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Maravilhas do privado
10 Setembro 2017
No dia 4 de Setembro, o Colégio Ramalhete (privado), no Porto, fez saber que não reabriria neste ano lectivo. Noventa crianças do pré-escolar e do ensino básico ficaram assim sem escola a poucos dias do começo das aulas. Os porta-vozes do colégio deram como razão para o encerramento um “imprevisto inesperado” (sic), e pronto. Deixar dezenas de crianças à porta da escola e pais sem saberem o que fazer à vida: eis uma das liberdades do capitalismo que os defensores da “iniciativa privada” evitam comentar.
Tropas portuguesas para o Afeganistão
"Disponibilidade total", diz o ministro Azeredo Lopes
Pedro Goulart — 10 Setembro 2017
Segundo a agência Lusa (com fonte no Ministério da Defesa), o governo português estaria a “negociar” com a NATO o envio, em 2018, de uma força militar para o Afeganistão. A força portuguesa a enviar seria composta maioritariamente por militares do Exército e teria dimensão equivalente ao contingente que Portugal retirou do Kosovo em Maio passado. Logo no mês seguinte, o ministro Azeredo Lopes, solícito, apressava-se a afirmar em Bruxelas, na sede da NATO, que há da parte de Portugal “uma disponibilidade total”, admitindo a possibilidade de juntar a “força de reacção rápida e a formação e o treino, em torno dos 170 homens”, a enviar para onde a NATO considerasse necessário.
Reaccionário como de costume
Cavaco Silva na Universidade de Verão do PSD
Pedro Goulart — 4 Setembro 2017
Na Universidade de Verão do PSD, perante o tema “Os jovens e a política: quando a realidade tira o tapete à ideologia”, Cavaco Silva, agarrando-o, disse que na zona euro “os governos podem começar com alguns devaneios revolucionários mas acabam sempre por se conformar com as regras da disciplina orçamental”. O ex-Presidente da República afirmou que “a realidade ao tirar o tapete à ideologia projecta-a com uma tal força contra a retórica daqueles que no Governo querem realizar a revolução socialista, que acabam por perder o pio ou fingem que piam, mas são pios sem qualquer credibilidade porque não são mais do que jogadas partidárias”. Cavaco, grande defensor da austeridade para os trabalhadores e o povo e de bons lucros para os patrões, aproveitou para bater forte e feio nos partidos da “geringonça”, solução que nunca engoliu bem. Mas (ignorância ou demagogia?) onde foi ele buscar a informação que todos ou alguns partidos da coligação das esquerdas do regime pretendem fazer a revolução socialista?
Uma chacina mantida sob silêncio
40 mil mortos civis terá custado a “libertação” de Mossul
Urbano de Campos — 29 Agosto 2017
Quando a Rússia e a Síria mataram civis ao expulsar as forças da Al Qaeda de Aleppo, políticos e meios de comunicação dos Estados Unidos gritaram “crimes de guerra”. Mas o bombardeio liderado pelos Estados Unidos contra Mossul, no Iraque, recebeu uma resposta diferente, salienta Nicolas Davies (*), jornalista e activista norte-americano. No artigo de que publicamos largos extractos (**), o autor alerta para a campanha de mistificação conduzida pelo poder e pela comunicação social no sentido de esconder do público as dimensões da chacina que está a ser cometida. Uma campanha que começa nos EUA mas se prolonga pelos média servis de quase todo o mundo ocidental. Portugueses incluídos, claro.
O centurião exemplar
22 Agosto 2017
Donald Trump enviou a Espanha as condolências da praxe pelo atentado de Barcelona e prometeu ajudar naquilo que pudesse. A “ajuda” seguiu na forma de outro tweet em que convidava os espanhóis a estudarem o exemplo do general norte-americano John Pershing. Pershing participou na guerra entre os EUA e a Espanha, em finais do século XIX, na qual os norte-americanos roubaram Cuba e as Filipinas ao império espanhol.
