Arquivo da Categoria 'Trabalho'

Greve geral dos trabalhadores da PT

Contra ameaças de desmembramento e despedimento

Pedro Goulart

GrevePTMais de 2000 trabalhadores da PT de todo o país estiveram no dia 21 em greve de 24 horas, contra a transferência de funcionários desta empresa para empresas parceiras ou outras empresas do grupo Altice, iniciando uma marcha de protesto da sede da empresa, em Picoas, Lisboa, até à residência oficial do primeiro-ministro. Os trabalhadores da PT estão a levar a cabo uma luta pela defesa dos postos de trabalho, pelos direitos laborais e sociais, assim como por uma boa prestação de serviços à população. Ler o resto do artigo »



Lutas em vários sectores laborais

Por melhores condições de vida e melhores contratos de trabalho

Pedro Goulart

greve17Trabalhadores do comércio e dos serviços, da hotelaria, dos transportes e da indústria puseram em marcha, nas últimas semanas, greves e protestos diversos por aumentos salariais e melhores contratos de trabalho. Contrariam assim a acalmia nas acções reivindicativas que se verificou com a formação do actual governo. Se esta movimentação se mantiver e se alargar a mais sectores, podem criar-se condições para uma mudança da situação vivida no último ano e meio.
A impossibilidade de o governo de António Costa dar satisfação, por um lado, às directrizes da União Europeia e às exigências do capital e, por outro lado, às justas reivindicações das classes exploradas, aponta nesse sentido. O jogo de cintura de que o governo tem dado provas, bem como a “flexibilidade” do BE e do PCP no apoio prestado ao governo, têm limites — esses limites são as necessidades dos trabalhadores em melhorarem a sua vida de forma palpável. A profunda crise do capitalismo não comporta, ao mesmo tempo, o aumento de lucro dos capitalistas e progressos significativos nas condições de vida dos trabalhadores e do povo. O caminho é a luta, sem a ilusão de que o capital e o trabalho possam sair ambos a ganhar. Ler o resto do artigo »



Carlos Silva

Líder sindical ou serviçal do patronato?

Pedro Goulart

carlossilva_ugt_passosEm 2015, em entrevista à Antena 1 e ao Diário Económico, e a propósito da formação do novo governo, Carlos Silva afirmava que as forças à esquerda do partido socialista não davam garantias de estabilidade para o futuro e que a central sindical UGT preferia que o PS fizesse um acordo com a coligação PSD-CDS/PP. “Quem ganhou as eleições, sem maioria absoluta mas ganhou, foi a coligação PSD/CDS”, afirmava Carlos Silva. Assim, o Presidente da República deveria, na opinião do dirigente da UGT, “convidar o dr. Passos Coelho, para encontrar soluções que garantam um governo a quatro anos”. Assim, para Carlos Silva, ele e a UGT preferiam uma solução abertamente ao serviço do capitalismo. Ler o resto do artigo »



Editorial

Para que conste

O caso, de tão tenebroso que é, fala por tudo o que se possa dizer sobre relações de trabalho.
Em Setembro de 2011, Anderson Delgado, 18 anos, trabalhador da fabrica Dayna, em Alhos Vedros, morreu carbonizado pelo incêndio de produtos inflamáveis que estava a manusear. Apesar dos testemunhos dos colegas da vítima e da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT), o Ministério Público da Moita arquivou o caso um ano depois, por não ver provas de negligência ou violação de normas de segurança por parte do patrão, Licínio Oliveira.

A fábrica, porém, não tinha licença para manusear produtos inflamáveis e o local do acidente era um anexo clandestino. Trabalhadores contaram à ACT que quando se queixavam de falta de segurança ouviam do patrão “Se não estão bem mudem-se, o que não falta são trabalhadores”.
O mesmo patrão tivera já dois outros incêndios com a mesma origem em outras fábricas que detinha na Margem Sul e fora multado mais de uma vez por abandonar produtos tóxicos ao ar livre. Ler o resto do artigo »



Viseu/Lisboa

Urbano de Campos

ACarlos_ACMendesCarlos Silva, secretário-geral da UGT — que depois das últimas eleições se declarou por um apoio do PS (de que é militante) a um governo da direita; e que há dias se confessou cansado e arrependido de chefiar a central sindical — apelou ao governo, neste 1.º de Maio, para que “saiba aliar o respeito pelos compromissos internacionais com a sensibilidade social que nos tem faltado”. Ler o resto do artigo »



Coimbra: luta contra salários em atraso

Cerca de 200 operários têxteis da Santix e da Insieme, na sua maioria mulheres, estão em luta, reclamando o pagamento do salário do mês de Março, assim como dos subsídios em atraso. A Insieme, que trabalha nas instalações da Santix, mas tem sede em Ceira, afixou um papel a informar que as trabalhadoras estavam de férias até 2 de Maio, mas não pagou aos trabalhadores parte dos salários. As trabalhadoras da Santix também ainda não receberam o mês de Março e a empresa deve-lhes o subsídio de férias de 2014. O acordo de pagamento mensal de 50 euros para abater a dívida de cerca de 3 mil euros para com cada trabalhador também deixou de ser cumprido.



Portway: contra o despedimento colectivo

Uma ameaça de despedimento colectivo, no conjunto dos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, paira sobre 257 trabalhadores da Portway. Contra a ameaça desta empresa de assistência aos passageiros e aviões (handling), os trabalhadores têm vindo a realizar diversas acções de protesto. No dia 18 de Abril, levaram a cabo uma greve nos três aeroportos e, nos plenários então realizados, foram denunciadas as manobras das várias empresas e entidades oficiais que intervêm nos aeroportos portugueses. A Ryanair, empresa de voos low-cost, no termo dos contratos que tinha com a Portway, rescindiu-os, acusando esta de querer aumentar muito os preços de assistência. E a Portway procura compensar o dinheiro que perde: despedindo trabalhadores efectivos e com melhores salários, ao mesmo tempo que efectiva outros em piores condições, ou contrata trabalhadores eventuais a tempo parcial.



Soares da Costa: despedimento colectivo

A Soares da Costa pretende avançar até ao final de Abril com um processo de despedimento colectivo de 519 trabalhadores. Este despedimento, justificado pela empresa por “causas internas”, assim como pela crise na construção em Portugal e Angola, corresponde a cerca de 20% do universo dos seus 4500 efectivos e abrange, fora de Portugal, designadamente o Brasil, Angola e Moçambique. Nesta fase, o Sindicato da Construção aconselha os trabalhadores da Soares da Costa com vencimentos em atraso a suspenderem os contratos, para “pelo menos receberem 70% do salário”. O presidente do sindicato adianta que os cerca de 300 trabalhadores da construtora que estão em situação de inactividade têm dois meses de salários em atraso, enquanto os que estão em Angola contam já com cinco vencimentos por liquidar.



Estivadores de Lisboa em greve

O Sindicato dos Estivadores, que já travou duras lutas contra o patronato e os seus governos, iniciou, no dia 20 de Abril, um novo período de greve no porto de Lisboa, abrangendo também os trabalhadores dos portos de Setúbal e da Figueira da Foz. Depois de mais uma ronda negocial e de os estivadores terem aceite grande parte das propostas da mediação, os patrões pretendem continuar a tentar trocar estivadores profissionais por trabalhadores precários e sem formação adequada, protelando também o Contrato Colectivo de Trabalho, por quererem travar a progressão na carreira. De acordo com o pré-aviso de greve, os estivadores vão fazer greve a todo o trabalho suplementar em qualquer navio ou terminal, isto é, vão recusar trabalhar além do turno, aos fins de semana e dias feriado. E prevê-se que a greve se prolongue até 12 de Maio



Greve na CaetanoBus

Por aumentos salariais para todos, sem discriminações, os trabalhadores da CaetanoBus fizeram greve no dia 18, durante uma hora, e realizaram uma concentração frente à sede da empresa, em Vila Nova de Gaia, onde também está sediado o Grupo Salvador Caetano. A empresa, em clara violação da lei e do princípio da igualdade, atribuiu aumentos salariais aos trabalhadores dos escritórios e às chefias, e, em evidente represália, não atribuiu qualquer aumento de salário aos trabalhadores da produção, por estes fazerem greve e reclamarem a aplicação dos seus direitos. Contra esta acção persecutória, os trabalhadores prometem continuar a luta, até que a CaetanoBus dê provimento às suas reivindicações. Um plenário de trabalhadores deverá ter lugar no dia 3 de Maio.



Trabalhadores do Pingo Doce em luta

Trabalhadores e delegados sindicais dos supermercados Pingo Doce, concentrados junto à sede da empresa, acusaram esta de “repressão”, “assédio moral” e de desrespeito pelos horários de trabalho. Em declarações aos jornalistas, Flora Osório afirmou que não há actualização salarial desde 2010, referindo ainda que “O trabalho nocturno é praticado como se fosse horário de trabalho normal e as férias não podem ser marcadas para épocas festivas e balneares”. Também Isabel Camarinha, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal afirmava que foi entregue à Administração, em Fevereiro, um caderno reivindicativo dos trabalhadores e um pedido de reunião, acrescentando: “Os trabalhadores têm salários baixíssimos e condições de trabalho que numa empresa desta dimensão são injustificáveis, no que se refere, por exemplo, à segurança e higiene”.



Porquê a dois?

O presidente do sindicato da construção civil e o presidente duma associação patronal do norte deram uma conferência de imprensa conjunta em que apontaram a quebra de actividade no sector e o risco de desemprego para 35 mil trabalhadores. Mas porquê uma conferência a dois? São comuns os problemas dos patrões e dos trabalhadores? O que impedia o presidente do sindicato de apresentar as preocupações e reivindicações dos trabalhadores de forma independente?



Protesto de reformados

No dia 11 realizou-se um protesto de reformados, pensionistas e idosos contra o aumento do custo de vida e pela valorização das reformas e pensões. As concentrações e manifestações efectuaram-se em 14 localidades do país (Guimarães, Porto, Aveiro, Coimbra, Tortosendo, Leiria, Santarém, Benavente, Lisboa, Setúbal, Grândola, Beja, Évora e Faro) e foram promovidas pela Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos. Entre as reivindicações estão um aumento de 4,7% nas pensões, com um mínimo de 25 euros mensais nas pensões mais baixas, reposição do pagamento por inteiro dos subsídios de Férias e do Natal e a reposição da isenção de 50% no pagamento dos transportes para idosos.



Vitória significativa de ex-trabalhadores do Clube Praia da Rocha

Em Outubro de 2014 foram despedidos 30 trabalhadores, a quem o patrão da Green Stairs, que gere os apartamentos turísticos Clube Praia da Rocha ficou a dever mais de dois meses de salários, bem como os subsídios de férias e Natal. Para o desfecho positivo da luta então travada há que destacar, em primeiro lugar, “a coragem, a determinação e a firmeza da Marilu Santana que, farta das promessas do patrão e das injustiças, farta da exploração, decidiu acorrentar-se”, no dia 20 de Março, no interior das instalações da empresa. Esta foi uma iniciativa com grande impacto na comunicação social, tendo outros trabalhadores decidido permanecer solidariamente no exterior. Ler o resto do artigo »



Greves nos transportes continuam

comboios_suprimidos_72Nove associações sindicais da CP marcaram nova greve para o próximo dia 16 de Abril. Trata-se de um protesto contra a venda da EMEF e da CP Carga, a fusão da Refer com a Estradas de Portugal e a eliminação de benefícios concedidos a trabalhadores e reformados. Por outro lado, os trabalhadores da Carris realizaram no dia 10 uma greve contra a concessão da empresa a privados, tendo apenas circulado cerca de 30% dos autocarros. Ler o resto do artigo »



Greve na Renault Cacia

A greve de 24 horas na Renault Cacia, no primeiro dia de Abril, teve uma elevada adesão no sector produtivo, provocando a paragem da produção e tornando evidente a dimensão do repúdio pelo desrespeito com que a administração tem tratado as justas reivindicações de mais 25 euros nos salários, assim como o fim do abuso do trabalho precário. Nos primeiros dois turnos, o piquete de greve, constituído por cerca de 200 trabalhadores, deslocou-se em manifestação do acesso de serviço da fábrica até junto do edifício da administração, onde foram reafirmadas as suas exigências.
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CP em greve: trabalhadores exigem pagamento de dívida de 10 milhões de euros

Paralisações até dia 6. Carris e Metro de Lisboa param dia 10

CPDesde as zero horas de hoje está em curso uma greve dos revisores e trabalhadores de bilheteira da CP. Com uma adesão perto dos 100 por cento, a paralisação, que não está sujeita a serviços mínimos, impediu a circulação da grande maioria dos comboios previstos. O protesto, que culmina nove meses de negociações entre os sindicatos e a empresa, visa obrigar a administração da CP a cumprir uma decisão dos tribunais relativa ao pagamento dos complementos nos subsídios de férias e Natal, em dívida desde 1996. Nova paralisação pelos mesmos motivos está marcada para dia 6. Ler o resto do artigo »



Greve geral da função pública dia 13 de Março

Devido a esta paralisação convocada pela Frente Comum (CGTP), STE, Fesap (UGT) e apoiada pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM), pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), pela Federação Nacional dos Professores(Fenprof) e pela Federação Nacional da Educação (FNE) é de prever enorme repercussão em numerosos serviços públicos, particularmente em hospitais, escolas, tribunais, centros de saúde, câmaras municipais e juntas de freguesia. Estão em causa numerosas reivindicações dos trabalhadores, entre outras : contra o corte de salários, a não actualização de pensões, o congelamento de carreiras e a requalificação (outra forma de se dizer despedimento). A luta pelo regresso à jornada de trabalho de 35 horas também é retomada.



Manifestações contra a exploração e o empobrecimento, 7 Março

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A CGTP convocou para o próximo dia 7 de Março (6 de Março nos Açores e Madeira)uma Jornada Nacional de Luta que incluirá manifestações em todas as capitais de distrito, pela defesa dos serviços públicos e pela reposição dos direitos sociais e laborais dos portugueses.
Locais de concentração:

Aveiro – 15h00, Largo da Estação
Beja – 11h00, Junto à União Sindical

Braga – 15h00, Sector Público (Largo do Pópulo); Sector Privado (Largo da Estação)

Bragança/Mirandela – 15h30, Rua da República, em Mirandela

Castelo Branco/Covilhã – 15h30, Jardim Público da Covilhã

Coimbra – 15h00, Praça da República

Évora – 10h00, Praça 1.º de Maio
Faro – 15h30, Largo do Mercado
Funchal – 6 de Março, 15h30, Praça Central (junto à Secretaria dos Recursos Humanos e Educação)

Guarda – 10h3, Jardim José Lemos

Leiria – 15h00, Largo da Infantaria 7 (junto à Igreja de Sto. Agostinho)

Lisboa – 15h00, Campo das Cebolas
Ponta Delgada, Horta e Faial – 6 de Março, Junto à Assembleia Regional

Portalegre – 11h00, Largo Luís de Camões

Porto – 15h30, Praça do Marquês

Santarém – 15h00, Junto à Segurança Social
Setúbal – 15h00, Praça do Município

Vila Real – 10h00, Mercado Municipal (junto à Rodonorte)

Viseu – 15h30, Rua Formosa



O Maquiavelzinho

Vários sindicatos convocaram uma greve de professores e educadores a todo o serviço que fosse atribuído entre 1 e 28 de Fevereiro, relacionado com a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC). Depois, como não se verificou exame neste mês, os sindicatos marcaram a greve para o mês de Março.Trata-se de um protesto contra uma prova obrigatória para quem, mesmo com habilitações académicas para dar aulas, não tem vínculo efectivo, possui menos de cinco anos de serviço e quer candidatar-se a um lugar na educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário. Ler o resto do artigo »



Elevada adesão à greve nas escolas

Centenas de escolas encerradas, nomeadamente em Lisboa, Porto, Braga e Santarém, numerosas escolas apenas a funcionar com serviços mínimos, tal o resultado concreto da greve nacional dos trabalhadores não docentes das escolas efectuada no dia 20 de Fevereiro: contra a falta de pessoal (cerca de 6000 trabalhadores a nível nacional) e a precariedade; pela reposição das 35 horas; contra a municipalização; em defesa da escola pública e de qualidade. Os sindicatos denunciam ainda que, dada a falta de trabalhadores, paralelamente, estão a ser recrutados funcionários sem experiência de trabalho com crianças a 3,20 euros à hora, estando o sector a ser suportado por “milhares de trabalhadores precários”. Ler o resto do artigo »



Trabalhadores não docentes das escolas em luta

Está marcada uma greve nacional dos trabalhadores não docentes das escolas para o dia 20 de Fevereiro: contra a falta de pessoal e a precariedade; pela reposição das 35 horas; contra a municipalização; em defesa da escola pública e de qualidade.
Por outro lado, hoje, dia 18, a federação sindical da função pública entrega um abaixo-assinado no Ministério da Educação ”com milhares de assinaturas de trabalhadores não docentes”, onde se apresentam estas reivindicações e se exige a abertura de negociações. Neste documento, os sindicatos manifestam a “vontade de prosseguir a luta”, caso as reivindicações não sejam satisfeitas.



