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Tópico: Breves
Esquecido
16 Julho 2013
Um tal João Coutinho, gestor, saiu da CGD em 2004 com uma indemnização entre 500 e 800 mil euros. Entretanto, passou pelo Barclay’s Bank de onde teve de sair em Fevereiro deste ano pouco antes de a direcção do banco ter sido afastada por “más práticas”. Há dias foi proposto, de novo, para um cargo na mesma Caixa. Interrogado sobre o montante da indemnização de 2004 respondeu “já não tenho ideia sobre o valor exacto que recebi”. A Comissão de Selecção e Recrutamento da Administração Pública que agora o achou apto para o lugar na Caixa não considerou a indemnização recebida factor impeditivo, classificando o assunto como sendo “do foro ético”.
Seguro, o simples
15 Julho 2013
No Fórum dos Progressistas Europeus, realizado em França, António José Seguro propôs que, acima dos 11% de desempregados, os subsídios de desemprego fossem pagos pela União Europeia. Se corre por aí a ideia de mutualizar a dívida que se situe acima dos 60% do PIB de cada país — argumenta Seguro — por que não mutualizar os custos do desemprego? Não passa pela cabeça de Seguro atacar as origens do desemprego, passa-lhe sim arranjar espertezas para o manter, repartindo os custos. Eis um exemplo vivo de como a nova socialdemocracia já não esboça um pequeno gesto que seja no sentido do progresso social, mesmo moderado, e apenas se procura afirmar como a face moderada da reacção capitalista.
Aniversário
14 Julho 2013
Em 22 de Junho, solenemente, no mosteiro de Alcobaça, o governo comemorou dois anos de vida. Todos os números contrariavam o optimismo exibido: queda do PIB de 2,3%, em vez da subida de 1,2% prevista; desemprego em 18,2%, em vez de 13%; défice em 5,5%, em vez de 3%; dívida em 122,3%, em vez de 106,8%. A greve geral de dia 27 e a luta dos professores mostraram que a visão de quem trabalha é outra. A 1 e 2 de Julho demitiram-se Gaspar e Portas provando-se que as notícias sobre a unidade do balneário eram um pouco exageradas. O feliz aniversário quase redundou em funeral.
A lição de Saraiva
13 Julho 2013
O ministro da Educação Nuno Crato não aprendeu a lição do ministro da Educação José Hermano Saraiva quando este, diante da greve de estudantes de 1969, veio fazer voz grossa ameaçando, façanhudo, impor a ordem em dois tempos. Julgava ele que o país ainda era amante da ordem e ficaria do lado do governo contra os estudantes. Enganou-se: a luta durou de Abril até ao verão e Saraiva acabaria substituído no ano seguinte. Crato quis vencer o braço de ferro com os professores pondo pais e alunos contra eles. Mas a maioria dos pais e dos alunos estão fartos do governo a que Crato pertence. A recusa em adiar o exame de dia 27 foi uma teimosia que ninguém entendeu a não ser como uma estúpida prova de força, na verdade uma bravata política. O governo perdeu em toda a linha e ficou provado que lutar compensa.
Às ordens da CIA
9 Julho 2013
O avião do Presidente boliviano Evo Morales, que se dirigia de Moscovo (onde participou num fórum de países produtores de gás) para La Paz, foi impedido pelo governo português (e por vários outros governos europeus) de sobrevoar Portugal e aterrar em Lisboa, devido a “considerações técnicas”, que não foram explicadas. Esta decisão (que viola as leis internacionais sobre tráfego aéreo) implica todo o governo português, incluindo Paulo Portas que, mesmo demitido das funções de ministro dos Negócios Estrangeiros, não teve pejo de ceder a esta pressão do imperialismo norte-americano.
Na verdade, o avião presidencial boliviano foi proibido de ingressar nos espaços aéreos da França, da Itália e de Portugal, por suspeitas de que o ex-agente norte-americano Edward Snowden — que denunciou a espionagem de cidadãos dentro e fora dos EUA e que hoje procura asilo político — estivesse a bordo.
