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Anticapitalismo na gaveta
10 Julho 2008
Na interpelação a Sócrates no debate parlamentar desta quinta-feira, defendendo um imposto sobre os lucros especulativos das petroleiras, Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, afirmou: “Evidentemente que estamos a falar de lucros especulativos. Não estamos a falar de lucros normais, que são aceitáveis”. Ficamos a saber que, ao mesmo tempo que diz defender uma sociedade socialista (onde os lucros serão socializados), o PCP acha que os lucros “normais” do capital são aceitáveis. (Ver neste site artigo “Não gosto que nos chamem ladrões”)
«Não gosto que nos chamem ladrões»
Com efeito, são só capitalistas
João Bernardo — 10 Julho 2008
Em Junho de 2008, segundo a Direcção Geral de Energia do Ministério da Economia, o preço sem impostos da gasolina e do gasóleo em Portugal era superior ao preço médio no núcleo de 15 países da União Europeia (anterior ao alargamento de Maio de 2004). Em relação à gasolina era superior em 0,6% e, relativamente ao gasóleo, era superior em 1,9%. Como estas médias ocultam variações consideráveis, é útil saber que em relação à Alemanha, Áustria, Finlândia, França, Irlanda, Reino Unido e Suécia, o preço da gasolina sem impostos em Portugal era superior entre 1,4% (Finlândia) e 16,9% (Irlanda), sendo superior ao da Alemanha e Suécia sem impostos em mais de 7%. Quanto ao gasóleo, e relativamente à Alemanha, Áustria, Finlândia, França, Irlanda, Inglaterra e Suécia, o preço sem impostos em Portugal era superior entre 2% (França) e 21,1% (Irlanda), sendo superior ao preço sem impostos da Finlândia e Inglaterra em mais de 7%.
Estado social e assistência pública
Menos subsídios de desemprego, mais sobre-exploração, mais economia paralela
Pedro Goulart — 8 Julho 2008
A existência actual e oficial de mais de 430 mil desempregados (embora a realidade seja bastante mais grave do que os números oficiais) conduz-nos a uma série de interrogações. Como é que a estes 430 mil desempregados correspondem apenas 250 mil subsídios de desemprego (números também oficiais, referentes ao primeiro trimestre de 2008)? E às outras quase duas centenas de milhar de desempregados, o que lhes acontece? Dão-lhes dinheiro para montarem uma empresa? Dão-lhes o Rendimento Social de Inserção? Dão-lhes a Remuneração Mínima Garantida? Ou, simplesmente, sugerem-lhes que vão roubar?
Encontro de precários em Lisboa
8 Julho 2008
Realiza-se ao longo da tarde do próximo domingo, dia 13 de Julho, no Teatro da Comuna em Lisboa (Praça de Espanha), um encontro de trabalhadores precários por iniciativa dos Precários Inflexíveis. Participam também elementos do grupo anti-recibos verdes FERVE. A precarização das relações de trabalho, que está no centro da crise social do mundo capitalista, será debatida à luz do recente “livro branco” do governo, a que os precários chamam “livro branqueador”. É importante participar e apoiar este movimento de luta contra a precariedade e a retirada das conquistas sociais dos trabalhadores. (ver neste site a secção Vai Acontecer)
Contra o G-8
7 Julho 2008
Como tem sido habitual todos os anos, milhares de pessoas manifestaram-se no dia 5 de Julho, em Hocaido, norte do Japão, contra a reunião do G-8 (reunião das 8 nações mais ricas do mundo), que começa dia 7 naquela cidade e se prolonga por três dias. Os manifestantes protestavam contra o agravamento da pobreza e o aumento da dependência mundial dos combustíveis fósseis. E gritavam diversas palavras de ordem como: “Somos contra o encontro das nações ricas” e “Quem deu ao G-8 o direito de organizar o mundo?” Quando os capitalistas conferenciam, que se cuidem todos os oprimidos. Porque eles estão a dirimir, provisoriamente, os seus conflitos e a prepararem a melhor forma de prosseguir a exploração dos trabalhadores e a opressão dos povos.
M. Ferreira Leite e a homossexualidade
Eleitoralismo incompetente
M. Gouveia — 5 Julho 2008
Na entrevista à TVI de Manuela Ferreira Leite ouvimos algumas afirmações sobre a homossexualidade que são um exemplo do que é uma má jogada eleitoralista: tentar disfarçar o reaccionarismo com argumentos incompetentes. Não só desmascara o reaccionarismo como revela a incompetência.
Isto não é sociedade que se apresente (I)
4 Julho 2008
Um casal alemão ofereceu o filho recém-nascido no site de leilões eBay. O anúncio divulgado no dia 24 de Maio descrevia o bebé como «item de coleccionador». «Vendo meu bebé semi-novo porque chora demais. É um macho e tem 70 cm de comprimento», dizia o texto colocado pelos pais da criança. A mãe tem 23 anos e o pai 24. A oferta inicial era de 1 euro e nenhum lance foi feito nas duas horas e meia de divulgação do anúncio.
Isto não é sociedade que se apresente (II)
4 Julho 2008
A quantidade de pessoas com fome em todo o Mundo aumentou 50 milhões em 2007 devido à crescente escassez de alimentos em algumas regiões, revelou esta quinta-feira o director-geral da Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO). As conclusões da cimeira da FAO, realizada em Roma no mês passado e subscritas por 180 países participantes, calculavam em 862 milhões a quantidade de pessoas que sofrem de subnutrição em todo o Mundo.
Pobres, nem a pão e água
Consumo de pão baixa 20% só este ano. Preço da água vai subir
Manuel Raposo — 4 Julho 2008
Nos últimos dois anos, o consumo de pão pelos portugueses baixou de 30%. Só no ano corrente a quebra foi de 20%. Os dados, fornecidos pela Associação das Indústrias de Panificação, traduzem uma pioria absoluta das condições de alimentação das camadas mais pobres da população, uma vez que aquela quebra não corresponde a uma substituição de alimentos – os portugueses mais pobres, que já comiam pelo mais barato, agora comem cada vez menos e pior.
Desemprego soma e segue
4 Julho 2008
Na petrolífera Cepsa, após a fusão com a Total, vão ser despedidos 48 de um total de 228 trabalhadores (21%). Mais uma vez, os patrões declaram as suas “boas intenções” e prometem ajudar os trabalhadores a arranjar trabalho noutras empresas. Na Rohde, multinacional de calçado, a empresa informou agora quais os 196 trabalhadores, num total de 1200 (16%), que vão ser despedidos. E o sindicato, resignado, diz que entre fechar a empresa e despedir 200 trabalhadores, é preferível o despedimento. Claro, é sempre possível inventar um mal maior para desculpar o mal real.