Greve dos professores à prova de avaliação

Vários sindicatos convocaram uma greve de professores e educadores a todo o serviço que seja atribuído entre 1 e 28 de Fevereiro, relacionado com a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades (PACC). Trata-se de um protesto contra uma prova obrigatória para quem, mesmo com habilitações académicas para dar aulas, não tem vínculo efectivo, possui menos de cinco anos de serviço e quer candidatar-se a um lugar na educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário. Ler o resto do artigo »



País Basco: sindicatos de classe contra a repressão

Vários sindicatos de Espanha divulgaram, em 13 de Janeiro, um abaixo assinado repudiando a detenção de 16 pessoas, entre as quais se encontram vários advogados, assim como a busca a sedes como a do sindicato LAB (*), que se verificaram no País Basco. Afirmam os subscritores: “todas estas actuações pretendem criar um clima de medo e de insegurança e criminalizar pessoas e organizações bascas, como o sindicato LAB, num momento de grande mobilização do povo basco”. E, acrescentam, “não foi por acaso que a operação tenha tido lugar um dia depois da manifestação massiva que se realizou para exigir o respeito pelos direitos humanos dos presos e presas e para a resolução do conflito pela via democrática e do diálogo”. Ler o resto do artigo »



Soflusa em greve nos dias 13, 14 e 15

Os trabalhadores da Soflusa vão fazer uma greve parcial nos dias 13, 14 e 15 de Janeiro, em protesto contra as alterações dos horários dos funcionários que atracam e desatracam os barcos da ligação Lisboa-Barreiro. Frederico Pereira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) disse à Lusa que o plenário dos trabalhadores se limitou agora a confirmar aquilo que já tinha decidido no dia 26. Quanto aos horários, vão confirmar a legalidade e, pensa-se, que alguns terão aspectos ilegais, dos quais será feita queixa à Autoridade das Condições de Trabalho.



Tão ou mais nojentos que a troika

Ir para além da troika foi uma das palavras de ordem do governo de Passos Coelho. No que respeita à Função Pública, a diminuição dos funcionários ultrapassará, nesta legislatura, o dobro da redução imposta por aquele trio imperialista. Entre os fins de 2011 e os fins de 2014, os funcionários do Estado, das autarquias, das regiões e das empresas públicas foram reduzidos em cerca de 80 mil trabalhadores. Para além das aposentadorias normais, surgiram as chamadas rescisões por mútuo acordo, onde predominou o terror infundido pelo actual executivo do capital. A passagem forçada à mobilidade é um dos elementos determinantes deste terror infundido que vai levando ao enorme “emagrecimento” da Função Pública.



Greve na Hotelaria da Madeira

Os trabalhadores do sector da hotelaria da Madeira vão estar em greve no final do ano contra a “denúncia do acordo coletivo de trabalho”. A greve foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores na Hotelaria, Turismo, Alimentação, Serviços e Similares da Região Autónoma da Madeira para os dias 30 e 31 de dezembro e 1 de janeiro, como forma de protesto face à “denúncia do contrato coletivo de trabalho, feito já em 2013”. Segundo o presidente do sindicato, as entidades patronais “querem impor o retrocesso social, ao retirar todos os direitos que os trabalhadores têm”.



Greves, seriam só quando eles quisessem

Pedro Goulart

TAPAvioesparadosA propósito da greve da TAP, como anteriormente acontecera com as greves dos professores, dos enfermeiros e dos médicos, assim como com as lutas de diversas outras empresas e serviços, o governo, os chefes do CDS e do PSD, os dirigentes de diversas entidades patronais, acolitados pela matilha de comentadores do regime nos média (os Gomes Ferreira, os José Manuel Fernandes, os Marques Mendes, os Marcelo Rebelo de Sousa), quase todos, como democratas que se dizem, normalmente não afirmam de forma aberta pôr em causa o direito à greve. Mas, em geral, consideram as greves indesejáveis, inoportunas e prejudiciais à “economia nacional”, às famílias (os cortes de salários e pensões, assim como os aumentos de impostos não o serão?) e ao País (a venda de empresas-chave ao estrangeiro também não o serão?). Mais, recorrem a diversas formas de chantagem sobre os trabalhadores e pretendem indicar-lhes quando podem fazer greve. Desde que a façam “moderadamente”. No essencial, o que as classes dominantes pretendem é esvaziar o direito à greve, retirando-lhe qualquer eficácia. Ler o resto do artigo »



Greve dos STCP em Janeiro

As organizações representativas dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) marcaram uma greve de quatro dias (de 6 a 9 de Janeiro) contra o despedimento de dez motoristas.
“A intenção do conselho de administração da STCP de proceder ao despedimento de dez motoristas no próximo mês (quando já há um défice de cerca de 140 motoristas) levará a uma firme e determinada resposta de todos os trabalhadores”, afirma a estrutura que os representa, para quem “está em causa não só a defesa dos postos de trabalho mas também a qualidade do serviço prestado aos utentes”.



Greve do Metro de Lisboa a 22 de Dezembro

Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa convocaram uma greve para o dia 22 de Dezembro, segunda-feira. Segundo a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), esta greve é convocada “em defesa do serviço público da empresa” e pela “resolução dos diversos problemas socio-laborais existentes”. A suspensão do serviço de transporte será entre as 23h15 de dia 21 de Dezembro e as 06h30 de dia 23 de Dezembro.



Luta solidária dos estivadores europeus

Dia 4 de Fevereiro, solidários com a greve dos Estivadores de Lisboa, os estivadores europeus irão parar os portos durante duas horas. Nesse dia, o mesmo acontecerá em Setúbal e na Figueira da Foz. “O alargamento das fronteiras da nossa luta é uma resposta cabal à tentativa de isolarem a luta dos estivadores de Lisboa que enfrentam um conjunto de medidas que estão a ser programadas para aplicar em Portugal e exportar para toda a Europa. Se o que nos oferecem é a globalização da austeridade, dos despedimentos fraudulentos e da precarização do trabalho portuário, nós ripostamos com as lutas e a solidariedade internacionalistas” (do blogue O Estivador).



Dia nacional de luta – 1 de Fevereiro

Contra a política do patronato, manifestações e concentrações promovidas pela CGTP. É fundamental generalizar e aprofundar as lutas.

manif1Fevereiro14Lisboa e Setúbal 15h00 Cais do Sodré (para os Restauradores)
Porto 15h30 Praça dos Leões
Angra do Heroísmo 10h30 Praça Velha
Aveiro 15h30 Largo da Estação
Beja 14h30 Portas de Mértola
Braga 15h00 Parque da Ponte
Bragança 15h30 Praça Cavaleiro Ferreira
Coimbra 15h00 Praça da República
Covilhã 15h30 Ponte Mártir-In-Colo
Elvas 11h00 Rua Alcamim
Évora 11h00 Praça 1 de Maio
Faro 15h30 Largo do Mercado
Funchal 15h Assembleia Legislativa Regional
Guarda 10h00 Largo João de Deus
Leiria 15h00 Mercado Santana
Ponta Delgada 15h Portas da Cidade
Santarém 15h00 Segurança Social
Viana do Castelo 11h00 Praça da República
Vila Real 10h00 Palácio da Justiça
Viseu 15h00 Rua Formosa



O ataque aos pensionistas

Prossegue a transferência de riqueza para o patronato

Pedro Goulart

pensionistasA pretexto de “tapar o buraco” deixado no OE 2014 pelo chumbo do Tribunal Constitucional ao chamado diploma da convergência de pensões, o Governo prepara-se para alargar a base de incidência (a partir de 1000 euros?) de um segundo imposto sobre os pensionistas — a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) — que já foi aplicada em 2013 a todas as pensões superiores a 1.350 euros. E, com o mesmo pretexto, também vai aumentar (para 3%?) os descontos para a ADSE (subsistema de saúde da Função Pública), que actualmente são de 2,5%.
Para além de execradas pelos mais directamente atingidos e da forte oposição de alguns partidos da esquerda parlamentar, tais medidas foram objecto de crítica mesmo de vários comentadores de direita, assim como de alguns constitucionalistas: “É incompreensível que o Governo insista em fazer uma correcção orçamental sempre sacrificando os mesmos”, salientou ao Expresso a constitucionalista Isabel Moreira, comentando o anunciado alargamento da base de incidência da CES dos pensionistas. Também o constitucionalista Jorge Miranda afirma: “Trata-se, no fundo, de um imposto sobre os mais fracos”. Ler o resto do artigo »



Trabalhadores em luta – breve recensão

Pedro Goulart

INCMPese embora a poderosa ofensiva do patronato e de várias instituições nacionais — incluindo o governo lacaio de Passos Coelho — e internacionais do capitalismo (CE, FMI, BCE, OCDE), apesar do desemprego e do medo instalados na sociedade portuguesa, os trabalhadores, os reformados e os jovens não têm deixado de lutar e de manifestar-se dispostos à continuação do combate. De entre os numerosos protestos realizados nos últimos tempos, ou a realizar brevemente, de Norte a Sul do País, incluindo concentrações, manifestações e greves, destacamos alguns dos mais importantes. Ler o resto do artigo »



Trabalhadores da Casa da Moeda em luta

Hoje, dia 14, os trabalhadores da Imprensa Nacional – Casa da Moeda (INCM) estão concentrados das 8 às 24h, à porta da empresa, em Lisboa. Protestam contra uma decisão da Administração, acusando-a de procurar roubar-lhes direitos no campo social, nomeadamente na saúde, e em relação aos seus filhos. Referem-se a uma decisão arbitrária desta Administração (ao serviço do governo e da troika), tomada sem os trabalhadores terem sido consultados. Assim, a Comissão de Trabalhadores considera nula a deliberação da Administração alterando o regulamento dos Serviços Sociais e, caso esta não retroceda nas suas intenções, dispõe-se a prosseguir a luta.



Patrões apoiaram a greve geral?

Urbano de Campos

Nas vésperas da greve geral, quatro confederações patronais (indústria, comércio e serviços, turismo e agricultura) vieram a público reclamar uma política de “crescimento económico”. De passagem, repetiram que greves não resolvem nada, mas que, desta vez, entendiam as razões de queixa dos trabalhadores. Tanto bastou para choverem exclamações de que “os patrões apoiam a greve geral”! Ler o resto do artigo »



A lição de Saraiva

O ministro da Educação Nuno Crato não aprendeu a lição do ministro da Educação José Hermano Saraiva quando este, diante da greve de estudantes de 1969, veio fazer voz grossa ameaçando, façanhudo, impor a ordem em dois tempos. Julgava ele que o país ainda era amante da ordem e ficaria do lado do governo contra os estudantes. Enganou-se: a luta durou de Abril até ao verão e Saraiva acabaria substituído no ano seguinte. Crato quis vencer o braço de ferro com os professores pondo pais e alunos contra eles. Mas a maioria dos pais e dos alunos estão fartos do governo a que Crato pertence. A recusa em adiar o exame de dia 27 foi uma teimosia que ninguém entendeu a não ser como uma estúpida prova de força, na verdade uma bravata política. O governo perdeu em toda a linha e ficou provado que lutar compensa.



Com a greve geral

Convocada e/ou apoiada pela CGTP, UGT, vários sindicatos, comissões de trabalhadores e organizações cívicas, realiza-se a 27 de Junho uma Greve Geral contra as brutais medidas, ditas de austeridade, aplicadas pelo governo do PSD/CDS. Esta greve pode, também, dar um bom contributo para a demissão deste governo do Capital.
Hoje são milhões os trabalhadores portugueses, os jovens e os idosos atingidos pelo desemprego, pelos saques governamentais, pelos cortes na saúde, na educação e na segurança social, pelo empobrecimento generalizado da população e pela fome impostos pelas classes dominantes. Mais, o governo Passos/Portas prepara-se agora para adoptar mais medidas gravosas, que visam continuar o desmantelamento do Estado Social (Saúde, Educação e Segurança Social), entregando parte destes sectores à chamada iniciativa privada. Ler o resto do artigo »



A corja

A propósito da greve dos professores deste mês de Junho, é vê-los a saltar: o governo, o presidente da República, os homens/mulheres de mão do capital, grande parte dos “analistas” do regime, argumentam que a greve não devia realizar-se naqueles dias, poderia ser noutra altura (nas férias, aos fins de semana?), porque lesa os estudantes, etc. E os milhões de prejudicados pelo desemprego, pelos saques governamentais, pelo empobrecimento e pela fome (que atinge mesmo muitas das crianças em idade escolar), quem se preocupa a sério (sem humanitarismos balofos) com isso? Ler o resto do artigo »



Banditismo político, desemprego e salário mínimo

Pedro Goulart

Sobre a necessidade de aumento do salário mínimo nacional, defendida por trabalhadores e sindicatos (e até por algumas confederações patronais), um conjunto de indivíduos têm-se pronunciado de forma nojenta contra esse aumento, embora todos eles recebam valores mensais várias vezes superiores aos fixados 485 euros.
Passos Coelho afirmava recentemente na Assembleia da República que, para diminuir o desemprego, seria necessário reduzir o SMN e não aumentá-lo. Aliás, para António Borges, conselheiro do governo, “o ideal era até que os salários descessem como solução para resolver o problema do desemprego”. Também o economista Vítor Bento, conselheiro de Cavaco Silva, e o capitalista Belmiro de Azevedo, líder histórico da Sonae, afinam pelo mesmo diapasão, dando uma ajuda à orquestra que toca contra o salário mínimo. Belmiro de Azevedo, defende salários mais baixos, sob o pretexto de que sem mais mão-de-obra barata não há emprego para todos! Ler o resto do artigo »



Greves e manifestação nos transportes

Durante a semana iniciada dia 4, um conjunto de plenários, concentrações e greves afectará o sector dos transportes, particularmente na Grande Lisboa e Porto. No sábado, haverá manifestação, às 14h30, no Largo Camões, em Lisboa. Trata-se de uma iniciativa da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans). As paralisações parciais dos transportes envolverão, entre outras, as seguintes empresas: CP, Soflusa, Rodoviária do Tejo, Carris, Refer e STCP. Os trabalhadores protestam contra os cortes no pagamento das horas extraordinárias e do trabalho em dia feriado, as privatizações e a retirada de direitos. A luta continua.



“Roubaram-nos a fábrica”

A fábrica alemã Steiff (concelho de Oleiros, centro do país) encerrou a 5 de Fevereiro despedindo 102 trabalhadores, sendo 97 mulheres, e transferiu a produção para a Tunísia. Motivo: reduzir os custos de mão de obra, como abertamente disse a administração. “Os alemães roubaram-nos a fábrica; os alemães só viram dinheiro”, disseram as operárias à imprensa. De facto, além do lucro produzido em mais de 20 anos de laboração, a Steiff beneficiou em todo esse tempo de instalações (um pavilhão com 2 mil metros quadrados) cedidas gratuitamente pela Câmara Municipal de Oleiros, isto é, pagas pelos cidadãos do concelho.



Jornada de luta CGTP a 16 de Fevereiro

A iniciativa, decidida pelo Conselho Nacional na sua primeira reunião deste ano, prevê a realização de manifestações e concentrações em todos os distritos do país e também nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores. “Vamos ter grandes manifestações e concentrações e, desta vez, entendemos que era de dar oportunidade a todos, que vivem fora da região de Lisboa, para manifestar a sua indignação contra o que se está a passar no país”, disse o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, na conferência de imprensa, em que foi anunciada a jornada de protesto.



Manifestações contra OE 2013 e contra o governo

Contra o ataque aos direitos dos trabalhadores, contra a precariedade e o desemprego, contra o brutal aumento de impostos previsto no OE 2013, realizam-se em Lisboa duas manifestações, nos dias 27 e 29.
Dia 27, 10h30, contra o Orçamento do Estado (votação final). Promovida pela CGTP, com concentrações prévias no Largo do Rato, no Jardim da Estrela e no Largo de Santos.
Dia 29, Manifestação Internacional dos Estivadores. Com a participação de centenas de estivadores de outros países. A AR debate a proposta governamental de um novo regime jurídico do trabalho portuário. Concentração na Praça do Município, pelas 13h, seguindo depois para a Assembleia da República.
Participa.



Largo apoio à greve geral, 14 Novembro

A luta está boa, mas é preciso mais

Urbano de Campos

Poucas greves gerais terão tido um sentido político tão marcado como irá ter a de 14 de Novembro. As razões parecem evidentes.
A crise económica redundou numa crise política e governativa. Não há soluções à vista no quadro de “recuperação” que as classes dominantes defendem e tudo se encaminha para um agravamento da mesma política de austeridade. O crescendo dos protestos de massas coloca nos pratos da balança uma força de rua com que o poder não contava ainda há dois meses e que rompe os limites da tradicional oposição parlamentar. Em muitos sectores populares as exigências ultrapassam a questão reivindicativa imediata e colocam em causa o regime político, a falta de democracia, etc. Tudo se encaminha, por estes factos, para uma confrontação cada vez maior entre os interesses do Capital expressos nas medidas de austeridade e os interesses da massa trabalhadora. Ler o resto do artigo »



Contra o Orçamento do Estado! Contra o capital!

Todos à Assembleia da República, dia 31, pelas 17h, no dia da votação, na generalidade, do Orçamento do Estado.

