Tópico: Breves

Ataque ao MST

31 Março 2009

Um dos mais recentes ataques ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) surgiu de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal do Brasil. Este veio acusar o Governo Federal de incorrer em “ilicitude” ao conceder verbas públicas a entidades que, como o MST, “cometem ilícitos”. Este “ataque legal” de Gilmar Mendes, fortemente apoiado pelos média e por alguns políticos brasileiros, contra o Governo de Lula, faz parte do papel de alguns magistrados ditos acima das classes e enquadra-se na continuada ofensiva dos latifundiários e gente do agronegócio contra os camponeses que lutam pelo direito à terra.


Lay-off nas Confecções Ladário

O patrão da Ladário, Fernando Queirós, que desde Janeiro não paga os salários devidos aos trabalhadores, enviou para casa 100 operárias no dia 24 de Março. E, alegando falta de acessórios para terminar uma encomenda, disse-lhes para só regressarem no dia 30. Além disso, despediu todas as trabalhadoras grávidas ou com licença de parto. Mais, sabe-se que Fernando Queirós pretende colocar todas as trabalhadoras em lay-off.


Qimonda Portugal declara falência

30 Março 2009

A Qimonda Portugal solicitou a declaração de insolvência. Lembramos que a fábrica de Vila do Conde, com quase 1 800 trabalhadores altamente qualificados, recebeu grandes apoios do Estado português. Diz a administração que o objectivo é reestruturar a fábrica e dar continuidade à produção. Mas tanto o exemplo de outros casos como juristas que se pronunciam sobre o assunto mostram que se trata do primeiro passo para a liquidação da empresa. Às loas do governo pela produção de “semicondutores de vanguarda” sucede o voto piedoso de Manuel Pinho de “tentar” recuperar o dinheiro dispendido “até ao último tostão”! Para já, quem começa a pagar são os trabalhadores cujos empregos correm sério risco.


“Minha pátria é o mundo inteiro”

Acaba de sair um livro de pesquisa histórica sobre o militante anarquista Neno Vasco. É da autoria do historiador brasileiro Alexandre Samis e trata-se de uma obra editada pela Livraria Letra Livre. Neno Vasco (1878-1920) foi um destacado militante e intelectual anarquista, com importante intervenção na imprensa sindicalista portuguesa e brasileira da época, sendo também autor de “A Concepção Anarquista do Sindicalismo”. Por ocasião do 90.º aniversário da CGT (Confederação Geral dos Trabalhadores) e do jornal A Batalha, esta é uma iniciativa que visa dar um contributo para o conhecimento da história do anarco-sindicalismo em Portugal.


Visteon despede e aplica lay-off

27 Março 2009

A Visteon, fábrica de componentes para o sector automóvel, em Palmela, decidiu um despedimento colectivo de 72 trabalhadores e a aplicação de lay-off a outros 35 (dos mais de 1300 trabalhadores da empresa), durante 6 meses. Mais de 70% dos despedimentos é de mulheres, que se consideram discriminadas, visto terem metido baixas devidas, sobretudo, a doenças contraídas na linha de montagem. Os operários, que se manifestaram no dia 10 de Março à entrada das instalações da Visteon, estão convencidos que a administração da empresa quer é livrar-se dos trabalhadores efectivos e, posteriormente, substituí-los por precários.


Manifestação contra a Nato em Bruxelas

A polícia belga prendeu 450 pessoas que participavam, no dia 22 de Março, numa acção de desobediência civil contra a Nato. Os manifestantes, em número de 700, idos de vários países, foram acusados pela polícia de tentarem entrar na sede da Nato. Exigiam o fim da participação das tropas agressoras e ocupantes daquela aliança militar no Afeganistão e no Iraque, assim como a retirada imediata das armas nucleares da Bélgica. Esta acção em Bruxelas faz parte da preparação de uma iniciativa contra a Nato, a realizar em 3 e 4 de Abril, por ocasião dos 60 anos da organização militar imperialista.


Cavaco diz-se impotente

26 Março 2009

À porta da Câmara Municipal de Barcelos estavam várias dezenas de trabalhadores, que confrontaram Cavaco Silva com o problema do desemprego em Portugal. Entre eles, trabalhadores despedidos da Tor e da Carfer. Cavaco disse então: “deixo-vos a minha solidariedade…mas não tenho mais para dar”. Um ingénuo podia interrogar-se: para que serve um Presidente da República se é incapaz de contribuir para uma efectiva resolução deste grave problema? Mas um observador mais atento sabe que tanto Cavaco Silva como José Sócrates são co-responsáveis desta situação, dado o seu papel de gestores do actual sistema.


Leoni corta nos salários

A fábrica Leoni, de Viana do Castelo, produtora de componentes para automóveis e pertença do grupo alemão Leoni, cortou nos salários dos trabalhadores, em resultado de dois dias de paragem imposta pela própria administração no mês de Fevereiro. A empresa vai continuar a aplicar o lay-off, parando todas as sextas-feiras até finais de Julho. E o salário, que já não é alto, vai continuar a ressentir-se destas paragens. Mais uma empresa a justificar as paragens com a crise internacional e as quebras nas vendas. E é mais uma empresa a fazer chantagem e infundir medo entre os trabalhadores.


Alegria no trabalho

25 Março 2009

Num recente debate promovido pelo PSD, o patrão da Sonae, Belmiro de Azevedo, afirmava: “Não basta estudar, é preciso estudar, começar às sete ou oito da manhã e terminar quando o trabalho estiver feito”. E a propósito da necessidade de formação dos trabalhadores, defendendo-a, diz, contudo, que “em alguns casos nem implica nada de mais: para certos empregos basta ser simpático e sorrir, não é preciso nenhum curso universitário”. Trabalhar muito, ganhar pouco e, ainda por cima, manter-se alegre, parecem ser as condições necessárias para se merecer um emprego, segundo Belmiro de Azevedo. Por que será que isto nos faz lembrar a salazarenta Alegria no Trabalho?


Greves e manifestações em França

22 Março 2009

Contra o desemprego, em defesa do poder de compra, pelo aumento dos investimentos em políticas públicas, cerca de três milhões de trabalhadores, numa das maiores manifestações de sempre, participaram no dia 19 em mais de duas centenas manifestações por toda a França. Houve paralisações significativas em numerosos locais, nomeadamente nos transportes aéreos e ferroviários. Segundo uma sondagem, 80% dos franceses estavam de acordo com os objectivos destas movimentações populares. E, desta vez, foi também importante a participação dos trabalhadores portugueses emigrados, nomeadamente da construção civil e da indústria automóvel.


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