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Freeport – que justiça esperar?
Carlos Completo — 9 Fevereiro 2009
Os estados capitalistas ditos democráticos dotam-se de aparelhos judiciais, que aplicam as leis que as classes dominantes fazem aprovar nos seus parlamentos. Estas leis visam manter a ordem jurídica da burguesia e os seus interesses de classe. Os polícias e os magistrados são funcionários destes estados e, como tal, devem aplicar as leis a toda a gente. Só que a igualdade na aplicação das leis é meramente formal, visto tratar-se de “cidadãos” que não são iguais nem económica nem socialmente, já que pertencem a classes sociais distintas. Claro que há ainda situações particulares, que resultam de compadrios, favores, etc.
Corticeira Amorim despede 200
8 Fevereiro 2009
Duas empresas da Corticeira Amorim, em Santa Maria da Feira, que fabricam rolhas e aglomerados compósitos, vão iniciar um processo de despedimento colectivo envolvendo quase 200 trabalhadores. O Grupo Amorim, que é líder mundial do sector corticeiro, justifica os despedimentos com a crise económico-financeira mundial e a queda nas exportações, mas os trabalhadores acham que a empresa está a aproveitar-se da situação para reduzir mão-de-obra e aumentar os lucros. Os trabalhadores marcaram uma vigília para o dia 7, em defesa dos seus postos de trabalho.
Edscha: 180 empregos em risco
6 Fevereiro 2009
A unidade fabril da Edscha, em Vendas Novas, com 180 trabalhadores, corre o risco de encerrar. A multinacional alemã Edscha, fabricante de componentes para a indústria automóvel, apresentou um pedido de insolvência para as 15 unidades de produção que laboram na Europa, incluindo Portugal. O parque industrial de Vendas Novas é dominado pelo sectores automóvel e corticeiro, dois sectores em dificuldades, o que faz prever o surgimento de graves questões sociais na região.
Crise gera onda de chauvinismo
6 Fevereiro 2009
A crise económica está a gerar, entre os trabalhadores dos diversos países, reacções nacionalistas e de rejeição dos imigrantes. Nos EUA os alvos são sobretudo os trabalhadores de origem latina, e também crescem os ataques racistas. No Reino Unido, centenas de trabalhadores têm-se manifestado contra italianos e portugueses que trabalham nas refinarias do norte do país, exigindo prioridade de emprego para os nacionais britânicos. Na Islândia, levada à bancarrota, igualmente os estrangeiros, portugueses nomeadamente, foram hostilizados. Factos que mostram a importância de travar um combate ao nacionalismo que divide as classes trabalhadoras e que as torna instrumentos do capital em crise.
Editorial
O capital que pague
6 Fevereiro 2009
Sejamos claros: é a classe operária que sofre em primeiro lugar, e acima de todas as outras, o desgaste da crise. Basta ver as notícias e os números dos despedimentos. E o grosso dos apoios do Estado exclui precisamente os que mais sofrem com a situação.
Não é de espantar: para os capitalistas, sair da crise é forçar os assalariados a produzirem mais valor por cada euro de capital investido. Ignorar isto é ignorar tudo.
Ramada luta por centro de saúde
6 Fevereiro 2009
Os moradores de Ramada, Odivelas, desde 2003 que lutam por um Centro de Saúde para a sua freguesia, a maior do concelho de Odivelas. Numa acção reivindicativa, em 31 de Janeiro, promovida pela Comissão Pró-Centro de Saúde e pela Junta de Freguesia de Ramada, participaram cerca de meia centena de moradores que, para além de outras medidas a adoptar, decidiram solicitar ser recebidos de urgência pela Ministra da Saúde. Será que estas questões não fazem parte das apregoadas medidas de protecção social do governo de José Sócrates?
Desemprego em Alcanena
5 Fevereiro 2009
Cerca de 100 trabalhadores da centenária fábrica de curtumes Constantino Mota, em Alcanena, vão pedir a suspensão dos seus contratos de trabalho, depois de a administração da empresa ter decidido pedir a insolvência. Além das elevadas dívidas à Banca, à Segurança Social e aos fornecedores (perto de 9 milhões de euros), a empresa ainda deve dois meses de salários aos trabalhadores que, neste momento, estão a passar por grandes dificuldades económicas.
Iraque: qual vitória?
5 Fevereiro 2009
A propósito das eleições locais iraquianas realizadas em 30 de Janeiro – que a imprensa fiel ao dono norte-americano elogiou como mais uma “vitória da democracia” – o jornal The Nation (EUA) publica um artigo em que John Tirman (director executivo do Centro de Estudos Internacionais do MIT) lembra, com base em números indesmentíveis, o resultado dos 6 anos de ocupação do Iraque: 4,5 milhões de desalojados, 1 a 2 milhões de viúvas, 5 milhões de órfãos, 1 milhão de mortos. De um modo ou de outro, lembra o autor, um em cada dois iraquianos foram atingidos. “Será difícil”, comenta John Tirman, “descrever isto como uma vitória seja de que tipo for”.
Em defesa do emprego na Euronadel
2 Fevereiro 2009
A Euronadel, fábrica de agulhas para a indústria têxtil, em Abóboda, Cascais, através do director-geral e da gerência, informou os trabalhadores e a comunicação social que ia iniciar um processo de despedimento colectivo dos 182 trabalhadores da empresa. A multinacional, que tem vindo a deslocalizar a produção para outras unidades, está a tentar aproveitar a crise para liquidar a produção nesta fábrica. Os trabalhadores, que estão dispostos à luta para defender os seus postos de trabalho, concentram-se, dia 3 de Fevereiro, junto ao Ministério da Economia, onde pretendem ser recebidos.
Entrevista com Alan Stoleroff
“Israel não actua em meu nome”
Manuel Raposo — 31 Janeiro 2009
Sociólogo e professor universitário, Alan Stoleroff é cidadão norte-americano e português. Faz parte de uma corrente, ainda minoritária, de judeus que combatem o sionismo e que recusam contribuir para a legitimação da ocupação da Palestina e do papel de Israel no Médio Oriente. “A única esperança de saída para a situação”, afirma, “é o fim da ocupação, a unidade palestiniana, a negociação com todas as forças representativas do Povo Palestiniano e a criação de um Estado Palestiniano”.