O OE 2013 é mais um violento assalto do capital às classes trabalhadoras. Consequências: agravamento das condições de vida da generalidade dos portugueses, mais de um milhão de desempregados e três milhões de pobres.



Greve dos estivadores

Os estivadores de quase todos os portos do país estão em greve desde há várias semanas. Neste momento, a paralisação tem lugar aos sábados, domingos e feriados e nos turnos da noite. Reclamam melhores condições de trabalho e a integração nos quadros das empresas de dezenas de trabalhadores e defendem as suas organizações sindicais ameaçadas pelas empresas portuárias. As empresas cervejeiras e a AutoEuropa queixam-se dos atrasos que a greve causa nas exportações e tentam criar o clima para a requisição civil dos estivadores. Mas se o problema são as exportações têm bom remédio: pressionem o governo para atender as reclamações dos estivadores.



Jornalistas em greve

Os jornalistas da agência noticiosa Lusa estão em greve até domingo próximo. Protestam contra um corte de 30% no financiamento do Estado à agência que põe em risco o funcionamento dos serviços. Dezenas de jornalistas concentraram-se na sede da agência e em frente da residência do primeiro-ministro defendendo o serviço público e acusando o governo de, com aquela medida, atentar contra o direito a uma informação democrática. Também os jornalista do Público fazem greve esta sexta-feira em protesto contra o despedimento de 40 colegas, a pretexto de “contenção de custos”, chamando a atenção para o facto de a Sonae de Belmiro de Azevedo, proprietária do jornal, ter lucros assinaláveis.



As razões da UGT

João Proença, líder da UGT, deu como razões para não aderir à greve geral anunciada pela CGTP o facto de os objectivos apontados serem “Fora a troika, abaixo o governo”. Ora, estas foram precisamente as razões que levaram à rua nos dias 15 e 29 de Setembro centenas de milhares de pessoas por todo o país. Em Janeiro, Proença e a UGT fizeram o frete ao governo de assinar um acordo de concertação social prevendo o aumento dos dias de trabalho, despedimentos mais baratos, horas extra de borla, menos subsídios de desemprego e por aí fora. Proença falou então em “vitória dos trabalhadores”. Agora que essas medidas são repudiadas publicamente por todo o lado, a UGT volta a amparar o governo.



“No estamos indignados, estamos hasta los cojones!”

Crónica da recepção popular aos mineiros asturianos em Madrid

Santiago Cuervo Porras

Às 2h30 da madrugada dava entrada na Puerta del Sol a “marcha negra”, 19 dias e mais de 400 quilómetros de caminhada sob o sol da Meseta para exigir ao ministério da Indústria que não seja cortada a subvenção ao carvão e se cumpra o que está aprovado nos Orçamentos Gerais do Estado para 2012.
Se a despedida aos mineiros asturianos foi feita por uma multidão em Pola de Lena, antes de subir a Puerto de Pajares, fronteira natural com a meseta leonesa e castelhana, a recepção em Madrid não o foi menos: ao grito de “Esta é a nossa selecção”, milhares de madrilenos desfilaram com a colunas mineiras chegadas de Leão, Astúrias, Aragão, Castela-A Mancha e Andaluzia. Uma vez mais, o povo de Madrid fazia gala da sua afamada solidariedade demonstrada nos momentos mais duros e difíceis da nossa história. As filas de mineiros flanqueadas e protegidas pelos bombeiros da capital recebiam emocionados as demonstrações de afecto dos que ali se tinham congregado. Ler o resto do artigo »



Sabedoria e estupidez

A propósito da greve dos médicos de 11 e 12 de Julho, um utente do SNS, da aldeia de Bessa, serra do Barroso (António Linhares, 82 anos) declarava: “Concordo em absoluto com esta greve, pois os médicos estão também a defender os utentes. O ministro tratou esta greve com os pés … pois eles têm razão, não se pode mandar tratar dos doentes um qualquer que faça mais barato”. Entretanto, um jovem videirinho da Comissão Política Nacional do PSD, Rodrigo Moita de Deus, escrevia num conhecido blogue de direita: “Vi na televisão centenas de médicos a celebrarem o feito de terem deixado milhares de portugueses sem cuidados de saúde”. Mais palavras, para quê?



“Se os nossos filhos passarem fome…”

Oito mil mineiros em greve no norte de Espanha põem a polícia em respeito

Urbano de Campos

Mais de 200 mineiros de vários pontos do norte de Espanha caminham desde dia 22 de Junho em direcção a Madrid, onde contam chegar no dia 11, numa Marcha Negra em que reclamam a reposição dos apoios estatais à exploração de carvão. Os cerca de 8 mil mineiros espanhóis (das Astúrias e Leão, mas também de Castela e de Aragão) entraram em greve por tempo indeterminado em final de Maio, quando o governo de Rajoy anunciou um corte drástico nos subsídios que ameaça pura e simplesmente fazer encerrar as minas de carvão. A determinação dos mineiros asturianos ficou bem patente nos confrontos com a polícia. E o seu sentido de classe ficou também bem expresso nas sucessivas manifestações já realizadas. Numa delas, uma faixa dizia: “Se os nossos filhos passarem fome, os vossos verterão sangue”. Ler o resto do artigo »



Dia 30, manifestações pelo Direito ao Trabalho

O agudizar da crise do capitalismo, na sua fase senil, faz alastrar uma calamidade entre as classes proletárias, com milhões de desempregados, precários e pobres. Em Portugal, os governos do patronato projectam em vão uma saída, procurando que sejam os trabalhadores a pagar a crise. Mas é papel dos explorados e oprimidos lutar pelos seus direitos, ao mesmo tempo que dificultam a vida aos capitalistas. No dia 30 de Junho, pelas 15h, promovidas pelo Movimento Sem Emprego (MSE), realizam-se diversas manifestações pelo Direito ao Trabalho: Lisboa, Largo Camões; Porto, Praça da Batalha; Braga, Avenida da Liberdade; Coimbra, Praça da República.



Desemprego e altos salários

Segundo afirmação da troika que veio inspeccionar Portugal, assim como de alguns membros das classes dominantes, a elevada taxa de desemprego verificada entre nós dever-se-ia a uma falta de flexibilidade na formação de salários e no mercado de trabalho, a que corresponderiam salários elevados. A realidade é que estamos num país de baixos salários médios – entre 700 e 800 euros mensais – com mais de 35% dos trabalhadores a receberem salários líquidos inferiores a 600 euros, e onde a percentagem dos que auferem o salário mínimo (485 euros) tem vindo a aumentar. Afirmar que o elevado desemprego em Portugal se deve a altos salários merece resposta contundente.



Pela subida dos salários, sim. Mas com que armas?

Comentário aos argumentos do secretário-geral da CGTP

Urbano de Campos

No discurso do 1.º de Maio, em Lisboa, e uma semana mais tarde, após uma reunião com o ministro a Economia, o secretário-geral da CGTP defendeu a subida dos salários, tanto do salário mínimo como dos demais. Tirando o patronato, ninguém se atreverá a contestar tal reclamação. Inteiramente de acordo, portanto, quanto ao objectivo. Mas o mesmo não podemos dizer quanto à argumentação que Arménio Carlos usa em defesa da proposta. E porque essa argumentação denuncia a fraqueza política da reivindicação, nos termos em que é feita pelo líder da CGTP, importa determo-nos um pouco sobre os argumentos usados. Ler o resto do artigo »



Milhões de oportunidades

Nas teorias de Passos Coelho e da sua gente há milhões de oportunidades à espera dos portugueses: as dos mais de um milhão de desempregados, bem como de alguns milhões de pobres. Assim queiram eles aproveitar essas oportunidades, mudando de trajectória, alterando o rumo das suas vidas. De facto, nalguma coisa Passos Coelho tem razão: os portugueses podem mudar seriamente as suas vidas, mas a primeira coisa que têm a fazer é correr com a corja que nas últimas décadas tem governado o País. Dando-lhe, assim, a oportunidade de emigrar, de vigiar fogos e fazer a limpeza das florestas, de viver com o salário ou a pensão mínima ou, até, com o rendimento social de inserção.



Conspiração contra a Segurança Social

Pedro Goulart

De tempos a tempos, desencadeiam-se campanhas contra a Segurança Social e a sua alegada insustentabilidade, produzidas pelos governos do capital e ampliadas por alguns “cientistas sociais” e jornalistas ao serviço do patronato. Como a recente tentativa de relançar a discussão do tema, encetada pelo ministro Mota Soares, que defendeu a urgência de uma reforma, para que o Estado deixe de gerir “fortunas” e “poupanças”. Escondeu o ministro e “esquecem” os defensores desta política de privatizações, a que alguns chamam de neoliberal, que milhões de americanos perderam as suas poupanças e foram atirados para a pobreza, devido à falência de vários bancos e companhias de seguros no seu país. Ler o resto do artigo »



Proença ameaça

João Proença descobriu agora que o governo faz gato-sapato do acordo assinado com a UGT na chamada Concertação Social e ameaça rasgar o papel. Claro que não o vai fazer. O governo vai dar-lhe mais umas palmadinhas nas costas e Proença voltará a dizer que obrigou o governo a recuar. Até à próxima.



Greve geral no Estado espanhol e demarcações políticas

Carlos Completo

Em 29 de Março, o Estado espanhol foi confrontado com uma greve geral que abrangeu perto de 10 milhões de trabalhadores. Além das paralisações houve ocupações. Foi ampla a participação de trabalhadores e de militantes anticapitalistas nos piquetes de greve. As principais centrais sindicais, CCOO e UGT, assim como a CNT, a CGT e a LAB, estiveram profundamente envolvidas nas lutas. As fábricas de automóveis, o sector dos transportes (incluindo os transportes aéreos), portos, centros de abastecimento na Andaluzia e Catalunha, sectores químico, mineiro, têxtil e postal, recolha de lixo e mesmo os média do sistema, foram os sectores mais afectados pelas paralisações. Num país com mais de 5 milhões de desempregados e com uma brutal reforma laboral agora imposta pelo patronato e pelo governo de Mariano Rajoy, é natural que cresça o descontentamento e a luta das classes trabalhadoras e do povo contra tais políticas. Ler o resto do artigo »



Greve geral / Manifestação

No dia da greve geral (este 22 de Março) a CGTP promove em Lisboa uma manifestação que se inicia às 14h00, entre o Rossio e S. Bento.
Mais tarde, às 16h00, a Plataforma 15 de Outubro convoca um desfile, também entre o Rossio e S. Bento, seguido de uma assembleia popular.



Editorial

Os mitos patronais e a crua realidade

Todo o apoio à greve geral

As confederações patronais parecem querer inaugurar um novo discurso: “Não falemos de crise, falemos do futuro”. Concordante, o ministro das Finanças procura animar a malta com prognósticos de recuperação económica para 2013.
Mas a realidade vai-se impondo: a Peugeot-Citroën de Mangualde encerrou um turno de laboração e mandou para a rua 350 trabalhadores de uma assentada; a Carris vai reduzir as carreiras e com isso despede 100 motoristas (além de aumentar os passes sociais); a construtora Soares da Costa foi autorizada pelo governo a despedir 940 trabalhadores (mesmo depois de ter ultrapassado o limite legal para o efeito); a privatização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo põe em risco os seus 600 trabalhadores; no Arsenal do Alfeite, praticamente inactivo, teme-se igualmente pelos postos de trabalho; dezenas de milhares de empregados da indústria hoteleira e de operários da construção civil estão ameaçados de despedimento por falência das empresas.
Esta é a realidade que o discurso dos patrões e do governo não pode mudar, mas quer disfarçar. Ler o resto do artigo »



Estado espanhol: milhão e meio nas ruas

Muitos milhares de trabalhadores (milhão e meio segundo os sindicatos) manifestaram-se dia 12 em dezenas de cidades do Estado espanhol, contra a brutal reforma das leis laborais que o patronato e o governo de Mariano Rajoy querem impor às classes trabalhadoras. As manifestações, convocadas pelas centrais sindicais Comisiones Obreras e UGT, foram fortemente participadas em Madrid, Barcelona, Valência, Bilbau, Sevilha e várias outras cidades. As mesmas centrais sindicais, que apelaram à mobilização dos trabalhadores para a greve geral marcada para o próximo dia 29, exigiram ainda que o governo se sente à mesa das negociações, condição sem a qual não se disporão desmarcar a projectada greve.



Lutas de empresa: dois casos

Urbano de Campos

As grandes manifestações sindicais, a greve geral de Novembro passado e outras acções massivas de rua, como as dos jovens, expressam a indignação que vai nos trabalhadores e na população atingida pela austeridade. O mesmo se espera da greve geral marcada pela CGTP para 22 de Março. Mas a fraca e esporádica resistência que se pode observar nas empresas, ditada sobretudo pelo medo de represálias, cria um estado de divisão e de falta de confiança que debilita a resposta dos trabalhadores.
Este estado geral tem no entanto excepções que merecem ser divulgadas e evidenciadas. Dois casos de lutas recentes mostram que o caminho da resignação e da derrota não é obrigatório: a paralisação do pessoal da manutenção da TAP, em Lisboa; e a luta vitoriosa dos trabalhadores da Cerâmica Valadares, em Gaia. Ler o resto do artigo »



A quem serve a via seguida pela UGT?

Urbano de Campos

É patético o esforço que João Proença tem feito para demonstrar as “vantagens” para os trabalhadores – e para o movimento sindical, como ele não se cansa de sublinhar – do aval que, por sua mão, a UGT deu à política do governo PSD/CDS no acordo firmado, em final de Janeiro, à sombra da famigerada “Concertação Social”. Na verdade, ninguém vê onde está a vantagem de assinar por baixo medidas de despedimento mais fácil e mais barato, menores subsídio de desemprego, mais horas de trabalho não pagas, menos dias de férias, etc. A evidência é outra: no ambiente de catástrofe e de corrupção em que o país vive, o governo e os patrões compraram, a custo zero, o voto da UGT para que o assalto aos bolsos dos trabalhadores pudesse parecer coisa consentida. Ler o resto do artigo »



Há que lutar! O MV na manifestação de amanhã

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O Mudar de Vida, com a sua faixa “Contra o Capital”, vai participar na manifestação de amanhã, 11 de Fevereiro, em Lisboa, convocada pela CGTP. Convidamos os amigos e leitores do MV a reunirem-se na Praça dos Restauradores, junto ao elevador da Glória, pelas 14h30.

À margem dos intermináveis debates travados no parlamento ou nos meios de comunicação, o dia a dia dos trabalhadores torna-se um inferno mantido debaixo de silêncio. O Capital desencadeou uma guerra de classe contra o Trabalho. Isto exige do Trabalho nada menos do que uma guerra de classe contra o Capital. O movimento laboral, com destaque para o movimento sindical, precisa de uma capacidade de resistência acrescida, em número de lutas e em dureza – ao nível das medidas de terror que desabam sobre os trabalhadores. Só o medo pode fazer recuar os patrões e o governo.



Editorial

Só lutando

Contra todos os anúncios do governo e dos propagandistas da situação, nem 2012 será o final da crise, nem 2013 o início da “recuperação”. Quem desconfiasse das vozes oficiais, já o sabia; mas agora são os próprios a dizê-lo.

Os oráculos do grande capital europeu dizem à boca cheia que Portugal não conseguirá cumprir o plano da troika e que vai precisar de novo “acordo” – significando isso medidas ainda mais brutais contra os assalariados.
Em consonância, o Banco de Portugal prevê uma profunda recessão e desemprego recorde, confirmando o caminho sem retorno do capitalismo português numa Europa em declínio e sugerindo o meio do costume: mais “austeridade”.
O governo admite que o défice teima em não baixar e, pelo processo da “fuga de informações”, sonda a reacção da opinião pública a novas penalizações sobre o trabalho. Ler o resto do artigo »



A metade pobre dos EUA

Marx estava certo: aumenta o fosso entre os 99% e os 1%. O capitalismo não pode responder às necessidades humanas

Fred Goldstein, WW / MV

pobreza_usa.jpgEm Novembro último, o New York Times publicou os dados sobre a pobreza nos EUA, baseados num novo método de cálculo, e avançou que 100 milhões de pessoas, uma em cada três, eram pobres. O número foi chocante. No mês seguinte, a Associated Press revelou que 150 milhões, cerca de uma em cada duas pessoas, era pobre ou “quase pobre”. Isto foi ainda mais chocante. É da relação entre o aumento da pobreza e o crescimento capitalista que fala o artigo de Fred Goldstein, publicado em 21 de Dezembro no jornal Workers World. Ler o resto do artigo »



Que rumo para a luta sindical na resposta à ofensiva capitalista?

Urbano de Campos

manifcgtp.JPGA ofensiva capitalista não tem dado descanso aos trabalhadores e, globalmente falando, as medidas que favorecem o patronato têm sido sucessivamente postas em prática. A resistência, portanto, não tem sido suficiente para travar o ataque. Mas reconhecer isso não significa considerar inútil a resistência que tem sido movida nem declarar o óbito dos sindicatos. Pelo contrário, a renovação da luta de classe dos trabalhadores implica reconhecer que tem sido ela, apesar de todas as fraquezas, a única a fazer frente, de forma continuada, aos ataques patronais. Longe de considerar ultrapassada a actividade sindical, acho que ela precisa de ser incrementada e renovada como luta de classe. Ler o resto do artigo »



CGTP convoca manifestação para 11 de Fevereiro

A CGTP anunciou que vai convocar uma manifestação nacional, a realizar em Lisboa, para o dia 11 de Fevereiro. Sob o lema “contra o medo e a resignação”, a manifestação tem por objectivo protestar contra o aumento do horário de trabalho, a carestia, o desemprego e os cortes nos salários.



