Guerra suja!

José Borralho — 30 Agosto 2013

Sim, todos sabemos que o mundo actual se divide em interesses antagónicos que são provocados pela existência de classes que lutam entre si. Esta verdade geral contraria a tese de que a harmonia das classes vigoraria no mundo moderno, e aí está o recurso à guerra, uma vez mais, para nos lembrar que vivemos na época do imperialismo em crise, disposto a tudo para manter a sua hegemonia sobre os povos.
Dizia Clausewitz que “A guerra é pois um acto de violência destinado a forçar o adversário a submeter-se à nossa vontade.”


Uma cerimónia de abutres

28 Agosto 2013

No funeral de António Borges e em declarações aos média do regime, algumas dezenas de conhecidos abutres — capitalistas, gestores e porta-vozes do capital — teceram rasgados elogios ao homem do Goldman Sachs e do FMI. Ao conselheiro governamental para as privatizações, a um homem com rendimentos mensais escandalosos, mas que defendia o empobrecimento das classes trabalhadoras, ainda há pouco afirmando: “Reduzir salários não é uma política, é uma urgência”. Belmiro de Azevedo, Soares dos Santos, Passos Coelho, Pires de Lima, Rui Machete, Eduardo Catroga, Miguel e Leonor Beleza, Manuela Ferreira Leite, Ramalho Eanes, Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Camilo Lourenço, tais alguns dos autores dos encómios, o que é bem significativo daquilo que António Borges representava – os interesses das classes que exploram e oprimem os trabalhadores e o povo português.


Zeca Afonso, concerto no Porto 20 Outubro, 21h, Casa da Música, sala Suggia

21 Agosto 2013

No seu 26.º aniversário, a Associação José Afonso promove uma evocação da vida e da obra dessa figura-chave da música popular portuguesa que foi José Afonso. No concerto juntam-se alguns dos seus companheiros e uma nova geração que cresceu com o “poeta, andarilho e cantor”: António Capelo, Coro Vox Populi, Grupo AL-DUFFeiras, Francisco Fanhais, Grupo Vocal Canto Décimo, Grupo Vozes Ao Alto, João Afonso + Rogério Pires, João Lóio + Regina Castro, Manuel Freire, Orquestra Ligeira de S. Pedro da Cova, Rui Pato, Uxia (Galiza) + Sérgio Tannus, Guilhermino Monteiro (Direcção Musical). Entrada 10€, bilhetes à venda na Casa da Música.


Um alerta terrorista

Carlos Completo — 16 Agosto 2013

O alerta contra o perigo de uma ofensiva terrorista lançado pelos EUA de Obama (à semelhança da “descoberta” das armas de destruição maciça no Iraque, nos tempos de Bush), e logo repetido por vários países satélites da potência imperialista, foi, além do mais, uma cortina de fumo criada para justificar o tenebroso programa de vigilância levado a cabo pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos EUA — o PRISM.
O PRISM é um programa secreto que permite entrar em todo o tipo de comunicações (dentro e fora dos EUA) e que gerou forte polémica quando foi denunciado (e bem) por Edward Snowden, actualmente asilado na Rússia.


Um governo mal-cheiroso

Pedro Goulart — 2 Agosto 2013

É já longa a lista de sondados e contactados para ministros ou secretários de Estado dos vários governos de Passos Coelho que neles se têm recusado a participar. A nova composição do governo, repudiado pelas classes trabalhadoras e desgastado pelas lutas de massas, reflecte as contradições internas nas classes dominantes (e na coligação PSD/CDS) e é produto da dificuldade em recrutar membros para um executivo desacreditado junto de vastos sectores da burguesia. Daí, a actual exposição pública de vários casos ministeriais de notório mau cheiro num governo recentemente recauchutado.


As raízes a nossa “pseudo-democracia”

Manuel Raposo — 25 Julho 2013

Disse Mário Soares por um destes dias que vivemos numa pseudo-democracia. Grande mudança se deu na cabeça de Soares desde a altura em que elogiava Passos Coelho como um homem sério e inteligente — já as medidas antipopulares do governo faziam o seu curso. Como estes louvores, repetidos por mais de uma vez, agora lhe queimam a boca, Soares mudou de rumo.
É claro que vivemos numa pseudo-democracia. Mas não será inútil esclarecer de onde vem este regime, a que seria preferível chamar plutocracia, e qual foi o papel que o dr. Soares desempenhou na sua criação.


Concerto de tributo a José Afonso

18 Julho 2013

A Associação José Afonso (AJA) e a Reitoria da Universidade de Lisboa promovem, com o apoio do SPGL, no próximo dia 20 de Julho, um concerto assinalando os 50 anos da primeira edição de Os Vampiros. O concerto realiza-se na Aula Magna, em Lisboa, pelas 21h, e conta com a participação de Rogério Pires, Sérgio Caldeira, Pedro Syroh, José Fanha, o grupo Ensemble VOCT, Rui Pato, João Afonso, Manuel Freire, Luis Pastor, Lourdes Guerra, Pedro Fragoso e Francisco Fanhais.


Patrões apoiaram a greve geral?

Urbano de Campos — 18 Julho 2013

Nas vésperas da greve geral, quatro confederações patronais (indústria, comércio e serviços, turismo e agricultura) vieram a público reclamar uma política de “crescimento económico”. De passagem, repetiram que greves não resolvem nada, mas que, desta vez, entendiam as razões de queixa dos trabalhadores. Tanto bastou para choverem exclamações de que “os patrões apoiam a greve geral”!


Esquecido

16 Julho 2013

Um tal João Coutinho, gestor, saiu da CGD em 2004 com uma indemnização entre 500 e 800 mil euros. Entretanto, passou pelo Barclay’s Bank de onde teve de sair em Fevereiro deste ano pouco antes de a direcção do banco ter sido afastada por “más práticas”. Há dias foi proposto, de novo, para um cargo na mesma Caixa. Interrogado sobre o montante da indemnização de 2004 respondeu “já não tenho ideia sobre o valor exacto que recebi”. A Comissão de Selecção e Recrutamento da Administração Pública que agora o achou apto para o lugar na Caixa não considerou a indemnização recebida factor impeditivo, classificando o assunto como sendo “do foro ético”.


Seguro, o simples

15 Julho 2013

No Fórum dos Progressistas Europeus, realizado em França, António José Seguro propôs que, acima dos 11% de desempregados, os subsídios de desemprego fossem pagos pela União Europeia. Se corre por aí a ideia de mutualizar a dívida que se situe acima dos 60% do PIB de cada país — argumenta Seguro — por que não mutualizar os custos do desemprego? Não passa pela cabeça de Seguro atacar as origens do desemprego, passa-lhe sim arranjar espertezas para o manter, repartindo os custos. Eis um exemplo vivo de como a nova socialdemocracia já não esboça um pequeno gesto que seja no sentido do progresso social, mesmo moderado, e apenas se procura afirmar como a face moderada da reacção capitalista.


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