Colaboração

3 Janeiro 2008

Teria todo o gosto em colaborar com o Mudar de Vida através da publicação de alguns artigos de reflexão sobre o estado actual desta falsa democracia, que cada vez mais nos é imposta e à qual gosto de apelidar como a ditadura da maioria. Desde as escutas telefónicas à submissão das forças policiais ao poder executivo e económico, que começam a atingir níveis insuportáveis de controlo de tudo o que fazemos e até do que comemos com a recém nascida “asae”. Basta! Qualquer dia nem relações sexuais podemos ter pelo perigo de contaminação em que caímos. Já me imagino a ser enviado para uma ilha onde estão “os selvagens”…


“Fraquinho”

3 Janeiro 2008

Vai iniciar-se um novo ano. Espero que seja o ano do Jornal Mudar de Vida MUDAR mesmo DE VIDA.
Continuo a achar que o jornal vem fraquinho. Tem poucas páginas, para jornal mensal A4. Metade do Jornal Fraternizar, por exemplo, que tem 32 pgs e custa no mínimo 10 euros/ano. Os conteúdos são os previsíveis. E os comentários são murchos. Não nos aquecem politicamente. Não nos empolgam. Não nos levantam nem mobilizam.
Isto que escrevo é também o que oiço, quando apareço junto das companheiras, dos companheiros com uma nova edição. E recebem-no sem calor, como por dever de ser solidário… Ponham-se autocriticamente no lugar das pessoas e vejam como receberiam cada edição…
Mário de Oliveira (Macieira da Lixa)


3 números, 3 perguntas e 9 respostas

Cristina Meneses — 3 Janeiro 2008

Através de um questionário enviado por «e-mail» a assinantes do MV procurámos avaliar a receptividade que o jornal tem merecido.
Colocámos 3 questões, pedindo que as respostas fossem sucintas.
(Continuaremos a publicar as respostas que entretanto nos chegarem)

1. «Mudar de Vida» é um jornal político popular. Em termos gerais, qual é sua apreciação sobre o jornal?
2. «Mudar de Vida» é também editado na internet. Consulta o site? Redige comentários?
3. Qual é a receptividade que o jornal tem entre os seus amigos e conhecidos?


Duas conferências para liquidar a resistência

José Mário Branco — 3 Janeiro 2008

palestina_72dpi.JPGDuas “Conferências” recentemente realizadas ilustram, dramaticamente, o quanto os direitos mais elementares do povo palestiniano são espezinhados por uma “comunidade internacional” que apregoa os direitos humanos, a democracia e a liberdade. Uma, em Annapolis (EUA), promovida por Condoleeza Rice, propunha-se amarrar o presidente palestiniano, Abbas, à sua nova e consentida condição de pau-mandado. A segunda, à laia de prémio de bom comportamento, reuniu 87 países e organizações “doadores”, entre os quais Portugal, para criarem as duas condições essenciais para o êxito da primeira: encher os bolsos de uma oligarquia palestiniana corrupta e, não menos importante, alimentar a impostura da “ajuda ao povo palestiniano”.


200 anos de denúncia da escravatura

José Luís Félix — 3 Janeiro 2008

200ilus_72dpi.jpgNo fim de semana de 8-9 de Dezembro, a Tertúlia Liberdade tomou a iniciativa de realizar uma sessão pública evocativa do fim da escravatura, que se iniciou há 200 anos. O evento, que decorreu nas instalações das livrarias Ler Devagar e Eterno Retorno, teve a colaboração graciosa dos artistas Maria das Graças e Pedro Mota na poesia, Chá Preto na Capoeira, José Mário Branco, Naidy Barreto, Tino Flores, Couple Coffe, Cantadores da Rusga e Kova.M.Most na música. Foi possível levar a cabo esta iniciativa também devido à colaboração de muitos amigos que se associaram ao evento.


Em 2008 não vão faltar razões para a luta

Pedro Goulart — 2 Janeiro 2008

maniflisboa_72dpi.jpgO ano de 2007 terminou com a greve dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), opondo-se ao impasse verificado nas negociações do Acordo de Empresa. Igualmente estão em greve os trabalhadores da recolha do lixo no Porto e em Lisboa. Mas, também contra as crescentes dificuldades no acesso à saúde, as populações de Anadia, de Vila Pouca de Aguiar, Alijó, Murça, Régua e Chaves estão em luta contra o encerramento de Urgências, de Blocos de Partos e de Serviços de Atendimento Permanente (SAP). Como estiveram ou estão lutando moradores de Silves, Almada e Sintra contra os traçados de muita alta tensão da REN, próximos das suas casas, locais de trabalho e de estudo.


Um paraíso de mercenários

João Bernardo — 2 Janeiro 2008

mercenarios-dibujo_72dpi.gifO arquipélago de Fiji fica situado no Oceano Pacífico, ao norte da Nova Zelândia e a leste da Austrália. Pelas fotografias é um daqueles paraísos das agências turísticas, areia branca, coqueiros, sereno mar azul, montanhas verdes, senhoras com flores no cabelo e cavalheiros atléticos.
Quando as autoridades britânicas abandonaram o arquipélago e o país se tornou independente, em 1970, as forças militares montavam a cerca de 200 homens, mas a participação nas operações de paz − são assim chamadas, não sou eu que lhes chamo − no Líbano e no Sinai implicaram que em quinze anos os efectivos militares de Fiji aumentassem dez vezes.


Onde não há justiça social floresce a caridade

Manuel Monteiro — 30 Dezembro 2007

pobreza1_72dp.jpgO crescente empobrecimento de uma grande parte da população portuguesa é um facto comprovado com números. Na verdade, e segundo dados oficiais, um em cada cinco portugueses vivem no limiar da pobreza (21% da população), o que corresponde a cerca de dois milhões de pobres.
O desemprego continua a crescer e neste momento cifra-se em 8,2% da população activa (valor oficial). Mas pobres não são apenas aqueles que estão no desemprego ou na reforma. Uma outra camada de pobres faz parte deste panorama: os que, estando empregados, ganham salários de miséria e não conseguem suportar as despesas mais básicas: renda da casa, comida, água e luz, remédios, etc.


Votos de bom ano de um jovem brasileiro aos seus amigos

30 Dezembro 2007

Meus amigos
Não fui atacado por nenhum cão de raça, destes que, todos os dias, colorem os jornais com a imagem de crianças estraçalhadas. Não fui atacado por «manos», «rappers» e outros devotos do ódio e do culto à violência. Não fui espancado pela polícia, não apanhei tabefes na cara e, que sorte, tampouco passei por interrogatórios. Meus vizinhos não se voltaram contra mim, nem contra nenhum dos meus. Minha casa não foi arrombada, não tive nenhum parente morto, não passei fome, nem sede, nem frio (pudera, a cidade onde vivo é quente para caramba). Não fui atropelado, nem me deram medicamentação errada num hospital, nem sequer precisei de passar por um.


Êxito garantido

29 Dezembro 2007

Reagindo ao encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) local, um autarca de Alijó disse: “Já se sabe: para o mês que vem, vão começar a abrir clínicas e hospitais privados”. Como que confirmando o prognóstico, o ministro da Saúde, para quem os milhares de portugueses que não podem pagar aos privados não constituem preocupação, resumiu a sua política em termos triunfais fazendo um balanço “muito positivo” do trabalho desenvolvido e gabando-se de “ser impossível fazer melhor” em matéria de política de saúde. No último ano, 33 SAP puseram termo ao atendimento nocturno.


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