Demissão do governo! Todos a Belém, sábado dia 6, 15 horas
5 Julho 2013
A exigência de demissão do governo é a proposta política que faz hoje a maior unanimidade popular, pesem as divergências sobre os caminhos imediatos e futuros. Só este propósito popular poderá contrariar a reacção acantonada no governo, em Belém, em Bruxelas onde se congeminam planos para continuar o massacre social ao povo trabalhador.
Se a exigência de demissão do governo acarreta outra que é a realização de eleições, isso deve-se a que as relações de classe e o nível da luta de massas ainda se situam nesse patamar: o chamado jogo democrático e de alternância. Uma coisa porém é certa: é preciso derrotar a direita, vencer os banqueiros, a troika, o capital, e ao mesmo tempo levantar as bandeiras da luta actual com vista à viragem.
Governo e troika, Rua!
O capital que pague a crise e a dívida!
Anulação de todas as medidas de austeridade!
Taxar o capital!
Trabalho para todos!
Às ordens da CIA
O avião do Presidente boliviano Evo Morales, que se dirigia de Moscovo (onde participou num fórum de países produtores de gás) para La Paz, foi impedido pelo governo português (e por vários outros governos europeus) de sobrevoar Portugal e aterrar em Lisboa, devido a “considerações técnicas”, que não foram explicadas. Esta decisão (que viola as leis internacionais sobre tráfego aéreo) implica todo o governo português, incluindo Paulo Portas que, mesmo demitido das funções de ministro dos Negócios Estrangeiros, não teve pejo de ceder a esta pressão do imperialismo norte-americano.
Na verdade, o avião presidencial boliviano foi proibido de ingressar nos espaços aéreos da França, da Itália e de Portugal, por suspeitas de que o ex-agente norte-americano Edward Snowden — que denunciou a espionagem de cidadãos dentro e fora dos EUA e que hoje procura asilo político — estivesse a bordo.
O negócio da doença
22 Junho 2013
As empresas farmacêuticas estão a deixar de fabricar medicamentos cujo preço de venda seja baixo e cuja margem de lucro seja “desinteressante” para o negócio. Como os medicamentos são essenciais para os doentes, o Estado tem tentado suprir a falta recorrendo a laboratórios militares e hospitalares. Isto mostra duas coisas: que não é a saúde pública mas apenas o lucro que faz correr as empresas farmacêuticas; e que a resposta às necessidades sociais não cabe na tão glorificada “iniciativa privada”, só podendo ser assegurada por uma entidade pública. O caminho lógico que esta realidade aponta será então o de retirar ao capital a especulação com a doença e nacionalizar todo o sistema de saúde.
Confisco
21 Junho 2013
“Temos dinheiro mas não vos pagamos”, foi o que Passos Coelho disse aos funcionários públicos sobre o subsídio de férias. Intimado pelo Tribunal Constitucional a cumprir a lei, o governo não só não o fez como, em vez disso, mudou a lei para dar cobertura à sua posição de caloteiro. Esta alteração legal (aprovada pela maioria) foi promulgada por Cavaco Silva em menos de 24 horas para que o governo possa dizer que está, de novo, dentro da lei. Sejamos claros: os funcionários públicos foram alvo de um confisco por parte do governo com a cumplicidade do PR. Para que se veja o valor que as classes dominantes dão à “sagrada” lei sempre que se sentem com poder para fazerem o que querem.
A corja
9 Junho 2013
A propósito da greve dos professores deste mês de Junho, é vê-los a saltar: o governo, o presidente da República, os homens/mulheres de mão do capital, grande parte dos “analistas” do regime, argumentam que a greve não devia realizar-se naqueles dias, poderia ser noutra altura (nas férias, aos fins de semana?), porque lesa os estudantes, etc. E os milhões de prejudicados pelo desemprego, pelos saques governamentais, pelo empobrecimento e pela fome (que atinge mesmo muitas das crianças em idade escolar), quem se preocupa a sério (sem humanitarismos balofos) com isso?
