Activistas pró-Palestina interrompem concerto do Jerusalem Quartet na Gulbenkian

Comunicado de imprensa do Comité de Solidariedade com a Palestina
 — 17 Dezembro 2015

IsraelPalestina_100Activistas dos direitos humanos interromperam esta noite [16 de Dezembro] o concerto de música clássica do Jerusalem Quartet na Fundação Gulbenkian em protesto contra a associação do grupo israelita com o exército de Israel.
O concerto decorria quando da plateia se levantou um grupo de pessoas gritando palavras de ordem contra os crimes de guerra israelitas. Quando eram levadas para fora da sala pelos seguranças, ainda lançaram para o ar panfletos explicando a razão do seu acto. Passados uns minutos, a cena repetiu-se com um segundo grupo que conseguiu fazer parar os músicos quando gritava “boicote Israel, Palestina vencerá”.


Os conselhos de Luís Amado

13 Dezembro 2015

Luís Amado, presidente do Conselho de Administração do Banif e auferindo de um chorudo salário, tem sido pródigo em declarações e conselhos sobre a melhor forma de governar Portugal. Veio agora, mais uma vez, insurgir-se contra aqueles que defendem a ruptura com a chamada austeridade, que tem infernizado a vida dos trabalhadores e do povo. Contra o fim da austeridade, certamente para poupar dinheiro e entregá-lo aos Bancos a fim de lhes tapar os buracos. Ora, o Banif deve muito dinheiro ao estado português e, como é do conhecimento público, provavelmente será mais um caso (a somar ao BPN e ao BES) que os portugueses vão ter de pagar. Como são repugnantes os conselhos de Luís Amado e de outros conselheiros do mesmo jaez que por aí pululam!


Porque quer António Costa cumprir com os 3 por cento?

António Louçã — 7 Dezembro 2015

PPP_PPC_MLAQue o PS assinou o memorando de entendimento e quer continuar a representar a rábula do bom aluno, já se sabia. Que Centeno vai a Bruxelas demonstrar a sua capacidade para continuar a fazer todos os trabalhinhos de casa, também não é novidade.
O que é novo — e não havia necessidade — é fazer os seus próprios trabalhinhos de marrão e sentir-se também obrigado a fazer os deveres do cábula apanhado em falso. Ora, Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque foram apanhados pela UTAO — em falso, a cabular. Depois de tanta conversa sobre “cofres cheios” e “almofadas protectoras”, depois de tantas promessas eleitoralistas sobre devolução da sobretaxa, descobre-se que afinal as contas estão armadilhadas e “muito dificilmente” se cumprirá os tais 3 por cento do défice.


Otelo – “arrependimento” e delírios

Paulo Guilherme — 30 Novembro 2015

RalisJuramentoO artigo de António Louçã no MV, referente à recente e degradante entrevista concedida por Otelo (como é possível alguém descer tão baixo?) a António Nabo e a António Louçã, a propósito do 25 de Novembro, radica num erro — o de que é hoje possível atribuir qualquer credibilidade ao que afirma aquele capitão de Abril.

Para quem acompanhou de perto e com espírito critico o percurso de Otelo nestas décadas pós 25 de Abril de 1974, com envolvimento político activo e comum, assim como na participação no nefando processo judicial de perseguição política (o chamado caso FUP/FP-25) e que assistiu à construção das histórias e aos delírios de Otelo — só pode aceitar que, hoje, como em grande parte do passado, o valor das suas declarações (particularmente as que envolvem as suas responsabilidades) valem zero.
Há muitos anos, para muita gente de esquerda, Otelo é um caso perdido.


25 de Novembro, há 40 anos

António Louçã — 26 Novembro 2015

Otelo_NevesSe alguém tivesse dúvidas sobre o que Otelo foi fazer para Belém em 25 de Novembro de 1975, depois de acordar estremunhado e de passar de fugida pelo Copcon, a resposta aí está, neste aniversário redondo, dada pelo próprio: mais ainda do que entregar-se para ficar preso, foi colaborar activamente na contra-revolução.


