Tópico: Trabalho

Greve na Função Pública

1 Outubro 2008

O dia de luta dos trabalhadores da função pública realizado hoje, dia 1, começou com forte adesão em muitos sectores. Em cinco hospitais de Lisboa e no INEM a greve foi a 100 por cento; e em vários outros hospitais do país as paralisações situaram-se entre 50 e 90 por cento. Também a recolha de lixo e a circulação de comboios foram afectadas desde as zero horas. Outros serviços, como escolas, centros de saúde, postos de segurança social, repartições de finanças, conservatórias, museus paralisaram também. Estão previstas concentrações e desfiles em diversas localidades levantando as exigências dos trabalhadores por melhorias salariais e contra o código do trabalho.


GNR e trabalhadores guardam bens da fiação Fidar

Celestino Braga —

fidar-2_72dpi.jpgAgentes da GNR estão a guardar as instalações da fiação Fidar, em Gondar Guimarães, por ordem do Tribunal, que atendeu a um pedido dos trabalhadores. A medida tem carácter cautelar e destina-se a salvaguardar o património da empresa, surgindo depois de algumas escaramuças com a administração. Ironicamente, depois de ter sido chamada para obrigar trabalhadores despedidos da empresa de Gondar, Guimarães, a abandonar as instalações da fábrica, por solicitação da administração, a GNR efectua, juntamente com os operários – acantonados numa tenda às portas da unidade industrial – a acção de vigilância às instalações da Fidar.


Enfermeiros em greve

A direcção do Sindicato dos Enfermeiros informou que a adesão à greve nacional de dois dias iniciada dia 30 se situou entre 60 e 80 por centro, com muitos serviços hospitalares e centros de saúde paralisados a 100 por cento. Dia 1 será realizada uma assembleia geral de enfermeiros para debater formas de radicalizar a luta que podem incluir mais dias de greve; e no final será feita uma manifestação-concentração diante do ministério da Saúde. Os enfermeiros exigem que 5 mil profissionais contratados a prazo passem a efectivos e reclamam a contratação de mais enfermeiros dada a sua escassez para as necessidades de atendimento à população.


Contra a perseguição aos imigrantes na Europa

30 Setembro 2008

imigrantecc72dpi.jpgEm 15 e 16 de Outubro, o Conselho Europeu reunirá os chefes de Estado e de governo dos 27 para ratificar o “Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo”, aprovado no conselho de ministros de 25 de Setembro.
O Pacto proposto por Sarkozy, no contexto da presidência francesa, visa definir as linhas gerais da União Europeia nesta matéria e assenta em cinco pontos fundamentais: organizar a imigração legal, priorizando a adopção do “cartão azul”, para recrutamento de mão-de-obra qualificada; facilitar os mecanismos e procedimentos de expulsão e estabelecer nesse sentido parcerias com países terceiros e de trânsito; concretizar uma política europeia de asilo; reforçar o controlo das fronteiras; proibir os processos de regularização colectiva.


255 operários da TOR suspenderam contratos

Celestino Braga — 29 Setembro 2008

Os 255 trabalhadores da empresa têxtil TOR, de Barcelos, analisaram, em plenário, a possibilidade de regresso ao trabalho, fazendo depender a resolução final do pagamento dos salários em atraso. A decisão definitiva foi tomada a 25 deste mês: como não receberam os seus salários, os operários recorreram ao mecanismo da suspensão do contrato de trabalho, para poderem aceder ao subsídio de desemprego.


Paralisação nos STCP

24 Setembro 2008

Os trabalhadores do SNM (Sindicato Nacional dos Motoristas) e do STRUP (Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Urbanos de Portugal) decidiram, em plenário no dia 23, paralisar os STCP (Serviços de Transportes Colectivos do Porto) a 10 de Outubro. Fazem-no como protesto contra a discriminação promovida pela empresa contra os trabalhadores do SNM e do STRUP, no acordo recentemente realizado com outros dois sindicatos. São assim os patrões – dividir para reinar. Mas o caminho certo é a luta.


Tor encerrada

17 Setembro 2008

Mais uma empresa que encerra. A Tor, fábrica têxtil de Barcelos, sem qualquer aviso da administração, fechou as portas e deixou 255 trabalhadores no desemprego. Em protesto, os trabalhadores concentraram-se à porta da empresa, cumprindo os horários. E reúnem, para decidir o que agora podem fazer. As condições de trabalho na empresa eram más. Quase todos os trabalhadores auferiam apenas o salário mínimo e a repressão exercia-se de diversos modos: multas para quem não atingisse as metas e, mais recentemente, até o recurso a câmaras de vigilância. São mais 255 trabalhadores que se vão juntar aos cerca de 500 mil desempregados já existentes.


Beiralã próxima da falência

14 Setembro 2008

A administração da Beiralã, fábrica têxtil de Seia, anunciou aos seus 208 trabalhadores que vai pedir a insolvência da empresa e que já não tem possibilidade de pagar o mês de Agosto. Assim, 150 a 170 trabalhadores, escolhidos pela administração, vão suspender os seus contratos de trabalho. Segundo o presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa, que parece conformado com esta saída “temporária” dos trabalhadores, se os credores não viabilizarem o plano de recuperação será decretada a falência da empresa. Ainda segundo ele, a solução apontada pela administração é um “mal menor” se, de futuro, a fábrica puder continuar a laborar apenas com 100 trabalhadores.


Camac em luta

Desde finais de Agosto que os trabalhadores da Camac (única fábrica portuguesa de pneus), em Santo Tirso, estão em greve pelo pagamento integral dos salários em atraso. E, em 9 de Setembro, cerca de 100 trabalhadores reuniram-se frente à Câmara Municipal em protesto contra esta situação. Com salários baixos e 4 meses em atraso, é fácil compreender as dificuldades económicas em que se encontram estes trabalhadores. Assim, 130 já tiveram que suspender os contratos de trabalho com a empresa, como forma de receber o subsídio de desemprego. Quem sabe, talvez seja outro “mal menor”…


Monstros

Faria de Almeida * — 10 Setembro 2008

A receita é conhecida. Quando a economia, estatal ou empresarial, está em dificuldades, as primeiras medidas incidem sobre os trabalhadores e os salários. Reduzir custos é a fórmula garantida, mas sempre com enfoque imediato sobre o custo da mão-de-obra. Despedir, reduzir direitos de quem trabalha, com o crescimento da precariedade em primeira linha, cerceando as reivindicações e aumentando a subserviência, colocar os trabalhadores em limbos com a rescisão em pano de fundo, são os principais, quase sempre os únicos, factores escolhidos pelos gestores.


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