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Tópico: Trabalho
Marcha indígena na Colômbia
24 Outubro 2008
Mais de 8 mil indígenas iniciaram dia 21 uma marcha entre a província de Cauca e a cidade de Cali, reivindicando a posse das terras retiradas aos seus antepassados e que lhes haviam sido prometidas pelo governo de Álvaro Uribe. Protestam, igualmente, contra a violência exercida sobre as suas comunidades. A marcha conta já com adesões em mais 16 províncias. Em vez de entregar as terras prometidas, o governo enviou a polícia e o exército, que já fizeram vários mortos e feridos. Face ao carácter terrorista do governo de Uribe, é de temer o que possa acontecer aos milhares de indígenas que marcham para Cali.
Greve na Grécia
22 Outubro 2008
Os trabalhadores dos transportes e dos serviços públicos gregos estiveram em greve no dia 21 de Outubro contra a política económica e social do governo de direita do seu país – contra as privatizações, a austeridade salarial e a reforma das pensões. Esta greve envolveu mais de 800 mil trabalhadores, do metropolitano, dos autocarros, dos aviões, assim como dos bancos e do sector público. Estava igualmente prevista uma manifestação no centro de Atenas. Os trabalhadores gregos têm-se destacado no panorama europeu pela sua grande combatividade.
17 feridos no Rio Grande do Sul
Em 16 de Outubro, a “Marcha dos Sem”, manifestação dos sindicatos e movimentos populares do estado brasileiro do Rio Grande do Sul, que tem ocorrido desde 1995 e agora contou com 5 mil participantes, foi reprimida por 400 soldados da Brigada Militar. Para impedir que o carro do som se aproximasse da sede do governo do estado, os militares lançaram bombas e feriram 17 manifestantes, a maioria na cabeça. Foram ainda agredidos três deputados estaduais do Partido dos Trabalhadores (o partido de Lula) e um do Partido Comunista do Brasil (que integra a coligação governamental). Os manifestantes não arredaram pé e afinal o carro do som pôde alcançar o seu objectivo.
Fidar
Patrões e polícias apostados em enganar os trabalhadores
A.Sereno / Ursula Zangger (*) — 12 Outubro 2008
A empresa FIDAR integra um conjunto de empresas que gradualmente foram fechando, sem que os trabalhadores recebessem as indemnizações respectivas por parte do patronato. No que é igual a tantos casos de manipulação e desrespeito por quem se vê subjugado pelas duras leis do trabalho capitalista, a luta destes trabalhadores em concreto constitui um caso de resistência raro porque continuado no tempo e de forma, diremos, apartidária.
Salários em atraso
10 Outubro 2008
A praga dos salários em atraso tem vindo a crescer. É o próprio ministro Vieira da Silva a reconhecê-lo no Parlamento. A Autoridade para as Relações de Trabalho detectou a existência de cerca de 8 mil trabalhadores com salários em atraso. E os outros? Um dirigente da Associação das Pequenas e Médias Empresas justifica o facto pela forte ofensiva do Fisco e o receio dos patrões perderem as empresas. Perder a empresa pode compara-se com perder o salário? E, assim, os trabalhadores ficam em último lugar, quanto a pagamentos. Claro que a próxima entrada em vigor do novo Código de Trabalho também ajuda a criar um ambiente mais favorável ao patronato, facilitando situações como esta.
A crise do capitalismo e as limitações e inconsequências do sindicalismo reformista
José Manuel Andrade Luz — 8 Outubro 2008
Em recente artigo da responsabilidade do corpo redactorial do MV, critica-se o movimento sindical e em particular a CGTP por não dar uma maior consequência às manifestações e outras formas de luta, inconsequência essa que tem contribuído para uma maior arrogância do governo na aplicação das suas politicas anti-sociais, que têm agravado de forma drástica a situação económica e social das classes trabalhadoras.
Denúncia
“Estes senhores do capital fazem o que querem de nós”
Sérgio Gomes / MV —
“Estamos já no limiar da pobreza e em grande desespero. Ajudem-nos, pois um dia poderão estar na nossa situação”. Este o apelo de cerca de 30 trabalhadores despedidos da empresa Capepresso, de Gemunde (Maia), com salários em dívida que chegam a atingir 4 mil euros; sem subsídio de desemprego porque formalmente não foram despedidos e a empresa só lhes dá os papéis se assinarem uma declaração em como não lhes deve nada; obrigados a recorrer a empréstimos informais para poderem fazer face às despesas mínimas de sobrevivência.
Apoios às PME não se destinam aos trabalhadores
Manuel Raposo — 7 Outubro 2008
No mesmo dia em que Ferreira Leite criticava o governo por não apoiar as pequenas e médias empresas, o governo destinava mais 400 milhões de euros de crédito para as ditas PME, depois de outros 750 milhões se terem esgotado em pouco tempo.
A imprensa brincou com a coincidência, dizendo, conforme a cor, ora que o PS ia a reboque do PSD, ora que as propostas do PSD eram tardias e inúteis. Mas há algo mais do que este lado anedótico.
Denúncia
“Trabalho num call center”
AML — 4 Outubro 2008
Trabalho num call center da TMN em Lisboa vai para dois anos. Atendo as reclamações dos clientes do serviço de telefones móveis. Eu e todos os demais trabalhamos a recibos verdes.
Faço seis horas por dia. As pausas (para descansar, tomar qualquer coisa ou ir aos sanitários) são curtas, não mais de 10 minutos, e só as podemos fazer quando os responsáveis permitem. Apenas um número reduzido de trabalhadores, de cada vez, é autorizado a interromper o atendimento. Já me aconteceu trabalhar as seis horas seguidas sem sequer ir à casa de banho.
Há mais 11 mil emigrantes portugueses na Galiza
Celestino Braga — 2 Outubro 2008
A União de Sindicatos de Braga (USB) assegura que os dados recentes sobre a emigração portuguesa na Galiza apontam para um crescimento de 11 mil trabalhadores em 2008, de 40 para 51 mil.
Segundo Adão Mendes, coordenador da USB, os dados obtidos junto do Instituto de Emprego galego, «contrariam a ideia de que muitos trabalhadores portugueses começariam a regressar, devido aos problemas conjunturais vividos pela economia espanhola».