Tópicos
- Aos Leitores (20)
- Breves (968)
- Cartas (44)
- Cultura (42)
- Economia (159)
- Editorial (76)
- Efeméride (51)
- Liberdades (521)
- Mundo (895)
- País (1374)
- Política (1382)
- Sociedade (262)
- Trabalho (452)
- Tribuna (15)
- Ver-Ouvir-Ler (37)
Links
Número de consultas:
(desde 7 Outubro 2007)
Última actualização do site:
24 Janeiro 2026
O petróleo do Iraque nos negócios de Tony Blair
O ex-governante britânico ocultou um contrato sobre o petróleo do Curdistão
P / ON / Cristina Meneses — 7 Maio 2010
O grande sócio de George Bush na invasão do Iraque não queria que se soubesse que estava a beneficiar da guerra que ele ajudou a promover. Mas a entidade pública à qual os ex-detentores de altos cargos devem comunicar as suas actividades comerciais decidiu divulgar a informação, contra a vontade de Blair. A revelação é feita pelo diário espanhol Público e transcrita pelo site www.other-news.info.
Blair foi contratado em Agosto de 2008 pela UI Energy Corporation (UIEC) “como assessor de um consórcio de investidores” dirigidos pela empresa sul coreana, a troco de uma quantia não revelada. A UIEC detém participações em vários contratos de exploração de petróleo concedidos pelo governo curdo sem autorização das autoridades iraquianas.
Canto de Intervenção em Setúbal
5 Maio 2010

Sábado, 8 de Maio, pelas 21h, na Sociedade Filarmónica Capricho Setubalense, a Associação José Afonso (AJA Norte) promove mais um Canto de Intervenção, em que actua o cantor Tino Flores, integrado no conjunto de iniciativas que esta Associação tem levado a cabo a propósito da comemoração do 80.º aniversário do nascimento do Zeca Afonso. Comparece.
Levantamento popular no Quirguistão derrubou governo aliado dos EUA
Manuel Raposo (*) — 5 Maio 2010
Milhares de pessoas arriscaram a vida, e dezenas foram mortas, num levantamento popular que derrubou o poder no Quirguistão, uma ex-república da URSS. O regime tinha estreitas relações com os EUA. O presidente deposto, Kurmanbek Bakiyev, tomou o poder em 2005 através de uma “revolução da Túlipa” promovida pelas potências do Ocidente. Uma das maiores bases militares dos EUA foi, então, instalada no país para apoio à guerra contra o Afeganistão. Só em Março, perto de 50 mil tropas dos EUA passaram pela base de Manas.
Ser banqueiro continua a dar
5 Maio 2010
Apesar da actual “crise” económico-financeira, que atinge particularmente as classes trabalhadoras e os pobres, os quatros maiores bancos privados portugueses (BES, Santander Totta, BCP e BPI) ganharam, no conjunto, e apenas no primeiro trimestre deste ano, 362 milhões de euros. E embora tenha descido a margem financeira dos bancos, resultante da queda das taxas de juro, estes rapidamente quase a compensaram através do aumento de 13% nas comissões cobradas aos clientes. Razão tinha Brecht ao colocar a questão: o que é roubar um banco comparado com fundar um banco?
Novo impulso na luta contra a guerra?
Milhares de norte-americanos exigiram retirada das tropas do Afeganistão e do Iraque
MV/A.N.S.W.E.R. — 3 Maio 2010
No dia em que se completaram sete anos sobre a invasão do Iraque (20 de Março), milhares de pessoas convergiram para a Casa Branca na Marcha 20 de Março sobre Washington – a maior manifestação anti-guerra desde o anúncio, feito pelo presidente Obama, da escalada da guerra no Afeganistão. Dezenas de autocarros deslocaram-se de, pelo menos, 44 cidades em 19 estados. Os manifestantes desfilaram exigindo “E.U.A fora do Iraque e do Afeganistão já”, “Palestina Livre”, “Reparações para o Haiti” e “Não às sanções contra o Irão”, bem como “Dinheiro para empregos, educação e saúde”. Manifestações idênticas realizaram-se em outras cidades do país.