Cresce a vaga de lutas

Manuel Raposo

ceramica_valadares_72.jpgOs anúncios de fim da crise e de retoma económica estão a revelar-se como uma burla mais cedo do que se esperaria. A virtude da austeridade mostra ser apenas a de reclamar mais austeridade. Os resultados estão à vista, escassos dias depois da aprovação do Orçamento do Estado: mais défice que servirá para justificar mais medidas punitivas dos trabalhadores. Só uma resposta pode trazer resultados úteis: a luta de todos os sectores atingidos. Ler o resto do artigo »



Há cada cristão

António Pinto Leite, presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores, e também conhecido romeiro (a pé) nas peregrinações a Fátima, afirmou que a legislação laboral deveria ser alterada para permitir às empresas baixarem salários, com mútuo acordo. “Afinal, é o que já se passa na realidade. A realidade ultrapassa as leis”, sublinhou durante a Desconferência “O Fim da Crise”, recentemente realizada no Teatro São Luiz. Isto, para além de pedir ao governo que alargue o leque de motivos legais de despedimento. É mais um (neste caso, um devoto cristão) a aproveitar a maré de ataque aos direitos dos trabalhadores levada a cabo pela troika e pelos seus amigos do PSD/CDS.



Notas para uma crítica do sindicalismo

António Poeiras

trabalhadoresunidos.jpg1. A globalização, de velas enfunadas pelos ventos de Chicago e a ajuda à navegação da esquerda, sobretudo da esquerda social-democrata, completamente rendida aos cantos de sereia do capitalismo liberal, esvaziou a capacidade de acção dos sindicatos, os quais, por via do trabalho precário (recibos verdes, contratos a um mês…) têm cada dia menos membros e, por conseguinte, menos influência na definição das políticas sociais.

2. Outra contribuição importante para a inoperacionalidade dos sindicatos é o facto de permanecerem prisioneiros de direcções partidárias incapazes de acertarem o passo com as exigências da actualidade e cuja estratégia se reduz à colecção de umas migalhas de poder. Ler o resto do artigo »



Braga: manifestação contra o desemprego

O Movimento dos Trabalhadores Desempregados prepara uma manifestação contra o desemprego, a realizar na próxima sexta-feira, dia 16, na Av. Central de Braga. Num distrito que conta com mais de 54 mil trabalhadores à procura de emprego, a luta contra o trabalho precário, o desemprego e a meia hora de trabalho gratuito que o governo quer impor a quem trabalha (infringindo a legislação laboral e os direitos conquistados), são motivos mais que suficientes para trazer às ruas de Braga milhares de trabalhadores, que vêem agravar-se diariamente as suas já duríssimas condições de vida.



No rescaldo da greve geral

“Controlar” ou impulsionar o protesto social?

Os sindicatos não podem ser “válvulas de escape”

Urbano de Campos

grevegeral24nov.jpgO foco dos comentários sobre a greve geral do passado dia 24 incidiu sobre a pequena desordem nas escadas da Assembleia da República e a pancadaria que agentes policiais à paisana deram em manifestantes isolados. Esta violência é um sinal do que o poder é capaz de fazer para se defender dos protestos sociais e merece ser vista a essa luz. Mas mais importante que esses episódios foi o colete de forças em que os diversos representantes do poder tentaram meter os acontecimentos, antes e depois do dia 24, no sentido de encaixar a greve geral nos limites que eles acham aceitáveis quer para o movimento sindical quer para o protesto social em geral. Ler o resto do artigo »



Para mudar de rumo

A crise do capitalismo assola a Europa e o mundo. Os trabalhadores europeus são os nossos primeiros aliados. Solidariedade e apoio são indispensáveis para reforçar a luta comum. Foi o que os comunistas gregos disseram ao colocar no alto da Acrópole a exortação “Povos da Europa, levantem-se!” Não foi só um pedido de ajuda, foi um apelo à união europeia dos trabalhadores. Cabe aos trabalhadores portugueses corresponder à chamada.

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Para mudar de rumo

Resistir ao aumento da exploração significa atacar os ganhos do capital; não há terceira via. O capital só sabe combater a crise aumentando a exploração. O trabalho terá de reagir da única maneira eficaz: reclamando medidas que empurrem os custos para cima do capital. Só assim o movimento de resistência acumulará força para travar a ofensiva do poder.

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Para mudar de rumo

O patronato quer reduzir os assalariados à condição de pobres sem direitos. Esta política precisa de resposta à altura: uma resposta anticapitalista. À cabeça da resistência têm de estar os mais sacrificados – o operariado e os demais trabalhadores assalariados. É essa a primeira condição para que o movimento de protesto não se limite a pedir benevolência ao governo e ao patronato, coisa a que eles serão surdos enquanto não se sentirem em perigo.

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Mais de um milhão de desempregados

Segundo o economista Eugénio Rosa, a política da troika, seguida pelo governo PSD/CDS (e apoiada pelo PS), no sentido de “tranquilizar os credores”, está a fazer disparar o desemprego, tendo a taxa oficial, no 3.º trimestre deste ano, subido para 12,4% (dados do INE). Ora, somando a este desemprego oficial os “inactivos disponíveis” e o “subemprego visível” (também dados do INE), obtemos uma taxa de desemprego real da ordem dos 18%, verificando-se assim, actualmente, que há mais de um milhão de trabalhadores efectivamente desempregados.



Grécia: greve geral

Os principais sindicatos gregos começam ontem, dia 19, uma greve geral de 48 horas contra as novas medidas de austeridade anunciadas pelo governo, que prevêem o fim dos contratos colectivos, despedimentos de mais umas dezenas de milhares de trabalhadores e uma nova diminuição de salários. Também já foi convocada uma concentração para quinta-feira frente ao Parlamento, coincidindo com a discussão e eventual aprovação desse novo pacote de medidas. Estas lutas vêm na sequência das já numerosas, persistentes e combativas greves e manifestações levadas a cabo pelos trabalhadores e pelo povo grego contra as gravosas medidas de austeridade impostas pela UE e pelo FMI.



MANIFESTAÇÃO 1 OUTUBRO

Contra o empobrecimento e as injustiças.
Lisboa 15h, do Saldanha aos Restauradores.
Porto 15h, da Pç dos Leões à Pç da Batalha

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Nada de conflitos

Disse João Proença, líder da UGT, que “Portugal só ficará melhor se conseguir evitar conflitos sociais” (Diário Económico, 29 de Agosto). Pelos vistos, o ataque aos assalariados por parte do capital e dos seus governos – reduções salariais, corte de pensões e de subsídio de desemprego, despedimentos, precariedade, piores condições de trabalho, revogação das protecções legais do trabalho – não são para João Proença marcas de um conflito social. Só há conflito social se forem os trabalhadores a reagir ao nível que a situação exige. Isto mostra bem como Proença e a UGT encaram a luta sindical.



Demasiado tolerantes

Cerca de mil pequenos agricultores do Douro manifestaram-se na Régua, a 31 de Agosto, diante do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto em protesto pela redução do volume de vinho que o instituto compra aos produtores, facto que ameaça arruiná-los. Apesar da presença da GNR, e dos apelos à calma de uma dirigente da associação dos vitivinicultores, os agricultores, homens e mulheres, atacaram as instalações, partiram vidros e despejaram uvas em frente ao edifício. Uma mulher, referindo-se à GNR, dizia: “Estes vagabundos de G3 deviam era ir trabalhar”. E um outro manifestante, contrariando uma jornalista que questionava os actos menos pacíficos, respondeu: “Nós temos sido é muito tolerantes”.



Mais despedimentos, mais baratos ou mesmo a custo zero

Uma discussão delirante sobre as vantagens de ser despedido

Urbano de Campos

despedimentos.jpgFoi surrealista a discussão travada na Assembleia da República, dia 28, sobre a proposta de lei do governo que reduz as indemnizações por despedimento. Primeiro, porque a lei em discussão é provisória; outra pior está na manga. Depois, porque os argumentos em defesa da alteração referiam-se a tudo menos ao que estava em causa: aumentar o desemprego e torná-lo mais barato para o patronato. Ler o resto do artigo »



Estaleiros navais em luta

No dia 20, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo anunciaram um plano de reestruturação que despede 380 dos 720 trabalhadores. A Administração, com uma razoável carteira de encomendas, pretende aliviar os custos fixos, admitindo contratar 200 trabalhadores através de subempreiteiros. Apreensivos e revoltados, os operários, em plenário no dia 22, decidiram uma greve para dia 29. À noite, o presidente do Conselho de Administração, Carlos Veiga Anjos, demitiu-se do cargo, alegando insultos e tentativas de agressão por parte dos trabalhadores. Não disse que, à saída da empresa, como afirmaram testemunhas, investiu com o carro contra os trabalhadores concentrados que lhe pediam explicações.



As malfeitorias do programa da troika e a necessária luta dos trabalhadores

Pedro Goulart

fmifora.jpgO Programa da troika (FMI/UE/BCE), além de constituir um violento ataque contra as classes trabalhadoras, representa, também, o ruir do pouco que ainda restava de independência nacional. Os homens da troika levam as suas duras exigências até ao pormenor, impondo-as aos futuros governos de Portugal. Ler o resto do artigo »



Denúncia

“O meu estado psicológico resume-se em exaustão”

“Ana”

precarios-do-mundo-inteiro.jpgA propósito de textos que publicámos em Outubro de 2008 e Fevereiro de 2010 denunciando as condições de trabalho dos funcionários de call centers, recebemos mais um testemunho que confirma o insuportável regime imposto a esses trabalhadores, a maioria deles, se não todos, precários. Ler o resto do artigo »



Patriotas interessados

Dois dos subscritores de um chamado compromisso nacional, preenchido essencialmente por destacados homens do capital, parecem já ter começado a pôr em prática este seu compromisso com a pátria. Belmiro de Azevedo e Alexandre Soares dos Santos, proprietários do Continente e do Pingo Doce estão a fazer chantagem sobre os trabalhadores destas empresas de distribuição, ameaçando-os com processos disciplinares, pretendendo obrigá-los a trabalhar no 1º de Maio. O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio já apresentou um pré-aviso de greve para o dia 1 de Maio, de modo a permitir que os funcionários dos hipermercados possam gozar o feriado do Dia do Trabalhador.



A luta continua nas empresas

estamosemgreve.jpgDepois das grandes e significativas manifestações dos dias 12 e 19 de Março, em que centenas de milhares de trabalhadores, desempregados e jovens exprimiram publicamente o seu descontentamento e apresentaram as suas reivindicações, nos próximos dias a luta continua nas empresas. Ler o resto do artigo »



Os mixordeiros

Os mais recentes dados do INE sobre o desemprego desmentem as previsões do governo. O número de desempregados atingiu novo máximo, com 619 mil portugueses sem trabalho. A taxa de desemprego para o quarto trimestre de 2010 é estimada em 11,1%, agravando-se, assim, o valor face aos 10,9% verificados no trimestre anterior. Mas sabemos, que estes são dados oficiais, pois o desemprego efectivo já ultrapassa os 760 mil. Contudo, para lançar poeira para os olhos dos incautos, o governo costuma usar os habituais e torturados números do IEFP, que surgiram passadas umas horas sobre os dados do INE, salientando uma descida do desemprego em Janeiro relativamente ao mês homólogo de 2010!



Conselhos “amigos”

Abaixamento de salários, um deles

Pedro Goulart

cortar-salarios.jpgCarlos Zorrinho, secretário de estado da Energia e Inovação, disse recentemente num almoço -debate com jornalistas organizado pela Comissão Europeia que Bruxelas recomenda a Lisboa um “ajustamento dos preços e dos salários”, bem como a “flexibilização do mercado de trabalho”. Apesar de afirmar que o governo português não está “cem por cento de acordo” com todos os conselhos de Bruxelas, o secretário de estado lá foi dizendo: “Nós achamos que sim (pode haver ajustamento de salários e preços) mas, para ganhar competitividade, este é um dos componentes e não o único nem sequer o principal”. No que respeita à flexibilização do mercado de trabalho, Carlos Zorrinho manifestou a sua concordância com este objectivo de Bruxelas, mas “através de outros mecanismos”. Ler o resto do artigo »



Trabalhadores da CP em greve

Após uma mobilizadora semana de luta (iniciada a 7 de Fevereiro) no sector dos transportes, os trabalhadores destas empresas decidiram continuar os protestos contra os cortes salariais, caso a sua situação não se altere. Assim, hoje (dia 15) os trabalhadores da CP levaram a cabo mais uma greve a nível nacional, que se saldou numa paralisação dos comboios a quase 100%. Amanhã estes trabalhadores prosseguem esta forma de luta.



“Não pagamos a crise deles”

Trabalhadores da INCM paralisam e apelam a uma greve geral do sector público

Urbano de Campos

casadamoeda.jpgOs 700 trabalhadores da Imprensa Nacional Casa da Moeda (cerca de 600 dos quais nas instalações de Lisboa) fazem greve hoje, dia 11, em reacção contra os cortes salariais, à semelhança de trabalhadores de outros sectores, nomeadamente os dos transportes.
Em comunicado, a Comissão de Trabalhadores da INCM não apenas explica as razões da luta como lança um apelo para o endurecimento dos protestos, avançando a ideia de uma greve geral que una os trabalhadores do sector empresarial do Estado e da Administração Pública Central e Local. Ler o resto do artigo »



Semana de luta nos transportes

Pedro Goulart

grevemetro.jpgTrabalhadores dos transportes públicos e das transportadoras privadas iniciaram greves no dia 7 de Fevereiro, em protesto contra os cortes e os congelamentos salariais no sector. Mas, também, face à generalizada ofensiva levada a cabo pelo estado e pelo capital contra os seus direitos económicos e sociais. Ler o resto do artigo »



Missão sindical europeia no Sahara Ocidental

Uma delegação de sindicatos europeus composta por oito centrais sindicais de Espanha, Euskadi, Galiza, França, Itália e Portugal, deslocou-se a El Aiun, capital do Sahara Ocidental, entre os dias 23 e 25 de Janeiro. Durante a visita, a delegação constatou a falta de liberdades políticas, sociais e sindicais da população e dos trabalhadores e trabalhadoras saharauis e expressou a sua solidariedade com o povo saharaui, exigindo que se respeite o seu direito à autodeterminação através da realização do referendo reconhecido em inúmeras resoluções das Nações Unidas e reiteradamente não cumpridas pelo reino de Marrocos.



A burla do salário mínimo e a lição que encerra

Urbano de Campos

concertacaosocial.jpgO salário mínimo nacional (SMN) foi alvo de uma negociação plurianual em 2006, ficando então estabelecido (entre patrões, governo e sindicatos) que seria de 500€ em Janeiro de 2011. Mas, desde logo, a pretexto da crise, os patrões fizeram saber que não cumpririam o acordo. Agora, num simulacro de negociação no Conselho de Concertação Social (composto pelas duas centrais sindicais e por quatro representações patronais), o governo entendeu que a maioria dos “parceiros sociais” aceitou que o aumento fosse faseado, subindo 10€ em Janeiro próximo em vez dos 25 previstos. E o resto logo se vê.
Acontece que a inflação dos preços – que mostra sinais de disparar nos produtos e serviços básicos (alimentação, energia, transportes, etc.) – vai ser superior à subida do SMN: 2,2% contra 2,1%. Ou seja, o valor real do salário mínimo (e, por arrasto, dos demais) vai continuar a diminuir, comido à partida pela subida dos preços. Ler o resto do artigo »



Duros confrontos na Grécia

Confrontos violentos entre polícias e manifestantes verificaram-se nas ruas da Grécia, no dia 15, por ocasião da sétima greve geral realizada já este ano. Mais uma vez, contra as medidas de austeridade do governo grego, a mando da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. Em Atenas, manifestantes encapuzados lançaram fogo a um piso do Ministério das Finanças e a um edifício na praça Sindagma. Noutro local, o ex-ministro dos Transportes, Costas Hatzidakis, foi atacado por manifestantes, quando caminhava numa avenida do centro da cidade. E, frente ao Parlamento grego, as forças policiais recorreram a gás lacrimogéneo para dispersar a multidão.



