Conversas da treta

5 Junho 2009

Em campanha para as eleições europeias, Sócrates e Zapatero fizeram comícios conjuntos em Valência e Coimbra onde, para além de algumas picuinhices eleitoralistas, falaram dos seus valores “democráticos” e de “esquerda”. Conhecendo bem as políticas de José Sócrates, designadamente nas Reformas (Segurança Social), no Código de Trabalho ou na Educação, assim como o seu apoio a Durão Barroso para a Comissão Europeia, ou a repressão no estado espanhol (ainda agora a tentativa de ilegalizar a Iniciativa Internacionalista), bem se pode dizer que se trata de conversas da treta, para confundir os tolos.


Abstenção sem mistério

4 Junho 2009

Uma sondagem feita em Maio prevê que 57% dos eleitores europeus irão abster-se no dia 7 de Junho. Apesar de ter baixado dos 66% estimados em Janeiro, o nível de abstenção mostra não só alheamento mas recusa em dar crédito às eleições. Dados do inquérito apontam, com efeito, que as preocupações maiores dos eleitores são, por esta ordem, a quebra económica, o crescimento da criminalidade e o futuro das reformas, tudo questões decorrentes da crise do capitalismo. Deveriam ser estes os temas debatidos, dizem os inquiridos. Não é difícil deduzir que, para os eleitores, os debates passam ao lado das questões decisivas para as suas vidas. Não há mistério portanto.


O poder imuniza-se

4 Junho 2009

Um advogado britânico foi condenado em Milão por falsas declarações em tribunal que permitiram ilibar o primeiro-ministro italiano. Berlusconi e a sua firma Fininvest eram acusados de subornar funcionários das Finanças para terem favores fiscais e de terem criado uma empresa fictícia com a qual financiavam ilegalmente partidos políticos. O tribunal de Milão provou que o advogado recebeu um suborno de 430 mil euros e condenou-o a quatro anos e meio de prisão. Mas Berlusconi, que começou por ser co-acusado no mesmo processo, não chegou a ser julgado graças a uma lei, que ele mesmo fez aprovar, que lhe dá imunidade enquanto for primeiro-ministro, suspendendo assim as acusações de que era alvo.


Fala quem sabe

3 Junho 2009

A mais interessante declaração de Oliveira e Costa, ex-presidente do Banco Português de Negócios, na comissão parlamentar de inquérito às fraudes no banco, não foi sobre as mentiras do seu parceiro e conselheiro de Estado Dias Loureiro, coisa que toda a gente já sabia. Foi a afirmação de que, se todos os bancos portugueses fossem investigados como o BPN, a banca entraria em colapso.


Portugal, a CIA e os EUA

3 Junho 2009

Todos os dias vamos descobrindo novos pormenores das ligações de alguns conhecidos “democratas” portugueses aos EUA, na preparação do golpe militar de direita do 25 de Novembro de 1975. De Mário Soares já eram sobejamente sabidas as suas ligações a Carlucci. Agora, no livro “Carlucci vs. Kissinger”, é tornada pública a ligação de Melo Antunes a Kissinger, ligação confirmada pelo então chefe de gabinete daquele militar de Abril e Novembro. É hoje bem claro como esta gente contribuiu para entregar as classes trabalhadoras portuguesas ao capital e o país ao imperialismo norte-americano. O propósito, dizem, era repor nos carris a democracia: o resultado vê-se na qualidade do regime actual.


Eleições

3 Junho 2009

A sequência de eleições que aí vem é uma temporada óptima para fazer crer que as respostas à crise económica e social estão nos programas dos partidos concorrentes. E que para curar os males do país basta escolher “bem”.
Ora, se em tempo de negócios normais as eleições não têm a virtude de fazer valer os interesses da massa trabalhadora, em tempo de descalabro económico ainda menos. Toda a propaganda dominante, com efeito, vai no sentido de sugerir “medidas”, propor “alternativas”, penalizar “más políticas” – sugerindo que o êxito na “resposta à crise” é uma questão de competência.


Festa de apoio a Mumia Abu-Jamal

2 Junho 2009

O Colectivo de Solidariedade com Mumia Abu-Jamal promove uma festa de apoio a este preso político norte-americano. Ao recusar um pedido de recurso, o Supremo Tribunal Federal dos EUA pôs em perigo a vida de Mumia. A manter-se a pena actual, Mumia cumprirá prisão perpétua. Mas a pena de morte ainda pode ser-lhe aplicada se um pedido nesse sentido, feito pelo Estado da Pensilvânia, for atendido pelo Supremo. A festa de solidariedade tem lugar no próximo sábado, 6 de Junho, a partir das 19h no Grupo Desportivo da Mouraria – Travessa da Nazaré, 21, 2º, Lisboa. Ver programa


Turismo de anexação

1 Junho 2009

Anúncios de turismo israelitas foram retirados do metropolitano de Londres em resultado de pressões e queixas massivas. No princípio de Maio, a Campanha de Solidariedade com a Palestina começou a receber informação de apoiantes seus acerca de anúncios do ministério israelita do Turismo com um mapa que incluía a Cisjordânia, a Faixa de Gaza e os Montes Golã, territórios que fazem parte da Palestina e da Síria.


Os lucros dos bancos

1 Junho 2009

Apenas nos três primeiros meses deste ano os cinco maiores bancos que operam em Portugal (CGD, BES, BCP, BPI e Santander Totta) obtiveram 533 milhões de euros de lucro. Estes milhões de lucros foram conseguidos, em grande parte, à custa do aumento do preço dos serviços bancários e das elevadas margens impostas no crédito à habitação. Desde 2005, quando José Sócrates assumiu o governo, estes grupos financeiros já embolsaram 9.260 milhões de euros de lucros. A crise, portanto, não é para todos: a pobreza crescente da população trabalhadora é o reverso da acumulação de capital.


Solidariedade com os trabalhadores da AutoEuropa

29 Maio 2009

Organizações representativas dos trabalhadores (ORT) do Parque Industrial da AutoEuropa, em Palmela, expressaram a sua solidariedade com os trabalhadores da AutoEuropa.
O apoio foi manifestado num encontro, realizado no dia 25, que reuniu comissões de trabalhadores, comissões sindicais e representantes dos sindicatos das empresas fornecedoras da AutoEuropa. As ORT condenaram a chantagem da administração da empresa, quando tentou colocar os trabalhadores perante o dilema: “ou querem os sábados ou o emprego”. E exigiram, ainda, que as empresas “respeitem os direitos dos trabalhadores” e que não utilizem a actual situação “para usurpar os direitos” de quem trabalha.


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