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Liberdade para Ahed Tamimi e todas as crianças palestinianas presas
11 Janeiro 2018

Vigília, sábado 13 janeiro, 15h00, Largo Camões, Lisboa
Uma menina desarmada de 16 anos faz tremer o “poderoso” Estado de Israel.
Chamam-lhe “agressora” porque, juntamente com a sua prima Nour, esbofeteou dois soldados no pátio da sua casa, em frente de uma câmara de vídeo. O exército invadiu-lhe a casa pela calada da noite e levou-a presa, a ela, à mãe e à prima.
No tribunal militar, juntaram várias acusações sobre os últimos cinco anos. Dizem que ela uma vez alvejou soldados com uma fisga e noutra mordeu a mão de um que queria levar preso o seu irmão mais novo. Apontam-lhe “crimes” cometidos desde os 11 anos de idade.
2017: “banqueiros anarquistas”?
António Louçã — 10 Janeiro 2018
Há meia dúzia de anos era uso troçar do regime parlamentar belga, que levou quase um ano e meio (2010-2011) sem conseguir produzir governo algum. Em 2016, a necessidade de repetir as eleições espanholas ainda suscitou uma ou outra graçola, depois de seis meses de tentativas para criar um governo baseado nos resultados eleitorais do ano anterior. Em 2018, a grande Alemanha vai a caminho do quarto mês de negociações infrutíferas, ainda sem governo, e correndo o risco de ter de repetir também as eleições. Mas da Alemanha já ninguém troça.
Termina a edição em papel do MV
9 Janeiro 2018
O colectivo do Mudar de Vida decidiu acabar com a edição do jornal em papel, iniciada há 10 anos. O n.º 59, correspondente a Setembro-Outubro do ano findo, foi, portanto, o último a ser publicado — tendo ficado assegurado que todos os assinantes receberam os exemplares correspondentes.
Esta decisão vem na sequência do balanço que fizemos e divulgámos em Outubro passado, quando o MV completou uma década. O custo e o esforço que a edição em papel implicava, e a noção de uma certa inutilidade (uma vez que toda a gente hoje usa a internet) levou-nos a optar por concentrar forças no meio que é mais eficaz: a página electrónica.
Adeus, “nação valente”
Sinais de uma visita da CIP a Bruxelas
Manuel Raposo — 8 Janeiro 2018
Quando em Novembro passado se ultimava o Orçamento do Estado para 2018, falou-se pouco de uma deslocação dos dirigentes da CIP a Bruxelas onde foram “queixar-se” das medidas propostas no documento. Naturalmente, o sr. Saraiva e consortes dizem ter ido “apresentar os seus pontos de vista”. Porém, não é nas exigências da CIP, já conhecidas e sempre as mesmas, que reside o interesse do caso, mas sim no posicionamento político, que a visita revela, do capital industrial no quadro da “Europa Unida”.
Jovens israelitas recusam alistamento na tropa
Manuel Raposo — 5 Janeiro 2018
Desde que, em início de dezembro, Donald Trump reconheceu a ocupação de Jerusalém Leste por Israel — pagando o apoio dos sionistas à sua eleição — protestos de várias origens fizeram-se ouvir, nomeadamente da parte da Assembleia Geral da ONU, que condenou a decisão norte-americana. É de crer, porém, que a eficácia destes protestos seja a mesma que temos visto nos últimos quase 70 anos. Basta ver o efeito prático da decisão da ONU, anulada pelo veto dos EUA. Fosse outro o alvo da decisão e não faltariam sanções a doer; mas tratando-se dos EUA e de Israel tudo vai ficando pela condenação moral, quando muito.
O que mantém viva a resistência é a luta tenaz dos palestinos no seu próprio solo. Mais de uma dezena foram mortos em confrontos com forças israelitas, perto de dois mil foram feridos e centenas presos desde a declaração de Trump. Mas vale também a oposição que se vai gerando entre os próprios israelitas. Há dias, dezenas de jovens em idade de ingressarem na tropa recusaram-se a ser alistados, condenando a política racista de Israel. A notícia, divulgada pelo Comité de Solidariedade com a Palestina, foi publicada em órgãos da imprensa israelita.