França: uma população em estado de alerta

François Pechereau

grevefrance2.jpgDesde a aprovação da lei do presidente Sarkozy relativa à alteração das reformas, a participação nas movimentações de protesto tornou-se menos importante. E, no entanto, há muito tempo que não se via em França uma mobilização de massas tão importante. Cada dia de manifestação reunia milhões de pessoas (até três milhões no auge dos protestos): as fábricas bloqueadas, as refinarias e postos de combustíveis fechados, o lixo não recolhido, as pontes e os pontos estratégicos das cidades cortados.
Os grevistas conseguiram, desde há alguns anos, utilizar técnicas eficazes, quase cirúrgicas, de intervenção, que – com muito poucos recursos – bloquearam o país muito rapidamente. Ler o resto do artigo »



O crivo

As brutais medidas anti-sociais do Orçamento do Estado para 2011 foram aprovadas pela desavergonhada partidocracia PS/PSD. Não houve, portanto, chantagem entre o PS e o PSD. Houve sim, mais uma vez, uma chantagem de ambos contra a maioria do sacrificado e explorado povo português. As monstruosas medidas anti-sociais de Sócrates e Passos Coelho vão ter dois crivos: a Assembleia da República, primeiro, e a revolta popular, depois… FB



Todo o apoio à greve geral!

portinari_a_greve.jpg1. Passo a passo, o patronato e o poder vão impondo aos trabalhadores mais pobreza: menos emprego, menores salários, mais baixo poder de compra, pior saúde, pior educação, menos apoios sociais.

Uma sociedade que promete um futuro pior que o presente não serve!
O capitalismo mostra-se incapaz de responder às necessidades de progresso da população – em Portugal, na Europa e no mundo. É esta a lição principal a tirar do marasmo da economia e das crises sucessivas que, de ano para ano, afundam as condições de vida dos trabalhadores.
O progresso, sob o capitalismo, é hoje uma miragem. Aos trabalhadores interessa um sistema económico e uma organização social de onde sejam banidos o lucro, a exploração do trabalho, a apropriação privada da riqueza – os verdadeiros causadores das crises e da degradação da vida social. Ler o resto do artigo »



Um longo lastro de razões para a greve geral

Quem vive "acima das nossas posses" e por que motivo os sacrifícios não são para todos?

Urbano de Campos

greve_geral.jpgDe repente, alguém inventou que “vivemos acima das nossas posses” e que se torna por isso “urgente fazer sacrifícios” – e a ideia fez carreira. Os destinatários exclusivos destas mensagens são os trabalhadores, a quem se exige mais produção com menores salários e menor consumo – para que as empresas, diz-se, sejam mais “competitivas” e possam “de futuro”, assim se promete, criar novos empregos.
Tudo isto assenta numa mentira: o capitalismo está em crise porque não consegue vender tudo o que produz; a competição entre capitais aumenta por isso mesmo, levando as empresas a quererem lucrar mais com menos gastos e com menos mão-de-obra, agora e no futuro. O fito das políticas de “sacrifícios” é, pois, o de embaratecer à bruta a força de trabalho e o seu resultado é o empobrecimento da massa trabalhadora assalariada. Ler o resto do artigo »



AJA com a greve geral e contra a NATO

Em comunicado, a Associação José Afonso afirma não poder ficar indiferente à realização da cimeira da NATO e declara apoiar “o vasto movimento de cidadãos contra a Guerra, pela Paz e contra a NATO”, apelando aos associados e amigos para participarem nas iniciativas que vão decorrer em Lisboa, em particular, na manifestação do dia 20, no Marquês de Pombal. Igualmente, a Associação José Afonso afirma-se solidária com a Greve Geral do próximo dia 24 de Novembro, convocada pelas centrais sindicais CGTP e UGT e também por sindicatos independentes.



Enquanto forem os ricos…

Enquanto forem os ricos a tentar resolver o problema dos pobres – como ficou patente no último “Prós e Contras” da RTP – a pobreza não vai diminuir mas sim aumentar. FB



Prossegue o combate

Acesa luta de classes em França

Pedro Goulart

manifestation_jeunes_france.jpgNos meses de Setembro e Outubro, milhões de trabalhadores e estudantes têm participado em numerosas greves e manifestações nas ruas de França. Foram várias as jornadas de luta, algumas envolvendo mais de três milhões de pessoas. Em alguns casos, com confrontos entre os manifestantes e a polícia. E com mais de 2000 detidos desde o início da luta. Há muito que a França não via manifestações de tal dimensão.
Operários, funcionários públicos, professores, estudantes liceais e do ensino superior têm vindo a protestar contra a nova lei das reformas do governo de Sarkozy, que decidiu elevar de 60 para 62 anos a idade mínima de acesso à reforma e de 65 para 67 anos o direito a aceder a uma pensão completa. Trata-se de fazer face a um forte ataque do governo a direitos fundamentais dos trabalhadores. Ler o resto do artigo »



O lado explosivo da questão

Em jeito de saudação aos 33 mineiros chilenos

Manuel Raposo

mineros-chilenos.jpgTodos quiseram tirar proveito do drama dos mineiros chilenos. O presidente Piñera, com a fanfarra da “unidade nacional” (em torno dele, claro), forma de deixar na sombra a bandalheira permitida aos patrões da mina que foi o factor responsável pela situação. A agência espacial norte-americana, a NASA, porque forneceu a “tecnologia espacial”, ganhando com isso uma face de “utilidade pública”. O Papa, arvorando o “milagre” sem o qual o salvamento ficaria sem explicação, esquecendo por que motivo a acção divina não impediu a derrocada nem obrigou os patrões chilenos a cumprir regras de segurança. Ler o resto do artigo »



Denúncia

As “alternativas” do Instituto do Emprego

Exército faz recrutamento em sessões do IEFP de presença obrigatória

Miguel Ferreira

tropa.jpgHá quem diga que a tropa é um emprego como outro qualquer e que, na situação actual, mais vale isso do que nada. Mas as coisas não são tão simples. Basta ver que o orçamento da Defesa para este ano aumentou quando os apoios sociais baixaram drasticamente; que o governo não teve dúvidas em gastar mil milhões de euros em submarinos; que há dias foram dados às forças armadas perto de 50 milhões para aumentos de vencimentos; que foram desbloqueadas as promoções nas polícias; e que os militares em missões no Iraque ou no Afeganistão são pagos a peso de ouro. Isto mostra como as despesas militares se fazem à custa das condições de vida dos trabalhadores e dos mais pobres.
Por isso é importante a denúncia, feita na primeira pessoa, que aqui publicamos. Ler o resto do artigo »



Quem ganha e quem perde

No último ano, o número de empregados com remunerações líquidas acima de 3 mil euros cresceu 26,7%, diz o Instituto Nacional de Estatística. Trata-se de uma minoria (32 mil pessoas) que não chega a 1% do total dos trabalhadores por conta de outrem. Ao contrário, também no último ano, os que ganham menos de 600 euros (37,4% dos trabalhadores por conta de outrem, perto de 1 milhão e meio de pessoas) viram os seus postos de trabalho diminuir 4,7% (menos 70 mil empregos).



Hoje, 29 Setembro: greves gerais, jornadas de luta, manifestações

Trabalhadores europeus, uni-vos!

Urbano de Campos

bandeiras-vermelhas-maria-vieira-silva.jpgOs números que temos vindo a publicar sobre o aumento dos despedimentos em Portugal retratam a razia sem precedentes que se verifica no emprego. O mesmo acontece em Espanha, com valores ainda mais altos. E o mesmo também na Europa e nos EUA.
Espanha e Portugal ocupam o primeiro e o quarto lugar deste desgraçado ranking europeu com mais de 20% e 11% de desempregados, respectivamente. Na média, o valor passa dos 18% para o conjunto da Península, ou seja mais de 5,3 milhões de pessoas.
Simultaneamente, na grande maioria dos países afectados, o desemprego continua a crescer a par de uma (apesar de débil) recuperação económica – o que aponta para uma conclusão óbvia: a recuperação dos negócios capitalistas está a fazer-se à custa da eliminação de postos de trabalho. Ler o resto do artigo »



Espanha

Boas razões para a greve geral

País paralisa amanhã, dia 29, na jornada europeia de luta

Manuel Raposo

huelgageneral29s.jpgUm estudo elaborado pelo Gabinete Técnico da Federação do Comércio Hotelaria e Turismo das Comisiones Obreras (central sindical espanhola) dá conta da evolução dos salários em Espanha na última década e meia. E mostra como muitas das conclusões não valem só para Espanha. Mais um argumento para a greve geral marcada para 29 de Setembro.

A primeira constatação é que o significativo aumento do produto interno bruto (PIB) nos anos de crescimento económico não foi acompanhado pelo crescimento dos salários. Nos 15 anos que vão desde 1994 a 2008 o PIB cresceu cerca de 50% e os activos financeiros perto de 100%; mas o salário médio não chegou a crescer 2% e os subsídios médios de desemprego reduziram em cerca de 30%. Deste modo, o peso dos salários na produção anual retrocedeu.
Este processo, diz o estudo, é comum a quase todas as economias capitalistas e significa uma apropriação crescente dos frutos do trabalho por parte do capital. Ler o resto do artigo »



Protestos em França

Três milhões de franceses participaram em greves e manifestações nas ruas de França, no dia 23 de Setembro. Protestavam contra a nova lei das reformas de Sarkozy, que decidiu elevar de 60 para 62 anos a idade mínima de acesso à reforma. Segundo as sondagens, é grande a indignação entre a maioria dos franceses, particularmente entre os jovens dos 18 aos 24 anos, contra mais este conjunto de medidas injustas para os trabalhadores. Grécia, França, Espanha e Portugal, o mesmo combate. Há que avançar e unificar as lutas.



Salário mínimo em causa

Patrões, UGT e Ministério do Trabalho parecem estar de acordo quanto à necessidade de renegociar o salário mínimo (500 euros) já acordado para 2011. Embora tais entendimentos entre os diversos representantes do capital já não constituam novidade! Declarações de António Saraiva, da Confederação da Indústria, de Vieira Lopes, da Confederação do Comércio, de Pinto Coelho, da Confederação do Turismo, de João Proença, da UGT, e da ministra Helena André, apesar das nuances, todas admitem pôr em causa o previsto aumento do salário mínimo. Tudo isto, em nome da “crise” e do “realismo”! A CGTP recusa tal alteração e exige que a remuneração mínima aumente os 25 euros acordados.



Denúncia

A morte de Paula R.

Pedro Goulart

capitalismo_mata.jpgMais um assassinato do capitalismo. Paula R. trabalhava há 19 anos numa empresa, em Lisboa, na Av. do Brasil, que comercializava móveis para escritório. Não sendo grande, a empresa muito vendeu durante vários anos, obtendo enormes lucros. O patrão podia assim viver num condomínio privado e todos os anos se pavonear com novos e variados carros de luxo. Ler o resto do artigo »



Têxtil FMAC despede mais de 100

A administração da FMAC, fábrica de Esposende, pediu a insolvência da empresa no Tribunal desta cidade e pretende ficar a trabalhar apenas com 43 dos actuais 151 trabalhadores. Os mais de 100 trabalhadores agora despedidos, que estavam de férias e com salários em atraso, receberam cartas de despedimento, por “extinção de postos de trabalho”. Segundo um dirigente sindical do Minho, “podemos estar a falar de mais uma dezena de fábricas com 10 a 30 trabalhadores, que não vão reabrir em Setembro”. Prossegue, assim, a destruição de postos de trabalho em Portugal que, segundo dados do INE, terá sido, só no segundo trimestre de 2010, de cerca de 17 mil.



Desemprego e demagogia patronal

São mais de 700 mil os desempregados efectivos

Pedro Goulart

desempregoiefp.jpgEm 17 de Agosto foram divulgados os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos ao desemprego existente no segundo trimestre deste ano: são 590 mil desempregados, correspondendo a 10,6% da população activa. Com uma situação agravante – tem crescido fortemente o número de desempregados de longa duração (os que estão sem trabalho há mais de um ano), representando actualmente mais de metade do total dos desempregados. Mas, se a estes números oficiais adicionarmos os inactivos disponíveis (mais de 70 mil) e o sub-emprego visível (60 mil), obteremos 730 mil desempregados efectivos, que correspondem a cerca de 13% da população activa. Ler o resto do artigo »



Inspecções faz-de-conta

Há cada vez mais falsos recibos verdes e a fiscalização das condições de trabalho é ineficaz, denuncia o sindicato dos inspectores de trabalho. Na última década, foram descobertos quinhentos e poucos falsos recibos verdes por ano, uma gota de água no oceano dos trabalhadores precários. O mesmo se passa com a inspecção dos serviços de saúde, que veio à baila com a descoberta de uma clínica oftalmológica privada há anos a funcionar ilegalmente no Algarve, responsável por cegar quatro pessoas. Outra coisa não seria de esperar, dadas as prioridades do governo. Dos 2120 inspectores do País aqueles dois serviços têm apenas 450, enquanto o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras dispõe de 800.



Precários Inflexíveis em acção de protesto

O movimento Precários Inflexíveis pendurou, recentemente, nas principais entradas de Lisboa bonecos acompanhados de faixas com a frase Precários presos por um fio e outras frases alusivas ao impacto das medidas de austeridade na vida dos trabalhadores precários. “Muitos dos precários não têm direito a subsídio de desemprego, porque trabalham durante curtos períodos de tempo, nem a subsídio social de desemprego”, disse Ricardo Moreira, dos Precários Inflexíveis, acrescentando que a precariedade está a aumentar cada vez mais. “Hoje, quem cai no desemprego dificilmente volta a encontrar um emprego que não seja precário”, alertou ainda.



A crise rompe os elos mais fracos do capitalismo europeu

É decisiva a atitude que as organizações sindicais e as forças políticas da esquerda tiverem perante a crise social e política

Manuel Raposo

crise_site.jpgA crise da dívida pública que atinge todo o mundo capitalista – e que aflige as classes dominantes do planeta inteiro – é uma segunda fase da crise dita financeira que rebentou em 2007-2008. Em grande parte deriva justamente dos remédios então aplicados que consistiram em injectar volumes gigantescos de dinheiro na rede financeira para que os negócios capitalistas não fossem sufocados pela paralisia do sistema de crédito.
Esse influxo de dinheiro criou dívidas colossais aos Estados, que agora se vêem a braços com a forma de obter rendimentos que as permitam pagar. As fontes desses rendimentos são os trabalhadores assalariados que se vêem coagidos a ganhar menos, a pagar mais e a ser despedidos para que o capital obtenha receitas extra. Ler o resto do artigo »



Espanha

Centrais sindicais convocam greve geral para 29 de Setembro

Faria sentido uma concertação entre as centrais sindicais espanholas e portuguesas para marcarem uma greve geral simultânea

Urbano de Campos

huelga-general-euskadi.jpgAs centrais sindicais espanholas Comisiones Obreras (CCOO) e UGT convocaram uma greve geral para final de Setembro. A decisão põe termo a um processo de negociações – sobre a revisão da legislação laboral – com as organizações patronais e com o governo que se saldou em nada. Com efeito, o patronato, escudado no apoio pleno do governo, recusou qualquer acordo e deu assim o pretexto para que o executivo de Zapatero alterasse a lei por decreto, com o argumento de que o governo decidiria na ausência de entendimento entre as partes. Entretanto, no dia 29 de Junho, teve lugar uma greve geral no País Basco e os trabalhadores do metro de Madrid pararam a cem por cento. Ler o resto do artigo »



A importante manifestação de dia 29

Que seja o começo de uma viragem

Urbano de Campos

manif29maio1web.jpgPouco importa se foram 200 ou 300 mil os manifestantes que desfilaram em Lisboa no passado sábado. Tratou-se sem dúvida de uma das maiores e mais importantes manifestações das últimas décadas. Centenas de autocarros trouxeram milhares de pessoas de todo o país. Muitas delas, gente de trabalho braçal facilmente reconhecível pelas mãos que se estendiam para receber os comunicados distribuídos por diversas organizações. E também largas faixas de gente jovem, talvez mais do que é usual nas manifestações, tornadas rituais, do 1.º de Maio e do 25 de Abril. O sentido de protesto político evidenciado pela manifestação de dia 29 está traduzido no facto de ela ter tido muito mais participantes e ter mostrado mais entusiasmo que as duas que a precederam. Não por acaso, portanto, o interesse com que os manifestantes recebiam, ou mesmo procuravam, a propaganda distribuída – a nosso ver sinal de que muita gente procura resposta política para a situação que as classes trabalhadoras estão a viver. Ler o resto do artigo »



Povo, não baixes a cabeça!

Plataforma Anticapitalista apela à participação na manifestação deste sábado. Ponto de encontro na Rua Braamcamp

Estamos perante o ataque mais brutal das últimas décadas às condições de vida dos trabalhadores.
E por vontade dos patrões as coisas não ficarão por aqui. Não lhes bastam as alterações ao código do trabalho, os 700 mil desempregados, a subida dos impostos, o corte nos apoios sociais e no subsídio de desemprego – agora falam à descarada em reduzir salários e despedir livremente.

A resposta a este ataque não está em propor “boas soluções” para a crise do capitalismo.
Patrões e forças do poder sabem onde está a fonte de riqueza que os alimenta. Não é por falta de melhores ideias que espoliam os assalariados. Dar-lhes conselhos é perda de tempo. Ler o resto do artigo »



Manifestação Nacional Lisboa, 29 de Maio, 15h

A forte ofensiva conduzida pelo patronato contra os trabalhadores, recorrendo a instrumentos como a Comissão Europeia, o BCE, o FMI e a OCDE, e servindo-se internamente dos testas-de-ferro Sócrates e Passos Coelho, precisa de respostas firmes e de massas. A Manifestação Nacional do dia 29, do Marquês de Pombal aos Restauradores, que é um protesto contra as penalizadoras medidas governamentais, pode e deve ser uma dessas respostas. Compete aos trabalhadores ir preparando desde já o prosseguimento da luta, de modo a impedir que sejam os explorados a pagar uma vez mais a “crise” do capitalismo. Participa!



