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Até a direita às vezes acerta
9 Novembro 2018
A direita, satisfeita com a vitória de Bolsonaro, quer provar à força que, se há mal nisso, então “a culpa é da esquerda”. Não fala da conspiração para destituir Dilma, esquece que Lula estava à frente nas sondagens e por isso tinha de ser eliminado, omite o papel directo do imperialismo ianque na viragem produzida no Brasil.
Um cronista do Público, J. M. Tavares, que também debita umas larachas na TVI (“Governo Sombra”), escreveu, que “o tema da ‘culpa da esquerda’ é absolutamente essencial para explicar a ascensão de figuras como Jair Bolsonaro”. Como demonstração da tese diz, sem se achar ridículo, que “a esquerda chamou os fascistas, os fascistas vieram”. Mas, linhas adiante, contrariando a própria tese, numa coisa o homem acerta.
A prioridade das prioridades
7 Novembro 2018
Luís Nobre Guedes (CDS, ex-ministro do Ambiente em 2004-2005, envolvido então no processo Portucale, suspeito de favorecimento ao BES) tem lugar cativo como comentador na RTP3. Foi bem explícito na satisfação que teve pela eleição de Bolsonaro. Disse ele que, nesta eleições, “a prioridade das prioridades era derrotar o PT”. E para que ninguém duvidasse, sublinhou: “não retiro uma palavra”. Mais. Grandes investimentos estão já na calha: a Toyota, uma empresa israelita de tratamento de águas, etc. prometem investir milhões — e isso, diz Guedes, “é bom para o Brasil”. É “bom”, agora, quando grande parte da mão de obra regressa à miséria, não antes. Para quem assim fala, qualquer Bolsonaro é bem-vindo.
Democracia a mais
5 Novembro 2018
As posições de Assunção Cristas, pelo CDS, e de Rui Rio, pelo PSD, de se “distanciarem” tanto de Bolsonaro como de Haddad, não podem iludir ninguém. Tratou-se de um deixa-andar para que o ex-capitão fascista fosse eleito. O democratismo destes figurões fica à vista de todos: preferem um fascista no poder do que terem de aceitar um partido, como o PT, que tentou aplicar uma política, mesmo moderada, que tirasse os mais pobres da miséria. Uma simples social-democracia de esquerda, como foi o PT de Lula, é para eles o diabo. A coisa tem uma explicação: a precariedade do poder político actual, associada à crise de tem-te-não-caias do capitalismo mundial leva-os a procurar amparo nas soluções de poder mais extremistas. Para esta gente há democracia a mais.
O efeito Bolsonaro
Urbano de Campos — 5 Novembro 2018
Pode-se chamar-lhe efeito Bolsonaro. A direita portuguesa, que até agora procurou afectar um comportamento “democrático” e “tolerante” — na medida em que a democracia lhe tem permitido manter-se no topo do poder e fazer singrar os negócios — solta agora a língua e vai cuspindo o fel que acumulou contra a esquerda, o socialismo, o comunismo e tudo o mais que lhe cheire a povo.
Ainda a novela de Tancos
Caso de polícia convertido em caso político
Pedro Goulart — 30 Outubro 2018
Em Junho de 2017 é surripiado, sem oposição, abundante material de guerra dos Paióis de Tancos. Os militares portugueses, “heróis” em missões internacionais, parecem revelar-se negligentes cá dentro. Isto acontece, apesar dos gastos crescentes com as Forças Armadas: entre 2017 e 2018 os gastos aumentaram 330 milhões de euros e, para 2024, estão previstos gastos anuais de 4 mil milhões.
Os fãs do fascista Bolsonaro
23 Outubro 2018
Também estão entre nós e assumem-se. E não são apenas alguns seguidores da IURD. Estão no Sindicato Vertical de Carreiras da Polícia, que não gostou que o ministro da Administração Interna tivesse ordenado um inquérito às circunstâncias da fuga de três arguidos do Tribunal de Instrução Criminal do Porto (suspeitos de roubos a idosos) e à divulgação das fotografias dos mesmos após as detenções em Gondomar. Em resposta, o Sindicato fez uma montagem vergonhosa e mentirosa no Facebook, associando Eduardo Cabrita à não preocupação com o espancamento de idosos, dando como exemplo as fotografias de dois idosos espancados em Londres e no Brasil. Também se encontram
Os democratas sensatos perante o fascismo
Manuel Raposo — 23 Outubro 2018
Quando começou o processo de destituição de Dilma Russeff da presidência do Brasil, e mesmo quando ele se consumou, a direita portuguesa e os democratas-respeitadores-das-instituições disseram que não se tratava de golpe nenhum, mas apenas do normal funcionamento da ordem democrática. Quando se denunciou a mão invisível dos EUA a querer virar o rumo da América Latina, os mesmos disseram que isso era mais uma miragem da esquerda anti-imperialista.
Um sinal de putrefacção
Ainda o caso Khashoggi
António Louçã — 21 Outubro 2018
O comunicado saudita sobre o destino do jornalista Jamal Khashoggi admite que ele foi morto, porque era algo que toda a gente estava farta de saber. Mas não admite muita coisa que toda a gente já sabe. Com isso, cobre de ridículo os seus signatários sauditas e os seus co-autores ianques. Que outros políticos ocidentais irão deixar-se ridicularizar por proclamarem a sua própria credulidade perante este documento, é algo que ainda está para ser visto. E é algo que nos dará uma interessante unidade de medida para avaliar até que ponto apodreceu a democracia imperialista.
Um prémio à resistência
20 Outubro 2018

O 25.º Prémio Bayeux-Calvados dos correspondentes de guerra (em foto) foi atribuído ao fotógrafo palestino Mahmud Hams (AFP). Já premiado em 2007 em Bayeux (prémio de foto e prémio do público), Mahmud Hams, de 38 anos, viu de novo ser-lhe atribuído o prémio para “Confrontos na fronteira de Gaza”, uma foto realizada numa zona “de acesso muito difícil e muito perigosa”, que faz parte desses “lugares a cobrir sem sítio para se proteger”, sublinhou Thomas Coex, chefe da cobertura fotográfica de Israel e dos territórios palestinos da AFP.
Assassínio de Khashoggi: sinal dos tempos
António Louçã — 15 Outubro 2018
Jamal Khashoggi, um jornalista saudita exilado nos EUA, foi no final de Setembro ao Consulado do seu país em Istambul, para requerer uma certidão de divórcio de que necessitava para voltar a casar-se. Disseram-lhe que lá voltasse na terça-feira, 2 de outubro. Voltou e deixou a noiva à porta, com instruções para alertar as autoridades turcas se notasse algo suspeito. Foi filmado a entrar, mas ninguém mais o viu sair.