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Inspiração de Fátima, diz Maria
15 Maio 2013
“Foi tomada uma decisão muito importante para o nosso futuro, que foi colocar atrás das costas, finalmente, a sétima avaliação. (…) E eu penso que foi uma inspiração – como já a minha mulher disse várias vezes – da nossa Senhora de Fátima, do 13 de Maio”, afirmou Cavaco Silva. Depois das famosas “inspirações” (consagradas nos seus relatórios) do FMI, da OCDE, da Troika e de Vítor Gaspar aplicadas a Portugal e que tanto têm massacrado as classes trabalhadoras e os pobres, só nos faltava mais este milagre anunciado pelo Presidente da República. Aonde isto já chegou!
Editorial
União Nacional
12 Maio 2013
A política de austeridade chegou a um limite a partir do qual não poderá prosseguir sem o concurso de outras forças além das que compõem o governo. A ideia do banqueiro Ulrich de que o povo aguenta mais (porque ainda não está todo ele de mão estendida pelas esquinas…) traduz a convicção íntima da burguesia dominante. Mas, para ir avante, tal linha precisa de uma União Nacional. É esse o sentido do apelo, de todos os sectores das classes dirigentes, para que o PS seja incluído no “esforço patriótico”.
Nós, risco sistémico
António Louçã — 3 Maio 2013
A histeria do Governo em torno do chumbo de alguns pontos, nem por isso muitos, do OE no Tribunal Constitucional não parece vinda de quem paga, sem pestanejar, a factura do BPN, a dos swaps, a das PPP e tantas outras. É que o preço do chumbo andará por um quarto ou um quinto do buraco negro do BPN, que nunca mais acaba de revelar-se em toda a sua extensão, metade dos swaps, uma fracção ínfima das PPP.
Mas a Constituição só deve cumprir-se enquanto for de borla e os compromissos com os bancos já se sabe que têm um preço. E, para o preço do BPN, o Governo até tem um argumento que começa a faltar-lhe em tudo o mais: é que ele deve ser tão óbvio e inquestionável que até o PS, no seu tempo de Governo, se pôs também a pagá-lo sem discutir. Para o dos swaps, tem o de os negócios de casino virem do tempo da governação PS. Para o das PPP, o de ter sido essa governação socialista a fabricá-las em série.
Crime continuado em Guantánamo
Pedro Goulart — 27 Abril 2013
Uma greve de fome, que se prolonga há 60 dias, atinge actualmente mais de metade dos 166 prisioneiros de Guantánamo. E alguns deles já estão a ser alimentados à força. Os prisioneiros combatem pela defesa dos mais elementares direitos humanos, incluindo os religiosos. Um deles, preso há 11 anos sem acusação nem julgamento, é o árabe Shaker Aamer, um prisioneiro de origem britânica. Ele afirmou ao jornal Observer que já tinha perdido um quarto do seu peso desde o início da greve.
O mais recente acto do ‘conflito coreano’
Uma situação de guerra latente que interessa aos EUA
Manuel Raposo — 22 Abril 2013
A dramatização acerca da situação na península coreana que desde há meses vem sendo feita pelos meios de propaganda ocidentais baixou de tom nos últimos dias. As intervenções diplomáticas da Rússia e da China apelando à moderação e uma declaração dos responsáveis norte-americanos e sul-coreanos de que pretendem encontrar uma solução negociada fizeram baixar a fervura do conflito. Entretanto, a opinião pública ocidental foi bombardeada de modo concertado com a ideia de que foi a Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia) que iniciou a “provocação” e a escalada militar e que os 25 milhões de norte-coreanos são governados por um jovem louco que se quer afirmar como líder. Mas esta montagem não resiste a uma observação atenta dos factos recentes e passados.
“Democratizar o Regime” – um manifesto com futuro?
