Tópicos
- Aos Leitores (20)
- Breves (968)
- Cartas (44)
- Cultura (42)
- Economia (163)
- Editorial (76)
- Efeméride (52)
- Liberdades (529)
- Mundo (901)
- País (1378)
- Política (1391)
- Sociedade (268)
- Trabalho (455)
- Tribuna (15)
- Ver-Ouvir-Ler (37)
Links
Número de consultas:
(desde 7 Outubro 2007)
Última actualização do site:
20 Março 2026
Tópico: Trabalho
Serragem João Branco despede mais 21 trabalhadores
12 Fevereiro 2010
Em Agosto do ano passado, a Serragem João Branco, em São Miguel, Açores, já havia despedido 22 trabalhadores. Agora, despediu mais 21. A maioria destes trabalhadores pertencia aos quadros da empresa há vários anos. E os últimos já estavam com três meses de salários em atraso. Os trabalhadores, enganados com sucessivos adiamentos, ameaçam recorrer a tribunal, caso o proprietário não efectue o pagamento.
Trabalhadores gregos em luta
11 Fevereiro 2010
Milhares de trabalhadores da função pública, em greve, manifestaram-se dia 10 no centro de Atenas e Salónica. Foram gravemente afectados os serviços de saúde, os hospitais, as escolas públicas, os caminhos-de-ferro e os aeroportos. Os trabalhadores lutam contra as medidas de austeridade que o governo grego, pressionado pela Comissão Europeia, quer impor a quem trabalha. Entre as gravosas medidas previstas salienta-se: redução do salário real, restrições à contratação e supressão de benefícios fiscais. Uma das palavras de ordem dos manifestantes, também conhecida entre nós: “Os ricos que paguem a crise”. No dia 24, são os trabalhadores do sector privado que estarão em luta.
Denúncia
“Tratam-nos como lixo!”
6 Fevereiro 2010
A propósito de um texto que publicámos em Outubro de 2008, denunciando o regime de trabalho a que estavam sujeitos os funcionários de um call center da TMN em Lisboa, recebemos ainda recentemente mais duas denúncias de trabalhadoras de call centers, um da PT em Coimbra e outro da Optimus. Ambas confirmam o mesmo regime brutal de trabalho, as mesmas arbitrariedades, a constante espionagem a que os operadores são sujeitos por chefes e chefetes, as ameaças de despedimento e a insegurança no trabalho.
A luta dos enfermeiros pode radicalizar-se
Pedro Goulart — 2 Fevereiro 2010
Os enfermeiros portugueses desencadearam uma enérgica greve nos dias 27, 28 e 29 de Janeiro, cuja adesão envolveu cerca de 90% dos seus membros. No dia 29, levaram a cabo uma grande manifestação (na opinião dos Sindicatos, a maior destes profissionais de saúde desde 1976), que percorreu diversas ruas de Lisboa, indo do Ministério da Saúde até ao Ministério das Finanças e envolvendo cerca de 15 mil trabalhadores. Uma vitória da unidade e da disposição de luta dos enfermeiros portugueses, em defesa das suas reivindicações, particularmente do seu direito a salários dignos e a melhores condições de trabalho. Como consequência, milhares de consultas desmarcadas e de cirurgias por realizar em todo o país.
Greve e manifestação dos enfermeiros
22 Janeiro 2010
Os sindicatos dos enfermeiros decidiram declarar greve para os dias 27, 28 e 29 de Janeiro. E manifestação a 29. Em causa está a proposta salarial do Governo, considerada humilhante e desrespeitadora dos enfermeiros, nomeadamente no que diz respeito ao início de carreira destes profissionais. A primeira proposta apresentada pelo Ministério da Saúde traduzir-se-ia, efectivamente, numa descida dos actuais salários (1020 euros) para 995 euros. Apesar de ter recuado na proposta, o governo mantém condições inaceitáveis, particularmente a nível salarial. E, assim, a luta prossegue.
Patrões despedem sem freio
PG/MR — 13 Janeiro 2010
A cada mês, os números oficiais do desemprego confirmam, com atraso, o que os mais atentos já anunciavam. Em Outubro, a taxa de desemprego chegou aos 10,2% (mais de meio milhão de pessoas) e em Novembro aos 10,3% (cerca de 600 mil pessoas). Há sete meses consecutivos que o desemprego sobe. Mas os números reais serão, como em casos anteriores, mais elevados. Além dos contabilizados, estima-se que haja, pelo menos, outros 85 mil desempregados que já nem se registam nos centros de emprego. 450 pessoas batem à porta dos centros de emprego todos os meses. Calcula-se que 200 a 300 mil agregados familiares têm marido e mulher no desemprego. Entre os jovens o desemprego é de 20%, nos homens chega aos 9,6% e nas mulheres aos 10,9%.
Estoril-Sol quer despedir 130 trabalhadores
9 Janeiro 2010
A administração da Estoril-Sol, proprietária do Casino Estoril, pretende despedir colectivamente 113 trabalhadores e mais 17 individualmente. Esta decisão, comunicada à Comissão de Trabalhadores, vai atingir maioritariamente os trabalhadores do Casino Estoril. A administração alega que esta medida é necessária devido aos efeitos da crise económica no negócio do jogo, sublinhando a diminuição das receitas do grupo verificada nos últimos dois anos. É mais uma empresa a tentar justificar “reestruturação”e despedimentos com a crise do sistema. Mas os trabalhadores afirmam-se dispostos a lutar contra esta violência do capital.
O capitalismo não cria emprego, destrói emprego
Urbano de Campos — 4 Janeiro 2010
Diz-se que uma mentira muitas vezes repetida passa por verdade. Será assim se não for contrariada. Diante da onda incessante de despedimentos e de encerramento de empresas, o patronato e a direita insistem no slogan – como se fosse uma evidência – de que só as empresas criam emprego, significando com isso: a iniciativa privada capitalista.
O slogan serve para pressionar a política do governo, ainda mais, no sentido do apoio estatal ao capital, da redução de impostos às empresas; e, simultaneamente, de limitação dos gastos sociais do Estado com os trabalhadores. Ora, é fácil mostrar que a afirmação é falsa.
Caminha: mais 174 no desemprego
29 Dezembro 2009
A têxtil Regency, empresa multinacional há duas décadas instalada em Caminha e a maior empregadora do concelho, produzia e exportava fatos de homem. Decidiu, recentemente, pedir a insolvência e terminar a produção já no dia 31 de Dezembro. Com esta decisão, são mais 174 trabalhadores (na sua maioria mulheres) muito provavelmente atirados para o desemprego. A administração da fábrica alega a concorrência da Ásia e do Leste, a falta de encomendas e as dificuldades económico-financeiras. As justificações do costume.
Cofaco e Corretora despedem 200 nos Açores
22 Dezembro 2009
A Cofaco, empresa de conservas de atum, com sede em Ponta Delgada e fábricas em São Miguel, Pico e Faial, enviou agora mais de 100 trabalhadoras para o desemprego. A Corretora, outra empresa de conservas, também despediu várias dezenas de operárias. São as mulheres que aceitam estes trabalhos, geralmente com salários mínimos. Com contratos de seis meses e um ano, são habitualmente despedidas ao fim de três anos de serviço, para não integrarem os quadros da empresa. Por outro lado, há dados que indicam que a Cofaco terá recebido cerca de um milhão de euros de apoio do Governo, para manter os postos de trabalho. O que diz e faz agora o Governo?