Greve geral na Grécia, dia 5 de Maio

É um protesto contra a redução dos salários, a diminuição das pensões, o aumento da idade da reforma para os 67 anos, o corte de milhares de empregos e a perda de 13.º e 14.º mês (na função pública), que são as pesadas imposições da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao governo grego. As mais importantes organizações sindicais e sociais gregas convocaram esta greve geral (no sector público e no sector privado) para o dia 5 de Maio. Solidariedade com os combativos trabalhadores e o povo da Grécia.



Movimento laboral europeu: o legado ideológico do pacto social

Asbjørn Wahl (*)

pactosocialunion_72.jpgRevisão do Código do Trabalho, redução das prestações sociais, limitação do subsídio de desemprego, despedimentos colectivos e individuais, aumento da idade e redução das pensões de reforma, destruição do Serviço Nacional de Saúde, privatização de serviços públicos, degradação do Ensino, baixa de salários, aumento do horário de trabalho, subida de impostos sobre os assalariados…
Esta sucessão de medidas – que vem desde pelos menos há 20 anos, levada a cabo por governos de todas as cores, em Portugal como na Europa e no resto do mundo – não ilude sobre um facto: o Capital desencadeou uma ofensiva brutal contra as classes trabalhadoras retirando-lhes, palmo a palmo, ganhos materiais e sociais que tinham sido adquiridos pela força do movimento popular e sindical após a Segunda Grande Guerra ou, no caso português, depois do 25 de Abril de 1974.
E também não pode haver ilusões sobre outro facto: a capacidade de resistência dos trabalhadores e das organizações sindicais é escassa para o que está em jogo e por isso não tem sido capaz de travar a ofensiva.
O Capital conduz uma guerra de classe ao Trabalho. O Trabalho só pode vencer essa guerra se fizer pleno uso das suas armas de classe. Onde residem as debilidades que retiram força à resistência dos trabalhadores?
É a esta questão que o artigo do sindicalista norueguês Asbjørn Wahl (publicado originalmente na revista norte-americana Monthly Review, em Janeiro de 2004) procura dar resposta. Ler o resto do artigo »



Greve e manifestações em França

No dia 23 de Março, quase um milhão de trabalhadores dos sectores público e privado manifestaram-se em França contra os projectos governamentais de corte de milhares de empregos na função pública (incluindo na saúde e na educação), assim como do pretendido aumento da idade de reforma. Houve manifestações e greves em mais de 170 cidades, atingindo estas últimas particularmente os transportes, a educação e a administração pública. Isto aconteceu apenas dois dias depois da derrota da UMP (União para um Movimento Popular), de Sarkozy, nas eleições regionais francesas.



Greve geral dos transportes dia 27 de Abril

O primeiro grande protesto de resposta ao PEC

Pedro Goulart

carrisgreve.jpgOs sindicatos do sector dos transportes ferroviários, rodoviários e fluviais (envolvendo sindicatos da CGTP, UGT e independentes) decidiram avançar para uma paralisação geral dos transportes de passageiros a realizar no próximo dia 27 de Abril. Participaram na reunião, que decorreu em 29 de Março, dirigentes sindicais de empresas do sector público e do sector privado, destacando-se a presença da CP, do Metro, da Carris, da Soflusa e da Transtejo. Ler o resto do artigo »



Greve na Galp

De 19 a 21 de Abril os trabalhadores da Galp levam a cabo uma greve de âmbito nacional, cuja decisão resultou de reuniões efectuadas no Porto, em Lisboa e Sines, locais onde a empresa tem as suas refinarias. Trata-se de uma luta essencialmente dirigida contra a insuficiente actualização salarial pretendida pela Administração da empresa. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte, esta greve de 3 dias deverá afectar todas as instalações da Galp Energia e pode criar problemas de abastecimento nos postos de combustível.



Select despede, faz chantagem e não quer pagar

FIEQUIMETAL / MV

manif-operarios-lisnave-set-74_web.jpgPor acordo celebrado entre o Governo e a Lisnave, em Janeiro de 2008, a Select (empresa de trabalho temporário) colocou naquela empresa cerca de 200 trabalhadores, oriundos da Gestenave, da Erecta, assim como jovens de formação profissional. Em 28 de Fevereiro de 2010, porém, por indicação da Administração da Lisnave, a Select despediu 150 trabalhadores, cujos contratos só terminavam em Agosto e Setembro deste ano.
Mas, aos trabalhadores e em forma de chantagem, foi colocada a exigência de despedimento por mútuo acordo, com pagamento de parte dos direitos e a promessa de novo contrato a termo, com uma segunda Lisnave criada pela administração, com diminuição da categoria profissional e onde não existiam quaisquer direitos. Ler o resto do artigo »



Greve e confrontos no Tivoli

No dia 3 de Abril houve greve nos hotéis Tivoli, com prolongamento para o dia 4. A Administração dos hotéis recorreu a trabalhadores temporários para substituir os trabalhadores da empresa. Estes falaram em 90% de adesões e a Administração em 3 ou 4%. Mas esta justificou a disparidade dos números dizendo que “é normal nos períodos de intensa actividade” recorrer a “serviços de reforço de pessoal”! Em Lisboa, a entrada dos trabalhadores temporários no Tivoli fez-se com a protecção da PSP (sempre ao serviço dos patrões) que, além de dar cobertura a uma ilegalidade, agrediu trabalhadores em greve. E ainda há gente que bate palmas aos polícias nas manifestações!



Greve dos trabalhadores do Município de Lisboa

Nos dias 5, 6 e 7 de Abril, os trabalhadores de diferentes sectores do Município, incluindo os serviços de Higiene e Limpeza Urbana, estão em luta pela actualização do suplemento de risco.
Esta greve, convocada pelo STML e pelo STAL, visa a actualização do valor do suplemento de insalubridade, penosidade e risco a que estão expostos os trabalhadores, mas que há oito anos não é actualizado pela CML. Para além desta actualização, é também objectivo da greve a resposta por parte do executivo camarário às várias reivindicações dos trabalhadores do sector que, apesar de aceites pelo executivo, continuam à espera de resolução concreta.



Mais de 4 milhões de desempregados em Espanha

Manuel Raposo

desempregoespanha_web.jpgO desemprego em Espanha ultrapassou em Janeiro os quatro milhões de trabalhadores. Se porém forem tidos em conta os números do Inquérito à População Activa (EPA) o desemprego terá atingido uma cifra superior a 4.300.000 pessoas no final do ano passado. De Dezembro para Janeiro foram registados mais 124.890 desempregados o que significa mais de 4 mil pessoas despedidas por dia. Ler o resto do artigo »



Enfermeiros de novo em greve

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses já anteriormente entregara um pré-aviso de greve para os dias 29, 30, e 31 de Março e para dia 1 de Abril, caso nas negociações em curso o Ministério da Saúde não avançasse com respostas positivas às suas reivindicações. Como tal não aconteceu, os trabalhadores vão mesmo para a greve. Esta luta conta também com o apoio dos outros três sindicatos dos enfermeiros e realiza-se em protesto contra a actual grelha salarial e a precariedade laboral de grande parte dos trabalhadores do sector. Lembramos que no início do ano já houve uma greve dos enfermeiros, que contou com a adesão de 90% dos trabalhadores do sector.



Luta nos Transportes

Ontem, dia 23 de Março, os ferroviários estiveram em greve, envolvendo os trabalhadores da CP, da REFER e da EMEF. Houve grande participação dos trabalhadores e forte perturbação na circulação ferroviária em quase todo o país. Apesar da CP ter recorrido a transportes alternativos, foram grandes os transtornos dos utentes. O justo protesto dos trabalhadores resulta, sobretudo, da pretensão da administração e do Governo quanto ao congelamento de salários. Já no dia 19, pelos mesmos motivos e, também, devido à violação dos acordos de empresa, os trabalhadores da Carris e dos TST tinham estado em luta, tendo a greve obtido forte adesão na empresa da Margem Sul do Tejo.



Denúncia

Estoril-Sol despede 130 trabalhadores

stanley-ho-com-mario-assis-ferreira_72dpi.jpgA administração da Estoril-Sol, proprietária do Casino Estoril, anunciou no início do ano o propósito de despedir colectivamente 113 trabalhadores e mais 17 individualmente. As cartas de despedimento começaram a ser distribuídas em 11 de Fevereiro atingindo maioritariamente os trabalhadores do Casino Estoril. A administração alega que a medida deve-se aos efeitos da crise económica no negócio do jogo, sublinhando a diminuição das receitas do grupo verificada nos últimos dois anos. É mais uma empresa a tentar justificar “reestruturação”e despedimentos com a crise do sistema. Mas a realidade vai para além da crise, como testemunham dois trabalhadores que nos fizeram chegar mensagens denunciando o comportamento da administração. Ler o resto do artigo »



Denúncia

“Os patrões ficam sempre bem”

Trabalhadores da Paralux comentam o fecho da empresa

Depois de termos publicado, em Novembro, uma notícia sobre o fecho da Paralux e da Serlux, duas empresas do sector eléctrico situadas no Cacém, vários comentários de trabalhadores chegaram à nossa redacção. Sete deles foram divulgados no número 20 do MV (edição em papel). Mais reacções nos foram entretanto enviadas; e são essas que agora damos a conhecer. Ler o resto do artigo »



Morte de 11 pescadores

Só nos primeiros dois meses deste ano já morreram no mar 11 trabalhadores da pesca. Não há memória de Inverno tão trágico nos últimos 20 anos. São as enormes dificuldades económicas que estão a levar à saída dos pescadores para o mar em condições tão perigosas, ao aumento dos naufrágios de pequenas embarcações e à morte dos seus homens. Segundo o presidente da Mútua dos Pescadores: “ Todos precisam de perceber que a vida dos pescadores é dura e difícil, que ganham cada vez menos, que não conseguem fazer face às suas despesas e que não têm outra hipótese senão ir à procura do perigo”. É, no fundo, uma opção entre a fome e o risco de vida, a que esta sociedade os obriga.



Gregos não cedem

“Revoltem-se para que as medidas não sejam aplicadas”, apelam sindicalistas

Pedro Goulart

grecia_web.jpgEm 24 de Fevereiro, muitos milhares de trabalhadores, reformados e estudantes manifestaram-se por toda a Grécia. Milhares de fábricas, empresas diversas, locais de construção, portos, aeroportos, hospitais e escolas encerradas ou trabalhando a conta-gotas. Só em Atenas foram algumas dezenas de milhares os manifestantes. Combatem principalmente as medidas de austeridade que o governo grego, pressionado pela Comissão Europeia, quer impor a quem trabalha em nome do défice e da dívida pública.
Ontem, dia 3 de Março, centenas de sindicalistas invadiram o ministério das Finanças e estenderam na fachada do edifício uma faixa onde diziam: “Revoltem-se para que as medidas não sejam aplicadas!” Ler o resto do artigo »



Função Pública: greve geral a 4 de Março

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e a FESAP juntaram-se ao protesto da Frente Comum, levando a cabo uma greve geral no dia 4 de Março. Os sindicatos consideram inaceitável a atitude do governo de congelar os salários dos funcionários públicos e de lhes negar o direito à negociação, assim como o ataque às suas pensões. Saliente-se que os trabalhadores da função pública, apesar dos aumentos acima da inflação obtidos em 2009, têm vindo a perder poder de compra no decorrer da última década. Com este congelamento de salários para os funcionários públicos, o governo e os patrões pretendem também apontar um exemplo para os restantes trabalhadores.



Greve geral une trabalhadores turcos

Em solidariedade com 12 mil trabalhadores ameaçados de despedimento

Urbano de Campos

tekel.jpgCerca de dois milhões de operários e outros trabalhadores turcos levaram a cabo, em 4 de Fevereiro, uma greve geral de um dia em apoio à luta dos trabalhadores da Tekel, a empresa pública que detém o negócio de tabacos e álcool. As doze fábricas que integram a Tekel foram vendidas pelo governo turco à multinacional norte-americana British American Tobacco e os seus 12 mil trabalhadores estão ameaçados de cortes salariais, despedimentos, de passarem à condição de precários e de ficarem impedidos de se organizarem. Ler o resto do artigo »



Alisuper despede 400 trabalhadores

Sessenta e cinco dos 81 supermercados da cadeia Alisuper vão fechar em Lisboa e no Algarve (era a maior rede de supermercados do Algarve) até ao fim do mês. Esta cadeia de supermercados, que já declarara falência em Agosto e cujo plano de viabilização falhara, justifica com “graves dificuldades económicas” os encerramentos que acaba de anunciar. E prevê manter apenas 16 lojas no final de todo este processo, sendo, assim, atirados para o desemprego cerca de 400 trabalhadores. Isto é, quando os lucros não são convidativos, os capitalistas mudam de local ou de ramo de investimento.



Orçamento do Estado

A política é despedir e baixar nível de vida de todos os trabalhadores

Manuel Raposo

criancaspobres_72dpi.jpgNos dez anos decorridos desde 2000, os funcionários públicos apenas tiveram um ano (2009) em que beneficiaram de aumento real de salário; em todos os outros perderam poder de compra, com aumentos abaixo da inflação. Com o anúncio feito pelo governo – prontamente apoiado por PSD e CDS e aplaudido pelo patronato – de que não vai haver aumentos reais até 2013, os trabalhadores do Estado terão pela frente mais 4 anos de perda de nível de vida. Mas não só eles. Ler o resto do artigo »



Greve em Neves Corvo

A mina de Neves Corvo, em Castro Verde, emprega 900 trabalhadores e produz anualmente mais de dois milhões de toneladas de cobre em bruto. O descontentamento em relação à Somincor, concessionária da Neves Corvo, é grande. E maior entre os trabalhadores de fundo, que trabalham a 700 metros de profundidade e reivindicam mais 100 euros mensais por um trabalho muito penoso. Contudo, a administração recusa-se a aceitar esta justa reivindicação. Assim, os trabalhadores iniciaram em 16 de Fevereiro uma greve de duas horas, no início de cada turno, por tempo indeterminado. No primeiro dia, a adesão à greve rondou os 90%. Mas a luta prossegue, pois é grande a determinação dos trabalhadores.



Serragem João Branco despede mais 21 trabalhadores

Em Agosto do ano passado, a Serragem João Branco, em São Miguel, Açores, já havia despedido 22 trabalhadores. Agora, despediu mais 21. A maioria destes trabalhadores pertencia aos quadros da empresa há vários anos. E os últimos já estavam com três meses de salários em atraso. Os trabalhadores, enganados com sucessivos adiamentos, ameaçam recorrer a tribunal, caso o proprietário não efectue o pagamento.



Trabalhadores gregos em luta

Milhares de trabalhadores da função pública, em greve, manifestaram-se dia 10 no centro de Atenas e Salónica. Foram gravemente afectados os serviços de saúde, os hospitais, as escolas públicas, os caminhos-de-ferro e os aeroportos. Os trabalhadores lutam contra as medidas de austeridade que o governo grego, pressionado pela Comissão Europeia, quer impor a quem trabalha. Entre as gravosas medidas previstas salienta-se: redução do salário real, restrições à contratação e supressão de benefícios fiscais. Uma das palavras de ordem dos manifestantes, também conhecida entre nós: “Os ricos que paguem a crise”. No dia 24, são os trabalhadores do sector privado que estarão em luta.



Denúncia

“Tratam-nos como lixo!”

Operadoras de call centers queixam-se das condições de trabalho na PT e na Optimus

call_centers_72dpi.jpgA propósito de um texto que publicámos em Outubro de 2008, denunciando o regime de trabalho a que estavam sujeitos os funcionários de um call center da TMN em Lisboa, recebemos ainda recentemente mais duas denúncias de trabalhadoras de call centers, um da PT em Coimbra e outro da Optimus. Ambas confirmam o mesmo regime brutal de trabalho, as mesmas arbitrariedades, a constante espionagem a que os operadores são sujeitos por chefes e chefetes, as ameaças de despedimento e a insegurança no trabalho. Ler o resto do artigo »



A luta dos enfermeiros pode radicalizar-se

Governo ensaiou uma primeira tentativa de redução de salários

Pedro Goulart

enfermeirosgreve2010_web.JPGOs enfermeiros portugueses desencadearam uma enérgica greve nos dias 27, 28 e 29 de Janeiro, cuja adesão envolveu cerca de 90% dos seus membros. No dia 29, levaram a cabo uma grande manifestação (na opinião dos Sindicatos, a maior destes profissionais de saúde desde 1976), que percorreu diversas ruas de Lisboa, indo do Ministério da Saúde até ao Ministério das Finanças e envolvendo cerca de 15 mil trabalhadores. Uma vitória da unidade e da disposição de luta dos enfermeiros portugueses, em defesa das suas reivindicações, particularmente do seu direito a salários dignos e a melhores condições de trabalho. Como consequência, milhares de consultas desmarcadas e de cirurgias por realizar em todo o país. Ler o resto do artigo »



Greve e manifestação dos enfermeiros

Os sindicatos dos enfermeiros decidiram declarar greve para os dias 27, 28 e 29 de Janeiro. E manifestação a 29. Em causa está a proposta salarial do Governo, considerada humilhante e desrespeitadora dos enfermeiros, nomeadamente no que diz respeito ao início de carreira destes profissionais. A primeira proposta apresentada pelo Ministério da Saúde traduzir-se-ia, efectivamente, numa descida dos actuais salários (1020 euros) para 995 euros. Apesar de ter recuado na proposta, o governo mantém condições inaceitáveis, particularmente a nível salarial. E, assim, a luta prossegue.