Dito
20 Dezembro 2017
Na realidade, é a parte mais pequena e estritamente indispensável do produto que é destinada ao operário; apenas o que é necessário, não para que ele exista como homem, mas para que ele exista enquanto operário; não para que perpetue a humanidade, mas para que perpetue a classe escrava dos operários.
Karl Marx, Manuscritos de 1844
Verbos-de-encher
O ministro da Cultura e o subsídio que Fernando Relvas não recebeu
Carlos Completo — 17 Dezembro 2017
Há indivíduos que passam pela política, nomeadamente ministros, que ficam embevecidos com os cargos, as honras e as benesses que lhes atribuem, mas não são capazes de assumir minimamente as responsabilidades que daí lhes advêm. Vem isto a propósito de um caso concreto passado com o actual Ministro da Cultura. Certamente que há muitos casos análogos, e não menos importantes, não apenas na Cultura, como noutros campos de actividade. Este será mais um caso exemplar do tipo de comportamento habitual de alguns dos nossos políticos burgueses.
Em Novembro último, faleceu em Lisboa, aos 63 anos, o conhecido autor de banda desenhada Fernando Relvas, considerado um dos criadores mais importantes e um dos inovadores da BD portuguesa contemporânea. Fernando Relvas, a quem fora diagnosticada há algum tempo a doença de Parkinson, tinha sofrido duas quedas, fora operado à coluna e estava internado no Hospital Amadora-Sintra, onde viria a falecer, numa situação de carência económica extrema e antes de chegar a receber o subsídio, que esperava há dois anos. Isto é, parafraseando Brecht, os decisores não compreendem estas coisas: eles já comeram.
Revolução Soviética . 100 anos depois
No limiar de uma crise histórica
Fred Goldstein (*) — 12 Dezembro 2017
A discussão de Lenine sobre o efeito do imperialismo na classe operária dos países imperialistas deve ser vista hoje à luz das mudanças entretanto operadas.
O processo da super-exploração imperialista libertou-se de todos os limites geográficos pela revolução científica-tecnológica e pode agora ser praticada onde quer que haja mão de obra disponível. O efeito deste processo na consciência dos trabalhadores é profundo. A exportação de capital era antes usada para forjar um estrato superior na classe operária dos países imperialistas, para amaciar a luta de classes e promover estabilidade social. Com a nova divisão mundial do trabalho, a exportação de capital serve para rebaixar os níveis de vida da classe operária dos países imperialistas, dizimar as camadas superiores dos trabalhadores e de sectores das classes médias, e destruir a garantia de trabalho e os benefícios sociais.
A “cambalhota triste” do PS e a agonia da geringonça
António Louçã — 6 Dezembro 2017
No que aos factos se refere, a história está bem contada pelo BE. No que diz respeito às soluções, elas nunca poderiam ser encontradas no ambiente viciado e claustrofóbico das negociações parlamentares.
Os factos resumem-se em poucas palavras. Entre tantos cortes que a troika mandou fazer, contra salários e pensões, havia só dois que vinham refrear, timidamente, as negociatas dos “interesses instalados”. Um, era o que apontava aos contratos de associação com colégios privados, em nome de uma cruzada contra o “monopólio” estatal do ensino (assim se vilipendiava o serviço público de educação). Outro, era o que punha em causa as rendas da EDP Renováveis (ela sim, a abusar de uma posição monopolista ou quase).
Revolução Soviética . 100 anos depois
Uma mudança de época
Tom Thomas (*) — 4 Dezembro 2017
O fracasso dos processos revolucionários na ex-URSS e na China, seguido de um rápido retorno ao capitalismo “clássico”, levou alguns ideólogos a proclamar que o capitalismo planetário era o fim da história. A análise da crise actual mostra que é antes a sua história que se aproxima do fim. O capitalismo só pode subsistir, degradando-se, por meios que são catastróficos para as condições de vida dos povos, sem sequer falar da destruição maciça de todas as espécies.
Ao mesmo tempo, as condições materiais para a abolição do capitalismo — portanto, da condição proletária — estão hoje infinitamente mais maduras do que estavam para essas revoluções, inclusive na componente internacional. Senilidade do capitalismo, necessidade vital e possibilidade do comunismo são as características gerais da época presente: uma nova época.