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Tópico: Trabalho
Greve geral na Grécia, dia 5 de Maio
1 Maio 2010
É um protesto contra a redução dos salários, a diminuição das pensões, o aumento da idade da reforma para os 67 anos, o corte de milhares de empregos e a perda de 13.º e 14.º mês (na função pública), que são as pesadas imposições da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao governo grego. As mais importantes organizações sindicais e sociais gregas convocaram esta greve geral (no sector público e no sector privado) para o dia 5 de Maio. Solidariedade com os combativos trabalhadores e o povo da Grécia.
Movimento laboral europeu: o legado ideológico do pacto social
Asbjørn Wahl (*) — 29 Abril 2010
Revisão do Código do Trabalho, redução das prestações sociais, limitação do subsídio de desemprego, despedimentos colectivos e individuais, aumento da idade e redução das pensões de reforma, destruição do Serviço Nacional de Saúde, privatização de serviços públicos, degradação do Ensino, baixa de salários, aumento do horário de trabalho, subida de impostos sobre os assalariados…
Esta sucessão de medidas – que vem desde pelos menos há 20 anos, levada a cabo por governos de todas as cores, em Portugal como na Europa e no resto do mundo – não ilude sobre um facto: o Capital desencadeou uma ofensiva brutal contra as classes trabalhadoras retirando-lhes, palmo a palmo, ganhos materiais e sociais que tinham sido adquiridos pela força do movimento popular e sindical após a Segunda Grande Guerra ou, no caso português, depois do 25 de Abril de 1974.
E também não pode haver ilusões sobre outro facto: a capacidade de resistência dos trabalhadores e das organizações sindicais é escassa para o que está em jogo e por isso não tem sido capaz de travar a ofensiva.
O Capital conduz uma guerra de classe ao Trabalho. O Trabalho só pode vencer essa guerra se fizer pleno uso das suas armas de classe. Onde residem as debilidades que retiram força à resistência dos trabalhadores?
É a esta questão que o artigo do sindicalista norueguês Asbjørn Wahl (publicado originalmente na revista norte-americana Monthly Review, em Janeiro de 2004) procura dar resposta.
Greve e manifestações em França
16 Abril 2010
No dia 23 de Março, quase um milhão de trabalhadores dos sectores público e privado manifestaram-se em França contra os projectos governamentais de corte de milhares de empregos na função pública (incluindo na saúde e na educação), assim como do pretendido aumento da idade de reforma. Houve manifestações e greves em mais de 170 cidades, atingindo estas últimas particularmente os transportes, a educação e a administração pública. Isto aconteceu apenas dois dias depois da derrota da UMP (União para um Movimento Popular), de Sarkozy, nas eleições regionais francesas.
Greve geral dos transportes dia 27 de Abril
Pedro Goulart — 15 Abril 2010
Os sindicatos do sector dos transportes ferroviários, rodoviários e fluviais (envolvendo sindicatos da CGTP, UGT e independentes) decidiram avançar para uma paralisação geral dos transportes de passageiros a realizar no próximo dia 27 de Abril. Participaram na reunião, que decorreu em 29 de Março, dirigentes sindicais de empresas do sector público e do sector privado, destacando-se a presença da CP, do Metro, da Carris, da Soflusa e da Transtejo.
Greve na Galp
8 Abril 2010
De 19 a 21 de Abril os trabalhadores da Galp levam a cabo uma greve de âmbito nacional, cuja decisão resultou de reuniões efectuadas no Porto, em Lisboa e Sines, locais onde a empresa tem as suas refinarias. Trata-se de uma luta essencialmente dirigida contra a insuficiente actualização salarial pretendida pela Administração da empresa. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Química, Farmacêutica, Petróleo e Gás do Norte, esta greve de 3 dias deverá afectar todas as instalações da Galp Energia e pode criar problemas de abastecimento nos postos de combustível.
Select despede, faz chantagem e não quer pagar
FIEQUIMETAL / MV — 6 Abril 2010
Por acordo celebrado entre o Governo e a Lisnave, em Janeiro de 2008, a Select (empresa de trabalho temporário) colocou naquela empresa cerca de 200 trabalhadores, oriundos da Gestenave, da Erecta, assim como jovens de formação profissional. Em 28 de Fevereiro de 2010, porém, por indicação da Administração da Lisnave, a Select despediu 150 trabalhadores, cujos contratos só terminavam em Agosto e Setembro deste ano.
Mas, aos trabalhadores e em forma de chantagem, foi colocada a exigência de despedimento por mútuo acordo, com pagamento de parte dos direitos e a promessa de novo contrato a termo, com uma segunda Lisnave criada pela administração, com diminuição da categoria profissional e onde não existiam quaisquer direitos.
Greve e confrontos no Tivoli
No dia 3 de Abril houve greve nos hotéis Tivoli, com prolongamento para o dia 4. A Administração dos hotéis recorreu a trabalhadores temporários para substituir os trabalhadores da empresa. Estes falaram em 90% de adesões e a Administração em 3 ou 4%. Mas esta justificou a disparidade dos números dizendo que “é normal nos períodos de intensa actividade” recorrer a “serviços de reforço de pessoal”! Em Lisboa, a entrada dos trabalhadores temporários no Tivoli fez-se com a protecção da PSP (sempre ao serviço dos patrões) que, além de dar cobertura a uma ilegalidade, agrediu trabalhadores em greve. E ainda há gente que bate palmas aos polícias nas manifestações!
Greve dos trabalhadores do Município de Lisboa
31 Março 2010
Nos dias 5, 6 e 7 de Abril, os trabalhadores de diferentes sectores do Município, incluindo os serviços de Higiene e Limpeza Urbana, estão em luta pela actualização do suplemento de risco.
Esta greve, convocada pelo STML e pelo STAL, visa a actualização do valor do suplemento de insalubridade, penosidade e risco a que estão expostos os trabalhadores, mas que há oito anos não é actualizado pela CML. Para além desta actualização, é também objectivo da greve a resposta por parte do executivo camarário às várias reivindicações dos trabalhadores do sector que, apesar de aceites pelo executivo, continuam à espera de resolução concreta.
Mais de 4 milhões de desempregados em Espanha
Manuel Raposo — 27 Março 2010
O desemprego em Espanha ultrapassou em Janeiro os quatro milhões de trabalhadores. Se porém forem tidos em conta os números do Inquérito à População Activa (EPA) o desemprego terá atingido uma cifra superior a 4.300.000 pessoas no final do ano passado. De Dezembro para Janeiro foram registados mais 124.890 desempregados o que significa mais de 4 mil pessoas despedidas por dia.
Enfermeiros de novo em greve
26 Março 2010
O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses já anteriormente entregara um pré-aviso de greve para os dias 29, 30, e 31 de Março e para dia 1 de Abril, caso nas negociações em curso o Ministério da Saúde não avançasse com respostas positivas às suas reivindicações. Como tal não aconteceu, os trabalhadores vão mesmo para a greve. Esta luta conta também com o apoio dos outros três sindicatos dos enfermeiros e realiza-se em protesto contra a actual grelha salarial e a precariedade laboral de grande parte dos trabalhadores do sector. Lembramos que no início do ano já houve uma greve dos enfermeiros, que contou com a adesão de 90% dos trabalhadores do sector.