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As “escutas” na Presidência
Uma operação fracassada
Carlos Completo — 26 Setembro 2009
Não é que essa gente do aparelho e do governo PS não seja capaz de mandar fazer escutas a qualquer um. Conhecemos bem como agem. Mas, no caso das pretensas escutas do governo de Sócrates ao Presidente da República, as coisas parecem configurar uma inábil manobra desencadeada a partir de Belém para dar uma ajudinha a um PSD em dificuldades. Como, na prática, pouco divergem PS e PSD, as batalhas eleitorais não podem fazer uma demarcação entre estes dois partidos do bloco central e, logo, não se revelam fáceis. E, como os interesses e os tachos em jogo falam alto, vale tudo neste combate.
Os prisioneiros sírios e o “humanismo” do governo
Manuel Raposo — 23 Setembro 2009
O governo prontificou-se a acolher presos libertados de Guantânamo, no que passa por ser um gesto “humanitário”. Na verdade, trata-se de mais um serviço prestado aos EUA. As autoridades portuguesas apoiaram sem condições a “guerra santa” lançada por Bush em 2001 contra o “terrorismo”. Desde então, os EUA raptaram e prenderam quem quiseram em todo o mundo sem que as autoridades portuguesas dessem um pio. Os voos com gente raptada passaram por território português com o compadrio de sucessivos governos. Agora que os EUA encerram Guantânamo por não saberem o que fazer aos presos, o governo português acede de novo, aceitando a exportação dos detidos.
Trabalhadores ocupam Novinco
22 Setembro 2009
A Novinco é uma fábrica de materiais de construção, que labora no Porto. Os seus trabalhadores têm salários em atraso e têm lutado contra esta situação, assim como pela viabilidade da empresa. Em 21 de Setembro, os trabalhadores chegaram à Novinco e, com surpresa, encontraram os portões fechados. Os seguranças disseram-lhes que não podiam entrar, mas os operários forçaram os portões e ocuparam a empresa. Apesar da administração ter accionado anteriormente um processo de insolvência, os trabalhadores continuam a afirmar que a empresa é viável e que têm um projecto para manter a sua laboração.
”Estamos no começo de um longo período de perturbações e de revolução social”
Três perguntas a Tom Thomas
Manuel Vaz — 21 Setembro 2009
Tom Thomas é um economista marxista prolixo que nos últimos vinte anos publicou livro atrás de livro sobre as mutações capitalistas nos diferentes sectores da sociedade contemporânea (o trabalho, a mundialização, o Estado, o programa de transição para o socialismo, o capital financeiro, as crises cíclicas, o fascismo, o indivíduo…). A sua análise teórica, rica e variada, constitui, como o próprio autor diz, “um comentário actualizado de Marx”.
Marcopolo: morte anunciada
21 Setembro 2009
A Marcopolo, fábrica de carroçarias de autocarros, localizada em Coimbra, pretendia encerrar no dia 15 de Setembro. O ministério do Trabalho impediu o encerramento na altura, por manifesta ilegalidade. Mas, em 30 de Novembro, o fecho consuma-se. São mais 180 trabalhadores que vão para o desemprego. A empresa é uma unidade de produção dependente do grupo brasileiro do mesmo nome, que é um dos maiores produtores mundiais de carroçarias para autocarros.
Repressão na Lisnave, concentração dia 22
20 Setembro 2009
Um dirigente sindical e membro da Comissão de Trabalhadores da Lisnave, Filipe Rua, foi despedido pela Administração da empresa, em 10 de Setembro. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Metalúrgicas e Metalomecânicas do Sul, o trabalhador foi despedido numa atitude vingativa dos dirigentes da empresa, por ter participado num plenário dos trabalhadores precários, que a Administração tentara inviabilizar. O Sindicato decidiu contestar o despedimento, recorrendo à via jurídica e a uma acção de luta (greve e concentração de solidariedade), que decorre dia 22, entre as 8 e as 10h, junto à porta da Lisnave.
Defender Cesare Battisti
20 Setembro 2009
Saudávamos no MV13 a concessão de asilo político ao militante italiano Cesare Battisti, decidida pelo governo brasileiro. E, na altura, o ministro brasileiro da Justiça justificava a concessão de asilo com “um fundado temor de perseguição” por parte do estado italiano. Entretanto, por pressão do governo italiano e sob pretexto de “controlo judicial de actos de administração”, o Supremo Tribunal Federal decidiu intervir no processo de extradição de Cesare Battisti, temendo-se seriamente pela sua sorte, dadas as conhecidas posições conservadoras de grande parte dos elementos daquele tribunal. Para mais informações, consulte o site do Comité de Solidariedade a Cesare Battisti.
Um espelho do regime
Manuel Raposo — 20 Setembro 2009
A mais recente ideia que passou pela cabeça de Alberto João Jardim é uma revisão constitucional que ponha o comunismo fora da lei. Melhor que debater ou comentar o assunto em si (rapidamente esquecido, depois da agitação superficial que suscitou) é avaliar as reacções dos que, não sendo geralmente considerados pela opinião pública palhaços ao nível de Jardim, compõem todavia com ele o campo do regime.
Veneradores e obrigados?
19 Setembro 2009
A página internet do semanário Expresso anunciava a 27 de Agosto uma entrevista (por um enviado especial…) a Fernanda Silva, uma algarvia que é, há 34 anos, “um elemento fundamental na família Bruni Tedeschi” e que presentemente “trabalha no Eliseu como braço-direito de Carla Bruni, a primeira-dama de França”. A nutrida reportagem foi publicada dois dias depois.
Os comentários que a seguir publicamos não foram dirigidos ao MV, naturalmente. Mas não resistimos a dar conta das reacções dos leitores do Expresso a tão importante novidade. Uns indignados (não com o papel da portuguesa, mas com o relevo que o semanário dá ao caso). Outros orgulhosos, parece, da condição de subalternos.
Plataforma Anticapitalista
17 Setembro 2009
Entre Abril e Julho deste ano, algumas organizações e pessoas encontraram-se em Lisboa para debater a situação do país, particularmente a que é vivida no quadro da crise mundial do capitalismo. O seu intuito foi procurar pontos comuns de análise da situação e discutir as condições para uma actuação política conjunta.
Os que participaram nos encontros não se iludem sobre a actual fraqueza da esquerda anticapitalista. E sabem que fraca continuará a ser se não forem encontradas formas de juntar forças na base de uma plataforma política mínima, comummente aceite.
Nesse sentido, a plataforma O capital que pague a crise, aprovada nos referidos encontros, representa um passo em frente. Ela permite, com efeito, dar a conhecer, de forma mais sistematizada e alargada, posições anticapitalistas de resposta à crise actual. E cria, portanto, condições para colocar a questão da resistência dos trabalhadores, não em termos de partilha de sacrifícios ou de medidas aceitáveis pelo patronato e pelo poder, mas em termos de luta pelos interesses de classe dos assalariados.
A Plataforma Anticapitalista em que as citadas organizações convergiram é uma base de colaboração aberta a demais grupos e pessoas. O seu ponto central é combater a pilhagem a que os trabalhadores e os pobres estão a ser sujeitos, dizendo-lhes que nada têm a esperar deste regime.
Publicamos de seguida um comunicado sobre os Encontros e o texto da Plataforma Anticapitalista O capital que pague a crise, apelando aos nossos leitores para que os apoiem e divulguem.