Tópico: Trabalho

Os aristocratas das profissões liberais e a malta a recibo verde

Urbano de Campos — 11 Dezembro 2007

Da troca de insultos entre o ex-bastonário da Ordem dos Advogados J. M. Júdice e os que lhe sucederam, o argumento mais interessante foi o que Júdice lançou contra o bastonário recém eleito. Disse ele que Marinho Pinto é um “sindicalista”, com isso significando que não é homem para o lugar.


Mais desemprego, diz o governo

Pedro Goulart — 10 Dezembro 2007

desemprego8_72dpi.jpgÉ o próprio governo a prever um aumento do desemprego até 2010 nos novos dados a enviar a Bruxelas ainda esta semana. Segundo eles, haverá nessa data um acréscimo de 9% em relação à taxa de desemprego projectada o ano passado.

No número zero do MV, em Abril, chegávamos a uma taxa real de desemprego acima de 10%, isto é, cerca de 560 mil pessoas desempregadas, incluindo aqui os habitualmente considerados como desempregados, os inactivos disponíveis, os desencorajados de procurar o primeiro emprego e os que trabalham menos de 15 horas por semana.


Repressão sobre os imigrantes na Coreia do Sul

Indymedia (adaptação) — 8 Dezembro 2007

coreiasul.jpgEm 27 de Novembro, três funcionários do Sindicato dos Migrantes da Coreia do Sul (SMCS) foram presos à saída de casa ou do emprego. A direcção do SMCS tem sido um alvo preferencial da intensificação geral da repressão do governo sobre os imigrantes indocumentados naquele país. Desde Agosto, cerca de 20 membros e funcionários foram detidos pelas autoridades. Reside na Coreia do Sul cerca de 1 milhão de estrangeiros, calculando-se que 230.000 deles sejam trabalhadores sem documentos. Atraídos pelo “sonho coreano”, o número de trabalhadores imigrantes na Coreia do Sul não pára de crescer. Como a política de imigração tem sido incapaz de encontrar soluções legais, o governo resolveu recorrer à brutalidade das detenções e das deportações.


Mineiros mexicanos entram no quinto mês seguido de greve

Indymedia (adaptação) — 7 Dezembro 2007

mineirosmexicanosgrevecananea.jpgEstão em greve há cinco meses os 1.200 operários da Mina de Cobre de Cananea (Sonora, México), a maior mina de cobre do México e uma das maiores do mundo. O Sindicato dos Trabalhadores das Minas e da Metalurgia, que os representa, reivindica o respeito pelas condições de saúde e de segurança na mina. Cananea tem um longa história de lutas laborais, entre as quais se destacam a greve de 1906 que contribuiu para desencadear a Revolução Mexicana e uma greve muito dura em 1999 que terminou com a derrota dos trabalhadores. A maior parte do cobre extraído na mina é exportado para os Estados Unidos, onde é utilizado na indústria de equipamentos electrónicos.


Maquinistas alemães: uma greve sectorial que paralisou o país

Cândido Guedes — 4 Dezembro 2007

grevecfalemanha.jpgEm luta desde Março passado, os maquinistas dos caminhos de ferro alemães fizeram no mês de Novembro a mais longa e participada greve da sua história, paralisando o tráfego de passageiros em todo o leste do país, a actividade portuária e a quase totalidade do tráfego de mercadorias – fundamental para as indústrias, sobretudo automóvel e química, cuja laboração foi seriamente afectada.


Apoio popular foi decisivo para uma luta que durou oito dias

3 Dezembro 2007

valorsulgnr3_72dpi.JPGDepois de uma greve de três dias em Setembro, foram desta vez oito dias seguidos de luta, de 13 a 20 de Novembro. Enfrentando a chantagem da administração da empresa – que só queria discutir aumentos salariais a troco da alteração de cláusulas do acordo de empresa que implicavam com as horas extra – os trabalhadores da Valorsul exigiam um aumento salarial de 3,7% sem redução dos períodos de descanso entre turnos.


Greve dos trabalhadores dos STCP paralisa transportes

21 Novembro 2007

Teve início à zero horas de hoje, dia 21, uma greve dos trabalhadores da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) que durará até às 2 horas de amanhã. Segundo informações fornecidas pelo Sindicato Nacional dos Motoristas, a adesão inicial foi de 40%, pelo facto de a paralisação afectar apenas as duas últimas horas de cada turno de trabalho. Calcula-se que os efeitos da greve se farão sentir mais pelo final da tarde de hoje, disse um sindicalista, por ser cerca das 17 horas que termina o maior número de turnos.


“Nós a dialogar e eles a bater”

19 Novembro 2007

valorsulnoite18nov_72dpi.jpg“Precisamos da solidariedade de todos. Venham apoiar os trabalhadores da Valorsul!” É este o apelo transmitido ao MV hoje ao fim da manhã. David Costa, delegado sindical da empresa, contou-nos como a força de choque da GNR atacou o piquete de greve presente no aterro sanitário de Mato da Cruz no preciso momento em que uma delegação dos trabalhadores se encontrava no gabinete do primeiro-ministro Sócrates a exigir negociações com a administração: “Nós a dialogar, e eles a bater!”. A Valorsul é uma empresa comparticipada pelos 4 municípios que utilizam os seus serviços: Lisboa [PS-BE], Vila Franca de Xira [PS], Loures [PS] (que inclui o serviço de Odivelas [PS]) e Amadora [PS].


Com apoio de populares, piquete neutraliza GNR e impede entrada do lixo

17 Novembro 2007

valorsulpoliciavspiquete.jpgO MV tem estado a acompanhar a luta dos operários da Valorsul, cujo foco principal se passou a centrar no aterro sanitário do Mato da Cruz, perto de Bucelas. Quando chegámos, cerca das 22h, fomos informados de que a GNR, às 20h, dispersara o piquete e abrira caminho à entrada dos camiões. Todavia, às 22h30, o piquete – agora reforçado com o apoio de muitas dezenas de populares – conseguiu interromper a entrada de camiões, que foram formando uma longa fila na estrada. Tudo isto sob a vigilância de uma dúzia de GNRs e com a presença continuada de uma equipa de reportagem da SIC, que fez dois “directos” com entrevistas ao delegado sindical David Costa. Três camiões, à vez, deram meia volta e foram-se embora sob aplausos.


Patrão fecha a MECOIN com cinco meses de salários em atraso

16 Novembro 2007

mecointondela72dpi.jpgOs trabalhadores da fábrica Mecoin, na freguesia de Nandufe (Tondela, Beira Alta), estão em luta. A administração encerrou a empresa na terça-feira, dia 6, deixando os 40 operários com cinco meses e meio de salários em atraso. A Mecoin é uma metalúrgica de componentes para automóveis, o que – como o MV comentou há dias, em “Despedimento colectivo redobra” – “contraria a ideia de que são os sectores de menor qualificação profissional ou de capitalismo atrasado (com menor produtividade) os mais atingidos pelo desemprego”.


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