Uma questão de bandeiras

20 Novembro 2015

Amantes das suas liberdades, os europeus comoveram-se, compreensivelmente, com os ataques terroristas em Paris. Temerosos, acolhem por inteiro a propaganda do poder, que fez do caso o centro de todas as discussões. Submissos, apoiam a política guerreira dos seus governos que, alegremente, a levam a cabo há anos, sem problemas. Resignados, aceitam que lhes cortem as liberdades a troco de uma segurança inexistente. Centrados em si, agitam bandeirinhas francesas e cantam a Marselhesa, mas esquecem os recentes atentados na Turquia, no Líbano, no Sinai, ou na Nigéria (400 mortos) por serem lá fora. Alguém se lembrou de fazer um minuto de silêncio por esses 400 mortos ou colocar nas redes sociais as bandeiras da Turquia, da Rússia, do Líbano ou da Nigéria?


Há terror e terror

19 Novembro 2015

Em 2013, dez e doze anos depois das invasões do Iraque e do Afeganistão, calculava-se que os mortos iraquianos e afegãos eram 434 vezes mais que os mortos norte-americanos no 11 de Setembro de 2001, e 186 vezes mais que as vítimas de todos os ataques terroristas verificados no mundo entre 1993 e 2004 (dados do Tribunal-Iraque). Esta desproporção agravou-se enormemente se somarmos os mortos na Síria, na Líbia, na Palestina, no Líbano, no Iémen, no Egipto, na África Central e em todas as regiões do mundo em que os imperialismos norte-americano e europeu têm aberto teatros de guerra e promovido golpes de estado — dando curso às suas ambições económicas e políticas sob a capa do combate ao terrorismo.


A dúvida do filósofo

18 Novembro 2015

O filósofo José Gil, entrevistado pela TSF, mostrou-se indignado com a carnificina de Paris em que vê um ataque à democracia e às liberdades na Europa. Declarou por isso o seu apoio aos bombardeamentos que a França decidiu intensificar na Síria contra as forças do Estado Islâmico. Mas logo de seguida, cartesianamente, surgiu-lhe a dúvida: se a França sabia onde se situavam as bases e os campos de treino do EI porque não os atacou antes? Ora aí está um bom tema de reflexão para o ilustre filósofo. Se não leva a mal, talvez o presidente sírio, que não consta ter grande formação filosófica, lhe possa dar uma ajuda prática. Disse Bachar al-Assad depois do 13 de Novembro, lembrando o apoio da França aos grupos terroristas que actuam na Síria: Nós, sírios, sabemos o que é o terrorismo, sofremos os seus efeitos há mais de cinco anos; não é com mais bombardeamentos que a França resolve a questão, é com uma mudança da sua política.


Talvez perguntar “porquê?”

Manuel Raposo — 17 Novembro 2015

Mideast SyriaTal como os norte-americanos em 2001, os espanhóis em 2004 e os britânicos em 2005, os franceses pagaram amargamente, em 13 de Novembro passado, a política de terror militar praticada pelo seu próprio governo. É esta a realidade crua que ninguém parece querer reconhecer.
Afirmar, como fez o presidente francês, com ar compungido, que o alvo dos terroristas do Estado Islâmico são a Liberdade e a Democracia na Europa é uma mistificação destinada a manter a população francesa e europeia silenciosa e inoperante diante das agressões e do terror de estado levados a cabo pelas potências ocidentais contra o mundo árabe e muçulmano. A boa questão a colocar, neste caso, é justamente a inversa: saber se as intervenções militares francesas dos últimos anos contribuíram para levar a democracia e a liberdade à Síria, à Líbia, ao Mali e por aí fora.


4 de Outubro – algumas clarificações

Carlos Completo — 15 Novembro 2015

mascara-que-caiUm dos aspectos positivos decorrentes dos resultados eleitorais de 4 de Outubro último, para além da inexistência de maiorias absolutas e do há muito desejado derrube do governo PSD/CDS, foi a aliança efectuada pelo PS com os partidos à sua esquerda. E que, apesar de se tratar de uma aliança entre partidos do regime, deu origem a fortes ataques verbais e a sujas manobras da direita que muito contribuíram para a clarificação do posicionamento individual e de grupo na sociedade portuguesa, assim como para um melhor conhecimento do estádio actual da luta de classes.


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