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Tópico: Política
Conselheira presidencial
1 Julho 2019
Desde Novembro passado, os EUA cortaram 700 milhões de dólares de ajudas que se destinavam a combater a epidemia de Ébola na África Central e a apoiar a desminagem de países do sudeste da Ásia, nomeadamente os que foram vítimas das agressões norte-americanas das décadas de 60-70. O corte seguiu-se à publicação no Washigton Post de um artigo louvando a acção do governo de Trump contra o tráfico de seres humanos e condenando os países que, na óptica dos EUA, “não fazem o suficiente” para o combater. O artigo era assinado por Ivanka Trump, filha do presidente e conselheira superior da Casa Branca.
Retomar o projecto socialista
Rémy Herrera (*) — 29 Junho 2019
Na medida em que os actos eleitorais espelham o conflito de interesses das forças sociais, a observação dos resultados pode dar conta do estado da luta de classes num determinado momento e das vias políticas que se abrem a cada uma dessas forças. É o que faz Rémy Herrera ao analisar as recentes eleições europeias, em França e de um modo mais geral na Europa. Os claros avanços da extrema-direita levam-no a concluir pela necessidade de ruptura com o capitalismo e de radicalização das forças progressistas — por um projecto socialista. Resumimos as ideias principais do artigo.
A aposta fascista do grande capital
Manuel Raposo — 20 Junho 2019
Os estreitos contactos entre os partidos da extrema-direita europeia, a reunião realizada em Milão para formarem um bloco político, a concertação entre eles visando as eleições para o Parlamento Europeu — sem esquecer os “conselhos” do agente fascista norte-americano Stephen Bannon — são factos que revelam o propósito destas forças de criar uma estrutura internacional que as congregue. Isto coloca-as muito para lá dos programas nacionalistas que apregoam, bem como do anti-europeísmo que arvoram. Importa à esquerda, portanto, saber bem com o que está a lidar.
Espanha: criminalizar a solidariedade
Manuel Raposo — 15 Junho 2019
Ao mesmo tempo que o escandaloso julgamento político dos independentistas catalães decorre em Madrid, um outro julgamento — muito menos mediático, mas igualmente revelador dos propósitos políticos da Justiça herdada do franquismo — segue trâmites nos tribunais espanhóis. Três militantes de uma organização comunista (Red Roja) estão acusadas, nada menos, de “financiamento do terrorismo”. O acto concreto que, para a Justiça espanhola, justifica esta acusação foi a recolha e entrega de fundos em apoio dos palestinos, quando estavam debaixo de fogo da tropa israelita.
A vitória eleitoral do PS, ou o futuro hipotecado
António Louçã — 9 Junho 2019
A marcha sem retorno da desigualdade
Urbano de Campos — 29 Maio 2019
O assunto não constitui novidade, mas é uma confirmação que vale a pena trazer a lume. Um centro de pesquisa ligado à Escola de Economia de Paris publicou no ano passado um relatório sobre a desigualdade no mundo por país (1). As conclusões desmentem os axiomas do chamado liberalismo económico que faz carreira nos EUA e também na Europa, e que em Portugal parece querer singrar por via de formações partidárias de recente criação, como a Aliança de Santana Lopes ou a Iniciativa Liberal do economista Ricardo Arroja.
Guerra de extermínio
23 Maio 2019
No primeiro trimestre deste ano, a polícia do Rio de Janeiro matou perto de 450 pessoas, uma média de cinco por dia. É um recorde de 20 anos, desde que o Instituto de Segurança Pública regista estes números. A investigadora Daniela Fichino, da organização Justiça Global, afirma que isto se deve à legitimação que é dada à polícia para matar, quer pelo governador do Estado, Wilson Witzel (do Partido Cristão Social), quer pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro. Witzel prometeu durante a campanha eleitoral fazer uso de snipers contra supostos traficantes. Vários dos casos mortais foram efeito de disparos por snipers. Daniela Fichino diz que a maioria das vítimas são negros, no que ela classifica como uma guerra de extermínio dirigida contra a juventude negra.
Europeias, um fino verniz democrático
Manuel Raposo —
Logo a seguir ao número de votos que esperam obter, a maior preocupação dos partidos concorrentes às eleições europeias é o nível da abstenção. Na verdade, nem as esforçadas campanhas partidárias, nem a extensa cobertura mediática que lhes é dada alteram as previsões de que mais de metade dos eleitores não votará. Talvez tivesse interesse tentar ver qual a raiz deste desinteresse e não apenas apontá-lo como o “grande inimigo”, como disse a cabeça de lista do BE, expressando de resto uma ideia geral.
Joe Berardo: um alvo fácil
Manuel Raposo — 20 Maio 2019
O clamor que se levantou, da esquerda à direita, contra Joe Berardo tem tudo de moralista. Por isso mesmo, não toca sequer no fundo (social, político, económico, de classe) em que um tal fulano se move. O que alarma os defensores das instituições é o facto de a boçalidade do homem espelhar a podridão em que vivemos, e poder suscitar por isso uma indignação que atinja toda a estrutura social e desacredite o regime aos olhos da massa popular.
Um encadeado de oportunismos de soma zero
Urbano de Campos — 10 Maio 2019
A luta partidária travada em torno das reivindicações do professores é um exemplo vivo de oportunismo político e de cretinismo parlamentar como há muito não se via. É por isso uma lição sobre a política nacional e sobre o alcance da “democracia representativa” que a burguesia vende como o supra-sumo da nossa organização social. Uma lição, sobretudo, para os trabalhadores acerca de como os seus interesses são usados na arena partidária e o que significa delegar no jogo de forças parlamentares a defesa das suas exigências de classe.