Patrões despedem sem freio

Resposta dos trabalhadores continua a ser frágil e dispersa

PG/MR

despedimentosrohdeleardelphi_72dpi.jpgA cada mês, os números oficiais do desemprego confirmam, com atraso, o que os mais atentos já anunciavam. Em Outubro, a taxa de desemprego chegou aos 10,2% (mais de meio milhão de pessoas) e em Novembro aos 10,3% (cerca de 600 mil pessoas). Há sete meses consecutivos que o desemprego sobe. Mas os números reais serão, como em casos anteriores, mais elevados. Além dos contabilizados, estima-se que haja, pelo menos, outros 85 mil desempregados que já nem se registam nos centros de emprego. 450 pessoas batem à porta dos centros de emprego todos os meses. Calcula-se que 200 a 300 mil agregados familiares têm marido e mulher no desemprego. Entre os jovens o desemprego é de 20%, nos homens chega aos 9,6% e nas mulheres aos 10,9%. Ler o resto do artigo »



Estoril-Sol quer despedir 130 trabalhadores

A administração da Estoril-Sol, proprietária do Casino Estoril, pretende despedir colectivamente 113 trabalhadores e mais 17 individualmente. Esta decisão, comunicada à Comissão de Trabalhadores, vai atingir maioritariamente os trabalhadores do Casino Estoril. A administração alega que esta medida é necessária devido aos efeitos da crise económica no negócio do jogo, sublinhando a diminuição das receitas do grupo verificada nos últimos dois anos. É mais uma empresa a tentar justificar “reestruturação”e despedimentos com a crise do sistema. Mas os trabalhadores afirmam-se dispostos a lutar contra esta violência do capital.



O capitalismo não cria emprego, destrói emprego

Urbano de Campos

desempregosemabrigo_web.jpgDiz-se que uma mentira muitas vezes repetida passa por verdade. Será assim se não for contrariada. Diante da onda incessante de despedimentos e de encerramento de empresas, o patronato e a direita insistem no slogan – como se fosse uma evidência – de que só as empresas criam emprego, significando com isso: a iniciativa privada capitalista.
O slogan serve para pressionar a política do governo, ainda mais, no sentido do apoio estatal ao capital, da redução de impostos às empresas; e, simultaneamente, de limitação dos gastos sociais do Estado com os trabalhadores. Ora, é fácil mostrar que a afirmação é falsa. Ler o resto do artigo »



Caminha: mais 174 no desemprego

A têxtil Regency, empresa multinacional há duas décadas instalada em Caminha e a maior empregadora do concelho, produzia e exportava fatos de homem. Decidiu, recentemente, pedir a insolvência e terminar a produção já no dia 31 de Dezembro. Com esta decisão, são mais 174 trabalhadores (na sua maioria mulheres) muito provavelmente atirados para o desemprego. A administração da fábrica alega a concorrência da Ásia e do Leste, a falta de encomendas e as dificuldades económico-financeiras. As justificações do costume.



Cofaco e Corretora despedem 200 nos Açores

A Cofaco, empresa de conservas de atum, com sede em Ponta Delgada e fábricas em São Miguel, Pico e Faial, enviou agora mais de 100 trabalhadoras para o desemprego. A Corretora, outra empresa de conservas, também despediu várias dezenas de operárias. São as mulheres que aceitam estes trabalhos, geralmente com salários mínimos. Com contratos de seis meses e um ano, são habitualmente despedidas ao fim de três anos de serviço, para não integrarem os quadros da empresa. Por outro lado, há dados que indicam que a Cofaco terá recebido cerca de um milhão de euros de apoio do Governo, para manter os postos de trabalho. O que diz e faz agora o Governo?



A escravatura não acabou

Francisco Colaço Pedro

escravatura.jpgA “crise” mundial está a fazer crescer o apetite pelo trabalho escravo: a cada dia que passa, milhares de pessoas são vendidas e forçadas a trabalhar ou a prostituir-se. O tráfico de seres humanos, escravatura dos tempos modernos, está a aumentar por todo o Mundo. A maior parte das histórias não são tão espectaculares – e não têm final feliz. Ler o resto do artigo »



Leoni despede e encerra

A Leoni, fábrica de cablagens para indústria automóvel, em Viana do Castelo, vai encerrar em Dezembro de 2010. Os 600 trabalhadores remanescentes na empresa irão saindo ao longo do próximo ano. Justificação da administração: “a quebra total”de encomendas do único cliente – o grupo PSA (Peugeot-Citroen), que terá encontrado trabalhadores mais baratos noutras paragens. Os trabalhadores já esperavam este desfecho, pois têm sido confrontados nos últimos tempos com a aplicação de lay-off e com um despedimento colectivo de 120 operários. As deslocalizações e as reestruturações empresariais, continuam a fazer o seu caminho.



PS e PSD recusam reforma

Estes partidos uniram-se na Assembleia da República contra as propostas do BE e do PCP relativas ao direito à reforma completa, para todos aqueles que tivessem trabalhado e descontado durante 40 anos. E fizeram-no a pretexto da “crise” e de que tal iria conduzir à “ruptura da Segurança Social”. Para quem tem os ordenados, as pensões e as regalias que têm os deputados portugueses, é preciso grande falta de vergonha quando se recusa um direito tão elementar aos trabalhadores. Mas a coisa tem lógica: é deste modo que tais senhores mantêm as diferenças de classe, asseguram os seus privilégios e arranjam dinheiro para gastar em casos como o do BPN ou em missões guerreiras como a do Afeganistão.



A luta nacional dos ferroviários de 1969

Lições de um combate de classe com 40 anos

PG / sobre uma exposição de Carlos Domingos

comboio_web.jpgEm 28 de Outubro passado, decorreu na Câmara Municipal de Lisboa uma sessão comemorativa dos 40 anos da grande luta nacional dos ferroviários, travada em plena era marcelista. Carlos Domingos fez uma palestra em que relatou os acontecimentos da época, mostrando os processos de organização postos em prática, a união conseguida entre os trabalhadores e a vitória conseguida apesar das difíceis condições políticas da altura. É a sua exposição que aqui resumimos. Ler o resto do artigo »



Fehst subcontrata

A Fehst é uma fábrica de componentes para a indústria automóvel, em Braga. Actualmente, com elevados níveis de produção, a administração da fábrica promoveu uma empresa paralela e recorre à subcontratação “colocando os próprios trabalhadores da Fehst numa situação de subocupação e até de paragem”. Na opinião das organizações representativas dos trabalhadores trata-se de “uma habilidade laboral que, se não for fiscalizada, pode afectar os trabalhadores do quadro permanente”. São muitos os truques a que recorrem os patrões. Há que denunciá-los e combatê-los.



Paralux insolvente

A Paralux, empresa de material eléctrico, no Cacém, foi declarada insolvente e são mais 150 trabalhadores que correm o risco de desemprego. No dia 9, o refeitório já não abriu, por falta de pagamento à empresa que geria o espaço. Também a Serlux, junto àquela empresa e comandada pelos mesmos administradores, já pediu a insolvência. E, aqui, os trabalhadores correm exactamente o mesmo risco. O aumento da mancha negra do desemprego já se tornou uma triste rotina diária. Só uma medida lhe pode pôr cobro: a resistência dos trabalhadores exigindo a proibição dos despedimentos.



Perdão de dívidas à Segurança Social?

Nos últimos anos têm aumentado fortemente as dívidas à Segurança Social, particularmente as das empresas. Já totalizam hoje cerca de 4 mil milhões de euros. Era precisamente 80% desta dívida (mais de 3 mil milhões de euros) que o muito “eficiente” ex-ministro do Trabalho e da Solidariedade Social (e actualmente ministro da Economia) se preparava para perdoar, com o pretexto de que seriam incobráveis. E depois viriam, certamente, as farisaicas justificações da impossibilidade de aumentar as pensões ou, até, da necessidade de as diminuir. Como parar esta gente?



Greve no gás dia 2

Segundo a Fiequimetal (sindicatos das indústrias metalúrgica, química, farmacêutica, eléctrica, energia e minas), os trabalhadores da Gás de Portugal e da Lisboagás vão realizar uma paralisação durante duas horas, na manhã do dia 2 de Novembro. Os trabalhadores protestam contra o bloqueamento das negociações sobre categorias profissionais e salários, e ainda contra as violações das normas contratuais por parte das empresas, especialmente no que respeita às funções desempenhadas pelos trabalhadores. Antevendo as pressões exercidas a pretexto dos serviços mínimos, o pré-aviso de greve afirma que tais serviços serão cumpridos como quando se trata de interrupções de abastecimento.



Protestos nas empresas de vigilância

Trabalhadores das empresas de vigilância têm realizado lutas por melhoria de condições laborais e de remuneração. O despedimento de um delegado sindical na Esegur, em Lisboa, levou à marcação de uma concentração de protesto (para hoje, dia 28), entretanto desmarcada porque a empresa recuou no despedimento. Também no dia 21, na Bonne-Segur, foi convocado um protesto para defesa dos direitos dos trabalhadores, entre eles o recebimento de pagamentos em atraso. Entretanto, nos aeroportos de Ponta Delgada e da Horta foram despedidos 18 trabalhadores da segurança privada, acusados de não terem feito os serviços mínimos durante a greve efectuada em Agosto. O sindicato vai levar o caso a tribunal.



Delphi despede

A Delphi portuguesa tem unidades de produção na Guarda, Seixal e Castelo Branco. É uma empresa de componentes para o sector automóvel e uma das maiores empregadoras da Guarda. Decidiu agora despedir 500 dos seus 930 trabalhadores até fins de Março próximo, sob o pretexto da redução de actividade da empresa. Lembramos que nos últimos tempos a Delphi internacional encerrou várias das suas empresas em todo o mundo, despedindo 80 mil dos seus 180 mil trabalhadores. A crise prossegue para os trabalhadores.



Cálculo do FMI para 2010

Mais 92 mil desempregados

Pedro Goulart

desemprego_web.jpgSegundo estudo recente do Fundo Monetário Internacional (FMI) e apesar de um ligeiro crescimento do Produto Interno Bruto previsto para o próximo ano, a destruição de emprego em Portugal continuará forte nos próximos tempos. Só em 2010 está previsto que mais 92 mil trabalhadores percam os seus postos de trabalho. E, em 2011, o drama vai continuar. Ler o resto do artigo »



Luta dos operários da Poceram

A Poceram é uma fábrica de cerâmicas, em Coimbra, em que os trabalhadores estão em casa há 5 meses, com o contrato suspenso e com salários em atraso. Os mais de 150 trabalhadores da empresa querem impedir o encerramento da fábrica e, para tal, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Cerâmica do Centro, decidiram “invadir” a assembleia de credores, que vai reunir em 17 de Novembro. Pois, “todos trabalhadores são também credores, podem e devem ir à assembleia”, para defender os seus postos de trabalho.



Greve dos trabalhadores dos STCP

Em 15 de Outubro decorreu um dia de greve levado a cabo pelos trabalhadores desta empresa de transportes colectivos do Porto, em protesto contra o “excesso de horas de trabalho” imposto pela administração. Há trabalhadores que são forçados a fazer mais de 40 horas semanais, sem serem compensados por isso. A administração viola, assim, o acordo de empresa. Segundo o Sindicato Nacional dos Motoristas, esta jornada de luta obteve a adesão de 75% dos trabalhadores da empresa.



Tyco despede, Tyco “contrata”

A Tyco Electronics, fábrica de componentes para a indústria automóvel, em Évora, que apesar das muitas encomendas em carteira recorreu insistentemente ao lay-off desde 2008, procedeu há dois meses a um despedimento colectivo de 110 trabalhadoras. Já desde o ano passado se afigurava que a administração da empresa procurava aproveitar a ocasião de profunda crise do capitalismo para se reestruturar, produzindo mais barato à custa de quem trabalha. Agora, algumas das trabalhadoras recentemente despedidas foram incentivadas pelo IEFP de Évora a aceitar trabalho (na Tyco) por dois meses, através de empresas de trabalho temporário!



A ditadura da produtividade

23 suicídios na France Telecom em dois anos (*)

PCOF / MV

france-telecom-employees_web.jpgComo referimos numa pequena notícia recente, uma onda de suicídios atingiu os trabalhadores da France Telecom (FT), na sequência de uma “reestruturação” que, desde 1995, enviou para o desemprego 60 mil trabalhadores e deu lucros astronómicos aos accionistas. O texto que agora divulgamos (publicado pelo Partido Comunista dos Operários de França) traz mais alguma luz sobre os factos, relacionando os despedimentos, o estado de stress dos trabalhadores e os suicídios com os métodos de gestão postos em prática por administradores que em nada são inocentes. Ler o resto do artigo »



Trabalhadores ocupam Novinco

A Novinco é uma fábrica de materiais de construção, que labora no Porto. Os seus trabalhadores têm salários em atraso e têm lutado contra esta situação, assim como pela viabilidade da empresa. Em 21 de Setembro, os trabalhadores chegaram à Novinco e, com surpresa, encontraram os portões fechados. Os seguranças disseram-lhes que não podiam entrar, mas os operários forçaram os portões e ocuparam a empresa. Apesar da administração ter accionado anteriormente um processo de insolvência, os trabalhadores continuam a afirmar que a empresa é viável e que têm um projecto para manter a sua laboração.



Marcopolo: morte anunciada

A Marcopolo, fábrica de carroçarias de autocarros, localizada em Coimbra, pretendia encerrar no dia 15 de Setembro. O ministério do Trabalho impediu o encerramento na altura, por manifesta ilegalidade. Mas, em 30 de Novembro, o fecho consuma-se. São mais 180 trabalhadores que vão para o desemprego. A empresa é uma unidade de produção dependente do grupo brasileiro do mesmo nome, que é um dos maiores produtores mundiais de carroçarias para autocarros.



Repressão na Lisnave, concentração dia 22

Um dirigente sindical e membro da Comissão de Trabalhadores da Lisnave, Filipe Rua, foi despedido pela Administração da empresa, em 10 de Setembro. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul, o trabalhador foi despedido numa atitude vingativa dos dirigentes da empresa, por ter participado num plenário dos trabalhadores precários, que a Administração tentara inviabilizar. O Sindicato decidiu contestar o despedimento, recorrendo à via jurídica e a uma acção de luta (greve e concentração de solidariedade), que decorre dia 22, entre as 8 e as 10h, junto à porta da Lisnave.



Maravilhas do capitalismo

A France Telecom, empresa hoje privatizada mas em que o Estado francês ainda conserva 27% do capital, tem andado num processo de reestruturação, impondo aos trabalhadores mais e mais das já bem conhecidas medidas de flexibilidade e mobilidade tão caras ao patronato. As pressões têm sido de tal ordem que o desespero e o descontrolo dos trabalhadores, desde que a empresa decidiu fazer reestruturação, já levaram a 22 suicídios (e diversas tentativas) nos últimos 18 meses. Até o governo de Sarkozy já manifesta “preocupação”!



Rohde: mais destruição de emprego

Perto de mil operários do calçado em risco de despedimento

Pedro Goulart

rohde_72.jpgOs 984 operários da fábrica de calçado Rohde souberam em 7 de Setembro, após três semanas de férias, que a empresa vai entrar mais dois meses em lay-off (com incentivo do Ministério da Economia e com a justificação de evitar o encerramento imediato). Simultaneamente, a administração diz que vai avançar, ainda este mês, com um pedido de insolvência, como forma de procurar uma solução que assegure a viabilidade económica da empresa. A Rohde, com fábrica em Santa Maria da Feira, é a maior empregadora da indústria de calçado em Portugal e já empregou 3 mil trabalhadores. Ler o resto do artigo »



Oliva declarada insolvente

A metalúrgica Oliva foi agora declarada insolvente, dois meses antes de acabar o lay-off aplicado a 178 dos seus 198 trabalhadores. A administração da empresa, que apresentara um pedido de insolvência, diz com isto pretender viabilizá-la economicamente. Constituída nos anos trinta do século passado, a empresa, de São João da Madeira, já estava com pagamentos em atraso aos trabalhadores, nomeadamente os subsídios de Natal de 2008. Entretanto, os trabalhadores pretendem reunir esta semana com a administração, para avaliar das verdadeiras intenções desta.



Sindicatos dos EUA contra G20

A cimeira do G20 juntará, nos EUA, os 20 países mais ricos do mundo, em 24 e 25 de Setembro, na cidade de Pittsburgh. A crise mundial do capitalismo vai ser o centro das conversações. Ao mesmo tempo, no dia 20, terá lugar uma Marcha pelo Emprego. Esta mobilização de protesto, organizada por forças anticapitalistas norte-americanas, teve um grande impulso na semana passada com a adesão de dois dos maiores sindicatos dos EUA que têm sede nacional em Pittsburgh: a United Steel Workers Union (metalúrgicos) e a United Electrical Workers (electricidade) – que decidiram apoiar a iniciativa e mobilizar os seus membros para o protesto.



