O centurião exemplar

22 Agosto 2017

Donald Trump enviou a Espanha as condolências da praxe pelo atentado de Barcelona e prometeu ajudar naquilo que pudesse. A “ajuda” seguiu na forma de outro tweet em que convidava os espanhóis a estudarem o exemplo do general norte-americano John Pershing. Pershing participou na guerra entre os EUA e a Espanha, em finais do século XIX, na qual os norte-americanos roubaram Cuba e as Filipinas ao império espanhol.
Conta-se que este ídolo de Trump mandou executar guerrilheiros filipinos muçulmanos (“terroristas”, claro, que resistiam à ocupação militar norte-americana) com balas tingidas com sangue de porco. Diz Trump exultante: “Não houve mais terror radical islâmico durante 35 anos!”. Verdade ou não, a lenda de Pershing evocada por Trump serve para mostrar a catadura do presidente dos EUA e as virtudes que ele admira. Revela também o que se perfila por trás das ameaças ao Irão e à Coreia do Norte, da decisão de manter tropas norte-americanas no Afeganistão, do apoio a Israel e ao ditador do Egipto. E de como ele vê a missão da Nato.


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