Carlos Completo — 18 Abril 2013
Enquanto o sistema capitalista se vai afundando, surge em Portugal mais uma tentativa de melhorar um regime político apodrecido. Tentativa, em parte, não muito distante dos limitados e contraditórios objectivos da esquerda institucional – PCP e BE. O “Manifesto pela Democratização do Regime”, onde se misturam numa santa aliança alguns homens e mulheres provenientes de diversos sectores da esquerda e da direita, abrangendo economistas, gestores, professores universitários, escritores e empresários, manifesta a sua preocupação com o estado a que isto chegou. Os autores criticam a situação económica e política, pretendendo interpelar “a consciência dos portugueses no sentido de porem em causa os partidos políticos que, nos últimos vinte anos, criaram uma classe que governa o País sem grandeza, sem ética e sem sentido de Estado, dificultando a participação democrática dos cidadãos e impedindo que o sistema político permita o aparecimento de verdadeiras alternativas”. Como se mudando os actuais governos do capital por outros gestores do capital se melhorasse a vivência democrática dos portugueses!
Crise, crime e rap
17 Abril 2013
Os dados sobre a criminalidade de 2012 mostram uma subida dos crimes de furto em relação a 2011. Aumentaram os assaltos a bancos e estabelecimentos de crédito (38%) e a residências (36%). Aumentaram também os casos de extorsão (25%) e os homicídios (27%). Comentando estes números, o porta-voz do Observatório da Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo, dr. Filipe Pathé Duarte, sossegou os espíritos afirmando que “não se deve cair na tentação de associar a situação de crise com o potencial aumento da criminalidade”. Mas não se coibiu de estabelecer uma possível relação entre os furtos e as letras de canções de protesto que apelam ao roubo. Portanto: a crise não, mas esses rappers…
Legalidade e moralidade
16 Abril 2013
O espião Silva Carvalho, colocado pelo governo na Presidência do Conselho de Ministros, tem às costas um processo por violação de segredo de Estado, tráfico de informações, corrupção, etc. Não obstante, Passos Coelho considerou-o digno de confiança e deu-lhe mesmo a possibilidade de receber vencimentos retroactivos desde 2010. Amigo de Relvas, Silva Carvalho tinha posto Passos Coelho e Vítor Gaspar em tribunal, em Fevereiro, para os obrigar a reintegrá-lo no Estado. Conseguiu e é natural que agora retire o processo. António Vitorino (PS) acha que a decisão do governo é “legal mas imoral”. Então, o que o episódio mostra é que, neste regime, legalidade e imoralidade andam de mãos dadas.
Respeitinho
9 Abril 2013
Quando anunciou que iria apresentar uma moção de censura ao governo, o líder do PS apressou-se a dar explicações não só à troika como aos embaixadores da União Europeia e dos EUA (!) a dizer uma coisa e o seu contrário: que “honrará os compromissos assumidos pelo Estado português” (o acordo com a troika) e que não abdica de “defender os interesses dos portugueses” (numa sugestão de que pretende rever alguma coisa do acordo). As explicações de Seguro destinam-se, claro, a garantir que o essencial do plano da troika não será posto em causa. Pressionado pelas circunstâncias o PS tem de dar o ar de que muda alguma coisa para que não se perceba que, por sua iniciativa, tudo ficaria na mesma.
Passos Coelho reage a chumbo do Constitucional
Uma comunicação cínica, vigarista e revanchista
Pedro Goulart — 9 Abril 2013
O chumbo do Tribunal Constitucional (TC) a alguns dos mais penalizantes artigos do Orçamento de Estado para 2013 gerou reacções indignadas de dirigentes do PSD e do CDS, de vários abutres do capital, nomeadamente Eduardo Catroga e Vítor Bento, de alguns assalariados do patronato nos media, assim como uma “resposta” cínica, vigarista e revanchista de Passos Coelho na comunicação social. O primeiro-ministro, armando-se em vítima e transformando o TC em bode expiatório da sua nefasta política, aproveitou a oportunidade para ameaçar com mais e pesados cortes nas áreas que desde o início do seu mandato sempre pretendeu atacar: Saúde, Educação, Segurança Social e empresas públicas. Mas Passos Coelho não referiu a necessidade de cortes significativos noutras áreas como a Defesa, Segurança/polícias ou nos gastos com a Dívida. Porque será?