Tópico: Trabalho

O governo sul-coreano vinga-se do “Movimento das Vacas Loucas”

Loren Goldner — 13 Agosto 2008

coreiaprotestos.jpgEm 25 de Julho o governo da Coreia do Sul emitiu mandatos de captura contra os dirigentes sindicais, entre eles o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da Confederação Coreana dos Sindicatos (CCS), bem como dirigentes de sindicatos filiados na Confederação [ver artigo recente neste site Governo sul-coreano persegue dirigentes sindicais].


Governo sul-coreano persegue dirigentes sindicais

LabourStart / MV — 10 Agosto 2008

coreia1.jpgHá cerca de dez dias o governo sul-coreano de Lee Myung-bak emitiu mandatos de captura contra dirigentes do movimento sindical. Entre as pessoas incriminadas figuram o presidente, o vice-presidente e o secretário-geral da Confederação Coreana dos Sindicatos (CCS) e dirigentes dos sindicatos nela filiados.


O Primeiro de Janeiro tem edição ilegal

Rui Pereira / Rui Ferreira — 8 Agosto 2008

Após dois meses de salários em atraso, o despedimento ilegal dos jornalistas e outros trabalhadores e um reinício clandestino da edição, às mãos de redactores de um outro órgão de comunicação do grupo, O Primeiro de Janeiro, título com 140 anos de vida na imprensa portuguesa e portuense, tornou-se um exemplo emblemático da selvática gestão capitalista da comunicação social.


Multivending: trabalhadores resistem

7 Agosto 2008

O patrão da Multivending (ver notícia ao lado) entrou ontem nas instalações da firma e tentou sair, protegido pela polícia, com dinheiro que estava no cofre da empresa, cerca de 20 mil euros, ao que se julga. Mas os trabalhadores que faziam piquete formaram cordão e disseram que ele podia sair mas o dinheiro ficava. Perante a determinação mostrada, o patrão teve que deixar o dinheiro no cofre, o que para já representa uma pequena vitória. Entretanto, a SIC Notícias passou imagens no noticiário das 20 horas, facto que animou os trabalhadores por verem que a luta está a ser conhecida.


Poupar nos subsídios de desemprego

O Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social (MTSS) costuma usar várias artimanhas para atenuar os números oficiais do desemprego e reduzir o montante dos subsídios que paga aos desempregados. Em auditoria da Provedoria de Justiça (que a CGTP agora divulgou) denuncia-se a situação de vários desempregados que perderam os respectivos subsídios, por, tendo sido convocados por carta, não comparecerem nos centros de emprego, devido a não terem recebido as notificações. E como nem sempre é fácil provar que não se recebeu…Fosse por falha dos correios ou por outra qualquer, o certo é que o MTSS fica a poupar nos subsídios.


Trabalhadores da Multivending exigem pagamento de salários atrasados desde Novembro

Manuel Monteiro — 6 Agosto 2008

Novos dados: Patrão impedido de sair com dinheiro da empresa. Ver na coluna ao lado Multivending: trabalhadores resistem.

multivending3_reduz.jpgO Mudar de Vida esteve com os trabalhadores da Multivending que cercam as instalações da empresa, situadas na rua Alfredo da Silva, na Abóboda, perto de Cascais. O ramo de actividade da empresa é o chamado “vending”, isto é, coloca máquinas de café e de sandes nos locais de trabalho. Os cerca de 40 trabalhadores estão em luta porque, desde Novembro do ano passado, têm ordenados e subsídios em atraso. A divulgação e o apoio às suas exigências são muito importantes, pois, como salientou um dos trabalhadores que falaram para o MV, “se ficarmos reduzidos à nossa pouca força e ao silêncio, poucas hipóteses teremos”.


Actividade do Movimento dos Trabalhadores Sem Tecto divulgada numa sessão em Lisboa

30 Julho 2008

mtst_72dpi.jpgO Mudar de Vida levou a cabo em Lisboa, na tarde do passado dia 27 de Julho, um encontro em que foi divulgada a actividade do Movimento dos Trabalhadores Sem Tecto, do Brasil. A exposição esteve a cargo de Lizandra Guedes, uma activista do Movimento que se encontrava em Portugal na altura e que explicou os propósitos e as acções concretas do MTST, ilustrados depois com a projecção de alguns vídeos.


Câmara do Porto: como resistir à privatização da recolha do lixo?

José David Gregório, trabalhador da Administração Local — 23 Julho 2008

lixoporto.jpgA Câmara Municipal do Porto discute hoje uma proposta de concessões da Recolha de Resíduos Sólidos da Cidade. A proposta contempla a GSC – Compañia General de Servicios y Construcción, SA e outra a SUMA – Serviços Urbanos e Meio Ambiente, SA. A velha receita continua a funcionar: primeiro deixa-se degradar serviços, não se investe nem se planeia: depois aparecem os “salvadores” que vão ajudar a autarquia/Estado a controlar o défice e “reduzir” as despesas. O problema é que a recolha de resíduos se tornou num negócio de milhões e as empresas não trabalham para a satisfação do bem público mas para a obtenção de lucro.


As maravilhas do capitalismo global

João Bernardo —

Publicámos recentemente uma notícia e uma Breve acerca da utilização do trabalho de menores por empresas subcontratantes que produzem para o grupo Zara. Tendo em vista o público leigo, os administradores das grandes firmas elaboram códigos de conduta e emitem comunicados onde dizem desconhecer o que se passa e lavam as mãos do assunto.
Na realidade eles sabem muito bem quais são as condições vigentes nas subcontratantes, porque no actual modelo económico as empresas principais exercem um controlo rigoroso e permanente tanto sobre a tecnologia usada pelas subcontratantes como sobre os sistemas de trabalho a que estas recorrem; se não fosse assim, as próprias empresas principais entrariam em colapso, já que a sua actividade depende do fluxo produtivo das subcontratantes.


Trabalho infantil alimenta o império Zara

Pedro Goulart — 22 Julho 2008

zara_felgueiras_72dpi.jpgA Cunha & Alves Lda é uma empresa de confecções de Paços de Ferreira que emprega cerca de 150 trabalhadores e que utiliza trabalho infantil no vestuário que fornece à Zara, uma das marcas do grupo Inditex. Quando recentemente a Autoridade para as Condições do Trabalho fez uma fiscalização a esta subcontratada da Inditex, os responsáveis da empresa tentaram que dois menores de 14 e 15 anos que lá trabalhavam na altura escapassem aos inspectores.


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