Greve geral na Grécia, dia 5 de Maio
1 Maio 2010
É um protesto contra a redução dos salários, a diminuição das pensões, o aumento da idade da reforma para os 67 anos, o corte de milhares de empregos e a perda de 13.º e 14.º mês (na função pública), que são as pesadas imposições da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao governo grego. As mais importantes organizações sindicais e sociais gregas convocaram esta greve geral (no sector público e no sector privado) para o dia 5 de Maio. Solidariedade com os combativos trabalhadores e o povo da Grécia.
Movimento laboral europeu: o legado ideológico do pacto social
Asbjørn Wahl (*) — 29 Abril 2010
Revisão do Código do Trabalho, redução das prestações sociais, limitação do subsídio de desemprego, despedimentos colectivos e individuais, aumento da idade e redução das pensões de reforma, destruição do Serviço Nacional de Saúde, privatização de serviços públicos, degradação do Ensino, baixa de salários, aumento do horário de trabalho, subida de impostos sobre os assalariados…
Esta sucessão de medidas – que vem desde pelos menos há 20 anos, levada a cabo por governos de todas as cores, em Portugal como na Europa e no resto do mundo – não ilude sobre um facto: o Capital desencadeou uma ofensiva brutal contra as classes trabalhadoras retirando-lhes, palmo a palmo, ganhos materiais e sociais que tinham sido adquiridos pela força do movimento popular e sindical após a Segunda Grande Guerra ou, no caso português, depois do 25 de Abril de 1974.
E também não pode haver ilusões sobre outro facto: a capacidade de resistência dos trabalhadores e das organizações sindicais é escassa para o que está em jogo e por isso não tem sido capaz de travar a ofensiva.
O Capital conduz uma guerra de classe ao Trabalho. O Trabalho só pode vencer essa guerra se fizer pleno uso das suas armas de classe. Onde residem as debilidades que retiram força à resistência dos trabalhadores?
É a esta questão que o artigo do sindicalista norueguês Asbjørn Wahl (publicado originalmente na revista norte-americana Monthly Review, em Janeiro de 2004) procura dar resposta.
Editorial
O que faz falta
26 Abril 2010
A acesa guerrilha travada há meses entre os partidos do poder é tudo menos luta política. A corrupção e as golpaças reveladas têm, seguramente, absoluto fundamento: fazem parte do modo de vida do capital e do poder político que o serve. Como disse Marx, vivemos no tempo em que “tudo se torna objecto de tráfico” e isso significa “o tempo da corrupção geral, da venalidade universal”.
Mas o fogo cruzado de escândalos serve apenas para que as forças do poder disputem entre si lugares e supremacia política. Nada que tenha a ver com uma correcção do rumo que o país leva. A política do PS reúne no essencial a concordância dos homens de negócios e essa é que é a bitola. PSD e CDS limitam-se a reclamar afinações e a anunciar, desde já, medidas ainda mais violentas.
Liberdade para Cesare Battisti
25 Abril 2010
Preso há três anos no Brasil e tendo obtido refúgio político neste país (assunto que já temos referido no MV), a decisão de extraditar ou não Cesare Battisti para a Itália de Berlusconi compete agora a Lula da Silva. Depois de uma greve de fome de Battisti e da solidariedade que lhe tem sido demonstrada por diversos militantes da esquerda anticapitalista, em contraposição às várias manobras e pressões de direita (incluindo de magistrados brasileiros), um recente acórdão do Supremo Tribunal deste país deixou a decisão final nas mãos do presidente Lula. É altura de reafirmarmos por vários meios a nossa a nossa solidariedade com Battisti, exigindo a sua libertação!
EUA querem mais sanções contra o Irão
18 Abril 2010
O maior estado terrorista do mundo (veja-se o seu papel no Iraque, Afeganistão, América Latina ou África) arroga-se o direito de ter armas nucleares e de determinar quem mais pode ou não dispor dessas armas. Entre aqueles a quem tal seria permitido está outro estado terrorista, seu amigo – Israel. Agora, à margem da cimeira sobre o nuclear, que se realiza em Washington, a Casa Branca afirmou que os EUA e a China tinham chegado a acordo para avançarem em conjunto na discussão de uma nova ronda de sanções contra Teerão. Contudo, um porta-voz chinês já veio dizer que o problema do nuclear iraniano só se pode resolver com diálogo e negociações.