9 a 10% da população activa

Imigrantes rendem milhares de milhões de euros à economia francesa

Três perguntas a Albano Cordeiro

Manuel Vaz

imigrantesfranca_web.jpgAlbano Cordeiro é engenheiro reformado do CNRS (Centre Nationale de Recherches Scientifiques), doutor em economia e ex-docente da Universidade Paris VIII, especializado em questões identitárias e migratórias, mormente no seio da comunidade portuguesa em França, tema de pesquisa que sempre captou a sua atenção.
Como autor, os seus trabalhos, tanto pessoais como colectivos, incidiram igualmente sobre as transformações sociais e económicas observadas no seio das jovens gerações oriundas de uma primo-imigração.
Em 1981, o Office Municipal des Migrants de Créteil, publicou-lhe uma obra importante, Pourquoi l’immigration en France? Critique des idées-reçues en matière d’immigration, que, uma vez ampliada e enriquecida, seria reeditada pelas edições La Découverte em 1983, 1984 e 1987.
Sobre a actualidade política da emigração e o seu papel específico no modo de funcionamento da extracção de mais-valia capitalista, pusemos-lhe 3 perguntas. Ler o resto do artigo »



Crise do capitalismo acentua a vaga migratória dos trabalhadores pobres

Manuel Vaz (*)

imigrantes_web.jpgA crise sistémica do capitalismo está a acentuar a vaga migratória dos trabalhadores pobres oriundos de todas as regiões do mundo onde a dominação colonial e neocolonial cavou um fosso profundo entre zonas de acumulação capitalista e zonas de espoliação, entre os centros de desenvolvimento industrial e as vastas zonas de pilhagem de matérias primas e expropriação do campesinato. Ler o resto do artigo »



Desemprego “estabiliza”

Segundo o economista Eugénio Rosa, entre 1 de Janeiro e 30 de Junho de 2009 inscreveram-se nos Centros de Emprego 359.563 desempregados, que somados aos 416.005 existentes em 1 de Janeiro de 2009 dão 775.568. Durante os primeiros seis meses de 2009, os Centros de Emprego arranjaram trabalho para 28.921 desempregados. Se deduzirmos este número aos 775.568, obtém-se 746.647. Contudo, o IEFP veio dizer que havia apenas 489.820 desempregados e o seu presidente afirmou que o desemprego tinha “estabilizado”. É claro que este “milagre” foi conseguido através da eliminação de 256.827 desempregados dos ficheiros dos Centros de Emprego!



Lutas dos trabalhadores químicos

Segundo informação do SINQUIFA (Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Centro, Sul e Ilhas), foi posto termo ao lay-off na Sival (empresa de gessos especiais e de tubos de plástico, em Leiria). Para tal desfecho, afirma o sindicato, muito contribuiu a unidade e a mobilização dos trabalhadores e a acção do sindicato. O SINQUIFA dá ainda destaque à greve de 24h realizada pelos trabalhadores da Budelpack (empresa de produtos de higiene e limpeza, em Alverca) no dia 14 de Agosto. Tratou-se de um protesto contra uma imposição da administração em relação à flexibilidade de funções e horários dos trabalhadores da empresa.



Despedimentos na CM de Lisboa

O Sindicato dos Trabalhadores do Município de Lisboa (STML) denuncia, em nota de imprensa de 17 de Agosto, o despedimento (por cessação de contrato de trabalho) de 6 trabalhadoras da área de Acção Educativa. Tendo questionado a vereadora responsável, Rosalia Vargas, o STML obteve a promessa de que o assunto “iria ser revisto” antes de terminarem os contratos de trabalho em causa, em 14 de Agosto. A promessa não foi cumprida até à data. O STML mostra o contra-senso entre o despedimento e o facto de a CML ter lançado uma oferta pública de emprego para cerca de 40 vagas para funções equiparadas.



Hotelaria em luta no sul de Espanha

Trabalhadores paralisam trânsito em Marbella

Manolo García, Málaga / MV

monteros_1web.JPGOs trabalhadores do hotel Los Monteros, em Marbella, sul de Espanha, manifestaram-se no dia 12 de Agosto pela reabertura do hotel (encerrado ilegalmente pelo empresário) e pelo pagamento dos seus salários, por pagar desde Janeiro, vai portanto para oito meses. Não querendo saber das limitações impostas pelas autoridades, 2 mil manifestantes irromperam pelo centro da cidade e paralisaram o trânsito até à noite. Ler o resto do artigo »



Luta dos estivadores de Aveiro

Os estivadores do porto de Aveiro estão em greve desde o dia 3 de Agosto. Protestam contra o tratamento salarial discriminatório praticado pela Empresa de Trabalho Temporário em relação aos trabalhadores do contingente que gere, face aos profissionais da estiva integrados no quadro privativo de outras empresas. Protestam igualmente contra a falta de pagamento do subsídio de férias. A empresa tem vindo sucessivamente a adiar a solução do problema, recorrendo a uma guerra psicológica, tentando desgastar a determinação de luta dos trabalhadores. Entretanto, esta luta já recebeu a solidariedade dos estivadores de quase todos os portos nacionais.



Greve na TAP

Os cinco sindicatos que representam os trabalhadores de terra da TAP entregaram um pré-aviso de greve à administração da empresa para os dias 28 e 29 de Agosto (apenas às horas extraordinárias) e para 11 e 12 de Setembro (greve total). Manifestam-se contra dois anos consecutivos de salários congelados e uma previsível deslocalização do trabalho de manutenção para o Brasil. Salientamos que apesar da administração da empresa ter vindo repetidamente a afirmar que não há condições para um aumento salarial, os gestores foram aumentados 17% em 2008 e ainda recentemente foram comprados dezenas de automóveis novos para os directores da empresa. Mais uma vez – a crise não é para todos.



Minas de Aljustrel continuam paradas

Em recente reunião de uma delegação do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mineira com dois responsáveis do Ministério da Economia, onde se tratou a situação no sector mineiro (em particular nas minas de Aljustrel), nada de substancial aconteceu. A não ser mais uma promessa: a de que as respostas às questões colocadas pelo Sindicato seriam dadas, por escrito, nos próximos dias. Na Pirites Alentejanas não tem havido admissão de pessoal nem a necessária formação. E já estão ultrapassados todos os prazos a que o governo de José Sócrates se havia comprometido. Razão têm os trabalhadores em duvidar das afirmadas intenções de retomar a actividade mineira.



Trabalhadores do Pingo Doce em luta

Os trabalhadores desta empresa do grupo Jerónimo Martins levaram a cabo no mês de Julho diversas iniciativas de luta. No dia 31, promoveram acções junto aos supermercados Pingo Doce, visando sensibilizar os consumidores para as razões dos seus protestos. Os trabalhadores queixam-se de uma grosseira violação dos seus direitos laborais, nomeadamente quanto a horários de trabalho e discriminações salariais (com actualizações salariais em dívida desde Janeiro de 2008). Caso a empresa não altere a sua teimosa posição, os trabalhadores podem recorrer a outras formas de luta já no mês de Setembro, nomeadamente à greve.



Corticeiros em luta

Os operários corticeiros da região Norte encetaram no dia 27 de Julho uma semana de protestos contra os salários em atraso e os despedimentos, assim como a favor de aumentos salariais para o sector. Pelo meio, denunciam o lay-off, os despedimentos colectivos e as falências fraudulentas. Está marcada uma marcha dos trabalhadores corticeiros pela região e uma vigília frente à associação dos empresários do sector, em Santa Maria da Feira. Os operários procuram envolver nestas lutas, e bem, não apenas os trabalhadores corticeiros mas também a população.



Mais salários em atraso

Nos primeiros seis meses de 2009, os inspectores da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) detectaram, em cerca de 11 mil empresas inspeccionadas, quase sete milhões de euros de salários em atraso. Isto representa um aumento de 40% em relação a igual período do ano anterior. Por causa e a pretexto da crise (que é apenas para alguns), agrava-se a praga dos salários em atraso, infelizmente já bem conhecida pelos trabalhadores portugueses.



Trabalhadores ameaçam explodir fábrica

Os operários da francesa Fabris, fábrica de componentes automóveis em liquidação, ameaçam fazer explodir botijas de gás nas instalações da empresa, caso não lhe sejam pagas indemnizações individuais de 30 mil euros, pela perda dos seus postos de trabalho. A Fabris, actualmente ocupada pelos trabalhadores, ainda dispõe de um valioso stock destinado aos seus principais clientes: PSA e Renault. Chamamos a atenção para a radicalização das lutas verificada em França, que depois dos sequestros de executivos de grandes empresas, agora ameaçam a destruição de uma fábrica, caso não vejam satisfeitas as suas reivindicações.



Cinco trabalhadores do MST assassinados no Brasil

Pedro Goulart

mst.jpgNa tarde de 6 de Julho, no estado de Pernambuco, foram assassinados cinco camponeses do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e um outro, que ficou ferido, foi hospitalizado. O massacre ocorreu no Assentamento Chico Mendes (na fazenda Garrote), propriedade há anos atribuída legalmente ao MST. Os seis construíam uma casa, quando os assassinos chegaram de moto, obrigaram os trabalhadores a deitar-se no chão e dispararam. Ler o resto do artigo »



Só perde quem não luta

Últimas notícias (10 de Julho) sobre a luta dos imigrantes, em Paris, pela regularização da sua condição de trabalhadores: depois de 14 meses de ocupação das instalações da Bolsa do Trabalho, depois da expulsão musculada efectuada pela CGT, depois de 15 dias de ocupação dos passeios em frente da Bolsa… a decisão do governo apareceu – 300 propostas de regularização! (M. Vaz, Paris)



Estivadores: greve e manifestação

Os estivadores dos portos de Lisboa, Setúbal e Figueira da Foz estão em greve por três dias (entre 8 e 10 de Julho), tendo já obrigado ao desvio de várias dezenas de navios para portos estrangeiros. Hoje, dia 8, centenas de estivadores (incluindo também trabalhadores de Leixões, Viana do Castelo, Aveiro e Sines) estão a manifestar-se frente à Assembleia da República, invectivando o governo de José Sócrates. Estão em luta contra a nova lei de bases da actividade portuária que, não beneficiando de qualquer consulta às associações sindicais, põe em causa os postos de trabalho no sector.



Paris

Imigrantes expulsos à força da Bolsa do Trabalho pela CGT

Manuel Vaz

101_pana_002.jpgVerão é tempo de férias para quem pode. Não será o caso para mais de metade da população parisiense que não tem meios para tanto. A imprensa por seu lado, já vai falando de uma baixa significativa de turistas em visita à capital. Efeitos evidentes da crise. Mas, se tal não é o seu caso e está a pensar em visitar Paris, aproveite para descobrir uma das facetas do Paris operário actual: o Paris dos imigrantes sans papiers [sem papéis], clandestinos. Ler o resto do artigo »



Segurança Social dá o exemplo

Em Dezembro de 2008, abriu, em Castelo Branco, um call center da Segurança Social. Desde o início que foi objectivo (e prática) deste organismo do Estado recorrer a uma empresa de trabalho temporário para o recrutamento de 200 trabalhadores. Um bom exemplo dado pelo governo no combate ao trabalho precário! Entretanto, já decorreu um mês desde que os Precários Inflexíveis obtiveram da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) a garantia de que esta irá dar “tratamento inspectivo” à situação laboral e nada…



Ainda há bons empregos

O Clube Miraflores precisa para entrada imediata de empregado para Cafetaria/Esplanada para trabalhar em part-time ou full-time (incluindo Sábados e Domingos). Pretendem-se “pessoas dinâmicas, comunicativas, com boa apresentação e elevado sentido de responsabilidade”. Paga-se a bonita quantia de 3,5 euros por hora e ainda podem utilizar o ginásio e a piscina. Querem melhor que isto?



Mais encerramentos e despedimentos

A Pioneer, fábrica de auto-rádios, decidiu encerrar a sua fábrica no Seixal, atirando para o desemprego 127 trabalhadores, de um total de 136. A Mateus e Mendes, fábrica de confecções, em Castelo Branco, encerrou despedindo as suas 150 trabalhadoras. Ambas as empresas procuraram fundamentar as suas decisões nos prejuízos e na crise económica.



Os trabalhadores da Autoeuropa precisam de apoio, não de críticas

Urbano de Campos

volkswagen.jpgDepois de terem aplaudido efusivamente o pré-acordo anunciado pela Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa no início de Junho, todas as forças do poder (governo, dirigentes partidários, presidente da República, patrões, imprensa…) pressionam agora sem qualquer pudor os trabalhadores para que alterem a decisão, tomada em 17 de Junho, de chumbar o dito pré-acordo. Percebe-se porquê. É que o pré-acordo, uma vez mais negociado debaixo da chantagem de despedimentos, foi conseguido de novo com sacrifício dos direitos dos trabalhadores; e o chumbo rejeita essa chantagem. Claramente, as vozes que condenam os trabalhadores fazem-se eco dos interesses da Volkswagen.
Sem menosprezar as dificuldades que a luta apresenta – bem pelo contrário, tendo em conta a sua enorme dificuldade – o que os trabalhadores da Autoeuropa precisam não é que os convençam a mudar: é que lhes dêem apoio. Esta solidariedade só pode vir de outros trabalhadores, todos eles no fundo confrontados com o mesmo tipo de ameaças. Ler o resto do artigo »



Luta exemplar dos operários metalúrgicos na Galiza

Pedro Goulart

metalurgicosgaliza72dpi.jpgOs meses de Maio e Junho de 2009 ficam profundamente marcados por uma prolongada e dura luta dos operários metalúrgicos nas empresas e ruas de Vigo e sul da Galiza, com os trabalhadores levando a cabo diversas greves e manifestações por melhores salários e condições de trabalho. Ler o resto do artigo »



Cresce o desemprego a nível mundial

Segundo dados do Eurostat, e apenas no primeiro trimestre de 2009, na União Europeia, a 27, foram atirados para o desemprego mais de 1 milhão e 900 mil trabalhadores. Foi o terceiro trimestre consecutivo em que o desemprego cresceu fortemente no conjunto destes países. Em Portugal, no mesmo período, foram destruídos cerca de 90 mil postos de trabalho. Por outro lado, a nível mundial e segundo dados da OIT, é previsível que, só este ano, aumente em 59 milhões o número de desempregados. Assim, haverá actualmente mais de 240 milhões desempregados em todo o mundo.



Facol: greve e manifestação

Os cerca de 50 trabalhadores da Facol, empresa do sector corticeiro, em Aveiro, estão em greve desde o dia 4 de Junho, reclamando o pagamento dos salários e subsídios em atraso desde Novembro de 2008. No dia 17, os trabalhadores marcharam em direcção à residência dos patrões em defesa dos seus direitos. A luta agudiza-se, com os patrões a tentarem retirar material das instalações e os trabalhadores em greve a impedir. O sindicato dos corticeiros vai avançar com uma providência cautelar, “para impedir a saída de bens da empresa sem controlo e fiscalização”.



Greve na Inapal Plásticos

Os trabalhadores da Inapal Plásticos iniciaram no dia 8 de Junho uma greve de dois dias, exigindo diálogo com a administração da empresa e reivindicando aumento de salários, assim como melhores condições ambientais de trabalho. De salientar que grande parte dos trabalhadores da empresa, devido ao manuseamento de alguns produtos, sofre de graves problemas pulmonares. A Inapal Plásticos fabrica componentes de plástico para a indústria automóvel e é fornecedora da Autoeuropa. Daí que actualmente se esteja a desenvolver uma campanha de solidariedade com os trabalhadores da Inapal entre os trabalhadores de outras empresas do Parque Industrial da Autoeuropa.



Sindicatos da Noruega propõem boicote a Israel

Urbano de Campos

palestinelatuff72dpi.jpgA maior central sindical da Noruega, a LO, lançou em 16 de Maio a todo o país um apelo para liderar um boicote internacional a Israel se não for alcançado um acordo de paz com os palestinianos. A posição foi aprovada durante o congresso da LO realizado na véspera. Ler o resto do artigo »



“Empresas em reestruturação”

Um argumento mais para facilitar despedimentos

Pedro Goulart

riopele.jpgA Riopele, empresa têxtil com sede em Famalicão (Vale do Ave), que hoje emprega 1100 trabalhadores, vai proceder a um despedimento colectivo de mais de 200 dos seus funcionários. Este objectivo é-lhe facilitado pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social, ao classificar a Riopele como “empresa em reestruturação”. Ler o resto do artigo »



Makro prepara despedimento colectivo

A Makro, o segundo maior grupo de distribuição europeu, pretende levar a cabo em Portugal um despedimento colectivo de 90 trabalhadores. E já pressionou alguns dos seus empregados, conseguindo que parte deles aceitasse o despedimento, mediante indemnização. Como a empresa não tem dificuldades económicas, parece ser mais uma que aproveita a crise para despedir trabalhadores e manter elevados os lucros. Entretanto, comissão de trabalhadores decidiu recorrer aos tribunais e interpor providência cautelar contra o despedimento colectivo.