A censura

5 Março 2009

A PSP de Braga apreendeu numa feira alguns exemplares de um livro por considerar que a capa, com uma obra do pintor francês Gustave Courbet, era pornográfica. Em Torres Vedras, pelo Carnaval, uma magistrada proibiu uma sátira ao computador Magalhães, considerada ofensiva por ter nus femininos no ecrã. Os dois casos metem pelo meio a velha e repugnante figura do bufo, que denuncia as “ofensas” às polícias. Isto é próprio de uma sociedade autoritária e faz lembrar as buscas da PIDE, quando a ignorância e a boçalidade de alguns agentes os levava ao ponto de apreender livros sobre Cimento Armado, por poderem indiciar a existência de perigosos terroristas.


Independentistas bascos votaram nulo

5 Março 2009

Depois de a “Justiça” do estado espanhol ter proibido todas as candidaturas independentistas do País Basco, grande parte do eleitorado destas correntes decidiu-se pelo voto nulo, seguindo a orientação dos independentistas de esquerda da proibida D3M e da ETA. O resultado está à vista. Para além de mais de 30% de abstenções, os votos nulos que, em 2005, foram apenas 4 mil, subiram agora para 100 mil! São, pelo menos, 100 mil bascos excluídos da participação política legal no seu país! Mas, entre nós, os médias do sistema preferem dar relevo ao decréscimo de votos no Partido Nacionalista Basco, ao aumento dos votos dos partidos espanholistas e esconder os votos nulos e o seu significado.


Jotex em risco de encerrar?

4 Março 2009

A Jotex, fábrica de malhas, em Espinho, corre o risco de encerrar, colocando 60 trabalhadores no desemprego. O receio dos trabalhadores radica no facto de a administração ter decidido suspender o trabalho até 16 de Março e de ter retirado 21 máquinas da fábrica, com o argumento de que iria dar curso a uma reestruturação da empresa. O Sindicato dos Têxteis de Aveiro estranha a “reestruturação” e diz manter-se vigilante. A pressão dos oerários à porta da fábrica obrigou os patrões a reporem as máquinas, mas, como dizia à rádio uma trabalhadora: “Eles, assim como as tiraram uma vez, podem tentar fazê-lo segunda vez”.


A crise e as medidas do governo PS

Pedro Goulart — 4 Março 2009

cimpor.jpgRecentemente, e sob a capa da crise, o governo/CGD presentearam o capitalista e especulador Manuel Fino com, pelo menos, 60 milhões de euros. Para muitos, tal constituiu escândalo, mas acho que não têm razão. Tratou-se, antes, de um acto normal (só que este foi mais às escâncaras) de um governo cujo papel é a defesa e a gestão dos interesses do sistema capitalista. E, aqui, quem mais ordena é mesmo o grande capital.


Obama, apoiante da pena de morte

António Louçã — 1 Março 2009

pena-de-morte72di.jpgNo seu discurso de 25 de Fevereiro, Barack Obama distanciou-se enfaticamente da prática da tortura que a quadrilha Bush-Cheney-Rumsfeld vinha assumindo com toda a desfaçatez. O encerramento do centro de tortura de Guantánamo parece um sinal concebido para reforçar essas categóricas garantias verbais do novo presidente. Fica por observar o que fará Obama doutros centros de tortura, como o de Bagram, no Afeganistão, e até onde responsabilizará os torcionários e seus mandantes, que durante a administração anterior praticaram a tortura sem peias nem escrúpulos.


Como se fabrica “opinião pública”

Manuel Raposo — 26 Fevereiro 2009

O diário de distribuição gratuita Meia Hora deu destaque de primeira página, na sua edição de 2 de Fevereiro, aos 30 anos da revolução no Irão dizendo que o país vive “arredado do convívio (?) das nações” por apoiar “grupos radicais islâmicos” e por andar a enriquecer urânio “à revelia da ONU”. Dias depois, a 17 de Fevereiro, comentava o resultado do referendo na Venezuela dizendo que Hugo Chávez “agora pode ficar no poder até se fartar”. Para o jornalismo praticado pelo Meia Hora os factos não contam.


Governo/CGD “ajudam” Manuel Fino

23 Fevereiro 2009

O empresário Manuel Fino pedira à Caixa Geral dos Depósitos muito dinheiro para compra de acções. Como a especulação desta vez correu para o torto, o empresário deu à CGD 10% das suas acções da Cimpor, à conta da dívida. Só que as acções valiam no momento 244 milhões de euros e a CGD adquiriu-as por 305 milhões, dando a M. Fino uma prenda de mais de 60 milhões. Mais: a CGD não pode vender as acções durante 3 anos, mas o empresário pode recomprá-las. Se o valor continuar abaixo do preço de compra, perde a Caixa; se o valor tender a subir, M. Fino pode comprá-las e ganha de novo. Na “resolução da crise”, aqui, como em outros exemplos, é clara a opção do governo PS pelo grande capital.


Desemprego e luta dos professores

Pedro Goulart — 18 Fevereiro 2009

O governo de José Sócrates tem-se revelado useiro e vezeiro na arte de mentir. No que respeita a estatísticas (número de desempregados, número de grevistas, etc.), tanto o governo como os seus comissários políticos, têm demonstrado alguma elaboração na tortura dos números, falseando a realidade.


Cantar Zeca Afonso

18 Fevereiro 2009

No dia 22 de Fevereiro, pelas 16h30m, na Academia de Santo Amaro, em Alcântara, realiza-se uma sessão comemorativa do 22.º aniversário da morte de José Afonso, em que será celebrada a memória do poeta e militante exemplar que o Zeca foi. Entre outros, participam Francisco Fanhais e os Cantadores de Rusga. Alexandre Castanheira declama Ary dos Santos.


Coindu anuncia despedimento colectivo

16 Fevereiro 2009

A Coindu, a maior fábrica têxtil do país, que emprega quase 2 000 trabalhadores, anunciou que vai proceder a um despedimento colectivo. Esta empresa, que dispõe em Portugal de unidades fabris em Famalicão e em Arcos de Valdevez, produz assentos e acessórios para a indústria automóvel e já tem procedido a várias paragens da produção desde Setembro de 2008. Ainda se desconhece o número de trabalhadores que virão a ser afectados por este despedimento.


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