros!
A crise e as suas consequências
José Luís Félix — 24 Outubro 2008
Em meu entender nos dias de hoje o sistema capitalista esgotou as capacidades que lhe permitam dar uma resposta positiva aos problemas com que se depara e não consegue satisfazer as necessidades do conjunto das populações do globo. Isto tudo apesar das capacidades de produção terem atingido uma dimensão sem paralelo na história da humanidade, mas a distribuição é distorcida e a obtenção generalizada de bens e serviços só se encontra ao alcance daqueles que têm capacidade aquisitiva. Mesmo segundo os paradigmas do sistema, iníquos e destrutivos, a sede do lucro que é o principal móbil do sistema não encontra saídas que permitam satisfazer as necessidades básicas das populações.
Salário justo e desemprego ideal
Pedro Goulart — 21 Outubro 2008
São vários os economistas de serviço que se afadigam a demonstrar a bondade do sistema capitalista e a excelência das suas teorias económicas. Daniel Amaral tem sido um deles. E bastante persistente. Ao longo dos anos, em vários jornais e revistas, nomeadamente no Expresso, na Visão e no Diário Económico, tem-se esforçado na defesa da competitividade das empresas, sobretudo através do recurso à diminuição da parcela dos salários no PIB (Produto Interno Bruto). E, apesar das suas boas relações nos meios empresariais, tem procurado fazer-nos acreditar na independência das análises com que habitualmente nos presenteia.
A reputação do capitalismo
6 Outubro 2008
“Se entrarmos num período de grande recessão e de perda de empregos, mas os principais administradores continuarem a receber enormes quantias, isso será mau para a reputação do capitalismo” declarou Peter Montagnon, director de investimentos da Associação de Seguradoras Britânicas.
Boicote
5 Outubro 2008
Em resposta à decisão do governo em baixar 30 por cento o preço dos medicamentos genéricos, os farmacêuticos ameaçam com a “ruptura dos stocks”. A coberto de argumentos técnicos, a Ordem dos Farmacêuticos declarou, afinal, que assim o negócio não interessa às farmácias, que estão a deixar de encomendar genéricos.
208 anos de trabalho
2 Outubro 2008
Segundo dados que circulam na net, Ana Maria Fernandes, presidente da EDP Renováveis, tem uma remuneração anual fixa de 384 mil euros para 2008, mais uma contribuição para o plano de pensão e ainda um prémio anual e um prémio plurianual para períodos de três anos, cada um dos quais até uma verba máxima de 100% do salário base. Se todos os objectivos de desempenho forem cumpridos, Fernandes receberá mais de 1 milhão e 100 mil euros no seu primeiro ano de actividade, o que equivale a mais de 2.500 salários mínimos (426,5 euros por mês em 2008), ou seja, o trabalho de 208 anos pelo salário mínimo.
Tranquilidade
1 Outubro 2008
Diante da avalanche financeira, Sócrates tranquilizou as famílias portuguesas quanto à segurança das suas poupanças, elogiando “a boa resistência” do sistema financeiro português. Evitar o pânico é a evidente palavra de ordem dos homens do poder e do capital. Percebe-se: é que se as pessoas perderem a confiança nos bancos pode começar uma corrida aos levantamentos, e aí, como dizia um comentador económico, “seria a catástrofe”. Vivemos portanto num sistema em que, no limite, nenhuma garantia pode ser dada da parte das instituições financeiras aos seus depositantes, a não ser que estes tenham sempre total confiança naquelas. Como no caso Dona Branca.
EUA: nacionalização dos prejuízos
24 Setembro 2008
Na continuação das intervenções governamentais em relação à crise que varre os EUA, Bush apresentou um novo plano que visa investir 700 mil milhões de dólares (cerca de 475 mil milhões de euros) em empresas à beira da falência. Trata-se de uma efectiva nacionalização dos prejuízos, à custa dos contribuintes. Se tal plano se concretizar, cada norte-americano (homem, mulher ou criança) terá de contribuir com cerca de 1.500 euros para mais este remendo no sistema económico e social dos EUA. Já não referindo o que habitualmente paga para as guerras em que o seu país se envolve pelo mundo fora.
Casas em leilão
22 Setembro 2008
Com as taxas Euribor a atingirem valores altíssimos, é cada vez maior o número de portugueses que se vêem obrigados a devolver as casas aos bancos. Isto tem ficado patente nos mais recentes leilões de casas. Tal não é de admirar, quando, em Portugal, mais de 1 milhão e 800 mil famílias estão endividadas à banca e, em 2008, terão de lhe pagar cerca de 5800 milhões de euros. A crise do capitalismo à escala mundial é um motivo de agravamento das já precárias condições vividas pela generalidade dos portugueses nos domínios do emprego, do consumo e da habitação.
A maior crise financeira mundial desde 1929
Loren Goldner — 17 Setembro 2008
A 7 de Setembro os mercados mundiais foram encerrados. O banco central (Reserva Federal) e o Tesouro dos Estados Unidos anunciaram que iriam disponibilizar 25 milhares de milhões de dólares para salvar “Freddie Mac” e “Fanny Mae”, duas agências que subscrevem 5,4 biliões de dólares em dívidas hipotecárias nos Estados Unidos. Ao longo de várias décadas, Freddie e Fanny têm ajudado a proceder a empréstimos a 70% das famílias norte-americanas com meios para possuir casa própria.