Conta-se que este ídolo de Trump mandou executar guerrilheiros filipinos muçulmanos (“terroristas”, claro, que resistiam à ocupação militar norte-americana) com balas tingidas com sangue de porco. Diz Trump exultante: “Não houve mais terror radical islâmico durante 35 anos!”. Verdade ou não,
Povos europeus vão pagando
“Erradicar o terrorismo” é mote para erradicar as liberdades
Manuel Raposo — 22 Agosto 2017
Como seria de esperar, o atentado de Barcelona deu azo a mais uma frenética campanha dos estados europeus em prol da aplicação de mais medidas securitárias e de limitação das liberdades cívicas. No meio da arenga habitual, foram insistentemente focados por comentadores e “especialistas”, em concerto, dois tópicos: um, a acusação (repetida por Marcelo e Costa) de que os atentados terroristas visam “destruir o nosso modo de vida democrático”, renovando assim a tese imperialista do “choque de civilizações”; e, outro, que é preciso ir mais longe na “integração” das comunidades islâmicas na Europa.
Coreia-EUA
A loucura está num sistema fautor de guerras
António Louçã — 16 Agosto 2017
O presidente norte-americano respondeu ao desenvolvimento de um míssil balístico pela Coreia do Norte prometendo-lhe, em caso de novas ameaças, “fogo e fúria como o mundo nunca viu”. É uma tentação ver no alucinado inquilino da Casa Branca um perigo de Armagedão nuclear “como o mundo nunca viu”. Mas o problema tem raízes mais fundas.
Quando Donald Trump ameaça com uma hecatombe de proporções inéditas, ele está a dizer concretamente que está disposto a causar uma devastação muito superior à de Hiroshima e Nagasaki. Se não for mais uma fanfarronada trumpiana, é uma declaração de intenções genocidas, colocando na mira do Pentágono milhões de civis inocentes da Coreia do Norte, que não têm culpa de quem os governa ou deixa de governar.
Violência sem máscara
Os casos instrutivos dos Comandos e da esquadra de Alfragide
Urbano de Campos — 8 Agosto 2017
Em duas recentes investigações levadas a cabo pelo Ministério Público sobre actos de violência praticados por autoridades, foram deduzidas acusações, num caso, contra 19 militares dos Comandos, noutro caso, contra 18 polícias da esquadra de Alfragide. Tratados sempre separadamente pela comunicação social, atenuados pelos comentadores de serviço e finalmente votados ao esquecimento, os dois casos merecem ser postos lado a lado porque mostram aquilo que sempre se procura esconder: os abusos de poder, as arbitrariedades, a violência física, o racismo fazem parte do modus operandi das autoridades.
Jornalismo isento… de vergonha
2 Agosto 2017
O Congresso dos EUA aprovou novas sanções contra a Rússia, em mais um capítulo da novela sobre a suposta interferência dos serviços secretos russos nas eleições presidenciais norte-americanas. Donald Trump, que teria sido o beneficiário da marosca, e apesar das suas promessas de boas relações com a Rússia, disse-se disposto a aprovar a medida. Em resposta, o presidente russo Vladimir Putin anunciou a expulsão de 750 funcionários diplomáticos norte-americanos. Comentando esta decisão russa, o correspondente da RTP em Moscovo, Evgueni Muravich, desvalorizou a razão invocada por Putin e sentenciou que a expulsão se deve ao facto de Putin precisar de um “inimigo externo” para manter os níveis de popularidade e agregar os russos em torno da sua política. Ora aqui está
Jornalismo livre?
Carlos Completo — 2 Agosto 2017
O tipo de tratamento que alguns órgãos da comunicação social deram aos dolorosos acontecimentos recentes em Pedrógão Grande foi pretexto para a vinda a lume de fortes críticas a parte do jornalismo que hoje se pratica em Portugal. Ecos de falsos suicídios e manchetes sobre listas ampliadas de mortos tiveram grande repercussão na comunicação social, causando grande indignação mesmo até entre muitos dos que ainda acreditavam na independência e seriedade de órgãos da comunicação social como o Expresso do dr. Balsemão. Já não falamos sequer de notícias veiculadas por pasquins como o CM, SOL ou i.